O blog Espaço Livre foi criado com o propósito de compartilhar textos que venham acrescentar algo à vida das pessoas. Alguns escritos por mim, outros copiados, mas sempre identificando a fonte e os autores. Se alguma vez deixar de faze-lo, ou se algum autor se sentir prejudicado, peço que se manifeste para que possa fazer o devido reparo. Meu único propósito é partilhar conhecimento com os irmãos.
domingo, 18 de setembro de 2011
terça-feira, 13 de setembro de 2011
O Amor Verdadeiro
Dando uma busca em meus arquivos deparei-me com um texto assinado por Maria Cristina e publicado no site www.rivalcir.com.br, que transmite exatamente o meu pensamento e revela o meu sentimento. Com uma convivência de quase 32 anos, meu relacionamento com o meu marido é exatamente assim. É claro que, como todo relacionamento longo, houve momentos de discórdias. Mas, nada que logo o amor não superasse e passasse a ser parte de um passado que, boa parte, já foi esquecido. Um episódio ocorrido há sete meses fez crescer ainda mais este amor sem limites e voltamos a viver como há 31 anos, quando iniciamos o namoro. Ele chega em casa trazendo flores. Volta no meio da tarde, quando as vezes só o estou esperando à noite. Nas serestas ou festas de amigos canta músicas como "A cúmplice" de Juca Chaves" e escreve poesias. Como trabalhamos em casa, estamos sempre interrompendo o trabalho para trocarmos um afago. Sou surpreendida na cozinha com um abraço, um beijo e declarações de amor. Acordo no meio da noite com carícias e só dormimos abraçados. Não nos cansamos de dizer eu te amo, eu te desejo. E, muito raramente, um é visto sem o outro. Em fim, faço minhas as palavras do texto, que assino em baixo.
"Fala-se hoje em dia, de forma um tanto crítica, naquilo que chamam de "amor romântico", como se fosse um tipo menor de amor, mesclado de infantilidades, de falta de bom senso, de fuga da realidade. Estive pensando muito sobre isto, pois me considero uma pessoa romântica, uma daquelas remanescentes, talvez, de uma época que já passou, dos chamados "anos dourados". O que ficou claro pra mim é que eu não reconheço amor sem muito carinho, muita ternura, confidências ao pé do ouvido, cumplicidade, respeito, troca de olhares sinceros da alma, simbolismos, beleza, delicadeza, muita amizade e tudo isto dentro de uma confidencialidade onde só os dois cabem!
Enfim, acho que o amor verdadeiro nos conecta com a criança que nos habita e que nos tempos atuais da racionalidade, da busca desarvorada de um supérfluo que nos custa caro demais, está esquecida, chorando e pedindo pra ser ouvida, pelo menos quando estamos mais distanciados de todo este barulho e deste movimento excessivo, que nem cabe no tempo.
Que pena que hoje se está perdendo o costume de fazer serenatas embaixo da janela da pessoa amada! Como é maravilhoso acordar com uma música apaixonada e terna sendo cantada por uma voz que reconhecemos, cheia de ternura e doçura, de ardor e desejo! É tão bom sentir no olhar do outro a verdade de um sentimento que nada pede além da necessidade de ser revelado. É tão delicioso tocar alguém fora do momento de fazer amor, apenas pra lhe lembrar do quanto é amado.
Tudo isto parece que nos faz andar sobre uma passarela de flores, de magia e isto é o verdadeiro amor, que é romântico, sim, mas que não poderia ser vivido de forma diferente. Aquele sentimento puro e ardoroso, que nos preenche, que nos ilumina inteiros, que nos faz príncipes e princesas de um verdadeiro conto de fadas que precisamos saber cultivar com os pequenos detalhes românticos, no dia-a-dia.
Como amar se não for deste jeito? Será o amor um sentimento capaz de sobreviver sem todo este doce mistério, sem esta doação de essências, sem este alimento que vem do fundo de nosso espírito e que se estabelece, simplesmente, sem teorizações, sem explicações, sem porquês, sem nada...
O AMOR VERDADEIRO É! E se expressa usando de todos os recursos de beleza e criatividade, de pureza e doçura, de poesia, de romantismo.
Estou escrevendo e percebo muito azul em torno de mim, uma vibração potente e ao mesmo tempo frágil, que pede para se manifestar em nossas vidas, pra levar, de vez, pra longe, o que houver de violência, de tristeza e de dor.
domingo, 11 de setembro de 2011
"APRENDA A CHORAR PARA QUE ALGUÉM POSSA SORRIR"
A falta de Deus nos corações empurra as criaturas para os abismos da dor e do sofrimento. Quantas vezes queremos realizar as coisas segundo nossos interesses escusos, relegando a plano secundário os conceitos elevados e os imperativos da fraternidade humana?
Quantos de nós, estribados na ambição, nos permitimos tomar dos outros o que não nos pertence, com a justificativa do lucro?
Quantos se permitem levar o sofrimento aos demais, com a desculpa de que tal se dá em face as lutas da vida?
Quantos se acumpliciam com o mal porque deles vão obter algum proveito financeiro, com a justificativa de que todos fazem isso e que se eu não fizer alguém o fará?
Quantos se justificam em suas aventuras com o argumento da emoção da adrenalina?
Entender as Leis espirituais que dirigem todas as criaturas, nos coloca na rota segura da construção de elevados objetivos, atenuando as arbitrariedades e diminuindo os erros que cometemos.
Nunca estaremos de posse de todos os termos do processo a fim de lançarmos uma sentença isenta de erros e que represente o mais elevado conceito de justiça.
Para nossa leviandade, o sofrimento tem sido a cela onde temos que quitar os arroubos de nosso voluntarismo capenga. Se aprendermos, no entanto, a respeitar a vontade de Deus que pede que tudo façamos para que nossos semelhantes não sofram, que nos esforcemos para que as lágrimas sejam secadas, e que ajudemos no limite de nossas forças físicas e morais, entenderemos que a vida é mais bela do que o lucro que se consegue, do que o sorriso de nossos lábios sobre o coro dos que soluçam, do que os prazeres fugidios da vida conquistados ao preço da miséria de muitos.
A vida é a esteira luminosa que podemos deixar atrás de nós pelos passos de bondade que efetivemos. Nenhuma vantagem no mundo nos concederá a alegria da consciência tranqüila, se essa não for obtida pelo bem que se realize.
Seremos atingidos pelos nossos atos. Inflexivelmente!
A retidão do bem pode nos causar algum sofrimento. No entanto, é uma dor com fundamento na bondade, uma dor transitória e nobre.
Buscar a ventura pessoal por nos associarmos com o mal, poderá nos dar alguma satisfação. Mas é um bem-estar com fundamento no egoísmo, na maldade, que haverá de se tornar uma dor perene e mesquinha, a persistir até o dia em que tenhamos coragem de devolver o que furtamos, de refazer o que destruímos, de reparar o mal que fizemos com o bem que venhamos colocar em seu lugar.
Não sorria hoje à custa da lágrima de alguém.
Aprenda a chorar para que alguém possa sorrir.
Isso é mais duradouro em uma existência porque demonstra que você assimilou a bondade que Deus colocou em seu interior, autorizando-o a ganhar asas e elevar-se acima de um simples ser humano, colocando-se a caminho da angelitude.
Nenhum de nós conseguirá fugir do processo moral que nos espera.
“ANDRÉ LUIZ RUIZ” Pelo Espírito “LÚCIUS”
Da obra:” A FORÇA DA BONDADE”.
Estudo indica que mulheres que bebem moderadamente envelhecem melhor
Mulheres que tomam bebidas alcoólicas de maneira moderada todas as noites tendem a envelhecer com mais saúde, segundo uma pesquisa da Escola de Saúde Pública de Harvard.
O estudo, publicado na revista científica PLoS Medicine, concluiu que aquelas que bebiam com moderação - meio litro de cerveja, uma taça de vinho ou uma dose de destilado por dia - tinham chances bem maiores de chegar com saúde aos 70 anos do que as que bebiam demais ou do que as abstêmias.
A análise dos hábitos de 14 mil mulheres também concluiu que é melhor beber menores quantidades ao longo da semana que concentrar o consumo de álcool nos fins de semana.
Em comparação com abstêmias, mulheres na faixa dos 50 anos que bebiam de 15g a 30g de álcool (uma a duas bebidas) por dia tinham 28% mais chance de atingir o que os cientistas americanos chamaram de "envelhecimento saudável", que significa um bom nível geral de saúde, livre de problemas como câncer, diabetes e doenças cardíacas a partir dos 70 anos.Os especialistas não sabem, no entanto, se é o álcool que gera o benefício ou se outras coisas que acontecem simultaneamente nas vidas dessas mulheres que as tornam mais saudáveis.
Os pesquisadores dizem que tentaram controlar fatores como fumo, que poderiam afetar os resultados.
'Não é preciso começar agora'
Estudos anteriores já mostraram que o consumo moderado de álcool - não mais do que duas ou três unidades por dia - está ligado a um menor risco de problemas cardíacos e outras doenças.Além disso, cientistas também mostraram que o álcool pode ter um impacto positivo no corpo, reduzindo a incidência de inflamações, colesterol alto e resistência à insulina.
As bebidas alcoólicas já foram relacionadas, no entanto, a doenças como o câncer de mama.
"Quantidades moderadas de álcool podem oferecer alguma proteção contra doenças cardíacas, especialmente para mulheres que já passaram pela menopausa, mas é importante não exagerar", diz Natasha Stewart, da ONG British Heart Foundation."Beber demais não protege o coração e pode inclusive levar a danos nos músculos cardíacos, derrame e pressão alta. Para quem não bebe, certamente não é preciso começar agora."
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
O coração e a razão
Rudes são minhas palavras
Mas não o meu coração
Só falo da boca pra fora
Pra destilar a emoção
Sei que a razão é quem manda
Mas, como desafiar?
A força do amor que sinto
Por quem elegi para amar
A razão é conselheira
Sábia, fria e cruel
E porque nunca amou
É amarga feito fel
Meu coração manda em mim
Mas a razão quer mandar
E vou viver sempre assim
Entre a terra e o mar
Mas o bom disso tudo
É o equilíbrio caboclo
Que ama com muita razão
Aquele coração maroto.
Cristóvam Aguiar (14/08/10)
Rudes são minhas palavras
Mas não o meu coração
Só falo da boca pra fora
Pra destilar a emoção
Sei que a razão é quem manda
Mas, como desafiar?
A força do amor que sinto
Por quem elegi para amar
A razão é conselheira
Sábia, fria e cruel
E porque nunca amou
É amarga feito fel
Meu coração manda em mim
Mas a razão quer mandar
E vou viver sempre assim
Entre a terra e o mar
Mas o bom disso tudo
É o equilíbrio caboclo
Que ama com muita razão
Aquele coração maroto.
Cristóvam Aguiar (14/08/10)
Destralhe-se
por Carlos Solano
-Bom dia, como tá a alegria?
Diz dona Francisca, minha faxineira rezadeira, que acaba de chegar.
-Antes de dar uma benzida na casa, deixa eu te dar um abraço que preste!
E ela me apertou.
Na matemática de dona Francisca, quatro abraços por dia dão para sobreviver; oito ajudam a nos manter vivos; 12 fazem a vida prosperar.
Falando nisso, vida nenhuma prospera se estiver pesada e intoxicada. Já ouviu falar em toxinas da casa? Pois são:
Objetos que você não usa; roupas que você não gosta ou não usa há um ano; coisas feias; coisas quebradas, lascadas ou rachadas; velhas cartas, bilhetes; plantas mortas ou doentes; recibos/jornais/revistas, antigos; remédios vencidos; meias velhas, furadas; sapatos estragados.
Ufa, que peso! O que está fora está dentro e isso afeta a saúde, aprendi com dona Francisca. Saúde é o que interessa. O resto não tem pressa! Ela diz, enquanto me ajuda a 'destralhar', ou liberar as tralhas da casa. O 'destralhamento' é a forma mais rápida de transformar a vida e ajuda as outras eventuais terapias.
Com o destralhamento:
- A saúde melhora.
- A criatividade cresce.
- Os relacionamentos se aprimoram.
É comum se sentir cansado, deprimido, desanimado, em um ambiente cheio de entulho, pois existem fios invisíveis que nos ligam à tudo aquilo que possuímos.
Outros possíveis efeitos do "acúmulo e da bagunça":
- sentir-se desorganizado
- fracassado
- limitado
- aumento de peso
- apegado ao passado
No porão e no sótão, as tralhas viram sobrecarga; Na entrada, restringem o fluxo da vida; Empilhadas no chão, nos puxam para baixo; Acima de nós, são dores de cabeça; Sob a cama, poluem o sono. Oito horas, para trabalhar; Oito horas, para descansar; Oito horas, para se cuidar.
Perguntinhas úteis na hora de destralhar-se
- Por que estou guardando isso?
- Será que tem a ver comigo hoje?
- O que vou sentir ao liberar isto?
E vá fazendo pilhas separadas.
- Para doar
- Para jogar fora
Para destralhar mais:
- livre-se de barulhos
- das luzes fortes
- das cores berrantes
- dos odores químicos
- dos revestimentos sintéticos...
e também...
- libere mágoas
- pare de fumar
- diminua o uso da carne
- termine projetos inacabados.
“Se deixas sair o que está em ti, o que deixas sair te salvará. Se não deixas sair o que está em ti, o que não deixas sair te destruirá", arremata o mestre Jesus, no evangelho de Tomé. “Acumular nos dá a sensação de permanência, apesar de a vida ser impermanente”, diz a sabedoria oriental. O Ocidente resiste a essa idéia e, assim, perde contato com o sagrado instante presente.
Dona Francisca me conta que “as frutas nascem azedas e no pé, vão ficando docinhas com o tempo”. A gente deveria de ser assim, ela diz: “Destralhar ajuda a adocicar”.
Se os sábios concordam, quem sou eu para discordar.
“Dê a quem você ama: asas para voar, raízes para voltar e motivos para ficar”.
por Carlos Solano
-Bom dia, como tá a alegria?
Diz dona Francisca, minha faxineira rezadeira, que acaba de chegar.
-Antes de dar uma benzida na casa, deixa eu te dar um abraço que preste!
E ela me apertou.
Na matemática de dona Francisca, quatro abraços por dia dão para sobreviver; oito ajudam a nos manter vivos; 12 fazem a vida prosperar.
Falando nisso, vida nenhuma prospera se estiver pesada e intoxicada. Já ouviu falar em toxinas da casa? Pois são:
Objetos que você não usa; roupas que você não gosta ou não usa há um ano; coisas feias; coisas quebradas, lascadas ou rachadas; velhas cartas, bilhetes; plantas mortas ou doentes; recibos/jornais/revistas, antigos; remédios vencidos; meias velhas, furadas; sapatos estragados.
Ufa, que peso! O que está fora está dentro e isso afeta a saúde, aprendi com dona Francisca. Saúde é o que interessa. O resto não tem pressa! Ela diz, enquanto me ajuda a 'destralhar', ou liberar as tralhas da casa. O 'destralhamento' é a forma mais rápida de transformar a vida e ajuda as outras eventuais terapias.
Com o destralhamento:
- A saúde melhora.
- A criatividade cresce.
- Os relacionamentos se aprimoram.
É comum se sentir cansado, deprimido, desanimado, em um ambiente cheio de entulho, pois existem fios invisíveis que nos ligam à tudo aquilo que possuímos.
Outros possíveis efeitos do "acúmulo e da bagunça":
- sentir-se desorganizado
- fracassado
- limitado
- aumento de peso
- apegado ao passado
No porão e no sótão, as tralhas viram sobrecarga; Na entrada, restringem o fluxo da vida; Empilhadas no chão, nos puxam para baixo; Acima de nós, são dores de cabeça; Sob a cama, poluem o sono. Oito horas, para trabalhar; Oito horas, para descansar; Oito horas, para se cuidar.
Perguntinhas úteis na hora de destralhar-se
- Por que estou guardando isso?
- Será que tem a ver comigo hoje?
- O que vou sentir ao liberar isto?
E vá fazendo pilhas separadas.
- Para doar
- Para jogar fora
Para destralhar mais:
- livre-se de barulhos
- das luzes fortes
- das cores berrantes
- dos odores químicos
- dos revestimentos sintéticos...
e também...
- libere mágoas
- pare de fumar
- diminua o uso da carne
- termine projetos inacabados.
“Se deixas sair o que está em ti, o que deixas sair te salvará. Se não deixas sair o que está em ti, o que não deixas sair te destruirá", arremata o mestre Jesus, no evangelho de Tomé. “Acumular nos dá a sensação de permanência, apesar de a vida ser impermanente”, diz a sabedoria oriental. O Ocidente resiste a essa idéia e, assim, perde contato com o sagrado instante presente.
Dona Francisca me conta que “as frutas nascem azedas e no pé, vão ficando docinhas com o tempo”. A gente deveria de ser assim, ela diz: “Destralhar ajuda a adocicar”.
Se os sábios concordam, quem sou eu para discordar.
“Dê a quem você ama: asas para voar, raízes para voltar e motivos para ficar”.
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
O dia em que eu matei Joana
Uma odisséia dos tempos modernos
E assim o tempo foi passando e, sem que eu percebesse, Penélope foi mudando, ficou doente, e passou a ser irritadiça e hostil. Já não era tão alegre e feliz quanto antes, e transformara a vida no lar num verdadeiro inferno de conflitos. Eu senti o golpe. Passei a me dedicar a ajudá-la a se curar. Mas ela não queria ajuda. No auge da sua loucura ela queira obrigar a todos agirem como ela. Só ela conhecia a verdade das coisas, só ela sabia como fazer qualquer coisa, e tudo tinha que ser feito ao modo dela. O menor gesto fora do padrão por ela estabelecido era motivo para um novo conflito.
Nos tempos modernos, Circe é inimiga da Mulher Maravilha. Aliás, ela é inimiga de todas as mulheres, as quais ela quer tornar tão infelizes quanto ela. Joana era assim, embora eu não tenha reconhecido isso logo de início. E tal qual Ulisses, fui envolvido e passei a amá-la, submetendo-me às suas vontades e desejando apenas vê-la feliz. Isso amenizava o sofrimento da minha vida com Penélope.
Diz-se que um ser apaixonado perde toda noção da realidade. Fica cego, surdo e mudo. Só vê, só ouve e só fala o que lhe convém. Ali estava eu, totalmente envolvido e dominado pelo feitiço do amor. Afastado do meu lar, dos meus familiares, dos meus amigos, da minha vida. Só tinha olhos para Joana.
Quando percebi o quanto estava perto de um abismo, recorri a um trunfo que carrego comigo como arma e amuleto, presente de Deus do qual nunca me separei. Soltei a Besta Fera. Ela me sacudiu, me fez acordar do sonho ilusório, do feitiço do amor, e partiu para cima de Joana fazendo-a em pedaços.
Uma odisséia dos tempos modernos
Tal qual Ulisses eu era um aventureiro. Divertia-me junto aos meus amigos e amigas, travando minhas batalhas em terras estrangeiras ou dentro de mim mesmo. Enquanto isso, minha linda Penélope me aguardava em casa, ansiosa pela minha volta. Ela sabia que eu sempre voltava. E por isso não dava chance aos oportunistas que a assediavam. As aventuras davam ânimo à minha vida, me livravam do tédio, me davam prazer. Mas, não mais do que Penélope poderia me dar.
E assim o tempo foi passando e, sem que eu percebesse, Penélope foi mudando, ficou doente, e passou a ser irritadiça e hostil. Já não era tão alegre e feliz quanto antes, e transformara a vida no lar num verdadeiro inferno de conflitos. Eu senti o golpe. Passei a me dedicar a ajudá-la a se curar. Mas ela não queria ajuda. No auge da sua loucura ela queira obrigar a todos agirem como ela. Só ela conhecia a verdade das coisas, só ela sabia como fazer qualquer coisa, e tudo tinha que ser feito ao modo dela. O menor gesto fora do padrão por ela estabelecido era motivo para um novo conflito.Busquei ajuda com amigos médicos, religiosos, usei meizinhas e orações, métodos científicos ou não, tudo era válido para curar minha amada Penélope, mas nada surtia efeito. Desgostoso, me afundei mais ainda nas aventuras. E um belo dia, navegando por um daqueles mares nunca dantes navegados, conheci uma linda feiticeira. Joana era como Circe, a feiticeira da mitologia grega que transformava os homens em animais que a obedeciam cegamente.
Nos tempos modernos, Circe é inimiga da Mulher Maravilha. Aliás, ela é inimiga de todas as mulheres, as quais ela quer tornar tão infelizes quanto ela. Joana era assim, embora eu não tenha reconhecido isso logo de início. E tal qual Ulisses, fui envolvido e passei a amá-la, submetendo-me às suas vontades e desejando apenas vê-la feliz. Isso amenizava o sofrimento da minha vida com Penélope.
Diz-se que um ser apaixonado perde toda noção da realidade. Fica cego, surdo e mudo. Só vê, só ouve e só fala o que lhe convém. Ali estava eu, totalmente envolvido e dominado pelo feitiço do amor. Afastado do meu lar, dos meus familiares, dos meus amigos, da minha vida. Só tinha olhos para Joana.Mas um dia, Joana por alguns momentos perdeu o controle sobre mim e eu pude ver seu verdadeiro rosto. Levei um tremendo susto. Mas, nem por isso, acordei. Achava que com meu amor poderia curá-la e fazer dela o ser bonito que ela aparentava ser.
Uma coisa curiosa aconteceu então. A partir daquele dia, sempre que voltava ao meu lar, notava que Penélope melhorava a olhos vistos e estava novamente me amando como nos tempos em que vivíamos felizes. Mas, parecia ser tarde demais. Embora reconhecendo a sua melhora e o seu amor, ainda assim, eu a rejeitava.
Disse a ela então que iria embora de uma vez, para não mais voltar. Ela caiu em prantos e me deu a maior prova de amor que uma mulher pode dar a um homem. Disse-me que mesmo que eu tivesse outra mulher, ainda assim ela me queria. Que seria melhor me ter pela metade do que me perder por inteiro. Eu não acreditei na sinceridade das suas palavras, mas resolvi dar uma chance para que ela me demonstrasse, na prática, o que me dizia.
Quando Joana soube do ocorrido, ficou furiosa. Percebeu que estava perdendo o poder sobre mim e mudou completamente. Brigamos pela primeira vez e muitas outras vezes depois. Mas eu ainda estava apaixonado e ainda queria vê-la feliz. Mas na sua fúria, ela se mostrou mais uma vez como ela verdadeiramente era. E eu, horrorizado, me perguntava como poderia ter amado semelhante ser.
Quando percebi o quanto estava perto de um abismo, recorri a um trunfo que carrego comigo como arma e amuleto, presente de Deus do qual nunca me separei. Soltei a Besta Fera. Ela me sacudiu, me fez acordar do sonho ilusório, do feitiço do amor, e partiu para cima de Joana fazendo-a em pedaços.Estes pedaços eu cremei em fogueira sagrada e ofertei a fumaça aos céus que me protegem. Naquele dia eu matei Joana e joguei suas lembranças na fumaça do desprezo e do esquecimento.
Sou um homem livre e feliz outra vez, vivendo ao lado da minha Penélope.
Cristóvam Aguiar
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Sandy faz anal, coisa e tal
Às vezes eu acho o mundo bobo, bobíssimo. As polêmicas bestas, as discussões estéreis. E tenho a impressão de que ninguém está mais a fim de levar a vida muito a sério. E daí que a Sandy faz sexo anal? Nem discuto se a cantora disse isso com todas as letras, se a revista deturpou as palavras dela, se dar o c... é, de fato, dor ou é prazer (uma questão mitológica do tipo quem nasceu primeiro: ovo ou galinha).
Fico impressionada como a sexualidade das pessoas interessa as outras. Assumir homossexualidade, por exemplo, dá sempre manchete de jornal. Bissexualidade, então, é tendência da estação. Por quê? Alguém poderia dizer. Por que é tão importante saber o que um parente, amigo, colega de trabalho, um ídolo do cinema ou da música faz entre quatro paredes? E por que algumas dessas pessoas também têm a necessidade de se expor publicamente? Só eu acho tudo isso muito estranho?
No limiar entre a infância e a adolescência morei em frente a um pensionato para mulheres. Entre as pensionistas, uma jovem, bonita, solteira. A vida dos vizinhos era especular a condição sexual dela. Uma nuvem de fofoca perseguia a mulher enquanto ela passava pela rua, simpática, carregando sozinha as sacolas do supermercado. Outra também vivia na boca do povo por, supostamente, manter um caso com um homem casado. Se as teorias todas eram verdade ou imaginação, pouco importava; valia mais a especulação.
Havia outra vizinha (casada, mãe de família) que não suportava os comentários. Dizia que era coisa de gente de cabeça pequena, do interior – e enquanto varria a calçada de casa chamava todo mundo de desocupado e pedia para que deixasse a vida alheia em paz. Por algum tempo pensei que ela estivesse correta. Mas o mau hábito permanece aí, atual e globalizado, cruzando interiores pacatos e capitais. No mais: já era hora de deixar a Sandy dar o c... em paz.
NE: Li este texto da Isolda Herculano e achei muito interessante, por isso resolvi publicar aqui. Assino embaixo.
Publicado em http://isoldaherculano.blogspot.com
Às vezes eu acho o mundo bobo, bobíssimo. As polêmicas bestas, as discussões estéreis. E tenho a impressão de que ninguém está mais a fim de levar a vida muito a sério. E daí que a Sandy faz sexo anal? Nem discuto se a cantora disse isso com todas as letras, se a revista deturpou as palavras dela, se dar o c... é, de fato, dor ou é prazer (uma questão mitológica do tipo quem nasceu primeiro: ovo ou galinha).Fico impressionada como a sexualidade das pessoas interessa as outras. Assumir homossexualidade, por exemplo, dá sempre manchete de jornal. Bissexualidade, então, é tendência da estação. Por quê? Alguém poderia dizer. Por que é tão importante saber o que um parente, amigo, colega de trabalho, um ídolo do cinema ou da música faz entre quatro paredes? E por que algumas dessas pessoas também têm a necessidade de se expor publicamente? Só eu acho tudo isso muito estranho?
No limiar entre a infância e a adolescência morei em frente a um pensionato para mulheres. Entre as pensionistas, uma jovem, bonita, solteira. A vida dos vizinhos era especular a condição sexual dela. Uma nuvem de fofoca perseguia a mulher enquanto ela passava pela rua, simpática, carregando sozinha as sacolas do supermercado. Outra também vivia na boca do povo por, supostamente, manter um caso com um homem casado. Se as teorias todas eram verdade ou imaginação, pouco importava; valia mais a especulação.
Havia outra vizinha (casada, mãe de família) que não suportava os comentários. Dizia que era coisa de gente de cabeça pequena, do interior – e enquanto varria a calçada de casa chamava todo mundo de desocupado e pedia para que deixasse a vida alheia em paz. Por algum tempo pensei que ela estivesse correta. Mas o mau hábito permanece aí, atual e globalizado, cruzando interiores pacatos e capitais. No mais: já era hora de deixar a Sandy dar o c... em paz.
NE: Li este texto da Isolda Herculano e achei muito interessante, por isso resolvi publicar aqui. Assino embaixo.
Publicado em http://isoldaherculano.blogspot.com
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
O segredo do xixi em grupo
Li este texto e resolvi dividir com vocês. É um pouco longo, mas, é muito interessante, vale a pena conferir. Não tenho certeza da autoria, por isso não vou citar.

"Só uma mulher consegue entender cada vírgula deste texto, mas os homens têm que ler para saber compreendê-las!
Quando você TEM que ir ao banheiro público, você encontra uma fila de mulheres, que faz você pensar que o Bradd Pitt deve estar lá dentro. Você se resigna e espera, sorrindo para as outras mulheres que também estão com braços e pernas cruzados na posição oficial de "estou me mijando".
Finalmente chega a sua vez, isso, se não entrar a típica mamãe com a menina que não pode mais se segurar.
Você, então verifica cada cubículo por debaixo da porta para ver se há pernas. Todos estão ocupados. Finalmente, um se abre e você se lança em sua direção quase puxando a pessoa que está saindo.Você entra e percebe que o trinco não funciona (nunca funciona); não importa... você pendura a bolsa no gancho que há na porta e se não há gancho (quase nunca há gancho), você inspeciona a área.. o chão está cheio de líquidos não identificados e você não se atreve a deixar a bolsa ali, então você a pendura no pescoço enquanto observa como ela balança sob o teu corpo, sem contar que você é quase decapitada pela alça porque a bolsa está cheia de bugigangas que você foi enfiando lá dentro, a maioria das quais você não usa, mas que você guarda porque nunca se sabe...
Mas, voltando à porta...
Como não tinha trinco, a única opção é segurá-la com uma mão, enquanto, com a outra, abaixa a calcinha com um puxão e se coloca "na posição". Alívio...... AAhhhhhh.....finalmente...
Aí é quando os teus músculos começam a tremer [...] Porque você está suspensa no ar, com as pernas flexionadas e a calcinha cortando a circulação das pernas, o braço fazendo força contra a porta e uma bolsa de 5 kg pendurada no pescoço.
Você adoraria sentar, mas não teve tempo de limpar o assento nem de cobrir o vaso com papel higiênico. No fundo, você acredita que nada vai acontecer, mas a voz de tua mãe ecoa na tua cabeça "jamais sente em um banheiro público!!!" e, assim, você mantém "a posição" com o tremor nas pernas... E, por um erro de cálculo na distância, um jato finíssimo salpica na tua própria bunda e molha até tuas meias!! Por sorte, não molha os sapatos. Adotar "a posição" requer grande concentração.
Para tirar essa desgraça da cabeça, você procura o rolo de papel higiênico, maaassss, para variar, o rolo está vazio...! Então você pede aos céus para que, nos 5 kg de bugigangas que você carrega na bolsa, haja pelo menos um miserável lenço de papel. Mas, para procurar na bolsa, você tem que soltar a porta. Você pensa por um momento, mas não há opção...
E, assim que você solta a porta, alguém a empurra e você tem que freiá-la com um movimento rápido e brusco enquanto grita OCUPAAADOOOO!!!
Aí, você considera que todas as mulheres esperando lá fora ouviram o recado e você pode soltar a porta sem medo, pois ninguém tentará abri-la novamente (nisso, nós, as mulheres, nos respeitamos muito) e você pode procurar seu lenço sem angústia. Você gostaria de usar todos, mas quão valiosos são em casos similares e você guarda um, por via das dúvidas. Você então começa a contar os segundos que faltam para você sair dali, suando porque você está vestindo o casaco já que não há gancho na porta ou cabide para pendurá-lo. É incrível o calor que faz nestes lugares tão pequenos e nessa posição de força que parece que as coxas e panturrilhas vão explodir. Sem falar do soco que você levou da porta, a dor na nuca pela alça da bolsa, o suor que corre da testa, as pernas salpicadas...
A lembrança de sua mãe, que estaria morrendo de vergonha se a visse assim, porque sua bunda nunca tocou o vaso de um banheiro público, porque, francamente, "você não sabe que doenças você pode pegar ali"
[...] você está exausta. Ao ficar de pé você não sente mais as pernas. Você acomoda a roupa rapidíssimo e tira a alça da bolsa por cima da cabeça!....
Você, então, vai à pia lavar as mãos. Está tudo cheio de água, então você não pode soltar a bolsa nem por um segundo. Você a pendura em um ombro, e não sabendo como funciona a torneira automática, você a toca até que consegue fazer sair um filete de água fresca e estende a mão em busca de sabão. Você se lava na posição de corcunda de notre dame para não deixar a bolsa escorregar para baixo do filete de água... O secador, você nem usa. É um traste inútil, então você seca as mãos na roupa porque nem pensar usar o último lenço de papel que sobrou na bolsa para isso.
Você então sai. Sorte se um pedaço de papel higiênico não tiver grudado no sapato e você sair arrastando-o, ou pior, a saia levantada, presa na meia-calça, que você teve que levantar à velocidade da luz, deixando tudo à mostra!
Nesse momento, você vê o seu amigo que entrou e saiu do banheiro masculino e ainda teve tempo de sobra para ler um livro enquanto esperava por você. "Por que você demorou tanto?" Pergunta o idiota. Você se limita a responder: "A fila estava enorme".
E esta é a razão porque nós, as mulheres, vamos ao banheiro em grupo. Por solidariedade, já que uma segura a tua bolsa e o casaco, a outra segura a porta e assim fica muito mais simples e rápido já que você só tem que se concentrar em manter "a posição" e a dignidade.
Obrigada a todas as amigas que já me acompanharam ao banheiro."
Li este texto e resolvi dividir com vocês. É um pouco longo, mas, é muito interessante, vale a pena conferir. Não tenho certeza da autoria, por isso não vou citar.

"Só uma mulher consegue entender cada vírgula deste texto, mas os homens têm que ler para saber compreendê-las!
Quando você TEM que ir ao banheiro público, você encontra uma fila de mulheres, que faz você pensar que o Bradd Pitt deve estar lá dentro. Você se resigna e espera, sorrindo para as outras mulheres que também estão com braços e pernas cruzados na posição oficial de "estou me mijando".
Finalmente chega a sua vez, isso, se não entrar a típica mamãe com a menina que não pode mais se segurar.
Você, então verifica cada cubículo por debaixo da porta para ver se há pernas. Todos estão ocupados. Finalmente, um se abre e você se lança em sua direção quase puxando a pessoa que está saindo.Você entra e percebe que o trinco não funciona (nunca funciona); não importa... você pendura a bolsa no gancho que há na porta e se não há gancho (quase nunca há gancho), você inspeciona a área.. o chão está cheio de líquidos não identificados e você não se atreve a deixar a bolsa ali, então você a pendura no pescoço enquanto observa como ela balança sob o teu corpo, sem contar que você é quase decapitada pela alça porque a bolsa está cheia de bugigangas que você foi enfiando lá dentro, a maioria das quais você não usa, mas que você guarda porque nunca se sabe...
Mas, voltando à porta...
Como não tinha trinco, a única opção é segurá-la com uma mão, enquanto, com a outra, abaixa a calcinha com um puxão e se coloca "na posição". Alívio...... AAhhhhhh.....finalmente...
Aí é quando os teus músculos começam a tremer [...] Porque você está suspensa no ar, com as pernas flexionadas e a calcinha cortando a circulação das pernas, o braço fazendo força contra a porta e uma bolsa de 5 kg pendurada no pescoço.
Você adoraria sentar, mas não teve tempo de limpar o assento nem de cobrir o vaso com papel higiênico. No fundo, você acredita que nada vai acontecer, mas a voz de tua mãe ecoa na tua cabeça "jamais sente em um banheiro público!!!" e, assim, você mantém "a posição" com o tremor nas pernas... E, por um erro de cálculo na distância, um jato finíssimo salpica na tua própria bunda e molha até tuas meias!! Por sorte, não molha os sapatos. Adotar "a posição" requer grande concentração.Para tirar essa desgraça da cabeça, você procura o rolo de papel higiênico, maaassss, para variar, o rolo está vazio...! Então você pede aos céus para que, nos 5 kg de bugigangas que você carrega na bolsa, haja pelo menos um miserável lenço de papel. Mas, para procurar na bolsa, você tem que soltar a porta. Você pensa por um momento, mas não há opção...
E, assim que você solta a porta, alguém a empurra e você tem que freiá-la com um movimento rápido e brusco enquanto grita OCUPAAADOOOO!!!
Aí, você considera que todas as mulheres esperando lá fora ouviram o recado e você pode soltar a porta sem medo, pois ninguém tentará abri-la novamente (nisso, nós, as mulheres, nos respeitamos muito) e você pode procurar seu lenço sem angústia. Você gostaria de usar todos, mas quão valiosos são em casos similares e você guarda um, por via das dúvidas. Você então começa a contar os segundos que faltam para você sair dali, suando porque você está vestindo o casaco já que não há gancho na porta ou cabide para pendurá-lo. É incrível o calor que faz nestes lugares tão pequenos e nessa posição de força que parece que as coxas e panturrilhas vão explodir. Sem falar do soco que você levou da porta, a dor na nuca pela alça da bolsa, o suor que corre da testa, as pernas salpicadas...
A lembrança de sua mãe, que estaria morrendo de vergonha se a visse assim, porque sua bunda nunca tocou o vaso de um banheiro público, porque, francamente, "você não sabe que doenças você pode pegar ali"
[...] você está exausta. Ao ficar de pé você não sente mais as pernas. Você acomoda a roupa rapidíssimo e tira a alça da bolsa por cima da cabeça!....Você, então, vai à pia lavar as mãos. Está tudo cheio de água, então você não pode soltar a bolsa nem por um segundo. Você a pendura em um ombro, e não sabendo como funciona a torneira automática, você a toca até que consegue fazer sair um filete de água fresca e estende a mão em busca de sabão. Você se lava na posição de corcunda de notre dame para não deixar a bolsa escorregar para baixo do filete de água... O secador, você nem usa. É um traste inútil, então você seca as mãos na roupa porque nem pensar usar o último lenço de papel que sobrou na bolsa para isso.
Você então sai. Sorte se um pedaço de papel higiênico não tiver grudado no sapato e você sair arrastando-o, ou pior, a saia levantada, presa na meia-calça, que você teve que levantar à velocidade da luz, deixando tudo à mostra!
Nesse momento, você vê o seu amigo que entrou e saiu do banheiro masculino e ainda teve tempo de sobra para ler um livro enquanto esperava por você. "Por que você demorou tanto?" Pergunta o idiota. Você se limita a responder: "A fila estava enorme".E esta é a razão porque nós, as mulheres, vamos ao banheiro em grupo. Por solidariedade, já que uma segura a tua bolsa e o casaco, a outra segura a porta e assim fica muito mais simples e rápido já que você só tem que se concentrar em manter "a posição" e a dignidade.
Obrigada a todas as amigas que já me acompanharam ao banheiro."
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