sábado, 17 de março de 2012

Vida de verdade


Por muito tempo, eu pensei que a minha vida fosse se tornar uma vida de verdade.
Mas sempre havia um obstáculo no caminho, algo a ser ultrapassado antes de começar a viver, um trabalho não terminado, uma conta a ser paga, aí sim, a vida de verdade começaria.

Por fim, cheguei à conclusão de que esses obstáculos eram a minha vida de verdade.

Essa perspectiva tem me ajudado a ver que não existe um caminho para a felicidade.
A felicidade é o caminho!

Assim, aproveite todos os momentos que você tem.
E aproveite-os mais se você tem alguém especial para compartilhar, especial o suficiente para passar seu tempo; e lembre-se que o tempo não espera ninguém.

Portanto, pare de esperar até que você termine a faculdade; até que você volte para a faculdade; até que você perca 5 kg; até que você ganhe 5 kg; até que seus filhos tenham saído de casa; até que você se case; até que você se divorcie; até sexta à noite até segunda de manhã; até que você tenha comprado um carro ou uma casa nova; até que seu carro ou sua casa tenham sido pagos; até o próximo verão, outono, inverno; até que você esteja aposentado; até que a sua música toque; até que você tenha terminado seu drink; até que você esteja sóbrio de novo; até que você morra; e decida que não há hora melhor para ser feliz do que agora mesmo...

Lembre-se: felicidade é uma viagem, não um destino.  (Henfil)



sexta-feira, 16 de março de 2012

A vida não começa aos 40 (?)


Acabei de ler um artigo da jornalista Eliane Brum, onde ela fala da frase  'a vida começa aos 40'  que não é nova, mas que  parece ter deixado o marketing publicitário para virar filosofia da vida cotidiana. Eu mesma já devo tê-la pronunciado algumas dezenas de vezes, porém, brincando para demonstrar que não me preocupo com essa coisa de idade cronológica, uma vez  que já passei de meio século e estou na melhor fase a vida.

Eliane Brum diz que tem ouvido a frase de bocas que costumam dizer coisas que valem a pena. "De uns tempos para cá, atrizes e escritoras interessantes têm repetido esse slogan, depois de passar dos 40. Nesse verão, li várias vezes essa frase em revistas femininas diferentes, ditas por mulheres diferentes, mas incluídas no pacote do “bonita-e-bem-sucedida”... e com mais de 40. Parece uma epidemia. Não paro de ouvir e de ler que 'a vida começa aos 40'", diz ela. 

Como ela, também acho a frase simpática e bem intencionada, e até revolucionária no passado recente, pois até boa parte do século passado era tido como certo que a vida acabava aos 40, especialmente para as mulheres. Era concebido que o mais emocionante que uma mulher poderia esperar a partir dos 40 seriam os netos que, sem sombra de dúvidas é emocionante tanto quanto ou mais do que ser mãe. 

A jornalista diz temer que estejamos enfiando o nosso pé em uma nova armadilha. E eu concordo que, em vez de uma frase meio marqueteira que se diz aqui e ali quando falta assunto, ao ser levada a sério torne-se uma sentença. E ela vai buscar o significado da frase “a vida começa aos 40”? Pesquisando ela conclui que a vida começaria aos 40 porque as mulheres ainda estariam bonitas, já seriam donas de uma carreira consolidada e financeiramente estáveis, teriam passado por percalços suficientes para se sentirem mais confiantes e sem as pressões e inseguranças dos 20 e até dos 30, estariam mais livres para inventar novos rumos para suas vidas – e novos rumos que estariam mais próximos de seus desejos. Aos 40, as mulheres já estariam com os filhos crescidos e, portanto, teriam superado certo peso da maternidade. Isso já está ultrapasso, vez que hoje muitas mulheres estão justamente tentando engravidar ou com filhos pequenos ao completar 40 anos. 

"Se levada ao pé da letra que a vida começa aos 40 seria desesperador. Se, ao alcançar os 40 uma mulher chegasse à conclusão de que o que se passou antes foi apenas um preâmbulo para uma vida – e não a vida em si, com toda a sua quantidade de drama e de nadas – haveria um motivo bastante legítimo para se matar aos 40. Afinal, o que foi que você fez antes se não era vida o que estava acontecendo?" Sentencia a jornalista.

Ela continua seu texto informando que a expectativa de vida da mulher brasileira é de 77 anos, e que ao defender que “a vida começa aos 40”, estamos nos lançando em um paradoxo lógico: “a vida começaria no mesmo momento em que chega à metade”. E não a qualquer metade, mas a uma metade que envolve declínio físico, perdas inescapáveis e termina em morte. Parece deprimente? Seria, se fosse só isso, mas há também muitas possibilidades interessantes em curso, se tivermos aprendido algo em algum momento anterior. Triste? Algumas vezes muito triste, com certeza, mas também engraçada, se já conseguirmos rir de nós mesmas, e com um monte de coisas para inventar e para experimentar – e outras que só nos resta aceitar. É a vida, com sua mistura de tragédia e de comédia e um bocado de espaços vazios e de repetições.

Despida de seu conteúdo revolucionário, que fazia sentido em décadas passadas, mas hoje não me parece que faça mais, a máxima pode se tornar uma autossabotagem. Temos medo, quando chegamos aos 40, porque uma metade da vida já passou – e justamente a metade em que éramos jovens. Para as mulheres é de certo modo mais difícil porque a exigência de que pareçamos jovens é maior. E por causa dela muitas se lançam aos bisturis para adiar o inevitável, nem sempre com resultados satisfatórios. 

É preciso que a vida antes dos 40 tenha sido bem ruim para que o que venha depois seja tão melhor assim a ponto de se tornar a vida inteira. Se não foi tão ruim antes dos 40, também não é preciso temer que seja tão pior depois, a ponto de se tornar necessário gritar em público que os 40 estão sendo uma libertação ou uma epifania ou a abertura de “2001, uma odisseia no espaço”.

O texto da jornalista é longo e não vou transcrevê-lo inteiro. Mas, este trecho  resume tudo. "A vida é o que temos e o que fazemos dela, com um pouco de tudo, em qualquer idade. Aos 40, percebemos que começamos a envelhecer. Não acho que devemos negar isso, mesmo porque não adianta. O que vamos dizer aos 50 ou aos 60? Que a vida começa de novo? Ué, mas ela não tinha começado aos 40? E aos 70, 80 ou 90, vamos “descobrir” que a vida começa no fim?"
 
De minha parte, posso afirmar que aos 53 anos estou vivendo a melhor fase da vida. Aos 20 anos eu estava cursando Letras Vernáculas e trabalhando como auxiliar de escritório para me manter, já que sai aos 18 de uma cidadezinha de interior para estudar na cidade grande, com a cara e a coragem. Logo virei jornalista pela força das circunstâncias, abandonei a universidade e hoje estou aqui ainda jornalista, me adaptando as modernidades da profissão para sobreviver, mas, querendo mudar. 

Contudo, posso afirmar que a vida neste plano começa quando nascemos e só acaba quando desencarnamos. Cabe a nós fazermos cada dia melhor para ao final da operação termos somado conhecimentos e bons momentos para a próxima vida. 

O melhor momento para se realizar alguma coisa é hoje, porque ontem não volta mais e amanhã será hoje. A vida (re)começa a cada amanhecer.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Imunização Espiritual


Se te decides, efetivamente, a imunizar o coração contra as influências do mal, é necessário te convenças:
Que todo minuto é chamamento de Deus à nossa melhoria e renovação;
Que toda pessoa se reveste de importância particular em nosso caminho;
Que o melhor processo de receber auxílio é auxiliar em favor de alguém;
Que a paciência é o principal ingrediente na solução de qualquer problema;
Que sem amor não há base firme nas construções espirituais;
Que o tempo gasto em queixa é furtado ao trabalho;
Que desprezar a simpatia dos outros, em nossa tarefa, é o mesmo que pretender semear um campo sem cogitar de lavrá-lo;
Que não existem pessoas perversas e sim criaturas doentes a nos requisitarem amparo e compaixão;
Que o ressentimento é sempre foco de enfermidade e desequilíbrio;
Que ninguém sabe sem aprender e ninguém aprende sem estudar;
E que, em suma, não basta pedir aos Céus, através da oração, para que baixem à Terra, mas também cooperar, através do serviço ao próximo, para que a Terra se eleve igualmente para os Céus.

Emmanuel - Recebido espiritualmente por Francisco Cândido Xavier - Texto extraído do livro "Meditações Diárias" – Editora Ide.)


Entre o coração e a razão


Rudes são minhas palavras
Mas não o meu coração
Só falo da boca pra fora
Pra destilar a emoção

Sei que a razão é quem manda
Mas, como desafiar?
A força do amor que sinto
Por quem elegi para amar

A razão é conselheira
Sábia, fria e cruel
E porque nunca amou
É amarga feito fel

Meu coração manda em mim
Mas a razão quer mandar
E vou viver sempre assim
Entre a terra e o mar

Mas o bom disso tudo
É o equilíbrio sereno
Que ama com muita razão
Aquele coração moreno.

(Cristóvam Aguiar - 28.10.2008)

terça-feira, 13 de março de 2012

Se você ama, por que não diz?

 Lendo um artigo de Bruno Astuto, na revista Época, (Se você ama, por que não diz?) lembrei de outros que também falam da vergonha que as pessoas têm de demonstrar seus sentimentos, de parecerem ridículas se mostrarem que são românticas. Se disserem eu te amo quer seja para o companheiro (a) ou para os pais, filhos, irmãos, amigos. Muitas pessoas agem dessa forma devido a educação que tiveram, o meio em que vivem.
Bruno Astuto conta que tem uma amiga que se orgulhava de, em 23 anos de casamento, nunca ter dito “eu te amo” para o marido. Batia no peito como uma vencedora, como o lado vitorioso de um eterno jogo de sedução, em que apenas uma parte cede, e outra capitula. Sua estratégia, garante, deixou-o sempre apaixonado, “no cabresto”. - No fim do ano passado o marido teve um ataque cardíaco fulminante e não resistiu. A mulher não teve tempo de se despedir, nem mesmo de tentar salvá-lo. O golpe lhe foi fatal; ela o adorava, mas não a ponto de lhe contar que o amava.
Bruno Astuto conta que pediu à viúva que o deixasse publicar seu relato. Ela concordou, porque achava importante dividir com as pessoas a maior dúvida que lhe restou dessa terrível experiência: será que é realmente necessário economizar belas palavras? Por que temos vergonha de dizer que amamos alguém? Ele relata a experiência da mulher, que está arrependida de nunca ter dito ao marido o quanto o amava.  Existe muitas destas viúvas nos dias de hoje.
Eu pergunto: há algum problema em nos mostrarmos frágeis de vez em quando?  Estou com o Bruno Astuto quando diz que num mundo sem toques, olhares e os sons das vozes, e dos carinhos vazios de Twitters e Facebooks, o grande desafio do ser humano é ir além do “cutuco” das redes sociais. Sair do seu casulo, enfrentar o trânsito, procurar a pessoa e dizer, sem medo, o que sente. Para essa geração que começou quando a AIDS nos fez distanciar para não nos envolvermos, o futuro dos Jetsons chegou de fato. Não em termos dos carros voadores, mas capacetes invisíveis que protegem do contato físico e mantêm as emoções enclausuradas numa sinistra assepsia.
É por isso que eu não me importo com os olhares atravessados ou algumas piadinhas quando ando nas ruas de mãos dadas com minha mulher, troco beijos e abraços em locais públicos, dizemos eu te amo a qualquer hora ou em qualquer lugar, quando sentimos vontade. Já ouvi pessoas dizerem: Não são casados, por que ficam se beijando no bar? É ridículo um casal com uma convivência de mais de 30 anos andar de mãos dadas, dizer eu te amo e trocar um beijo em público. Bonito mesmo são adolescentes e jovens que se encontram a primeira vez e se pegam em qualquer lugar e partem rapidinho para os “finalmentes”, para em seguida se separarem e dizerem “só ficamos”.

N.E. Texto original de Maura Sérgia, adaptado por Cristóvam Aguiar

segunda-feira, 12 de março de 2012

MULHER, ESTILO DE VIDA


Faustino Vicente *

A destinação do mês de março para a justa comemoração do Dia Internacional da Mulher, nos dá a oportunidade de destacar os avanços que as mulheres conquistaram   em todas as atividades humanas.“Eu criei um estilo para o mundo inteiro. Vê-se em todas as lojas o “estilo Chanel”.Não há nada que se assemelhe.Sou escrava do meu estilo.Um estilo não sai da moda;Chanel não sai da moda”.Não resta dúvida que, Gabrielle Bonheur “Coco” Chanel (1883-1971), revolucionou a década de 20, libertando a mulher dos trajes desconfortáveis e rígidos do final do século 19.Foi com ousadia, criatividade e empreendedorismo que esse verdadeiro mito do mundo fashion legou à mulher contemporânea um novo estilo de vida. Ela viveu décadas à frente de seu tempo.

Apesar das  mulheres terem quebrado barreiras, ultrapassado fronteiras e vencido limites nas carreiras, a novela ainda terá muitos capítulos. Os desafios do dia-a-dia são representados pelo machismo, assédio sexual e moral, salários inferiores aos dos homens, dupla jornada de trabalho,constrangimento nos coletivos urbanos e violência no lar, fatores inibidores ao desenvolvimento pessoal e à dignidade humana. A felicidade pode estar na “habilidade cirúrgica” em harmonizar o papel junto à família que a envolve, com o exercício da profissão que desenvolve. A mulher, mais do que o homem, tem investido em educação formal e informal.

As pesquisas mercadológicas despertaram a percepção do mundo dos negócios para as necessidades mais prementes da mulher ampliando o espaço do produto que mais seduz a  mulher contemporânea - a praticidade. A diversidade de ofertas nos shopping centers, os produtos alimentícios semi-preparados nos supermercados, o delevery, as facilidades via Internet, e a maior disponibilidade de serviços domésticos, fazem parte da receita especial do  “poupa tempo feminino.”  Do glamour da celebridade à ternura da maternidade, é a comportamento da mulher a fonte inspiradora das tendências do mercado  consumidor.

O fantástico desenvolvimento, científico e tecnológico, tem provocado frequentes  e radicais transformações reservando o sucesso sustentado aos que tiverem a capacidade de adaptação à realidade. Algo análogo aos princípios da teoria evolutiva do naturalista britânico, Charles Robert Darwin (1809-1882). Senso de organização, planejamento, controle do (escasso) orçamento do lar e a simpatia no relacionamento interpessoal, fazem parte da receita vitoriosa da mulher, seja ela dona de casa ou astronauta da Nasa.

Entre as causas do avanço feminino no mundo dos negócios destacamos o seu mérito pessoal, a escalada do desemprego que atingiu a massa trabalhadora masculina, o sonho da independência financeira e o desejo natural de assegurar melhor qualidade de vida à família. Foi fundamental a convicção de que poderiam desempenhar, com a mesma eficácia e dignidade, tantas outras atividades laborativas como as que sempre executaram no lar - as quais nunca abandonaram. Todos esses sonhos, não foram suficientes para que perdessem a capacidade de se indignar,e agir,na busca incessante de metas comunitárias: sociedade mais igualitária socialmente, mais justa economicamente e mais fraterna.

O essencial, para homens e mulheres, é a consciência de que somos da mesma natureza e que as nossas diferenças (não são divergências) fazem parte da pluralidade de valores indispensáveis à edificação de uma sociedade sem preconceito, sem discriminação e sem violência – chagas sociais – que delatam o desrespeito a princípios sagrados de cidadania.Um simples olhar na carreira de mulheres bem-sucedidas nos revela que, além da competência técnica,da conduta ética e da habilidade eclética elas  possuem  determinação de  alpinista, garra de lenhador e sensibilidade de jardineiro, o que nos leva prazerosamente a concluir, que as belas estão se tornando cada vez mais “feras”.

*Faustino  Vicente  - Advogado, Professor e Consultor de Empresas e de Órgãos Públicos – e-mail:  faustino.vicente@uol.com.br –  Jundiaí (Terra da Uva) – São Paulo - Brasil

domingo, 11 de março de 2012

PAI NOSSO - Oração que cultiva AMOR ao próximo e o PERDÃO.

Experimente hoje



Agradecer a Deus os benefícios da vida e valorizar os recursos do próprio corpo.
Trabalhar e servir além do próprio dever, quanto lhe seja possível.
Observar, ainda mesmo por instantes, a beleza da paisagem que lhe emoldura a presença.
Nada reclamar.
Comentar unicamente os assuntos edificantes.
Refletir nas qualidades nobres de alguma pessoa com a qual os seus sentimentos ainda não se afinem.
Falar sem azedume e sem agressividade na voz.
Ler algum trecho construtivo.
Praticar, pelo menos, uma boa ação, sem contar isso a pessoa alguma.
Cultivar tolerância para com a liberdade dos outros sem atrapalhar a ninguém.
Atendamos diariamente a semelhante receita de atitude e, em breve tempo, realizaremos a conquista da paz.
(De “Busca e acharás”, de Francisco Cândido Xavier – Espíritos Emmanuel e André Luiz)