segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Deu branco

Este é um assunto que costuma povoar a mente de toda mulher. A grande maioria não consegue conviver bem com cabelos brancos. Eu brinco muito com este assunto e não me preocupo tanto, também aos 54 anos tenho ainda poucos fios brancos. Mas, acho que, pensando bem, a jornalista Ana Celia descreve bem esta situação. Pinta uma insegurança danada, sim. Mas, vamos ao texto de Ana.


Será que para assumir o grisalho a mulher tem que ser alta? Alta, descolada, rica, inteligente, bonita e ainda ter um algo a mais. Segundo o Murilo Souza, cabeleireiro do MG Hair, em São Paulo, nada de madeixas longas. Brancos pedem um corte curto, atual. Aí penso: meu Deus, eu não estou me vendo com esse visual.

 Não tenho a pinta da Meryl Streep, em “O Diabo Veste Prada” (foto abaixo) – e muito menos o poder da Christine Lagarde, diretora mundial do FMI (foto ao lado).


Melhor parar tudo. Deve ter algo de errado aqui. Esse tipo de insegurança deveria bater numa adolescente, não em uma mulher da minha idade que é dona do seu nariz e que não tem problemas com o seu corpo – não vamos falar dos pneuzinhos, ok? Pelo menos não dessa vez.

Voltando à minha vontade de arriscar uma “grisalourice”, resolvi consultar alguns especialistas no assunto para ver como fazer a passagem do momento tricolor para o gradual loiro grisalho. Em tempo, a cor natural dos meus cabelos é loiro escuro. Eis as opções:

a)   Fazer mechas mais escuras do que a coloração atual para que o cabelo vá voltando, aos poucos, à sua cor de origem. Passar henna na raiz. Se as madeixas desbotarem nas pontas, mais mechas serão aplicadas para ajudar a tapear o momento tricolor.

Depois dos óculos de grau na ponta do nariz para ler aquelas letras miúdas dos cardápios nos restaurantes, o que mais estava por vir?  Ele, claro, o cabelo branco na front, na minha front.
Toda vez que subo no elevador e me olho no espelho, percebo o quanto estou ficando tricolor. Não, não estou falando de time de futebol. Chego ao ponto de ficar com três cores no cabelo ao final do mês.
Quando li “Meus cabelos estão ficando brancos”  (Going Grey), da escritora americana Anne Kreamer, pensei que na minha hora ia ser mais fácil. Pura ilusão. Fui ficando cada vez mais loira, loira, até chegar nessa fase tricolor. E agora, o que eu faço?
Até os melhores cabeleireiros execram as mulheres que resolvem deixar à mostra seus fios brancos. Claro, ter a cliente assiduamente pagando pela coloração mensal é ganho certo.
Para quem imagina que só precisa assumir a cabeleira grisalha e o problema está automaticamente resolvido, ledo engano. Dá um trabalho danado. Vide os xampus, cremes e sei lá mais o quê que meu marido tem no box do banheiro. Ah, mas homem grisalho é outra história. Eles ficam charmosos, experientes, envolventes… Já eu, bem, ainda não estou tão certa.

Como ficarei com óculos de leitura, cabelos grisalhos e o aparelho móvel que comecei a usar para corrigir os dentes da frente depois dos 40 anos?
b)   Descolorir todo o cabelo e encarar o branco de uma vez só.
c)   Continuar tricolor e segurar a bucha!
 O que você faria no meu lugar?

Ana Celia Aschenbach - Mulher 7 X 7

domingo, 23 de setembro de 2012

Intolerância

Cristóvam Aguiar*   

Os muçulmanos estão irritados por conta de um filme veiculado na Internet por um americano, e algumas charges publicadas por uma revista francesa. Em ambos os casos o profeta Maomé, líder político e religioso do povo árabe, fundador do Islamismo, é ridicularizado. Isso despertou a fúria dos seus seguidores que pelo mundo inteiro passaram a atacar embaixadas (principalmente americanas) e matar pessoas. 
Pesquisas apontam que 80% das guerras em andamento no mundo atual, têm motivos religiosos ou financeiros. Observando a história verificamos que a religião sempre foi usada como escudo pelos senhores da guerra para esconder os seus verdadeiros interesses. Sempre se matou muito em nome de Deus.
         Eu entendo que fé é uma coisa muito intima em cada ser humano. A maior graça que o criador deu ao ser humano foi o livre arbítrio. Temos o direito de escolher o caminho que queremos seguir. Podemos até crer ou não em Deus. Podemos escolher qualquer religião também. Os Evangelhos cristãos relatam que Jesus enviou seus discípulos pelo mundo afora para anunciar a Boa Nova e buscar mais adeptos à nova religião que surgia, o Cristianismo. Mas não se tem notícia de que ele tenha dito que se deveria prender, arrebentar e matar quem não o aceitasse como o Messias.
         Esse é o problema com as religiões. Seus líderes em geral querem converter as pessoas através do uso da força e do terror. Quem não crê no seu Deus, no seu profeta, e não segue seus ensinamentos, é infiel e deve morrer. Eu acho muito engraçado quando alguém me diz que sua alma está salva porque pertence a tal religião, e que quem não seguir o mesmo caminho vai queimar no fogo eterno. Em geral são aquelas pessoas simples, que passam muito tempo nas igrejas resmungando preces mas sem ter a menor noção do que estão dizendo.
         Nos dias de hoje abrir uma igreja virou um grande negócio. E é fácil. Com menos de R$ 500 qualquer um pode dar entrada na papelada e fundar a sua igreja que é totalmente isenta de impostos, não presta conta ao governo de nada do que arrecada, compra produtos importados com isenção do IPI, os filhos do orientador espiritual estão desobrigados de prestar serviço militar, é uma baba. Negócio melhor não conheço. Basta ter algum conhecimento e conversa de camelô para ter sucesso na empresa.
         Eu não concordo com agressões em geral. Ninguém tem o direito de ridicularizar a fé alheia. Mas ninguém também tem o direito de sair matando pessoas inocentes porque algum idiota fez piadas de mau gosto. Que mal fizeram aquelas pessoas que trabalham nas embaixadas? Elas estão ali com a função de facilitar o intercambio entre países e, também, com a missão de proporcionar entendimento entre os povos.
         Como homem de fé, cristão, desperto, alijado de paixões e sectarismo, se alguém falar mal do Cristo na minha presença, no máximo poderei dizer: “Pai. Perdoa. Ele não sabe o que faz”!

*Cristóvam Aguiar é escritor, radialista e jornalista.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Oi Jesus, Eu Sou o Zé

Cada dia, ao meio dia, um pobre velho entrava na igreja e, poucos minutos depois, saía. Um dia, o sacristão lhe perguntou o que fazia, pois havia objetos de valor na igreja.
Venho rezar, respondeu o velho.
Mas é estranho, disse o sacristão, que você consiga rezar tão depressa.
Bem, retrucou o velho, eu não sei rezar aquelas orações compridas. Mas todo dia, ao meio dia, eu entro na igreja e falo:
"Oi Jesus, eu sou o Zé. Vim visitar você."
Num minuto, já estou de saída. É só uma oraçãozinha, mas tenho certeza que Ele me ouve.
Alguns dias depois, Zé sofreu um acidente e foi internado num hospital. Na enfermaria, passou a exercer grande influência sobre todos.
Os doentes mais tristes tornaram-se alegres e, naquele ambiente onde antes só se ouviam lamentos, agora muitos risos passaram a ser ouvidos.
Um dia, a freira responsável pela enfermaria aproximou-se do Zé e comentou: Os outros doentes dizem que você está sempre tão alegre, Zé...
O pobre enfermo respondeu prontamente: É verdade, irmã. Estou sempre muito alegre! E digo-lhe que é por causa daquela visita que recebo todos os dias. Ela me faz imensamente feliz.
A irmã ficou intrigada. Já tinha notado que a cadeira encostada na cama do Zé estava sempre vazia. Aquele velho era um solitário, sem ninguém.
Quem o visita? E a que horas? Perguntou-lhe.
Bem, irmã, todos os dias, ao meio dia, Ele vem ficar ao pé da cama por alguns minutos, talvez segundos... Quando olho para Ele, Ele sorri e me diz:
"Oi Zé, eu sou Jesus, vim te visitar".
* * *
A história é singela e seu autor é desconhecido.
No entanto, o ensinamento que contém nos faz refletir profundamente.
Fala-nos da fé, da simplicidade, da dedicação e da perseverança.
Quem de nós dispõe, como o Zé, diariamente, de alguns minutos para falar com Jesus?
Muitos ainda confundimos a oração com um amontoado de palavras que vão saindo da boca, destituídas de sentimento e de humildade.
Quantos de nós temos tal perseverança, tanto nas horas de alegria quanto nas de dor, para elevar o pensamento a Jesus, confiando-lhe a nossa intimidade, com a certeza de que Ele nos ouvirá?
A oração é uma ponte que se distende da alma opressa para que o alívio possa chegar.
É o fio misterioso, que nos coloca em comunhão com as esferas divinas.
É um bálsamo que cura nossas chagas interiores.
É um templo, em cuja doce intimidade encontraremos paz e refúgio.
Enfim, para as sombras da nossa alma, a oração será sempre libertadora alvorada, repleta de renovação e luz.
É importante que cultivemos a fé inabalável nas soberanas leis que regem a vida e das quais o Sublime Galileu nos trouxe notícias.
É preciso orar, ainda que a nossa oração seja singela, mas que seja movida pelo sentimento.
* * *
Orando, chegarás ao Senhor, que te deu, na prece, um meio seguro de comunicação com a infinita bondade de Deus, em cujo seio dessedentarás o Espírito aflito...

Redação do Momento Espírita

"A maior caridade que podemos fazer pela Doutrina Espírita é a sua divulgação." Chico Xavier - Emmanuel

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/outros-temas/oi-jesus-eu-sou-o-ze/#ixzz278jjZxvf

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Inspiração do poeta

Conta-se que, num dia qualquer, o compositor Almir Sater estava em São Paulo para uma temporada. Em certo momento, desceu do seu apartamento para tomar um cafezinho num mercado ali perto.
Encontrou um amigo, que o convidou para experimentar uma viola que acabara de comprar. Enquanto tomavam café, Almir dedilhou a viola e soltou a voz:
Ando devagar... ao que o amigo emendou... porque já tive pressa.
Dizem que essa maravilha chamada Tocando em frente, ficou pronta em dez minutos. Um dia, alguém perguntou ao Almir como essa música fora feita e ele respondeu: Ela estava pronta. Deus apenas esperou que eu e o Renato nos encontrássemos para mostrá-la para nós.
Será verdade ou será mais uma dessas lendas que se inventam, a respeito de pessoas célebres e suas produções?
Lenda ou verdade, não importa. O que sabemos é que a inspiração existe e disso entendem muito bem os gênios de todos os matizes.
E a letra e música de Tocando em frente são uma joia rara.
Convidam-nos a parar em meio à correria, a viver com mais vagar, como a saborear cada momento.
Também nos recordam que, na vida, lágrimas e sorrisos se sucedem.
Assim dizem os versos:
Ando devagar porque já tive pressa.
E levo esse sorriso, porque já chorei demais.                                       
Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe...
Eu só levo a certeza de que muito pouco eu sei, eu nada sei...
Há tanto para aprender. E quantos cremos ser superiores, por entendermos disso ou daquilo. E, contudo, quem verdadeiramente se dedica a aprender, descobre que quanto mais aprende, mais há a ser pesquisado, descoberto.
Conhecer as manhas e as manhãs, o sabor das massas e das maçãs.
O planeta Terra é o grande laboratório Divino em que provamos a dor, a alegria. Em que nos extasiamos ante a manhã que se espreguiça e nos encantamos com a riqueza das pessoas.
Cada uma com seu talento especial, sua forma de ser, de agir em nossas vidas.
E, neste planeta de provas e expiações, com quantas delícias nos agracia Deus. Sabores de frutas, consistências inúmeras.
É preciso tudo provar. Aprender a degustar, reconhecendo o sabor de cada fruta, do trigo transformado em pão, do grão triturado, moído, servido com aroma de café.
Mas é preciso o amor pra poder pulsar, é preciso paz pra poder sorrir, continua cantando o inspirado poeta.
Sim, o amor nos é imprescindível porque fomos criados e somos mantidos pelo amor de Deus, trazendo essa essência Divina em nossa intimidade.
E somente sorri, num mundo de tanta perversidade ainda, quem já descobriu o segredo da vida na Terra, que se chama oportunidade e progresso.
Por isso, cada um de nós compõe a sua história. E cada ser em si, carrega o dom de ser capaz, de ser feliz.
E, como todo mundo ama, todo mundo chora, não esqueçamos que um dia a gente chega, no outro vai embora.
A vida é transitória. Aproveitemo-la, ao máximo, vivendo com a família, os amigos. Produzindo na sociedade, deixando nossas marcas de luz para, como alguém já falou, quem venha atrás, possa dizer: Por aqui passou um ser iluminado. Uma estrela...

Redação do Momento Espírita.

Tocando em Frente - Almir Sater & Renato Teixeira

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

A busca da consciência

A verdadeira busca espiritual é a busca pela consciência. Aprender é descobrir, perceber, significar, agir. Aprender é coordenar tudo que somos, de maneira saudável, gostosa e cheia de compreensão. É nascer e renascer continuamente.

A vida não vem pronta, somos todos aprendizes. Todos nós estamos aqui, aprendendo a ter domínio sobre nosso próprio poder. Aprendendo as leis que regem a vida, ampliando nossa consciência, aprendendo a viver com a realidade, abandonando as ilusões, as fantasias e os sonhos.

Muitas vezes, temos sentimentos dúbios em nós. Buscamos o equilíbrio, entre as forças contraditórias que travam uma luta em nosso interior. Às vezes, as pessoas me dizem: Sabe, minha alma me diz uma coisa e minha cabeça diz outra. E eu, fico pensando: Como será que ela sabe que é a alma que está dizendo, se ela não presta atenção nem no que sente? Parece-me muito mais que escutou o galo cantar, mas não sabe muito bem onde.

A ignorância daquilo que não sabemos pesa. Muitas vezes como culpa, muitas vezes como pretensão, muitas vezes com a nítida sensação de não haver saída. Uma sensação de impotência toma conta. Eu tinha de saber e não sei, mas como vou dizer para mim mesmo e para os outros que eu não sei? A sensação é de que o custo é alto demais para uma pessoa só.

Assim como não aprendemos a nadar lendo livros e escutando palestras, mas apenas mergulhando na piscina e seguindo passo a passo as instruções recebidas, treinando, disciplinando-nos, orientando nossos movimentos, ajustando nossa respiração, coordenando nossos braços e pernas - também é assim com a vida: aprendemos a viver, vivendo

Saltamos de um lado a outro, em diferentes matizes de luz e sombra. Saltamos entre os nossos ideais e a realidade à nossa volta. Saltamos em múltiplos estados de consciência. Movemos-nos entre o que pensamos e o que sentimos. Entre a imaginação e o fato em si. Tentamos dar forma ao que ainda não tem forma, mas o conteúdo do que chega transborda e temos a sensação de que não somos capazes de dar conta do recado, que as situações estão fora de controle, que as mudanças estão além de nossa capacidade. Não conseguimos fazer uma síntese, fazer uma ordenação racional, pois não é algo que se restringe ao intelecto.

Algo em nós emerge, talvez a alma, e nos fala confundindo nossas ideias mais racionais. O orgulho, a vaidade, nossos desejos e nosso perfeccionismo misturam-se a uma vontade de liberdade, a uma crença em algo bom e positivo, que, muitas vezes, também não sabemos se é espiritualidade ou vontade de poder.

Nesse momento, o que precisamos é de calma, paciência para conosco e dar-nos um tempo para a compreensão do processo. Imprescindível também entender a crise como uma oportunidade de crescimento, que faculta nos ver e ver a vida de modo diferente. É através do conhecimento de si mesmas que as pessoas adquirem uma nova compreensão da vida e dão a ela um novo sentido, pois amplificando a consciência, ampliam seus horizontes.

Afinal de contas, somos capazes de mudanças e recomeços. Somos capazes de criar e solucionar. Somos seres eternos, caminhando constantemente na direção do bem.

Por Lousanne Arnoldi De Lucca   
www.vidaeconsciencia.com.br

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

O Brilho da Verdade

A verdade brilha.

Uma simples centelha da Verdade constitui um ponto luminoso na escuridão. Alguns, por essa centelha, embora pequenina, conseguem achar o caminho que haviam perdido.

A Fé também acende uma luz: embora não seja grande, pode ser o início de uma fogueira enorme.

Nunca desprezes, pois, em teu irmão,a pequenina centelha.

Se te parece pequena e fraca,hoje,poderá,amanhã,crescer e iluminar cidades e países.

Ampara a fagulha que está começando: ela poderá iluminar,amanhã, o teu caminho.

Olha bem aquele pontinho de luz no morro: é uma fagulha.

Se a brisa delicada a reanimar, alastrar-se-á pelo arvoredo.

Se o vento for borrascoso e áspero,extinguir-se-á.

Se o pequenino candelabro,com sua lâmpada minúscula,não é notado no salão fortemente iluminado, todavia, num porão em trevas é suficiente para indicar o caminho.

Se na presença do Sol a Lua é pálida, em sua ausência devolve aos homens a luz radiosa que recebe. No entanto, se o pirilampo tem uma luz muitíssimo mais fraca que a da própria luz, lembra-te de que é luz dele... e não refletida dos outros...

E, além disso, se a verdade e a luz ainda não têm origem em nós mesmos, de qualquer forma poderemos refletí-las, se nossa superfície estiver limpa e polida.


(Carlos Torres Pastorino)

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Dia Mundial de prevenção ao Suicídio

Hoje dia 10 de Setembro de 2012 se celebra o dia mundial da prevenção do Suicídio.

Não feche os olhos, ajude a uma pessoa que pensa cometer este ato, no seja indiferente ajude.
Ajude as pessoas que pensam que o suicidio è uma saida para os problemas, e para as familias, amigos que tambem passaram por isto.
Seja humano, extenda sua mão, abra seu coração, jogue fora o preconceito que existe dentro de você.
Vamos vibrar neste dia de hoje pelos nossos irmãos que em um momento de desespero optão por essa saída aparentemente fácil.
Eleve seus pensamentos a Deus e dedique este día a nossos irmãos desencarnados por este ato, e aos encarnados que pensam nisso.

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Lembre se que o Suicídio è uma porta falsa.
Em todos os momentos de nossa vida, Deus sempre estara ao nosso lado, mesmo que pelas circunstancias aparentamos que estamos solos perante nossos problemas. Seja forte, confie e ore, peça proteção e amparo que nosso pai nunca nos abandona.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Como Melhorar

Há um meio prático de se melhorar nesta vida, moralmente falando, resistindo às más tendências e procurando adquirir mais virtudes? Uma recomendação do filósofo Sócrates indica o melhor caminho: Conhece-te a ti mesmo!

Isso significa uma viagem interior de questionamentos, uma entrevista onde somos o entrevistado e o entrevistador. Sim, questionarmos a nós mesmos, avaliando diariamente o próprio comportamento para averiguar se alguém tem algo a reclamar de nós ou se cumprimos com o próprio dever no dia que passou.

Esta auto-avaliação pode ser resumida em cinco itens:

a) Interrogarmo-nos sobre o que temos feito;
b) Com que objetivo fizemos ou agimos dessa ou daquela forma;
c) Se fizemos algo que censuraríamos se praticado por outra pessoa;
d) Se algo fizemos que não ousaríamos confessar;
e) Se ocorresse a morte, teríamos temor do olhar de alguém?

E poderíamos ainda examinar se agimos contra Deus, contra nosso próximo e contra nós mesmos. As respostas obtidas nos darão o descanso para a consciência ou a indicação de um mal que precisa ser curado.

Havendo dúvida sobre determinado comportamento, há ainda um passo decisivo:

 “(...) Quando estiverdes indecisos sobre o valor de uma de vossas ações, inquiri como a qualificaríeis, se praticada por outra pessoa. Se a censurais noutrem, não na podereis ter por legítima quando fordes o seu autor (...) “.

Esta dica, inclusive é precisa para possíveis questionamentos sobre ilusões do julgar-se a si mesmo, atenuando as faltas ou tornando-as desculpáveis. Se censuramos no comportamento de outra pessoa, é sinal que não aceitamos. E, portanto, trata-se de comportamento que não devemos adotar.

A formulação nítida e precisa de questões dirigidas a nós mesmos sobre o móvel de nossas ações ou o questionamento de nossas motivações é o caminho de nos conhecermos. E, convenhamos, conhecendo a nós mesmos, alcançaremos a reforma moral.

Imagine-se agora se cada ser humano travar essa intensa luta consigo mesmo para melhorar-se a si mesmo, teremos um mundo melhor. É o que todos desejamos, não é?

Anotações preciosas essas, de Santo Agostinho, na resposta à questão 919 de O Livro dos Espíritos.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Enamorar-se de virtudes..!!!



O homem está sempre em busca da felicidade.

Perseguindo essa meta traça roteiros que imagina possam levá-lo à plenitude de seus sonhos.

É comum que se encante de modo particular por uma pessoa, com quem deseja seguir pela vida afora.

Para conquistar esse ser, que parece a personificação de um ideal, nada se afigura muito trabalhoso ou difícil.

Tomam-se cuidados especiais com a aparência, o modo de falar e de agir, a fim de impressionar favoravelmente.

É natural e saudável que se esteja disposto a labutar na conquista de uma meta, seja a companhia de uma pessoa, um projeto profissional ou outro desiderato digno de investimento.

Os esforços despendidos na realização de um ideal, mesmo que ele não seja atingido de pronto, sempre têm uma conseqüência positiva.

Por exemplo, a persistência em ser gentil, educado e compreensivo com uma pessoa específica, que se pretende seduzir, pode tornar alguém consciente de seu agir equivocado nas demais situações.

Mas o fato é que a felicidade real jamais está nas mãos de outro ser humano, por especial que ele seja.

Do mesmo modo, a conquista de um emprego, a aquisição de um bem, nada disso tem o condão de conduzir o homem à plenitude de seu ser.

A felicidade não está em coisas ou nos outros.

Ela é um estado de consciência, de harmonia com as leis divinas.

Veja-se o exemplo do Cristo.

Nasceu em família pobre, jamais foi importante, no sentido mundano. Não era compreendido pelos que o cercavam. Padeceu o contato com massas ignorantes, com governantes despóticos, e teve morte violenta.

Mas ninguém ousa sugerir que o Cristo foi um infeliz.

Um Espírito de Sua envergadura evolutiva não poderia ser infeliz, embora tivesse de enfrentar obstáculos.

No entanto, sempre foi grandemente só, pela ausência na Terra de seres que O ombreassem em entendimento e valores.

Ele foi feliz, embora não tivesse nada do que habitualmente se considera como conducente à felicidade.

Isso revela o quanto o homem se ilude ao eleger suas metas para uma vida mais plena.

Viveremos para sempre, podendo contar por todo o tempo com uma única companhia: a nossa.

E é muito entediante a convivência com alguém mesquinho, egoísta, arrogante, grosseiro ou inculto, não é mesmo?

Então, um bom caminho para se atingir a genuína felicidade é nos indagar como gostaríamos de ser, não apenas nesta encarnação, mas com o passar dos séculos.

Pensar, à longo prazo, pode ser uma eficiente forma de evitar o estabelecimento de metas equivocadas ou rasas.

Dentro de algumas encarnações, de que adiantará ter conseguido muito dinheiro ou um corpo perfeito nesta vida?

Com certeza muitos de nós já nos sentimos cansados de alguns de nossos defeitos, pois é triste chegar ao final do dia e lamentar os próprios atos.

Reflitamos sobre as virtudes que desejamos ter e busquemos nos enamorar delas, pois, uma vez conquistadas, serão nossas eternamente.

Admiramos e desejamos a companhia de pessoas bondosas, generosas, calmas, honestas, trabalhadoras e gentis?

Então, sejamos assim, envidando esforços para desenvolver as qualidades almejadas, do mesmo modo que o faríamos para conquistar a pessoa amada ou o emprego cobiçado.

Somente nossa transformação moral, com a adoção de um patamar de conduta sublimada, pode nos tornar seres plenos e pacificados.

Mas isso exige treino e esforço, pois nada de valioso na vida vem de graça.

Não há como nos tornar virtuosos, exercitando vícios.

Pensemos nisso.