domingo, 11 de agosto de 2013

Saudades do meu pai




Cada povo, cada nação tem suas tradições para comemorar o Dia dos Pais. Aqui no Brasil o segundo domingo de agosto é a data, mas outros países têm datas distintas para agradecer aos pais pelo dom da vida. O dia dos Pais no Brasil foi importado pelo publicitário Sylvio Bhering, comemorado pela primeira vez no dia 14 de Agosto de 1953, coincidindo com o dia de São Joaquim, patriarca da família.
Assim como o dia das mães, das crianças, é só mais uma data comercial. A televisão, rádios, jornais, passam dias e dias chamando às compras para presentear os pais. Ouvindo e vendo estes anúncios, não tem como não me recordar do meu pai que já não está entre nós há 14 anos, mas continua habitando o meu coração cheio de saudades.
Para homenageá-lo vou tentar expressar esta saudade, descrevendo-o. Falar sobre meu pai é falar de amor, dignidade, honestidade, humildade, sabedoria acima de tudo.  
Sinto saudade do seu olhar quando me reprovava por alguma atitude que considerava inadequada. Da sua voz me abençoando ou mesmo ralhando comigo por alguma traquinagem, me aconselhando ou contando casos. Sinto saudades do seu abraço. Mesmo quando estava distante, me sentia protegida porque sabia que ele estava lá pronto para me acolher a qualquer momento que precisasse.
Hoje eu estou com tantas saudades! Sei que o Criador reservou um bom lugar para ele em outra dimensão, pois com certeza ele cumpriu sua missão aqui na terra. Mas, mesmo essa certeza não é capaz de apagar esse sentimento.
Vejo as pessoas que têm pais, que muitas vezes os maltratam com gestos e palavras, não os valorizando, e penso: Idiotas, não sabem aproveitar esse tempo que ainda tem. Daria tudo para poder novamente segurar a mão do meu pai, ouvir a voz dele, ver o seu olhar de felicidade quando o visitava levando os seus netos. O sorriso lindo e aquela risada gostosa quando nos contava algo engraçado...
Como gostaria de ter uma nova chance de dizer: EU TE AMO! E ser mais presente, mais carinhosa, menos teimosa, ter tempo para conversar sobre futebol, política, os seus assuntos preferidos.
Deixo aqui um conselho: Quem tem seu pai vivo, não desperdice o tempo. Fale sobre seu amor por ele, da sua gratidão...  Aproveite para dizer hoje, porque amanhã pode ser tarde! Quanto mais se vive é pouco para dizer: Eu te amo PAI!
Sei meu pai que o senhor está me escutando. Que continua me protegendo e me inspirando bons sentimentos e atitudes que contribuem para o meu crescimento espiritual. Eu ainda escuto os teus ensinamentos e procuro pratica-los, principalmente respeitando e amando o meu próximo, procurando não julgar mas, compreender cada erro e cada acerto.
Obrigada Pai, por ter me dado a oportunidade de ser sua filha!  

De filho para pai….



De pai para filho. Essa expressão geralmente é usada quando se faz um bom negócio ou se obtém alguma vantagem que só mesmo os pais podem conceder.
Mas hoje nós trouxemos uma mensagem de filho para pai que merece toda a nossa atenção, porque, se levada em conta, trará grandes vantagens a pais e educadores.

Queridos pais, antes que seja tarde demais…

Não tenham medo de ser firmes comigo. Eu prefiro assim, pois sua firmeza me traz segurança.
Não me tratem com excesso de mimos. Nem tudo o que eu peço me convém.
Não me corrijam na frente de outras pessoas. Prestarei muito mais atenção se vocês falarem comigo baixinho e a sós.
Não permitam que eu forme maus hábitos. Na minha idade, eu dependo de vocês para descobrir o que é certo ou errado.
Não façam promessas apressadas. Lembrem-se de que me sinto mal quando as promessas não são cumpridas.
Não me protejam das consequências dos meus atos. Às vezes, preciso aprender através da dor.
Não sejam falsos nem mentirosos. A falsidade me deixa confuso, desnorteado, e acabo perdendo a confiança em vocês.
Não me incomodem com ninharias. Se assim agirem, terei de proteger-me, aparentando surdez.
Nunca dêem a impressão de ser perfeitos ou infalíveis. O choque será grande quando eu descobrir que vocês estão longe disso.
Não digam que meus temores são tolices. Eles são terrivelmente reais para mim. Se vocês usarem de compreensão para comigo, ficarei mais sereno e tranqüilo.
Não deixem sem resposta as minhas perguntas. Do contrário deixarei de fazê-las e buscarei informações em algum outro lugar.
Não julguem humilhante um pedido de desculpas. Um perdão sincero torna-me surpreendentemente mais caloroso para com vocês.
E não se esqueçam, jamais, que para desabrochar e florescer, eu preciso de muita compreensão. E, acima de tudo, de muito amor.

Você, que é pai ou educador, lembre-se sempre de que sem criança não há futuro e nem esperança de dias melhores.
Educar e bem formar os pequeninos são fatores fundamentais para a construção de um Mundo mais humano e mais feliz.
E educar não quer dizer superproteger nem abafar com excesso de zelos, pois a criança é como uma planta nos jardins do mundo. O excesso de água pode afogá-la e a falta excessiva pode secá-la.

Pense nisso, mas pense agora!

Redação do Momento Espírita,
 com base em texto recebido
de Walmir Cardoso da Silva.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

A IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA NA VISÃO ESPÍRITA:

Mensagem de carinho aos Pais....

A família, na visão espírita, se torna muito maior, mais importante, mais democrática e fundamental para a evolução do Espírito imortal.Laura, no livro Nosso Lar, informa que “o lar terrestre é que, de há muito se esforça por copiar nosso instituto doméstico; mas os cônjuges por lá, com raras exceções, estão ainda a mondar o terreno dos sentimentos, invadido por ervas amargosas da vaidade pessoal, e povoado de monstros do ciúme e do egoísmo.”

O lar é o sagrado vértice onde o homem e a mulher se encontram para o entendimento indispensável. É o templo onde as criaturas devem unir-se espiritual antes que corporalmente.(...) Alguns chegam a asseverar que a instituição da família humana está ameaçada. Importa considerar, entretanto, que, a rigor, o lar é conquista sublime que os homens vão realizando vagarosamente.
O conhecimento que o Espiritismo proporciona causa profundo impacto em todas as áreas do conhecimento e dos relacionamentos humanos. A visão que ele apresenta da família é um exemplo dessa afirmativa. Essa influência é notadamente percebida na desierarquização das funções e requalificação de responsabilidades.
Mesmo enquanto na função de pais, filhos, netos, cônjuges, os Espíritos que compõem o núcleo familiar são essencialmente irmãos em trajetórias evolutivas individuais, cada qual com sua bagagem, herança do passado, e com missões a serem desempenhadas no presente, com vistas ao futuro. Estão reunidos neste pequeno grupo social consangüíneo com muitos objetivos em comum, unidos por laços de simpatia ou não.

Nessa visão, o modelo de autoridade e a importância da função se diluem no respeito a cada individualidade e compromissos assumidos por cada um. Mesmo sob esta ótica, os pais (ou quem faça este papel) jamais perdem a responsabilidade e a função de educar, orientar, conduzir os Espíritos que vieram como filhos para o caminho do bem, procurando dirimir as tendências negativas, reforçando seus aspectos positivos.

Assim, com o cultivo permanente da harmonia no lar, do amor, da prática do perdão, do respeito mútuo, a família, esta inigualável conquista da evolução humana, será o verdadeiro agente transformador para uma sociedade mais fraterna e justa.
Cabe principalmente ao adulto, consciente dos postulados espíritas, assumir o papel de educador e orientador dos demais membros da família. Sabe-se que, algumas vezes, o Espírito que reencarna como filho é mais evoluído do que os pais, mas, mesmo assim, as funções não se invertem: ainda que não exista a hierarquia nos moldes antigos, o processo pedagógico-educacional é sempre tarefa dos pais.

Luis Roberto Scholl
Chico Xavier- André luiz-Nosso lar

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Para refletir



“Não é possível a construção de coisas sólidas em solos frágeis, mas apenas do que é duradouro e sustentáculo das verdadeiras riquezas da alma.

Não se conduza pelo caminho do erro no emprego de suas faculdades, utilize as mesmas com honestidade de caráter e sabedoria, para que ao partir em regresso à verdadeira Pátria, a verdadeira riqueza lhe acompanhe.

A chave para a felicidade estará sempre no bem que houver praticado.

A saúde mental e a espiritual depende muito da energia que emprega em suas ações, pois poderá se alimentar de bons ou maus fluidos, conforme o emprego que houver dado.

O caminho tortuoso das más ações sempre trarão consequências cujo arrependimento será por vezes tardia, porém a reparação será certa e a oportunidade sempre se fará visível.

Porém, faça bom uso da oportunidade que Deus lhe concedeu, já que por meio da reencarnação pode empregar de forma eficiente tudo aquilo que houver adquirido no campo da moral.

A oportunidade para o bom trabalho no amor junto aos nossos irmãos, é campo fértil para o plantio seguro que lhe trará bons frutos, que servirão sempre de alimento para o fortalecimento de seu espírito.”

Um Amigo Espiritual

Mensagem enviada pelo amigo  Edson Rheim

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Laços de amizade e vínculos


por Roberto Dantas

Já ouvi uma frase que dizia algo como “os amigos são os familiares que pudemos escolher”. Interessante pois na amizade temos mais liberdade, tanto de escolher como de ser escolhido, e por que isso? Por que não nos sentimos angustiados quando não somos escolhidos por alguém que não conhecemos, por exemplo? Porque não existe o laço afetivo.
Quando criamos o laço, efetivamente colocamos o “outro” pra dentro de nós, assim, ele passa a fazer parte de nosso Ser. Isso se dá em ambas as vias, ou seja, o “outro” (a pessoa com quem nos relacionamos) também cria esse vínculo e nos coloca (ou não) “dentro dele”, por isso sentimos subjetivamente, que estamos vinculados, dentro dele – e, portanto, que fomos ACEITOS.
Muitas vezes, somos apresentados a alguém, e sentimos que não gostamos daquela pessoa, ou que ela não tenha gostado de nós. Isso porque se dá por algum motivo inconsciente que fez com que não se criasse o LAÇO, o VÍNCULO, assim, não ACEITAMOS o outro e não o colocamos dentro de nós, ou ele não nos aceitou dentro dele.
São várias as possibilidades dessas relações vinculares e estão presentes em todos os relacionamentos, e o que vai definir o envolvimento desse laço, são fatores como a experiência de vida de cada um, as necessidades e demandas subjetivas de um e de outro, coisas que vão muito além do alcance racional e lógico de nosso EGO, que tem uma visão concreta do mundo.
O vínculo “alimenta” nosso SER e, assim, “alimentamos” o “outro SER” que faz parte da mesma corrente invisível (laço). Sentimos através desse vínculo, que fomos aceitos, isso nos traz uma sensação gostosa, de que pertencemos a alguém, e que também o outro nos pertence pois figura dentro de nós. A partir daí, podemos pensar naquela pessoa, lembrar-se dela, sentir vontade de conversar com ela, sentir sua falta.
Na amizade, especificamente, ocorre esse laço de forma democrática, pois temos total liberdade tanto de aceitar como de sermos aceitos, ou deixar que o outro nos coloque pra dentro de si.
Essa liberdade nos laços de amizade, faz com que ela (a amizade) seja a base de todos os relacionamentos humanos, e está presente desde o relacionamento conjugal, familiar - com os pais ou com os filhos, parentes, e pessoas com quem simplesmente nos dirigimos ao nos comuncarmos para, por exemplo, o balconista da padaria.
A todo instante vivenciamos e experienciamos um vínculo. Ele está presente em todos os nossos relacionamentos, por mais rápidos e cotidianos. O sentimento de “pertencimento” que é gerado pelo vincular-se, de uma forma mais ou menos intensa, claro, depende do tipo de vínculo e do grau de envolvimento que criamos com tal pessoa. O quanto mais nítido o colocamos dentro de nós, e/ou o quanto mais facilmente “nos deixamos” ser acolhidos dentro do (e pelo) “outro”.
http://somostodosum.ig.com.br

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Autoperdão e ação responsável

Suponhamos que a cada reencarnação recebemos do Criador um canteiro com uma terra muito fértil, para plantar flores, durante toda nossa vida.

Nascemos com as sementes das flores mas, ao invés de plantá-las, arranjamos sementes de espinhos e as semeamos, enchendo nosso canteiro de espinheiros.

Vamos plantando os nossos espinhos, até o dia em que olhamos para trás e percebemos um grande espinheiro.

Então, podemos ter três atitudes diferentes:

Se cultivamos o culpismo, devido ao remorso de não ter plantado as flores que deveríamos, simplesmente nos condenamos a deitar e rolar no espinheiro para nos punirmos, tentando aliviar a consciência de culpa.

Se somos pessoas que cultivamos o desculpismo, começamos a dizer que foi o vento que trouxe as sementes de espinhos, que não temos nada a ver com isso, etc.

Finalmente, se buscamos a ação responsável, ao perceber o espinheiro, assumimos tê-lo plantado e arrependemo-nos do fato.

Depois, percebemos que as sementes das flores continuam em nossas mãos e que podemos começar a plantá-las, agora que estamos mais conscientes.

Ao mesmo tempo sabemos que devemos retirar, um a um, todos os espinhos plantados e plantar uma flor no seu lugar.
Reflitamos sobre as três atitudes:

De que adianta cravar os espinhos plantados na própria carne? Por que aumentar o sofrimento?

Por acaso os espinhos diminuem quando agimos assim? A verdade é que não. De nada adianta. Este é o mecanismo dos que nos afundamos na culpa e deixamos que ela comande nossas vidas.

Substituir os atos de desamor praticados à vida com mais desamor ainda para conosco mesmos não resolve e não cura.

Por outro lado, pensando naqueles que ainda conseguimos achar desculpa para todo e qualquer desatino, por mais absurdo que ele pareça, veremos:

Os que fingimos que o espinheiro não tem nada a ver conosco, apenas estamos postergando o despertar da consciência.

Agindo assim, muitas vezes continuamos plantando mais e mais espinhos, fazendo com que o estrago fique cada vez maior.

O hábito de sempre encontrar desculpas e justificativas para todas nossas ações tem caráter doentio e precisa de atenção imediata de nossa parte.

O ego, em fuga desastrosa, procura justificar os erros mediante aparentes motivos justos. Tal costume degenera todo senso moral e pode nos levar a desequilíbrios psicológicos seríssimos.

Apenas a última opção, a da ação responsável, é caminho seguro.

É uma atitude proativa, pois ao assumir a responsabilidade pelos espinhos plantados, arrependemo-nos e buscamos substituí-los pelas flores.

Nesse ato cobrimos a multidão de pecados, conforme o ensino da Epístola de Pedro, referindo-se ao poder de cura do amor.

Assim crescemos, aprendemos e ressarcimos à Lei maior.
Sempre que cometermos erros, procuremos nos autoperdoar, atendendo à proposta da ação responsável, que troca o peso da culpa pela carga educativa da responsabilidade.

Redação do Blog Espiritismo na Rede, baseado no cap. 3 da obra
Psicoterapia à luz do Evangelho de Jesus, de Alírio de Cerqueira Filho, ed. Ebm