O blog Espaço Livre foi criado com o propósito de compartilhar textos que venham acrescentar algo à vida das pessoas. Alguns escritos por mim, outros copiados, mas sempre identificando a fonte e os autores. Se alguma vez deixar de faze-lo, ou se algum autor se sentir prejudicado, peço que se manifeste para que possa fazer o devido reparo. Meu único propósito é partilhar conhecimento com os irmãos.
quarta-feira, 29 de maio de 2013
segunda-feira, 27 de maio de 2013
Humanização em centro espírita
Costumo dizer que o processo de espiritualização passa necessariamente
pelo processo de humanização da criatura. Em outras palavras:
necessitamos antes de pensar em “plano espiritual” refletirmos sobre a
importância de sermos humanos, solidários e benevolentes uns com os
outros antes de olharmos para os Céus.
Nosso campo de trabalho por enquanto é aqui na Terra, ou seja, devo
atender bem os amigos que estão aqui na Terra, os companheiros da “boa
luta” que fazem parte do meu cotidiano e que são meus próximos mais
próximos. Outro dia recebi um e-mail com os seguinte conteúdo: o
dirigente de minha reunião mediúnica é educado e gentil com os espíritos
que se manifestam, todavia quando dirige a palavra para um membro
encarnado de nosso grupo sempre vem bronca e de forma acintosa.
Diante do desabafo indago: Por que tratar bem o espírito desencarnado e não dar o mesmo tratamento ao espírito encarnado?
Ora, somos todos iguais independentemente da condição em que nos encontramos, ou não?
Então, de que adianta sermos educados com os espíritos se não o somos
com os companheiros aqui da Terra? É preciso, pois, humanizar-se!
Outro ponto: algumas pessoas dão mais valor ao que vem dos espíritos
do que dos homens. Se um Espírito diz algo ela acredita piamente, mas se
é alguém encarnado logo passa pelo crivo da razão. Allan Kardec ensina
que os Espíritos são apenas os homens que aqui viveram e deixaram a
vestimenta carnal, portanto, não possuem nem todo o saber e nem toda a
moral, refletem na espiritualidade suas tendências, manias e outras
coisas que os caracterizavam quando encarnados.
Diante do ensinamento de Kardec concluímos que os Espíritos não sabem
tudo e que palavras boas podem vir tanto dos Espíritos quanto dos
homens que ainda estão na Terra. É preciso, pois, humanizar-se!
Dia desses visitei o CE Eterna Amizade de Pederneiras SP e o CE
Cairbar Schutel em Matão SP e notei a recepção calorosa dos amigos aos
que chegavam à casa. Designaram voluntários para recepcionar as pessoas e
entregar mensagens. Ótima iniciativa. Tem muita gente que chega pela
primeira vez ao centro espírita e é necessário receber com carinho essas
criaturas.
O centro espírita precisa ser um lar também para os que ainda estão
aqui na Terra. É preciso, pois, humanizar-se! Outra coisa interessante
foi o que ocorreu em CE Eterna Amizade, o mesmo que citei acima.
Dia de finados e realizaram uma palestra para abordar o tema: Perda
de entes queridos. Entretanto não se restringiram a divulgar aos
frequentadores da casa, foram além, arregaçaram as mangas e divulgaram
para toda a cidade. Foi uma noite memorável. Mães e pais, católicos,
evangélicos e sem religião recebendo em seus corações o consolo
proporcionado pela doutrina espírita. Uma beleza! Por isso estou sempre
batendo nesta tecla: Antes de cogitarmos das bênçãos dos Céus é
necessário trabalhar aqui na Terra. Antes de nos espiritualizarmos é
imprescindível sermos mais humanos. Pensemos nisso.
Wellington Balbo
sábado, 25 de maio de 2013
Dois Rubis
Dois Rubis
É isso aí minha amiga
Você arrasa a minha vida
Acende o meu coração
Seu corpo quando me aquece
Eu sinto até que parece
Ter o calor de um vulcão
Desculpe minha companheira
Parece até brincadeira
De tanto que tô feliz
Pois quando eu sinto o seu beijo
Meus olhos cá de desejo
Brilham que nem dois rubis
(ela)
É isso aí meu amigo
Você arrasa comigo
Acende o meu coração
Seu corpo quando me aquece
Eu sinto até que parece
Ter o calor de um vulcão
Desculpe meu companheiro
Parece até exagero
De tanto que tô feliz
Pois quando eu sinto o seu beijo
Meus olhos cá de desejo
Brilham que nem dois rubis
(ele)
O amor fez tanto volume
Que as vezes sinto ciúme
Se tu demoras chegar
Eu já pedi para a lua
Pra clarear toda rua
Quando tu fores passar
Você tem tudo que eu gosto
(ela)
E você me faz tão feliz
Pois quando eu sinto o seu beijo
Meus olhos cá de desejo
Brilham que nem dois rubis (bis)
Você arrasa a minha vida
Acende o meu coração
Seu corpo quando me aquece
Eu sinto até que parece
Ter o calor de um vulcão
Desculpe minha companheira
Parece até brincadeira
De tanto que tô feliz
Pois quando eu sinto o seu beijo
Meus olhos cá de desejo
Brilham que nem dois rubis
(ela)
É isso aí meu amigo
Você arrasa comigo
Acende o meu coração
Seu corpo quando me aquece
Eu sinto até que parece
Ter o calor de um vulcão
Desculpe meu companheiro
Parece até exagero
De tanto que tô feliz
Pois quando eu sinto o seu beijo
Meus olhos cá de desejo
Brilham que nem dois rubis
(ele)
O amor fez tanto volume
Que as vezes sinto ciúme
Se tu demoras chegar
Eu já pedi para a lua
Pra clarear toda rua
Quando tu fores passar
Você tem tudo que eu gosto
(ela)
E você me faz tão feliz
Pois quando eu sinto o seu beijo
Meus olhos cá de desejo
Brilham que nem dois rubis (bis)
quinta-feira, 23 de maio de 2013
Reflexões
Permanecemos sofrendo por dificuldades passageiras, como a
tempestade da noite, que por mais estragos que possa fazer nos telhados e
nos jardins, sempre passa e tem sua indiscutível utilidade.
Somos para Deus como crianças que ainda não se deram conta da grandiosidade do mundo e das verdades da vida.
Almas aprendizes que ainda somos e que nas noites escuras da vida, fazem-nos lembrar de nossa pequenez e da nossa impotência diante das tempestades da vida.
Se ainda não temos coragem bastante para enfrentar as realidades que não nos parecem favoráveis ou agradáveis, é porque em nossa intimidade a mensagem do CRISTO ainda não se fez certeza.
Trata-se, porém, de uma miopia espiritual, decorrente do nosso desejo constante de ser agraciados com bênçãos que, por ora, ainda não são merecidas.
Falta-nos coragem para acreditar que Deus não erra, que esta característica não é dele, mas apenas nossa, caminhantes imperfeitos nesta rota evolutiva.
Falta-nos humildade para crer que, quando fazemos a parte que nos cabe na tarefa, tudo acontece na hora correta e de forma adequada.
As dores que nos chegam e nos tocam são oportunidades de aprendizado e de mudança para novo estágio de evolução.
Por isso, quando tempestades pesarem fortemente sobre nossas cabeças, saibamos perceber que tudo na vida passa, assim como as chuvas, as dores, os problemas.
Somos para Deus como crianças que ainda não se deram conta da grandiosidade do mundo e das verdades da vida.
Almas aprendizes que ainda somos e que nas noites escuras da vida, fazem-nos lembrar de nossa pequenez e da nossa impotência diante das tempestades da vida.
Se ainda não temos coragem bastante para enfrentar as realidades que não nos parecem favoráveis ou agradáveis, é porque em nossa intimidade a mensagem do CRISTO ainda não se fez certeza.
Trata-se, porém, de uma miopia espiritual, decorrente do nosso desejo constante de ser agraciados com bênçãos que, por ora, ainda não são merecidas.
Falta-nos coragem para acreditar que Deus não erra, que esta característica não é dele, mas apenas nossa, caminhantes imperfeitos nesta rota evolutiva.
Falta-nos humildade para crer que, quando fazemos a parte que nos cabe na tarefa, tudo acontece na hora correta e de forma adequada.
As dores que nos chegam e nos tocam são oportunidades de aprendizado e de mudança para novo estágio de evolução.
Por isso, quando tempestades pesarem fortemente sobre nossas cabeças, saibamos perceber que tudo na vida passa, assim como as chuvas, as dores, os problemas.
Pensemos nisso!
quarta-feira, 22 de maio de 2013
O abraço
O Dia
do Abraço é comemorado todos os anos no dia 22 de maio.
O abraço é uma demonstração de carinho, afeto ou amizade que está presente em
todas as culturas. Normalmente o abraço pressupõe alguma intimidade, mas
algumas culturas são mais "abraçadeiras" do que outras.
Dizem os orientais que, quando
abraçarmos uma pessoa querida a quem amamos, devemos fazer da seguinte forma:
inspirando e expirando três vezes, e aí sua felicidade se multiplicará pelo
menos dez vezes.
O efeito terapêutico do abraço é inegável.
Diante disso não podemos esperar para abraçarmos a quem queremos bem.Se você
estiver sentindo um vazio interior, tente abraçar o seu amigo (a),
deslizando delicadamente a mão sobre as costas dele (a), para que o possa
sentir junto a você.
Nos Momentos de dor e de alegria é
que vemos o bem que um grande e demorado abraço nos causa.
Pelo abraço, transmitimos emoções,
recebemos carinho, trocamos afeto,
compartilhamos alegria,amenizamos dores, demonstramos amizade, doamos amor,
expressamos nossa humanidade.
compartilhamos alegria,amenizamos dores, demonstramos amizade, doamos amor,
expressamos nossa humanidade.
É tempo de enlaçarmos nossos braços
num terno, profundo e afetuoso abraço.
A melhor maneira de desejar
para alguém um feliz Dia do Abraço é dando um abraço!
Sintam-se abraçados!
terça-feira, 21 de maio de 2013
Mantendo a paz... Em meio ao turbilhão da vida
Atravessamos um momento histórico
singular e complicado…Nossas mentes estão sendo submetidas a uma verdadeira
torrente de informações. Teremos condições de suportá-la? O mundo tornou-se
invasivo. Ninguém mais está livre dos fluxos incessantes de informações, de
novos conhecimentos que surgem a cada dia e testam as nossas capacidades. O
futuro, com todas as suas mudanças radicais e profundas, está se aproximando de
todos nós em alta velocidade e mesclando-se com o presente. Talvez cheguemos,
em breve, a considerar cada ano anterior como o “passado” da Humanidade. Temos
de descobrir fórmulas que nos permitam manter, mesmo em meio ao turbilhão do
mundo, a nossa paz interior. Felizmente, a Natureza dotou os seres humanos de
instrumentos para fazer frente aos problemas por eles mesmos criados. São os
nossos potenciais mentais adormecidos. Há níveis conscienciais, nossa herança
cósmica e espiritual, que podem abrir maravilhosos portais para outras
dimensões. A primeira providência é depurar os conteúdos mentais, eliminando
tudo aquilo que, sem licença, o mundo colocou em nosso interior e que não faz
parte de nossa essência. Optemos
pela paz, pela harmonia e pelo Amor Incondicional. Optemos pelo encanto, beleza
e magia e transmutemos as imagens desarmônicas implantadas em nossas mentes.
Somos “Seres de Luz”… Só precisamos despertar esse nosso lado divino e cósmico,
para que as mais importantes mudanças em nossas vidas aconteçam. Se podemos
pensar e sonhar, é porque existe uma estrutura consciencial complexa e maravilhosa.
Poucas vezes lembramos que somos o Universo contemplando a si mesmo… Estamos
rodeados de mandalas… Basta uma pequena mudança na nossa maneira de observar o
mundo e elas surgem com todo o esplendor. Observamos o mundo e a Vida através
de duas pequenas e belas mandalas chamadas de “olhos”, as “portas da alma”…
Presenciamos, no mundo inteiro, uma profusão de “mandalas” de origem
desconhecida, os Crop Circles. Perfeitos e misteriosos, só podemos atribuir a
sua autoria a inteligências que estão em estágio evolutivo bem além deste em
que se encontra a Humanidade. A Visualização Criativa Fundamental trabalha com
a memorização de imagens que podem contribuir para o despertar de nossa memória
cósmica e divina. Mantras (sons sagrados) e Yantras (formas sagradas) compõem
uma fórmula perfeita para a Visualização Criativa Fundamental Quando
conseguimos visualizar mentalmente os desenhos mandálicos, cada um deles pode
atuar como um “portal” para um novo nível de consciência. Esta é a razão pela
qual, nestas mensagens, temos o cuidado de demonstrar, passo a passo, a
construção de mandalas simplificadas. Fáceis de serem elaboradas, podem
auxiliar no processo de Visualização Criativa Fundamental.”
(Texto extraído, em parte, da mensagem
constante do vídeo “Civilização Solar – Visualização Criativa – 528 hz.” –
Abril de 2013)
http://blog.forumespirita.net
domingo, 19 de maio de 2013
Lição bem aprendida
O garoto tinha
apenas cinco anos. Morava em uma cidade do interior gaúcho. Um local onde quase
todos se conheciam.
Casos de roubo
ou outros crimes, quando aconteciam, revolucionavam a cidade, como se fosse o
fim do mundo.
Naquela
localidade, os vizinhos se cumprimentavam e, quando viam crianças pela rua,
logo tratavam de perguntar onde estavam os seus pais, o que faziam sozinhos,
para onde iam.
Em resumo, uns
cuidavam dos outros.
Foi, portanto,
de forma natural, que dona Rute, ao sair para fazer compras, sabendo que iria
se demorar algumas horas, olhou para o terreno da casa ao lado e vendo o menino
a brincar, lhe disse: Cuide de minha casa, por favor.
O menino ergueu
os olhos e acenou, de forma afirmativa, com a cabeça.
Em seguida,
chamou seu cão, um amigo desde as horas primeiras da infância. Era seu
companheiro de brincadeiras.
O cão o seguia
aonde quer que fosse. E os pais sabiam que o menino estaria seguro sob a guarda
do animal fiel.
Então, o garoto
abriu o portão de sua casa, andou até a casa vizinha, ficou na ponta dos pés
para conseguir alcançar a maçaneta do portão e entrou.
Sentou-se na
entrada cimentada, de acesso à casa e o cão se sentou ao lado. E ali ficaram
por mais de três horas.
A mãe, em vendo
o garoto em terreno alheio, se preocupou que ele fosse aprontar alguma e o
chamou diversas vezes para que viesse para casa.
Mas, a cada
chamada, ele acenava com a cabeça negativamente e dizia: Não posso!
Quando dona Rute
chegou, entendeu: o menino tomara ao pé da letra o cuidar da sua casa e montara
guarda, parado, na frente de sua porta, por mais de três horas.
Beijou-o,
sorrindo, agradeceu e entrou em casa. Ele se levantou e com seu cão, retornou
ao próprio lar.
No cair da
noite, a mãe foi surpreendida com a chegada de dona Rute procurando por seu
filho.
Sobressaltou-se:
O que é que ele aprontara? Fizera alguma travessura?
Mas a vizinha
insistia que queria falar com o menino. Ele veio e, ante o espanto da mãe, a
senhora o abraçou, beijou, agradeceu e lhe entregou um prato com doces que ela
preparara.
Só então a mãe
teve a explicação do que seu filho fizera. Seu filho, a quem ela, desde muito
cedo, ensinara a lição da responsabilidade e do dever.
Ele entendera
direitinho.
* * *
Invistamos na
educação desde as primeiras horas de vida dos nossos filhos.
Não acreditemos
que eles sejam muito novos e que não compreenderão as regras da boa conduta, do
que seja dever e responsabilidade.
A criança
assimila o que ouve e sobretudo, o que vê.
Falemos a
respeito do dever e o exemplifiquemos.
Conscientes de
que devemos preparar nossos filhos para o mundo, ofertemos a eles o melhor em
termos de educação.
Se somos dos que
observamos a má educação alheia se apresentando, em algumas ocasiões,
ofereçamos ao mundo cidadãos cumpridores de deveres, pessoas de bem, nossos
filhos.
Sejamos
promotores da sociedade renovada, de pessoas comprometidas com a paz alheia e a
própria paz, com o bem-estar do semelhante e a própria felicidade.
Enfim, sejamos
construtores do amanhã de bênçãos.
***
Redação do
Momento Espírita, com base em fato da vida
familiar de
Maria Helena Marcon. Em 5.4.2013
A busca do melhor.
“... mas Deus lhe deu, a mais do
que ao animal, o desejo incessante do melhor, e é este desejo do melhor que o
impele à procura dos meios de melhorar sua posição...”
(Capítulo 25 itens 1 e 2.)
“Nenhum ser humano deseja ser infeliz intencionalmente”, pois nenhuma criatura
ousa fazer alguma coisa de propósito, a fim de que venha a sofrer ou a se
tornar derrotada.
Quando agimos erroneamente, é porque optamos pelo que nos parecia o “melhor”,
conforme nossa visão, visto que todos os nossos comportamentos estão
alicerçados em nossa própria maneira de perceber a vida.
Sócrates afirmava que “ninguém que saiba ou
acredite que haja coisas melhores do que as que faz, ou que estão a seu
alcance, continua a fazê-las quando conhece a possibilidade de outras
melhores”.
A compreensão do “melhor” depende do desenvolvimento de um raciocínio lógico
para cada situação, e se dá na criatura através de uma seqüência progressiva,
onde se leva em conta a maturidade espiritual adquirida em experiências
evolutivas no decorrer dos tempos.
Todos nós acumulamos informações, instruções, noções em nossas multifárias
vivências anteriores. A princípio, passamos a vivenciá-las superficialmente.
Aos poucos, vamos analisando-as e assimilando-as, entre processos de
reelaboração, para só depois passar a integrá-las em definitivo em nós mesmos,
isto é, incorporálas por inteiro.
Em “fazer nosso melhor” esta
contido o quanto de amadurecimento conseguimos recolher nas experiências da
vida e também como usamos e inter-relacionamos essas mesmas experiências
quando deparamos com fatos e situações no decorrer dos caminhos.
Fundamentalmente, somos agora
o que de melhor poderiamos ser, já que estamos fazendo conforme nossas
possibilidades de interpretação, junto aos outros e perante a vida, porque
sempre optamos de acordo com nossa “gradação evolutiva”.
Perguntamo-nos, porém, quanto
aos indivíduos que matam, mentem, caluniam e fingem: porventura, um ladrão que
assalta alguém não saberá o certo, ou o justo? Desconhece o que está fazendo?
Instrução é conhecer com o
intelecto e, portanto, não é a mesma coisa que “saber com todo o nosso ser”;
isto é, só integraremos o “saber” de alguma coisa quando ela se encontrar
completamente “contida” em nós próprios. AI, de fato poderemos dizer que
aprendemos e assimilamos totalmente.
Assim analisando, apenas o que
sentimos em profundidade, ou experimentamos vivenciando, é que é considerado o
nosso “melhor”. Não o que lemos, não o que escutamos, não o que os outros
ensinam, ou mesmo o que tentam nos mostrar. Estar na “cabeça” não é o mesmo que
“estar na alma inteira”.
Aparentemente, podemos julgar
um ato como negativo, mas, quando atingirmos o âmago da criatura e observarmos
como ela foi educada, quais valores recebeu na infância, o meio social em que
cresceu, aí entenderemos o que a motivou a agir daquela forma e o porquê
daquele seu padrão comportamental.
Obviamente que o nosso melhor
de hoje sofrerá amanhã profundas alterações. Aliás, a própria evolução é um
processo que nos incita sempre ao melhor, pois é propósito do Universo
fazer-nos progredir cada vez mais para nos aproximar da sabedoria plena.
A natureza humana tende sempre
a compensar suas faltas e insuficiências. Consta cientificamente que todo
organismo está sempre buscando se atualizar, ou se suprir, pois quando gasta
energia tem sempre a necessidade de recompor essa carência energética,
expressando-se em algumas ocasiões com a sensação da fome ou da sede. Notamos
que essa força que busca melhorar-nos, ou mesmo contrabalancear-nos, é como se
fosse uma “alavanca poderosa” que tende sempre a atualizar-nos, mantendo-nos
sempre no melhor equilíbrio possível. Quando um pulmão adoece e deixa de
funcionar, o outro pulmão faz a função de ambos; assim também pode ocorrer com
nosso rim. Em outros casos, essa força interna tenta reparar os deficientes
visuais e auditivos, compensando-os com maior percepção, sensibilidade e tato.
Estruturas ósseas fraturadas se recompõem e se solidificam mais fortalecidas no
local exato onde houve a lesão.
Além disso, verifica-se que
nosso sistema imunológico, que é essa mesma força em ação, exerce grande
influência sobre o organismo para mantê-lo no seu melhor desempenho,
conservando a própria subsistência orgânica através de mecanismos de
autodefesa, com que elimina todos e quaisquer elementos estranhos que possam
vir a comprometê-lo.
Por definição, “processo de
atualização” é a capacidade de adaptação às novas necessidades, ou mesmo a
modificação de comportamento íntimo para melhores posturas, a fim de que se
conserve a individualidade integralizada.
Ao analisarmos as estruturas
físicas, sistemas e órgãos da constituição corpórea, veremos que funcionam por
meio de uma atividade perfeita de compensação, e que sempre impulsionam a
criatura a manter-se fisicamente melhor. Também sob o aspecto psicológico, esse
fenômeno ocorre para que todos nós possamos ajustar-nos diante da vida, de
acordo com o nosso “melhor”. Todo nosso propósito íntimo é fundamentalmente
bom, porque ninguém consegue agir de modo diferente do que assimilou como certo
ou favorável.
A intenção dos seres humanos
se baseia no cabedal de capacidades e habilidades próprias, porém os meios de
execução pelos quais eles atuam são sempre questionáveis, pois outros
indivíduos, nas mesmas situações, tomariam medidas diferentes, baseados em seu
“estágio evolutivo”.
Ainda examinando essa questão,
é imperativo dizer que, quando estamos fazendo o nosso “melhor”, agimos de
acordo com o que sabemos nesse exato momento e, dessa forma, a Providência
Divina estará nos protegendo. Porém, quando propositadamente não
correspondemos com atos e atitudes ao nosso grau de justiça e conhecimento,
passamos a não mais receber “condescendência espiritual”, visto que
transgredimos os limites das leis naturais que nos amparam e sustentam.
Escreveu o apóstolo Pedro que
“Deus julga a cada um de acordo com suas obras”. (1)
Tais palavras poderão ser
interpretadas como a certeza de sermos avaliados pelo “Poder Divino” segundo
nossa capacidade de escolha, ou seja, levando-se em conta nosso conjunto de
funções mentais e espirituais, bem como nossa aptidão racional de fazer,
decidir, analisar e tomar direções.
As nossas “obras”, as quais
são referenciadas no texto evangélico, não são edifícios de alvenaria,
perecíveis e passageiros; são nossas construções íntimas - o “maior potencial”
que já conquistamos ou conseguimos atingir, em todos os sentidos da vida.
Isso equivale a dizer que o nosso
“melhor” será sempre o ponto-chave na apreciação e no cálculo da “Contabilidade
Divina”, ao registrar se os “ceus nos ajudarão”. se “acharemos o que buscamos”,
se “as portas se abrirão” ou se “permanecerão fechadas”.
(1) 1º Pedro 1:17.
Renovando Atitudes
Francisco do Espírito Santo Neto
Ditado pelo Espírito Hammed
Assinar:
Postagens (Atom)




