terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

A mentira



“O exercício da mentira assevera-nos o rosto, petrifica-nos busto e engrandece-nos a ira. O exercício da mentira engrandece-nos as posses, ajoelha-nos em preces sob o teto das igrejas. O exercício da mentira faz-nos fortes, barulhentos, tece grandes pensamentos para encher-nos de amarguras. O exercício da mentira faz-nos lúcidos, divinos, torna os animais humanos e torna os deuses caninos. O exercício da mentira (por que tamanha maldade?) concedeu-nos – que loucura – o exercício da verdade”.

Estes são versos do poeta feirense Roberval Pereyr em reflexões sobre a mentira. Por que mentimos tanto? Os seres humanos, de um modo geral, são propensos a mentir. Mente para mitigar suas dores, esconder seus rancores, disfarçar seus desejos. Mente por não ser capaz de suportar as verdades de viver.

O ser humano viveria melhor se encarasse a verdade de frente, porque, como disse Shakespeare, “A verdade é verdade através dos tempos”. A verdade é o que de real existe, sem sofismas, sem permeios, sem embustes. Simples, como toda verdade o é.

Por que mentir? Pra que mentir? Se no final a verdade sempre aparece e prevalece. Melhor pegar logo o touro pelos chifres do que ficar adiando um confronto inevitável. A vida nos impõe obstáculos diários a serem superados. Se não os encarregamos logo deles, vão se acumulando e se fortalecendo. Chegam a um ponto em que se tornam quase insuperáveis.

Digo quase por que sei que Deus não nos dá uma cruz maior do que a que podemos carregar. Por maior que seja o fardo que nos é entregue, podemos carregá-lo. Deixar para depois o que é pra ser feito agora, é só adiar a execução de uma tarefa que teremos que cumprir de qualquer jeito, acumulando com as outras que virão, aumentando o peso do fardo a carregar.
A mentira nos dá a ilusão de que alguém virá fazer por nós uma tarefa que só nós poderemos cumprir. Disse John Lennon: “Não espere que eu, Jesus Cristo, Buda ou presidente da República venha fazer alguma coisa por você. Você só pode contar consigo mesmo”. Grande verdade!

Mas as piores mentiras são relativas aos sentimentos. Por que sofrer com desejos e sentimentos que não temos se podemos ser felizes com a nossa realidade? Olhemos em nossa volta. Em que mundo estamos vivendo? Prestemos atenção na nossa realidade e não vamos nos fazer de mortos diante dela.

Este é o nosso mundo. Esta é a nossa realidade. É assim que somos e é assim que devemos viver. Sem ilusões e sem falsas promessas.

Apenas viver, e não ter vergonha nem medo de ser felizes com o que temos e o que somos. Apenas isso.


 Cristóvam Aguiar (13.05.2011)

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

As mentiras que a gente conta – e ouve

Mentira é como o vinho. Há as suaves e as rascantes.
Há mentiras quase piedosas. Os cabelos de sua amiga, que antes eram louros, agora surgem mais negros do que as asas da graúna. Ficou horrível. Para bruxa, só falta a vassoura. Quando ela pergunta se você gostou – e oferece o endereço do salão – você diz o quê?
Sua mais nova paixão vai estar em determinado lugar. Você dá um jeito de aparecer, fingindo coincidência. Mentira desse tipo pode? Veja bem: mal não fez…
Algumas mentiras funcionam quase como um silicone entre você e o outro. Uma camada protetora no contato. Evita maiores atritos e possíveis queimaduras doloridas. Nesse caso, mentiras silicone são pecado?
Chove muito. Você está de pijama, em casa, vendo O filme. Aquele que você esperou meses para ver na televisão. Pipoca, refri, cobertor. Nada faria você largar o feliz aconchego do seu lar.
Mas… o celular toca. Seu amigo – que briga dia sim, dia não com a namorada – quer desabafar. Hoje é o dia sim. Justo hoje.
Seu filme rolando, amigo falando. Você repete pela milésima vez os mesmos conselhos de sempre. Não há novidade no caso, é crônico.
E seu filme no ápice. Vão matar o mocinho, o que você faz? Mente para o amigo, que no dia seguinte estará certamente de novo feliz ao lado da mesma namorada? Prioriza o filme, afinal, o mocinho está lá sofrendo tanto, também merece sua atenção. Mentir para o amigo pode? É pecado? Escolha sua opção.
Se falar a verdade, vamos combinar, vai melar a situação. Não se dispor a escutar um amigo na hora do sofrimento? Que feio! Que amigo é você? Uma mentira silicone pode ser salvadora em horas de agonia.
E omissão? Vale como mentira também? Já encontrei mais pessoas do que gostaria em condições bem embaraçosas. É constrangedor! Eu finjo que nada vi, olho para o outro lado, saio de fininho. Nunca toco no assunto com nenhuma das partes interessadas. Sou falsa, eu? Nem vi nada.
O que fazer com a mentira?  Questiona, imprensa, vai a fundo e tira a limpo? Ou faz cara de paisagem, deixa passar com um ar de quem nem percebeu, dá um sorrisinho, finge que acreditou, engole esse sapo e deixa seguir o barco?
Muitas mentiras ferem não por serem mentiras em si. Mas pelo que trazem de significação quando são decifradas.
O sujeito aparece online na rede social. Você, apaixonada, chega a ter palpitação. Dedos aflitos para dizer oi. Mas, para você, ele só envia mensagem três horas depois. Ou seja, quando todo mundo já foi dormir e você foi a única que sobrou. Dói? Muito. Você digita pedindo explicação? Ele pode alegar sinal ruim, fora da área de cobertura, qualquer coisa do tipo.
O importante não é o que ele justifica. O que dói é perceber que, em termos de lista de prioridade, o seu nome não vem entre os 100 primeiros. Vale aceitar a mentira e continuar investindo?
Vale o que você resolver. Em termos de amores, vale o que cada um consegue resolver e bancar.
No geral, enfrentamentos são gastos desnecessários de energia. Dizer para um mentiroso que é mentira o que ele diz é enxugar gelo. Se ele sabe que mentiu e você sabe que é mentira, esse assunto já não está resolvido?
Meias verdades também valem como mentira? Claro que não estamos falando de situações graves de dolo, de pessoas sendo prejudicadas, tripudiadas ou humilhadas. Numa comparação grosseira, não estamos pensando em casos de casos de grandes cortes, sangue, sutura. Mas, de arranhões onde um simples band aid resolve.
Só tome cuidado com uma coisa: não trate como pão fresquinho quem te trata como migalha dormida, raspas e restos. Porque, às vezes, no vazio da carência, as pessoas se encolhem, fazem uma promoção afetiva, tipo saldão de balanço, para não ficar sozinhas. E o risco é acabarem achando que só valem aquilo mesmo, que não merecem ou não conseguem nada melhor. Um grande perigo. As pessoas acabam valendo o preço que acham que tem.
Valorize sua moeda. Cuidado com a sua cotação.

Mônica El Bayeh - psicóloga

domingo, 10 de fevereiro de 2013

TODO HOMEM DEVE LER!!!!!!...



Por Arnaldo Jabor

"É melhor você ter uma mulher engraçada do que linda, que sempre te acompanha nas festas, adora uma cerveja, gosta de futebol, prefere andar de chinelo e vestidinho, ou então calça jeans desbotada e camiseta básica, faz academia quando dá, come carne, é simpática, não liga pra grana, só quer uma vida tranquila e saudável, é desencanada e adora dar risada.

Do que ter uma mulher perfeitinha, que não curte nada, se veste feito um manequim de vitrine, nunca toma porre e só sabe contar até quinze, que é até onde chega a sequência de bíceps e tríceps.

Legal mesmo é mulher de verdade. E daí se ela tem celulite? O senso de humor compensa.
Pode ter uns quilinhos a mais, mas é uma ótima companheira. Pode até ser meio mal educada quando você larga a cueca no meio da sala, mas e daí?
Porque celulite, gordurinhas e desorganização têm solução. Mas ainda não criaram um remédio pra FUTILIDADE!!"

"E não se esqueça...Mulher bonita demais e melancia grande, ninguém come sozinho!!"

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Motivos para desculpar



“Eu vos digo, porém, amai os vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, faze bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem.” Jesus – Mateus, 5:44
            Em muitas ocasiões, quem imaginas te haja ferido, não tem disso a mínima ideia, de vez que terá agido sob a ação compulsiva de obsessão ou enfermidade.
Se recebeste comprovadamente uma ofensa de alguém, esse alguém terá dilapidado a tranquilidade própria, passando a carregar arrependimento e remorso, em posição de sofrimento que desconheces.
            Perante os ofensores, dispõe da oportunidade de revelar compreensão e proveito, em matéria de aperfeiçoamento espiritual.
            Aquele, a quem desculpas hoje uma falta cometida contra ti, será talvez, amanhã, o teu melhor defensor, se caíres em falta contra os outros.
            Diante da desilusão recolhida do comportamento de alguém, coloca-te no lugar desse alguém, observando se conseguirias agir de outra forma, nas mesmas circunstâncias.
            Capacitemo-nos de que condenar o companheiro que erra é agravar a infelicidade de quem já se vê suficientemente infeliz.
            Revide de qualquer procedência, mesmo quando se enquiste unicamente na mágoa, não resolve problema algum.
Quem fere o próximo efetivamente não sabe o que faz, porquanto ignora as responsabilidades que assume na lei de causa e efeito.
Ressentimento não adianta de vez que todos somos espíritos eternos destinados a confraternizar-nos todos, algum dia, à frente da Bondade de Deus.
Desculpar ofensas e esquecê-las é livrar-se de perturbação e doença, permanecendo acima de qualquer sombra que se nos enderece na vida, razão por que, em nosso próprio benefício, advertiu-nos Jesus de que se deve perdoar qualquer falta não apenas sete vezes, mas setenta vezes sete vezes.

Autor: Emmanuel
Psicografia de Chico Xavier. Livro: Mais Perto

A carne é fraca!......será mesmo?



              A explicação sobre um fato pode ser apresentada por muitas pessoas e de várias maneiras. Por vezes, bastam simples argumentos para que se exponha o que se pretende explicar.  Até  aí pode-se explanar com palavras não convincente ou não sobre a veracidade dos acontecimentos. 
            A justificativa tem-se que mostrar provas reais e cristalinas para que não  exista qualquer sombra que possa macular a verdade verdadeira atinente ao fato em tela.
            No tocante aos vícios. Há quem procure explicar e justificar o injustificável.
            Todos os vícios são frutos sistematizados  da compulsão, ou seja: uma pessoa começa a fazer algo, depois não tem a força moral para deixar de fazê-lo. Exemplo: quem é fumante. Ninguém de sã consciência fuma porque quer,  e sim porque não consegue deixar esse terrível mal. Isso acontece com outras anomalias psicológicas e sociais originárias  nas drogas lícitas ou ilícitas que prejudicam a saúde física, emocional, psicológica e até espiritual do ser humano. Mas não para por aí.
            São viciados também, aqueles  que têm a mania incontrolada de “cuidar” e falar mal da vida alheia. Com outra palavra - «fofoqueiro»; outros que utilizam o sexo desregradamente sem medir as consequências; há ainda quem  se endivida sem provisões financeiras para resgatar a dívida; e  vai por aí a fora.  Frente a tantos males, há quem  tenta explicar e justificar essas atitudes nefandas com esta expressão: “A carne é fraca”. Ledo engano. A carne não pensa. Tudo o que o corpo humano executa tem origem no pensamento do espírito que o habita. Portanto não pode ser responsabilizada pelas consequências das atitudes impensadas, levianas ou compulsivas originárias do pensamento espiritual que possam acarretar  doenças das mais variadas modalidade. O responsável é  o espírito que está doente. Tratando-se dele, a  explicação e justificativa vêm da nobreza de suas atitudes se agir com a consciência reta, com coração que ama e com mãos que trabalham, sem preocupar-se com as  coisas supérfluas e transitórias que o mundo mundano a ele oferece.

Cel Lobo - membro da Rede Amigo Espírita
Tenente coronel do exercito, representante da Cruzada dos Militares Espíritas de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul (CME-MT/MS), dirigente e orador espírita em Campo Grande (MS) e-mail:lobocmemtms@terra.com.br

A garota que calou o mundo por 6 minutos - Eco 92 Legendado

                                                       É sempre bom relembrar