quinta-feira, 11 de abril de 2013

7 maneiras simples de estar mais próximo de seu cônjuge



Li o texto a seguir e achei até engraçado, pois, em casa ou fora estamos sempre juntos desde a hora que acordamos até a hora de dormir, e nos últimos anos, até acrescentamos outros itens aos que estão aqui. Filhos criados, a mesma profissão, sem praticamente sair de casa para trabalhar, já que somos autônomos e fazemos nossos próprios horários. Mas, decidi publicar para, quem sabe, ajudar alguém, já que caiu em minhas mãos e acredito que nada acontece por acaso.

"Traduzido e adaptado por Stael Metzger do original 7 simple ways to grow closer to your spouse, de Tiffany Fletcher.

Com tantas coisas ameaçadoras para se interpor entre marido e mulher, aqui estão algumas ideias que podem ajudar um casal a encontrar oportunidades para estarem mais próximos um do outro.

1. Acordar juntos.
Isso pode não ser possível para todos, mas se você costuma continuar dormindo quando o seu cônjuge sai, tente acordar um pouco mais cedo para tomarem café da manhã juntos e embalar o almoço dele. Não diga adeus sem um beijo. É uma maneira excelente de um casal começar o dia. Esse pequeno ato acrescentará muito ao relacionamento.

2. Para a hora de dormir, defina uma rotina e cumpre-a.
Isso é particularmente útil se você tiver filhos. Coloquem as crianças na cama uma hora ou duas antes de vocês irem dormir e passem um tempo juntos como um casal. Podem fazer coisas simples como jogar um jogo de tabuleiro, falar sobre o dia, metas e sonhos. Planejar suas próximas férias, ler um livro, fazer exercícios ou assistir seu programa de TV favorito. Há infinitas possibilidades quando você planeja o "tempo de estar juntos" a cada dia. Na hora de dormir, tenha um tempo, ainda que alguns minutos, de carinho antes de cair no sono.

3. Sente-se um ao lado do outro, sempre que possível.
Esse foi um dos melhores conselhos que recebi. Essa é uma prática importante, especialmente, quando há um monte de crianças em casa disputando sua atenção. Quando vocês se sentarem juntos em família, sente-se ao lado de seu esposo com seus filhos em torno de vocês, não entre si. Você vai se surpreender com os pequenos momentos de ternura que isso trará ao casal. Sentados juntos é mais fácil para demonstrar carinho, colocar os braços em torno do outro, e apenas sentir sua presença. Toque físico é essencial em um casamento, e sentar juntos dá aos casais oportunidades naturais para que isso aconteça.

4. Tenha um tempo para namorar a cada semana.
Encontrar um tempo a cada semana para namorar permite que casais se concentrem um no outro sem interrupções. Não precisa ser dispendioso, aliás, nem precisa gastar dinheiro. Saiam para uma caminhada num parque e alimentem os pássaros, um passeio de bicicleta, empinar pipa, ver o pôr do sol, passear na praia. Todas essas coisas não custam nada, mas permitem que o marido e a esposa aproveitem o tempo sem interrupções e se divirtam. O casal que se diverte junto - permanece junto.

5. Cozinhe as refeições juntos.
Toda família tem que comer, o que significa que alguém tem que cozinhar. Você passará mais tempo com seu esposo e criará um vínculo mais forte, fazendo com ele as tarefas domésticas que você tem que fazer de qualquer maneira, mas que de outra forma, faria sozinha.

6. Mensagens de texto ou bilhetes de amor um para o outro.
Bilhetes de amor criam proximidade porque mantêm marido e mulher conscientes um do outro e de seu amor quando a distância os mantiver separados.

7. Procurar o melhor e esquecer o resto.
Essa é a coisa mais valiosa que um marido e mulher podem fazer um pelo outro. Ninguém é perfeito, mas quando o marido ou a esposa olha para o melhor em cada um e é complacente com as imperfeições, a proximidade real pode ser alcançada. A verdadeira alegria no casamento advém quando marido e mulher encorajam um ao outro, servem um ao outro e acentuam os atributos positivos de cada um. Nunca fale mal de seu cônjuge, volte seus pensamentos para os seus pontos fortes, em vez de suas fraquezas. Isso irá criar um casamento de confiança que irá durar.

Quando os casais fazem do seu "tempo de estar juntos" uma prioridade, podem criar uma união forte e duradoura. 

 Publicado no site Familia.com.br

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Onda verde

            Na fila do supermercado, o caixa diz a uma senhora idosa:
            - A senhora deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que
sacos de plástico não são amigáveis com o ambiente.
            A senhora pediu desculpas e disse: - Não havia essa onda verde no meu tempo.
            O empregado respondeu: - Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. Sua geração não se preocupou o suficiente com o nosso ambiente.
            - Você está certo - responde a velha senhora - nossa geração não se
preocupou adequadamente com o ambiente. Naquela época, as garrafas de leite, de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja. A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reuso, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes.
            Realmente não nos preocupamos com o ambiente no nosso tempo. Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhávamos até o comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez que precisamos ir a dois quarteirões.
            Nós não nos preocupávamos com o ambiente. Até então, as fraldas de bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia solar e eólica é que realmente secavam nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas.
            Mas é verdade: não havia preocupação com o ambiente, naqueles dias. Naquela época só tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio; que depois será descartado como?
            Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fazem tudo por nós. Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usamos jornal amassado para protegê-lo, não plástico bolha ou pellets de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar.
            Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a grama, era utilizado um cortador de grama que exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não precisava ir a uma academia e usar esteiras que também funcionam a eletricidade.
            Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o ambiente. Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos.
            Canetas: recarregávamos com tinta tantas vezes ao invés de comprar outra. Amolávamos as navalhas, ao invés de jogar fora todos os aparelhos 'descartáveis' e poluentes só porque a lâmina ficou sem corte.
           
Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época. Naqueles dias, as pessoas tomavam o bonde ou ônibus e os meninos iam em suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas. Tínhamos só uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima.
            Então, não é risível que a atual geração fale tanto em "meio ambiente", mas não quer abrir mão de nada e não pensa em viver um pouco como na minha época?


NR: Recebemos por email e desconhecemos o autor.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Quem observa o vento, nunca semeará

Viver não é dificil, mas a gente complica. Queremos entender tudo, saber tudo, ter a ciência e as ferramentas e construir um mundo que, na realidade, está muito além de nós.
Cada dia que passa nos surpreendemos com os acontecimentos, como se não fossem previsíveis e tentamos construir à nossa volta a redoma que vai nos proteger e dar abrigo aos nossos.
O que acontece aos outros pode nos acontecer, como o ar que invade cada narina dos animais e dos homens e os torna iguais, mortais e dependentes de uma força Maior. Essa realidade às vezes nos choca, como se não fôssemos, cada um, o outro para um outro.
E ter consciência da vida, da sua fragilidade e beleza não deveria nos intimidar.
Cada dia basta a si mesmo e se as dores de ontem continuam doendo no peito, as possíveis alegrias do amanhã devem nos fazer olhar para o momento presente e construir com ele o melhor que podemos com as nossas mãos.
Precisamos viver agora como se o instante seguinte não fosse existir e fazer de cada momento o mais precioso de todos. Precisamos dar de nós com a consciência que o que fazemos ou deixamos de fazer fica enraizado nos que prosseguem nosso caminho.
O amor, o ódio, a esperança e a desilusão são sementes que plantamos. O sorriso é o sol que oferecemos e o abraço o calor que abriga a vida. Cada instante temos escolhas, cientes ou inconscientes e elas constroem o que somos ou deixamos de ser.
Quem observa o vento, nunca semeará. Mas aquele que estuda seu coração e olha para o Alto, esse possuirá campos imensos e nada lhe será recusado. Deus ama ao que dá com alegria e oferece com alegria ao que ama.
Se tiver que deixar uma herança aqui na terra, que seja esta: o bem que você fez sem contar e sem escolher.
Somos todos sim, construídos do mesmo barro, mas nosso coração se modela cada dia, com cada lição, cada porta que abrimos, cada mão que oferecemos.

Letícia Thompson

A eterna busca do viver



Pode parecer estranho que se fale em "busca do viver". 
Estamos vivos... então, buscar o que?
Buscar as razões, as motivações que nos fazem estar vivos ao invés de só nos limitarmos a viver.
A diferença entre "estarmos vivos" e "vivermos", está na maneira de com que nos mantemos vivos.
Existem pessoas que se deixam dominar por um estranho desalento face às menores dificuldades.  Basta surgir um contratempo e o mundo vem abaixo, passam a lamentar seu "infortúnio", dizendo que, decerto "Deus me esqueceu".
Quase que dedicado àqueles que se recusam a enxergar o que está diante dos olhos, ou seja, que a vida não é só de flores, encontrei no jornal "Expresso Popular" de Santos, esta autêntica "jóia", escrita por Waldemar Valle Martins:
"Rezar não é apenas pedir, mas também agradecer. 
Quem agradece toca mais uma vez o coração de Deus.

 
Prece:

Obrigado Senhor,  por esta meia hora de silêncio quando pude me reencontrar;
Pelo aviso que me deste com a doença;
Pelo tempo que ganhei orando a teus pés;
Pela renúncia que me impuseste e que vou conseguindo aceitar;
Pelo trabalho que me mandaste e que não me permite pensar só em mim;
Pelas horas de solidão que tento transformar em prece;
Pelas provações que me levam ao desprendimento;
Pela compreensão dos meus amigos, que são os anjos que me enviaste;
Pela vida que me deste, e que não mereci;
Pela morte que me reservaste e que aceito, beijando as tuas mãos."

Waldemar Valle Martins é doutor em Filosofia, professor universitário e membro da Academia santista de letras.

Realmente, é uma lição de humildade e do que eu chamo "Saber Viver".
Àqueles que por crença religiosa, chamem Deus por outros nomes (eu, por exemplo, sempre o chamo de Amigão), basta que transfiram para o seu Deus o teor desta prece de agradecimento que verdadeiramente me comoveu.
Não podemos confundir humildade e sentido de agradecimento com conformismo.
O sentido dado pelo autor não é de conformismo com o destino, mas sim de agradecimento pelas benesses conseguidas, ao mesmo tempo que entende que os percalços surgidos são conseqüências da vida.
Devemos então cruzar os braços e esperar que vida passe? Claro que não, temos que fazer a nossa parte, aproveitando as fases boas, o que de bom nos acontece, ao mesmo tempo que devemos sempre estar preparados para problemas que possam surgir.
Quando surgirem, ao invés de nos desesperarmos e lamentar "o azar que nos persegue", vamos procurar soluções. Mantendo a serenidade, muito mais fácil será encontrá-las, pois o desespero é mau conselheiro...
Serve a lógica da engenharia moderna. Se no traçado de uma estrada surgir um morro, temos as seguintes alternativas: fazer um túnel, contorná-lo, dinamitá-lo, escalá-lo, mas nunca abandonar o projeto, só porque tem um morro no meio do caminho...
Então amigos, dentro da lógica que determina o "Saber Viver", devemos sempre ter presente que o presente é um presente que temos de aproveitar. Se estiver favorável, vamos desfrutá-lo, caso contrário, vamos procurar torná-lo favorável.
O que não adianta é encolher os ombros dizendo que nada pode ser feito, e esperar que outros solucionem o problema por nós, ou que Deus o resolva por sua conta e risco.
Inclusive está em nossas mãos, fazer de cada dia, sempre um lindo dia...

 
Marcial Salaverry
Fonte: A Era do Espírito



domingo, 7 de abril de 2013

sexta-feira, 5 de abril de 2013

No ato de julgar

Não prescindas do amor que devemos a todas as coisa e a todas as criaturas para    que não te falte luz ao entendimento.
Analisando os desequilíbrios do mundo, reflete na infinita bondade que assegura    a trajetória da terra, no caminho dos astros, e reconhecerás que toda a    desarmonia é superficial e aparente.
Observando os conflitos da humanidade, relaciona os sacrifícios daqueles que te    abriram o sulco luminoso do progresso aos  teus próprios passos, e,    inventariando-lhes as lágrimas  anônimas, aperfeiçoarás com o teu esforço a    estrada para aqueles que te sucederão no futuro.
Apreciando os erros de alguém, medita nos ideais e nas esperanças superiores    que decerto lhe povoaram o coração, e compreenderás que o outro    comportamento talvez lhe assinalasse a jornada, se possuísse oportunidades    iguais às tuas.
Diante daqueles que os tribunais humanos classificam à conta de delinquentes, pensa nas comovedoras aspirações das mães que lhes afagaram o berço e    compaixão imensa nascerá da tua alma, ensinando-te a auxiliar ao contrário de     ferir.
Longo e alcantilado é o trilho da evolução!…
Compadece-te de todos aqueles que voltaram à estaca do inicio, para recomeçar o    caminho com os pés sangrentos.
No entanto, além da piedade, oferece-lhe braços compreensivos e diligentes,  porque amanhã será talvez o teu dia de cansaço e tristeza, desencanto e    desilusão, quando reclamarás igualmente o concurso das mãos  fraternas a te    refazerem as energias ou a te recomporem os membros desconjuntados , em     circunstância alguma, porque o Cristo de Deus ainda não desesperou das nossas    fraquezas e hoje, tanto quanto ontem, procura com amor e  paciência, libertar-nos    a visão da trave do egoísmo e da crueldade, da indiferença e da ignorância, para    que com Ele venhamos a cooperar no sustento da segurança e da paz.

http://blog.forumespirita.net

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Conselhos do Dalai Lama

• Dê mais às pessoas, MAIS do que elas esperam, e faça com alegria.
• Decore seu poema favorito.
• Não acredite em tudo que você ouve, gaste tudo o que você tem e durma tanto quanto você queira.
• Quando disser “Eu te amo” olhe as pessoas nos olhos.
• Fique noivo pelo menos seis meses antes de se casar.
• Acredite em amor à primeira vista.
• Nunca ria dos sonhos de outras pessoas.
• Ame profundamente e com paixão.
• Você pode se machucar, mas é a única forma de viver a vida completamente.
• Em desentendimento, brigue de forma justa, não use palavrões.
• Não julgue as pessoas pelo seus parentes.
• Fale devagar mas pense com rapidez.
• Quando alguém perguntar algo que você não quer responder, sorria e pergunte: “Porque você quer saber?”.
• Lembre-se que grandes amores e grandes conquistas envolvem riscos.
• Ligue para sua mãe.
• Diga “saúde” quando alguém espirrar.
• Quando você se deu conta que cometeu um erro, tome as atitudes necessárias.
• Quando você perder, não perca a lição.
• Lembre-se dos três Rs: Respeito por si próprio, respeito ao próximo e responsabilidade pelas ações.
• Não deixe uma pequena disputa ferir uma grande amizade.
• Sorria ao atender o telefone, a pessoa que estiver chamando ouvirá isso em sua voz.
• Case com alguém que você goste de conversar. Ao envelhecerem suas aptidões de conversação serão tão importantes quanto qualquer outra.
• Passe mais tempo sozinho.
• Abra seus braços para as mudanças, mas não abra mão de seus valores.
• Lembre-se de que o silêncio, às vezes, é a melhor resposta.
• Leia mais livros e assista menos TV.
• Viva uma vida boa e honrada. Assim, quando você ficar mais velho e olhar para trás, você poderá aproveitá-la mais uma vez.
• Confie em Deus, mas tranque o carro.
• Uma atmosfera de amor em sua casa é muito importante. Faça tudo que puder para criar um lar tranquilo e com harmonia.
• Em desentendimento com entes queridos, enfoque a situação atual.
• Não fale do passado.
• Leia o que está nas entrelinhas.
• Reparta o seu conhecimento. É uma forma de alcançar a imortalidade.
• Seja gentil com o planeta.
• Reze. Há um poder incomensurável nisso.
• Nunca interrompa enquanto estiver sendo elogiado.
• Cuide da sua própria vida.
• Não confie em alguém que não fecha os olhos enquanto beija.
• Uma vez por ano, vá a algum lugar onde nunca esteve antes.
• Se você ganhar muito dinheiro, coloque-o a serviço de ajudar os outros, enquanto você for vivo. Esta é a maior satisfação de riqueza.
• Lembre-se que o melhor relacionamento é aquele em que o amor de um pelo outro é maior do que a necessidade de um pelo outro.
• Julgue seu sucesso pelas coisas que você teve que renunciar para conseguir.
• Lembre-se de que seu caráter é seu destino.
• Usufrua o amor e a culinária com abandono total.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

“Você não terá carreira”

Juliana Doretto
“Você tem de entender que, para uma mulher nas suas condições, é muito difícil ter uma carreira. Você tem de fazer da profissão dele uma parceria, uma empreitada a dois, e contentar-se com o estilo de vida que a carreira dele pode lhe proporcionar.” Ouvi essa frase de um chefe do meu então companheiro, cujo trabalho exigia temporadas longas no exterior. Ainda que eu tenha argumentado que a internet hoje possibilite novas relações de trabalho; que minha profissão seja versátil e flexível; e que minhas intenções de seguir carreira acadêmica sejam mais um campo a explorar, nada pareceu convencer aquele senhor de que eu poderia ter algum sucesso profissional, a não ser se eu me atrelasse à carreira de uma outra pessoa. Pergunto-me se ele diria o mesmo se eu fosse homem…

Fui acusada de ser inferior a um parceiro por não ter a mesma carreira que ele; fui ignorada por colegas de trabalho dele por não ser do mesmo grupo profissional; fui inúmeras vezes questionada: “Mas por que você não quer fazer o que ele faz? Você iria ganhar muito mais”. A resposta “Não é minha vocação” não pareceu convencer meus interlocutores. Cansei de dizer que não, ainda não terminei aquele “curso”: desisti de explicar que uma pesquisa de doutorado leva quatro anos e que não faço isso para “me ocupar”, mas que se trata do meu plano de vida. Nunca vi homens que estavam em condição semelhante à minha passarem pelo mesmo que eu.
Agradeço aos meus pais por terem me possibilitado escolher a profissão que quis e por terem me deixado sair de casa, antes de completar 18 anos, para estudar na capital paulista – do mesmo modo como fizeram com meu irmão mais velho. Lembro-me de que alguns diziam a eles: “Mas vocês vão deixar uma menina ficar sozinha em São Paulo?” ou ainda “Por que vocês não a convencem a fazer medicina? Vai ganhar muito mais dinheiro”. E quando, já formada, decidi pedir demissão e abrir uma empresa, para trabalhar como profissional “freelancer” e poder me dedicar mais ao meu mestrado, meu pai não soltou “Você é louca”, mas aceitou ser meu sócio e me indicou um contador. Nesse caso, tenho certeza de que eles fariam o mesmo se fosse meu irmão que tivesse lhes dito isso.
Em 1950, minha avó se casou aos 28 anos e ainda me dizia que poderia ter esperado mais — apesar dos comentários de que ela já estava velha demais. Nos anos 70, minha mãe tirou a carteira de motorista escondida de meu avô, porque ele não queria ver a filha dirigindo. Pagou o curso e as taxas com o dinheiro de seu trabalho. Não serei eu, nos anos 2000, a quebrar a tradição de família. Sinto muito, mas não aceito que me digam o que posso ou não fazer. Não aceito que me achem inferior a quem quer que seja – muito menos por não ter o mesmo gênero, ou o mesmo salário, ou pior, o mesmo “status”. Não aceito que me considerem um enfeite, acompanhando – de preferência, bem trajada e maquiada – o sucesso de alguém. Sinto muito, mas eu terei uma carreira, sim. Aliás, já tenho.
* Juliana Doretto é jornalista.

NE: É inconcebível, mas, em pleno século XXI ainda acontece essas coisas, principalmente aqui no Brasil. Cada vez me convenço mais de que sou uma pessoa abençoada. Tenho a sorte de ter a mesma profissão do meu companheiro e pude ao longo desses 33 anos trabalhar sempre ao seu lado. A mulher é que tem que se adequar ao estilo de vida do marido, sacrificar até sua profissão se quiser manter o casamento.