domingo, 15 de dezembro de 2013

A indiferença...



A indiferença é uma postura que jamais devemos tomar diante da vida, não devemos nutrir em nós este sentimento, porque este nos leva a frieza e a apatia diante das situações na sociedade em que vivemos, nos tornamos alheios aos acontecimentos nos afastando de tudo e de todos. Com indiferença não temos a oportunidade do aprendizado e do crescimento, nos afastamos das dificuldades sociais, fazemos de conta que nada nos abala e demonstramos a frieza com relação aos sofrimentos de nossos semelhantes.
Também não desenvolvemos a Caridade para com o nosso próximo, porque nos tornamos indiferentes aos seus problemas, sendo assim não praticamos os ensinamentos do Cristo, nos distanciamos da realidade e criamos para nós a nossa própria realidade.
Realidade esta que nos torna frios diante do sofrimento do outro e consequentemente tira-nos a capacidade de fazermos a nossa parte quando somos solicitados, perdemos oportunidades grandiosas de ajuda ao próximo e de ajuda a nós mesmos, porque quando ajudamos alguém com certeza os maiores beneficiados somos nós.
A prática de algumas virtudes faz com que tenhamos mais amor, mais compaixão, mais paciência com o próximo, e isto com certeza nos eleva, e nos faz muito bem, mas quando nos utilizamos de nossas fraquezas ou defeitos, nos distanciamos da nossa evolução e perdemos tempo, muito tempo para adquirirmos o conhecimento da vida, do porque estamos aqui e qual é a nossa real condição e onde temos que chegar.
Portanto ser indiferente diante da vida, é não viver e consequentemente não aprender e não corresponder ao chamado para a nossa modificação.

Gotasdepaz


terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Crônica de Natal



Desde a ascensão de Herodes, o Grande, que se fizera rei com o apoio dos romanos, não se falava na Palestina senão no Salvador que viria enfim...

Mais forte que Moisés, mais sábio que Salomão, mais suave que David, chegaria em suntuoso carro de triunfo para estender sobre a Terra as leis do Povo Escolhido.

Por isso, judeus prestigiosos, descendentes das doze tribos, preparavam-lhe oferendas em várias nações do mundo.

Velhas profecias eram lidas e comentadas, na Fenícia e na Síria, na Etiópia e no Egito.

Dos confins do Mar Morto às terras de Abilena, tumultuavam notícias da suspirada reforma...

E mãos hábeis preparavam com devotamento e carinho o advento do Redentor.

Castiçais de ouro e prata eram burilados em Cesaréia, tapetes primorosos eram tecidos em Damasco, vasos finos eram importados de Roma, perfumes raros eram trazidos de remotos rincões da Pérsia... Negociantes habituados à cobiça cediam verdadeiras fortunas ao Templo de Jerusalém, após ouvirem as predições dos sacerdotes, e filhos tostados do deserto vinham de longe trazer ao santuário da raça a contribuição espontânea com que desejavam formar nas homenagens ao Celeste Renovador.

Tudo era febre de expectação e ansiedade.

Palácios eram reconstruídos, pomares e vinhas surgiam cuidadosamente podados, touros e carneiros, cabras e pombos eram tratados com esmero para o regozijo esperado.

Entretanto, o Emissário Divino desce ao mundo na sombra espessa da noite.
Das torres e dos montes, hebreus inteligentes recolhem a grata notícia... Uma estrela estranha rutila no firmamento.

O Enviado, porém, elege pequena manjedoura para seu berço de luz.

Milícias angelicais rejubilam-se em pleno céu...

Mas nem príncipes, nem doutores, nem sábios e nem poderosos da Terra lhe assistem a consagração comovente e sublime.

São pastores humildes que se aproximam, estendendo-lhe os braços.

Camponeses amigos trazem-lhe peles surradas.

Mulheres pobres entregam-lhe gotas de leite alvo.

E porque as vozes do Céu se fazem ouvir, cristalinas e jubilosas, cantam eles também...

- "Glória a Deus nas alturas, paz na Terra, boa vontade para com os Homens!..."

Ali, na estrebaria singela, estão Ele e o povo...

E o povo com Ele inicia uma nova era...


É por isso que o Natal é a festa da bondade vitoriosa.

Lembrando o Rei Divino que desceu da Glória à Manjedoura, reparte com teu irmão tua alegria e tua esperança, teu pão e tua veste.

Recorda que Ele, em sua divina magnificência, elegeu por primeiros amigos e benfeitores aqueles que do mundo nada possuíam para dar, além da pobreza ignorada e singela.

Não importa sejas, por enquanto, terno e generoso para com o próximo somente um dia...

Pouco a pouco, aprenderás que o espírito do Natal deve reinar conosco em todas as horas de nossa vida.

Então, serás o irmão abnegado e fiel de todos, porque, em cada manhã, ouvirás uma voz do Céu a sussurrar-te, sutil:

- Jesus nasceu! Jesus nasceu!...

E o Mestre do Amor terá realmente nascido em teu coração para viver contigo eternamente.


Pelo Espírito Irmão X
Do livro Antologia Mediúnica do Natal. De Francisco Candido Xavier, por Espíritos Diversos. FEB.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Parabéns, painho!



Um dos poucos registros da família reunida.

“Os homens semeiam na terra o que colherão na vida espiritual: os frutos da sua coragem ou da sua fraqueza”.  (Allan Kardec)
Já se passaram 14 anos desde que você partiu para o plano espiritual. Mas, ainda me lembro dos seus últimos aniversários em que nos reunimos. Filhas, genros, alguns netos, nunca conseguimos reunir todos os 20 netos e os bisnetos que você ainda conheceu. Hoje já são mais de 30 bisnetos e um tataraneto a caminho.
Lembro-me que os seus olhos brilhavam de emoção ao redor da tua família. O sorriso nos lábios era a prova da tua alegria com a nossa presença ali. Era simples mas muito verdadeiro o amor que nos uniu em vida não é pai? Ficamos distantes fisicamente por algum tempo, quando alcei voo para cuidar de minha carreira, constitui família. Mas, sabia que você cuidava de mim mesmo de longe e quando precisava podia recorrer aos teus ensinamentos. Aliás, ainda posso recorrer aos teus conselhos. Basta buscar inspiração.
Pai hoje, 5 de dezembro, é teu aniversário de nascimento. Não terá bolo e nem velas. Mas, te entrego o meu beijo, o meu abraço e a minha saudade que é muito grande.
As lembranças do homem trabalhador, guerreiro, conselheiro, justo, forte e sensato são muito vivas na minha alma. Os teus ensinamentos, teus exemplos nunca serão esquecidos por nós. Sei que esteja onde estiver continua cuidando da gente, nos inspirando as boas ações e bons sentimentos.
Parabéns, meu pai! Você com certeza está colhendo bons frutos. Basta olhar para a família que você construiu para saber que cumpriu bem a sua tarefa aqui na terra. Não tenho dúvidas que até a tua quarta geração se orgulha de ti.
Que Deus continue iluminando teus caminhos!