O blog Espaço Livre foi criado com o propósito de compartilhar textos que venham acrescentar algo à vida das pessoas. Alguns escritos por mim, outros copiados, mas sempre identificando a fonte e os autores. Se alguma vez deixar de faze-lo, ou se algum autor se sentir prejudicado, peço que se manifeste para que possa fazer o devido reparo. Meu único propósito é partilhar conhecimento com os irmãos.
Eu até pretendia escrever alguma coisa sobre
o tema. Mas, como disse em anos anteriores, basta copiar os artigos passados,
pois nada mudou com relação a data que é apenas mais uma data comercial, assim
como o Dia das Mães e tantas outras. Ouvimos mensagens melosas, grandes
elogios, exaltação das conquistas do sexo frágil ao longo dos anos, desde que
um grupo de mulheres se rebelou e começou a luta pela igualdade social, política
etc e tal...
“A história se repete todo ano. No Dia
Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março, a oferta de bombons, rosas
vermelhas, perfumes e outros presentes considerados “femininos” aumenta
consideravelmente. Porém, mais do que uma data comercial, o Dia Internacional
da Mulher nasceu como um protesto contra a opressão feminina, proposto em 1910
por Clara Zétkin e Rosa de Luxemburgo, na 2ª Conferência Internacional de
Mulheres Socialistas, em Copenhague.
“A
data representa a luta das mulheres por igualdade social, política e no mercado
de trabalho, mas acabou sendo comercializada e banalizada. Muitas vezes, as
propagandas veiculadas nesse dia acabam sendo extremamente depreciativas e
abafam a discussão da desigualdade de gêneros”, atenta Lourdes Bandeira,
socióloga da Universidade de Brasília e Secretária-Executiva da Secretaria de
Política para as Mulheres.
Gentileza ou
machismo?
A linha que separa o que é gentil do que
é machista nas homenagens no Dia Internacional da Mulher se torna tênue à
medida em que muitas das mensagens e presentes direcionados às mulheres acabam
reforçando estereótipos ou comemorando uma situação de igualdade e
empoderamento que, na realidade, ainda não existe por completo.
“A gentileza, a delicadeza e a
generosidade podem acontecer a qualquer momento, não necessariamente dia 8 de
março e não só para as mulheres, mas isso não pode tomar o lugar da discussão
de que ainda temos muitas reivindicações pela frente. Não são atos negativos,
exceto quando nos discriminam e reforçam um padrão único de mulher”, completa
Lourdes Bandeira.
Exemplos de discriminação e sugestões de
presentes que passam longe da gentileza são, por exemplo, as homenagens que
tentam enaltecer qualidades tidas como obrigatoriamente femininas: delicadeza,
esmero, beleza, fragilidade, vaidade, entre outras, que acabam padronizando as
mulheres dentro de um ideal que precisa ser quebrado.
“Mesmo sem maldade, a pessoa pode acabar
contribuindo para esvaziar o sentido da data. É importante retomar a
importância da luta pelos nossos direitos, justamente para conscientizar as
pessoas de que ela não existe para dar flores e presentes, nem para homenagear
a beleza e a feminilidade”, acredita Aline Valek, escritora e feminista.
Rosas, chocolates
e perfumes, por exemplo, são apenas presentes e não precisam ser encarados como
atitudes machistas, mas não estão isentos da culpa. “Na verdade, o presente é
um ato inconsequente. Não vou recusar rosas e chocolates, mas a questão é que
sempre caem no clichê de nos parabenizar por sermos mulheres. Nas propagandas,
a nossa luta se resume a encontrar a chave no meio da bolsa, a suportar a TPM e
andar de salto alto”, afirma Lola Aronovich.
As declarações de amor revelam muito do que vai em
nossa alma. Por vezes elas nos descrevem com perfeição.
Elas contam se somos possessivos ou ciumentos, se
deixamos espaço para o outro crescer como indivíduo ou não.
Por exemplo, quando somos enfáticos demais no Eu
preciso de você; no Não consigo viver sem você, revelamos, mesmo sem querer,
que nosso amor é mais carência do que doação.
Amar o outro, tendo, como razão e sustento desse
amor, tudo aquilo que o outro nos dá, isto é, tudo que recebemos do parceiro, é
certamente um amar frágil, que pode não se manter por muito tempo.
Basta que o outro não mais nos forneça o que estava
nos oferecendo, que não mais atenda nossas expectativas, para que todo aquele
dito grande amor desapareça, como em um passe de mágica.
Recentemente, ouvimos uma declaração de amor que
nos chamou a atenção, por apontar uma direção um pouco diferente da comum.
Dizia assim:
A melhor parte de amar é ser o alguém de outra pessoa, e eu quero ser este
alguém, o seu alguém…
Vejamos que o princípio por trás da frase é
diferente, e bastante nobre. Muito mais compatível com o verdadeiro sentido do
amor, o amor maduro.
Querer ser o alguém da outra pessoa é identificar
que o outro também tem expectativas, que também quer ser amado, e se colocar na
posição de dar-se ao outro, e não só na de receber, o que é bastante egoísta.
As jovens e os jovens, em determinada idade, quando
das primeiras paixões, chegam a fazer listas de exigências. Como ele ou ela
precisam ser para ganhar o meu coração?…
Notemos que, em momento algum, consideramos que o
outro também tem sua lista, suas expectativas. Pensamos apenas em preencher a
nossa, o que eu quero, o que eu sonho.
Mas e o outro? Não tem sonhos? Será que podemos
atender aos anelos da outra pessoa? Será que preenchemos a lista dele ou dela?
E que esforços fazemos para isso?
Assim, querer ser o alguém do outro é levar tudo
isso em consideração sempre, e não apenas exigir e exigir constantemente.
Nesse nível de amor perceberemos que o que nos
completa, o que nos faz feliz numa relação, é também o quanto fazemos pelo
outro, o quanto nos doamos à outra pessoa.
Dessa forma, esse patamar de amor nunca nos fará frustrados.
Precisamos enxergar a tal via de mão dupla das
relações amorosas, através de uma nova perspectiva, mais inteligente e mais
altruísta.
Querer ter outra pessoa ao lado, apenas para nos
preencher, como se diz, é muito perigoso e frágil.
A relação a dois é muito mais do que isso.
Amar precisa sempre vir antes do ser amado.
É o amar que nos fará grandes no Universo e não o
ser amado.
Foi o amar de tantos Espíritos iluminados que
garantiu que a Terra continuasse a existir, e não sucumbisse por inteiro nas
mãos do orgulho e do egoísmo.
Que eu procure mais amar do que ser amado, pois é dando
que se recebe…
A ansiosa busca de afirmação da
personalidade leva o indivíduo, não raro, a encetar esforços em favor das
conquistas externas, que o deixam frustrado, normalmente insatisfeito.
Transfere-se, então, de uma para outra
necessidade que se lhe torna meta prioritária, e, ao ser conseguida, novo
desinteresse o domina, deixando-o aturdido.
A sucessão de transferências termina por
exauri-lo, ferindo-lhe os interesses reais que ficam à margem.
Realmente, a existência física é uma
proposta oportuna para a aquisição de valores que contribuem para a paz e a
realização do ser inteligente. Isto, porém, somente será possível quando o
centro de interesse não se desviar do tema central, que é a evolução.
Para ser conseguida, faz-se
imprescindível uma avaliação de conteúdos, a fim de saber-se o que realmente é
transitório e o que é de largo curso e duração.
Essa demorada reflexão selecionará os
objetivos reais dos aparentes, ensejando a escolha daqueles que possuem as
respostas e os recursos plenificadores.
Hoje,
mais do que antes essa decisão se faz urgente, por motivos óbvios, pois que,
enquanto escasseiam o equilíbrio individual e coletivo, a saúde e a felicidade,
multiplicam-se os desaires e as angústias ceifando os ideais de enobrecimento
humano.
*
* *
Se de fato andas pela conquista da
felicidade, tenta o auto-encontro.
Utilizando-te da meditação prolongada, penetrar-te-ás, descobrindo o teu ser
real, imortal, que aguarda ensejo de desdobramento e realização.
Certamente, os primeiros tentames não te concederão resultados apreciáveis.
Perceberás que a fixação da mente na
interiorização será interrompida, inúmeras vezes, pelas distrações habituais do
intelecto e da falta de harmonia.
Desacostumado a uma imersão, a tua
tentativa se fará prejudicada pela irrupção das ideias arquivadas no
inconsciente, determinantes de tua conduta inquieta, irregular, conflitiva.
*
* *
Concordamos que a criatura é conduzida,
na maior parte das vezes, pelo inconsciente, que lhe dita o pensamento e as
ações, como resultado normal das próprias construções mentais anteriores.
A mudança de hábito necessita de novo
condicionamento, a fim de mergulhares nesse oceano tumultuado, atingindo-lhe o
limite que concede acesso às praias da harmonia, do auto descobrimento, da
realização interior.
Nessa façanha verás o desmoronar de
muitas e vazias ambições, que cultivas por ignorância ou má educação; o
soçobrar de inúmeros engodos; o desaparecer de incontáveis conflitos que te
aturdem e devastam.
Amadurecerás lentamente e te acalmarás,
não te deixando mais abater pelo desânimo, nem exaltar pelo entusiasmo dos
outros.
Ficarás imune à tentação do orgulho e à
pedrada da inveja, à incompreensão gratuita e à inimizade perseguidora, porque
somente darás atenção à necessidade de valorização do ser profundo e
indestrutível que és.
Terminarás por te venceres, e essa será
a tua mais admirável vitória.
Não cesses, portanto, logo comeces a
busca interior, de dar-lhe prosseguimento se as dificuldades e distrações do
ego se te apresentarem perturbadoras.
Fonte: Momentos Enriquecedores Autor Espititual: Joanna de Ângelis Psicografada por: Divaldo Pereira Franco