segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Conheça o bioconcreto, material que fecha as próprias rachaduras

A ideia soa tão atraente quanto a ficção científica: edifícios que fecham suas próprias rachaduras, como seres vivos curando suas feridas.
Para o cientista holandês Henk Jonkers, não se trata de um projeto fantástico, mas uma realidade muito concreta - literalmente.
Pesquisadores da Universidade Técnica de Delft, na Holanda, desenvolveram o que chamaram de bioconcreto, um material literalmente vivo e capaz de regenerar construções desgastadas.
"Nosso concreto vai revolucionar a maneira como construímos, pois nos inspiramos na natureza", disse Jonkers, por ocasião de receber o prêmio de melhor europeu inventor em 2015 .
Mais do que inspirado na natureza, o bioconcreto é feito dela. É que as propriedades extraordinárias domaterial se devem à presença de bactérias.

Duras de matar
Para preparar o bioconcreto, os cientistas misturam concreto tradicional com colônias da bactéria Bacillus pseudofirmus, que em seu estado natural pode habitar ambientes tão hostis quando crateras de vulcões ativos.
"O surpreendente é que essas bactérias formam esporos e podem sobreviver por mais de 200 anos nos edifícios", diz Jonkers.
A essa mistura acrescenta-se lactato de cálcio - alimento das bactérias - e o material está pronto. (BBCBrasil) 

Estudantes da UEFS são destaque com projetos de responsabilidade social

Neste mês de agosto, aconteceu na Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), a 8ª edição do Workshop Internacionalização Universitária (WIU). Durante a programação, três estudantes da Uefs foram premiados pelos projetos de responsabilidade social elaborados, a partir das experiências vividas no intercâmbio.
O estudante de Engenharia da Computação, Emanuel de Jesus Lima, ex-intercambista do Programa Ciência sem Fronteiras nos Estados Unidos, desenvolveu o projeto “Myohand: mão mioelétrica acionada por atuadores elétricos”. O estudo prevê a fabricação de mãos, com baixo custo, para pessoas amputadas.
Diminuir o desperdício de frutas típicas da região é o objetivo principal do projeto desenvolvido por Edinara Lacerda Queiroz, aluna de Engenharia de Alimentos e ex-intercambista pelo Programa Ciência sem Fronteiras. A experiência na Irlanda a motivou a desenvolver o trabalho intitulado de: “Aproveitamento de recursos regionais através da mobilidade estudantil: estudo da produção de irish cream liqueur”.
Já o aluno de Agronomia, Daniel Lima Martins, que fez intercâmbio na Espanha, pelo Programa Santander, desenvolveu o projeto “Solidariedade: do velho continente à Feira de Santana”. Atualmente, o estudante participa do grupo “Sou Ubuntu”, que direciona as ações para as pessoas mais necessitadas aqui no Brasil, carentes não só no aspecto material, como também no emocional.

O Workshop teve como tema central  "Um Convite à Responsabilidade Social", foi promovido pela Assessoria Especial de Relações Interinstitucionais (Aeri) da Uefs, e reuniu representantes da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), Universidade do Sudoeste da Bahia (Uesb) e Universidade de Santa Cruz (Uesc). 

Destralhe-se

por Carlos Solano


-Bom dia, como tá a alegria?
Diz dona Francisca, minha faxineira rezadeira, que acaba de chegar.
-Antes de dar uma benzida na casa, deixa eu te dar um abraço que preste!
E ela me apertou.
Na matemática de dona Francisca, quatro abraços por dia dão para sobreviver; oito ajudam a nos manter vivos; 12 fazem a vida prosperar.
Falando nisso, vida nenhuma prospera se estiver pesada e intoxicada. Já ouviu falar em toxinas da casa? Pois são:
Objetos que você não usa; roupas que você não gosta ou não usa há um ano; coisas feias; coisas quebradas, lascadas ou rachadas; velhas cartas, bilhetes; plantas mortas ou doentes; recibos/jornais/revistas, antigos; remédios vencidos; meias velhas, furadas; sapatos estragados.
Ufa, que peso! O que está fora está dentro e isso afeta a saúde, aprendi com dona Francisca. Saúde é o que interessa. O resto não tem pressa! Ela diz, enquanto me ajuda a 'destralhar', ou liberar as tralhas da casa. O 'destralhamento' é a forma mais rápida de transformar a vida e ajuda as outras eventuais terapias.
Com o destralhamento:
- A saúde melhora.
- A criatividade cresce.
- Os relacionamentos se aprimoram.
É comum se sentir cansado, deprimido, desanimado, em um ambiente cheio de entulho, pois existem fios invisíveis que nos ligam à tudo aquilo que possuímos.
Outros possíveis efeitos do "acúmulo e da bagunça":
- sentir-se desorganizado
- fracassado
- limitado
- aumento de peso
- apegado ao passado
No porão e no sótão, as tralhas viram sobrecarga; Na entrada, restringem o fluxo da vida; Empilhadas no chão, nos puxam para baixo; Acima de nós, são dores de cabeça; Sob a cama, poluem o sono. Oito horas, para trabalhar; Oito horas, para descansar; Oito horas, para se cuidar.
Perguntinhas úteis na hora de destralhar-se
- Por que estou guardando isso?
- Será que tem a ver comigo hoje?
- O que vou sentir ao liberar isto?
E vá fazendo pilhas separadas.
- Para doar
- Para jogar fora

Para destralhar mais:
- livre-se de barulhos
- das luzes fortes
- das cores berrantes
- dos odores químicos
- dos revestimentos sintéticos...
e também...
- libere mágoas
- pare de fumar
- diminua o uso da carne
- termine projetos inacabados.
“Se deixas sair o que está em ti, o que deixas sair te salvará. Se não deixas sair o que está em ti, o que não deixas sair te destruirá", arremata o mestre Jesus, no evangelho de Tomé. “Acumular nos dá a sensação de permanência, apesar de a vida ser impermanente”, diz a sabedoria oriental. O Ocidente resiste a essa idéia e, assim, perde contato com o sagrado instante presente.
Dona Francisca me conta que “as frutas nascem azedas e no pé, vão ficando docinhas com o tempo”. A gente deveria de ser assim, ela diz: “Destralhar ajuda a adocicar”.
Se os sábios concordam, quem sou eu para discordar.
“Dê a quem você ama: asas para voar, raízes para voltar e motivos para ficar”.

domingo, 10 de abril de 2016

Onde estiveres

            
Onde estiveres, não percas a oportunidade de semear o bem.

Se a conversa gira em torno de uma pessoa, destaca-lhe as virtudes, recordando que todos ainda nos encontramos muito longe da perfeição.
            Se o assunto descamba para comentários maliciosos, à cerca de certos acontecimentos, procura, discretamente, imprimir um novo rumo ao diálogo, sem te julgares superior a quem quer que seja.
            Onde estiveres, não permitas que o mal conte com o teu apoio para se propagar.
Se muitos falam em tom de pessimismo sobre os problemas que afligem a Humanidade, demonstra a tua confiança no futuro, recordando aos interlocutores que nada acontece sem a permissão de Deus.
            Se outros se transformam em profetas da descrença, quais se fossem eles mesmo os únicos a se salvarem do naufrágio dos valores morais em que o homem se debate neste ocaso de milênio, trabalha com todas as tuas forças na construção de um mundo melhor, porquanto um só exemplo tem mais poder de persuasão sobre as almas do que um milhão de palavras.
            Onde estiveres, não te esqueças de que o bem necessita de ti como instrumento para manifestar-se e não cruzes os braços, como se nada tivesses a ver com o que acontece ao teu redor.



-André Luiz, do livro Confia e Serve, psicografia de Chico Xavier e Carlos Baccelli



sexta-feira, 25 de março de 2016

O sentido espiritual da Páscoa

Com a aproximação das festas religiosas da Páscoa, é preciso lembrar que muito mais do que a fixação das imagens de suplício e de dor, do Mestre na cruz, devem prevalecer em nossas mentes os exemplos de amor que Ele deixou. Sua figura calma e serena e suas lições de felicidade e esperança, essas sim, devem fazer parte das nossas lembranças, convidando-nos à nossa renovação constante de todos os dias e não apenas nas datas comemorativas.
A verdade é que fazemos parte de uma história, cujas tradições e hábitos ainda estão fortemente arraigados em nós, que já passamos entre idas e vindas por tantas fases de despertar e conhecimento espiritual. Por isso é bom saber sobre os feriados “santos” de que desfrutamos.

Afinal, o que é a Páscoa?
De acordo com a Torá, os judeus preparavam todos os anos a ceia tradicional da Páscoa, relembrando o êxodo do Egito de seus antepassados em busca da Terra Prometida. Vinda da palavra hebraica pesach, Páscoa quer dizer passagem, podendo significar passagem da escravidão para a liberdade, passagem da morte para a vida, do velho para o novo.
Para algumas escolas religiosas, a Páscoa encerra o sentido de ressurreição, isto é, a passagem da libertação do espírito para a Terra Prometida. Como preparo para essa época, há um período de 40 dias (quaresma), caracterizado por jejuns, penitências e reflexões; tristeza, dor e luto, abstnência de carne e longas orações.
Bastante suavizadas pela Igreja a partir dos anos 1960, por ocasião do Concílio Vaticano II, essas práticas aos poucos vão senso substituídas pela maior preocupação de se passar aos fiéis o sentido de transformação da morte em vida, como verdadeiro símbolo da Páscoa, a ressurreição do amor universal.


A ressurreição de Jesus


Como espíritas, sabemos que a ressurreição de Jesus se refere apenas ao seu aparecimento através de seu perispírito (corpo espiritual), materializado ou não, após a morte de seu corpo físico, afinal ele mesmo dissera que não teria vindo para derrogar as leis, no caso as divinas, eternas e imutáveis. A Páscoa para nós representaria, então, o retorno de Jesus à vida espiritual, interessando-nos muito mais as lições que Ele deixara através de tantos exemplos, do que as festas, cerimônias e rituais que foram instituídos para recordar sua passagem terrena.
Diante das comemorações da Semana Santa, vale a pena salientar, contudo, algumas considerações oportunas sobre o assunto, à luz da doutrina espírita.
Praticar o jejum ou aplicar uma mancha de cinza no corpo, por exemplo, de forma alguma apagarão “pecados” ou outorgarão virtudes, algo que é de teor interno, do espírito, e que somente nós mesmos conseguiremos no decorrer de nossas várias experiências, com muito amor, esforço e trabalho.
Os apóstolos de Jesus, também, por exemplo, não eram adeptos do jejum, como estabelecia a tradição judaica da época, tendo o Mestre inclusive comentado que o que de fora entra no homem não pode contaminá-lo, porque não entraria no seu coração, mas no seu ventre, e de lá seria portanto lançado fora, nada lhe restando na essência espiritual.
Jesus ensinou mesmo que é o que sai do coração do homem que contamina e não o que entra pela boca. É que do interior do coração saem os maus pensamentos, as avarezas, a idolatria, a inveja, a blasfemia, a soberba e a loucura, afastando-o de Deus. (Leia-se Marcos 7:13-23)

Jesus vitorioso
É bom lembrar ainda que Jesus sabia, durante a realização da última ceia com os apóstolos, por ocasião das comemorações da Páscoa judaica, que se aproximava o momento de seu retorno à patria espiritutal. Como Jesus poderia anunciar sua despedida com tanta segurança? Somente um espírito muito evoluído poderia ter passado por tantos suplícios físicos e morais com tamanha coragem, fé e serenidade, dando incansavelmente seu testemunho de amor e fraternidade, exemplos de quem sabia verdadeiramente amar.
Ciente de sua vitória espiritual, da sua missão cumprida através de sua vinda à Terra, não lhe cabia o papel de derrotado, de decepções e mágoas como numa relação familiar comum entre espíritos menos evoluídos, que vemos todos os dias pela própria necessidade de nosos aprendizados.
Jesus não tinha o que aprender. Por isso, embora açoitado e crucficado, contava com a resignação dos que confiam, dos que têm o conhecimento da verdade e da justa medida do bem-sofrer. “Não se turbe o vosso coração; na casa do meu Pai há muitas moradas; vou prepará-los e vos levarei comigo; orai e vigiai pra não entrardes em tentação; minha paz vos dou; se eu não for, o Consolador não virá” foram algumas dessas lições de sabedoria que ele deixou, por amar e conhecer em identidade com o Pai.
Daí outras belas lições; “eu e o Pai somos um”, “podeis fazer o que eu faço e muito mais”, “não sou eu que faço, mas o Pai que vive em mim”.
Sem a interpretação espiritual da letra, impossível compreender a profundidade de tantos ensinamentos.

A beleza das lições
Inúmeros exemplos. Mas que não foram suficientes para que a figura de Jesus não fosse senão lembrada e relembrada na Terra como sinônimo de chagas, espinhos, sangue, desilusão, sofrimento.
Se analisarmos sua tarefa terrena, ficaremos emocionados, sim, mas muito mais tocados pela beleza da imensa lição de amor e de sabedoria que representou sua vinda até nós, da sua verdadeira comunhão com Deus por compartilhar, pelo seu grau evolutivo, das Suas ideias. Passagens que trazem a alegria da fé, a esperança, o consolo e a coragem dos que sabem amar.
Essa visão mais positiva – bem oposta, aliás, àquela que nos tem sido passada, principalmente nos tradicionais filmes reprisados nessa época da chamada Semana Santa, de dor, tristeza, lamento, traição e desilusão –, faria com que toda a Humanidade aprendesse a ver realmente o período da Páscoa como mais uma oportunidade de reflexão e renovação, de estímulo para se cultivar as virtudes, porém sem culpas ou remorsos; muito mais com a certeza de incentivo para que participemos ativamente dessa passagem, no esforço de cada dia nesse banquete íntimo de renovação de nós mesmos.
Esta foi a verdadeira misão de Jesus na Terra: exemplificar, mostrar não somente a Lei, mas vivenciá-la em sua plenitude, indicando os caminhos para melhor cumpri-la e sermos mais felizes. Uma felicidade que não é deste mundo, dirão alguns mais afoitos, desanimando-se, por não entenderem que esse mundo não se refere somente à morada terrena, mas ao mundo das coisas puramente materiais, às quais espíritos ainda imperfeitos que somos estão sujeitos em seu caminho evolutivo, como o livro adequado que têm à disposição para seu aprendizado.
A felicidade de que Jesus nos fala se relaciona às aquisições espirituais. E isso é Páscoa, é renovação. Tem por base o desenvolvimento do amor e do conhecimento, que exigem trabalho, observação, dedicação, estudo e prática no exercício do Bem, por amor a Deus, ao próximo e a si mesmo. E esse é o nosso desafio, base da lei para começarmos a compreender o que seria afinal ser feliz e não estar feliz.
Essa mudança requer renovação interior e pode até mesmo começar na Páscoa, por que não? É olhar para dentro de si mesmo e reconhecer-se, esforçando-se para arrumar o que ainda nos faz sofrer.

O perdão de Jesus
Outro ponto importante a considerar é que Jesus não perdeu uma única oportunidade para nos auxiliar na busca dessa felicidade. Não vai trilhar por nós, e deixou isso claro. “Eu sou o caminho, a verdade e a vida.” Sigamo-lo, então.
Ciente das nossas imperfeições, compreendendo o nosso estado evolutivo, não haveria motivo para nos culpar pela sua condenação e morte, para passarmos depois a adorá-lo num mea culpa sem fim como símbolo da nossa rebeldia. Não. Ele não falou da Boa Nova para nos conquistar pela culpa, deixando nossos corações amargurados e apertados, sofrendo o remorso até o fim de nossos dias, reservados à tristeza e à monotonia de uma fé imatura de pedidos e mais pedidos de perdão. Isso não seria segui-lo.
De que serviriam tantas clemências com tão poucas oportunidades de reformulação? Tanto Jesus sabia da nossa inferioridade e da nossa necessidade de amor e discernimento, crianças espirituais, tolas ainda, que ele mesmo pediu: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem!”
O Mestre veio, assim, nos salvar da ignorância, mostrando o amor, como a outra face para a solução dos nossos problemas. Trouxe uma nova ordem, para atingirmos a felicidade, que se prendia muito mais às coisas do espírito. E ensinou que a misericórdia divina está justamente na dádiva das inúmeras oportunidadesque nos são concedidas para aprender e amar.
Que aproveitemos, assim, então mais uma delas. Boa reflexão, boa renovação, boa Páscoa a todos!

Escrito por Eliana Ferrer Haddad
Publicado em http://www.correiofraterno.com.br


quarta-feira, 23 de março de 2016

O Espírita e a Páscoa

Jesus, quando esteve na terra, trouxe uma mensagem totalmente inovadora, baseada no perdão, no amor e na caridade.
Para aquele povo ainda tão materialista e primitivo foi difícil aceitar um novo Messias manso e pacífico, quando esperava um líder guerreiro e libertador da escravidão.
Os governantes da época temeram ser ele um revolucionário que ameaçaria o poder por eles constituído.
Por esses motivos, Jesus foi condenado à morte, crucificado, maneira pela qual os criminosos eram executados. Como um ser de elevada evolução reapareceu em espírito - não em corpo material - aos apóstolos e a várias pessoas.
Assim ele comprovou a existência do espírito, bem como a sobrevivência após a morte física e incentivou a continuidade da divulgação de sua mensagem, missão essa desempenhada pelos apóstolos e seus seguidores.  
A ciência já comprovou a impossibilidade da ressurreição, ou seja, voltar a viver no mesmo corpo físico após a morte deste, pois poucos minutos após a morte os danos causados ao cérebro são irreversíveis, já se iniciando o processo de decomposição da matéria.
Jesus, portanto, só se mostrou com o seu corpo perispirítico, o que explica o fato de só ter sido visto pelos que ele quis que o vissem. Se ele ressuscitasse em seu corpo carnal estaria contrariando as leis naturais, criadas por Deus.
Sabemos que para Deus nada é impossível, portanto poderia Ele executar milagres.
Mas iria Ele derrogar as leis que Dele próprio emanaram?
Seria para atestar seus poderes?
O poder de Deus se manifesta de maneira muito mais imponente pelo grandioso conjunto de obras da criação e pela sábia previdência que essa criação revela, desde as partes mais gigantescas às mínimas, como a harmonia das leis que regem o universo.
Através do Espiritismo compreendemos que não existem milagres, nem fatos sobrenaturais.
A Doutrina codificada por Allan Kardec não possui dogmas, rituais, não institui abstinências alimentares, nem possui comemorações vinculadas a datas comerciais e cívicas. Por isso os espíritas não comemoram a morte nem o reaparecimento de Jesus.
O Espiritismo nos ajuda a entender os acontecimentos da passagem de Jesus no plano terra e esclarece que a Páscoa é uma festividade do calendário adotada em nossa sociedade por algumas religiões.
Para os espíritas a Páscoa, como qualquer outro período do ano, deve ser um momento de reflexão, estudos e reafirmação do compromisso com os ensinamentos do mestre, a fim de que cada um realize dentro de si, e no meio em que vive, o reino de paz e amor que ele exemplificou.
O maior milagre que Jesus operou, o que verdadeiramente atesta a sua superioridade, foi a revolução que os seus ensinamentos produziram no mundo, apesar da exiguidade dos seus meios de ação.


Texto de Ivan Bottion - Publicado no Boletim informativo do Grupo Espírita Seara do Mestre

domingo, 20 de março de 2016

Empresa oferece vaga para viajar e beber cerveja com salário de R$ 48 mil

Já pensou ser pago para viajar, comer e beber cerveja? Isso já é a realidade na empresa World of Beer que está com inscrições abertas. Segundo o site 'Thrillisttrês', a multinacional procura três estagiários para visitar cervejarias do Estados Unidos e do exterior, degustar todos os tipos da bebida e escrever sobre a aventura em um blog. Tudo isso com uma bolsa-auxílio de 12 mil dólares, cerca de R$ 48 mil, além de alimentação e hospedagem. 
 As inscrições podem ser feitas por americanos e pessoas de todo o mundo que tenham autorização para trabalhar no país. O prazo vai até dia 26 de março, e para concorrer a vaga você deve ir até o site fazer a inscrição, gravar um vídeo dizendo porque você é a pessoa certa para o trabalho e divulgá-lo nas redes sociais.
A empresa fará entrevistas com os interessados nos Estados Unidos. Os três estagiários serão contratados em abril, e o trabalho será realizado durante o Verão norte-americano.


A Preparação

A fim de ser preservado e mantido, o corpo exige cuidados vários, desde a higiene à conservação das peças que o constituem, sem o que inumeráveis males lhe perturbam o equilíbrio, interrompendo-lhe a existência.
Assim também a alma. Responsável pela organização somática, é a geradora de forças que facultam a vida física, exigindo, por consequência, atendimento especial, sem o que se lhe desarticulam os equipamentos sutis, fazendo-a tombar no desfalecimento ou na alucinação com todos os prejuízos disso decorrentes.
Desse modo, antes de qualquer atividade, ao iniciar-se o dia, reserva-lhe alguns minutos para a sua sustentação.
Faze uma pequena leitura de página otimista e consoladora, que te fixe clichês mentais positivos e agradáveis.
Medita um pouco no seu conteúdo valioso, como a imprimi-lo nas telas delicadas da memória, de modo que dele te impregnes, estabelecendo uma disposição favorável às lutas que enfrentarás.
Encerra esses minutos com uma prece, através da qual intentes sintonizar com o pensamento da sabedoria universal, haurindo inspiração e forças no amor de Deus.
Equipado com estas energias, terás atendido, em terapia preventiva, a tua realidade eterna – o eu espiritual – podendo, então, partir para os primeiros confrontos da experiência do teu novo dia.
*****
Divaldo Pereira Franco Pelo Espírito JOANNA DE ÂNGELIS 

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Profilaxia: amor, bondade e conhecimento

                 
A mente, em todo o tempo, compreende o desenvolvimento consciente ou subconsciente, possibilitando a expressividade do ser humano por meio da imaginação, da linguagem, dos sentidos, do pensamento, da razão, da memória, do sentimento e toda a riqueza mental já desenvolvida ou por desenvolver no Espírito, centelha eterna criada por Deus.


No entanto, há muitos mistérios a serem desvendados em relação aos que se aclararam até agora. As doenças físicas são, em muitas situações, casos a serem observados com atenção, pois, em confirmadas sentenças atestadas pelo cunho espiritual e por pesquisas científicas humanas, elas podem ser consequências do somatório de sentimentos desequilibrados, inferiorizados, de pessoas cuja mente necessita de amparo, devendo o reconhecimento partir de si próprias.

Uma doença bastante temida é o Mal de Alzheimer, visto que, quando se desconecta o senso das atitudes, pensamentos ou palavras, também o Espírito acaba por se desconectar da vida comum e da percepção dos companheiros de jornada.

Tudo então se transforma em estranheza, insegurança e carência. Entretanto, a sabedoria divina indica-nos sempre a perfeita ação para o bem comum e, como não existem acaso nem equívocos na obra da Criação, o amor do Pai sempre busca trazer o filho para a compreensão do que realmente é valoroso e eficaz para elevar a alma.

O doutor alemão Alois Alzheimer foi quem efetuou as primeiras pesquisas referentes a essa doença e por isso recebeu ela o sobrenome do pesquisador. Alguns aspectos foram descritos como possíveis inibidores ou dificultadores do aparecimento da doença, como manter uma vida saudável e também a preservação da leitura e trabalhos mentais; no entanto, muito além disso, algumas atitudes podem prevenir não só a doença de Alzheimer como tantos outros males e sofrimentos na vida e não apenas em uma vivência. Eis algumas delas: cultivar a bondade, a retidão, a humildade e a honestidade, o perdão, a paciência, a conexão com o Alto, o respeito e todos os bons sentimentos que formam o amor.

Sabe-se que o progresso significa liberdade para o espírito; sabemos também que muitos fatores de compreensão e desprendimento são necessários para a evolução. A reforma íntima é a luz para os novos dias. E como nada é fruto do acaso, na situação na qual ainda houver um paciente a ser cuidado com a Doença de Alzheimer ou outra enfermidade qualquer, haverá sempre um cuidador familiar ou terceirizado a ampará-lo.

Essa providência abençoada permitida por Deus é fecunda para o crescimento de um ou de outro, e em muitos casos de ambos, pois o doente pode ser o irmão renegado e o cuidador, o algoz de um triste passado.

Nenhuma situação é, portanto, infrutífera; nosso sentimento é que precisa se elevar para compreender que em toda ocasião difícil há a bondade do resgate e do bendito reparo para que alcancemos vivências mais felizes.


Para inúmeros males não há, por enquanto, vacina, mas há e sempre haverá o trabalho no bem, o cultivo de bons pensamentos e sentimentos, as nobres atitudes, a compreensão de que aquele que mais compreende pode ser um amparo e não uma voz de acusação e que o crescimento, em todas as situações, constitui a liberdade para o Espírito e o almejado avanço para o Universo.

http://www.oconsolador.com.br

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

O carneiro revoltado

Certo carneiro muito inteligente, mas indisciplinado, reparou os benefícios que a lã espalhava em toda parte e, desde então, julgou-se melhor que os outros seres da criação, passando a revoltar-se contra a tosquia.

– Se era tão precioso – pensava –, por que aceitar a humilhação daquela tesoura enorme? Experimentava intenso frio, de tempos a tempos, e, despreocupado das ricas rações que recebia no redil, detinha-se apenas no exame dos prejuízos que supunha sofrer.

Muito amargurado, dirigiu-se ao Criador, exclamando:

– Meu Pai, não estou satisfeito com a minha pelagem. A tosquia é um tormento... Modifica-me, Senhor!...

O Todo-Poderoso indagou, com bondade:

– Que desejas que eu faça?

Vaidosamente, o carneiro respondeu:

– Quero que a minha lã seja toda de ouro.

A rogativa foi satisfeita.

Contudo, assim que o orgulhoso ovino se mostrou cheio de pelos preciosos, várias pessoas ambiciosas atacaram-no sem piedade. Arrancaram-lhe, violentamente, todos os fios, deixando-o em chagas.

O infeliz, a lastimar-se, correu para o Altíssimo e implorou:

– Meu Pai, muda-me novamente! não posso exibir lã dourada.., encontraria sempre salteadores sem compaixão.

O Sábio dos Sábios perguntou:

– Que queres que eu faça?

O animal, tocado pela mania de grandeza, suplicou:

– Quero que a minha lã seja lavrada em porcelana primorosa.

Assim foi feito.

Entretanto, logo que tornou ao vale, apareceu no céu enorme ventania, que lhe quebrou todos os fios, dilacerando-lhe a carne.

Regressou, aflito, ao Todo-Misericordioso e queixou-se:

– Pai, renova-me!... A porcelana não resiste ao vento... estou exausto...

Disse-lhe o Senhor:

– Que desejas que eu faça?

– A fim de não provocar os ladrões e nem ferir-me com porcelana quebrada, quero que a minha lã seja feita de mel.

O Criador satisfez o pedido.

Todavia, logo que o pobre se achou no redil, bandos de moscas asquerosas cobriram-no em cheio e, por mais corresse campo afora, não evitou que elas lhe sugassem os fios adocicados.

O mísero voltou ao Altíssimo e implorou:

– Pai, modifica-me... as moscas deixaram-me em sangue!

O Senhor indagou, de novo, com inexaurível paciência:

– Que queres que eu faça?

Dessa vez, o carneiro pensou mais tempo e considerou:

– Suponho que seria mais feliz se tivesse minha lã semelhante às folhas de alface.

O Todo-Bondoso atendeu-lhe mais uma vez a vontade e o carneiro voltou à planície, na caprichosa alegria de parecer diferente.

No entanto, quando alguns cavalos lhe puseram os olhos, não conseguiu melhor sorte. Os equinos prenderam-no com os dentes e, depois de lhe comerem a lã, abocanharam-lhe o corpo.

O carneiro correu na direção do Juiz Supremo, gotejando sangue das chagas profundas, e, em lágrimas, gemeu, humilde:

– Meu Pai, não suporto mais!...

Como soluçasse longamente, o Todo-Compassivo, vendo que ele se arrependera com sinceridade, observou:

– Reanima-te, meu filho! que pedes agora?

O infeliz replicou, em pranto:

– Pai, quero voltar a ser um carneiro comum, como sempre fui. Não pretendo a superioridade sobre meus irmãos. Hoje sei que os meus tosquiadores de outro tempo são meus verdadeiros amigos. Nunca me deixaram em feridas e sempre me deram de comer e beber, carinhosamente... Quero ser simples e útil, qual me fizeste, Senhor!...

O Pai sorriu, bondoso, abençoou-o com ternura e falou:

– Volta e segue teu caminho em paz. Compreendeste, enfim, que meus desígnios são justos. Cada criatura está colocada, por minha Lei, no lugar que lhe compete e, se pretendes receber, aprende a dar.

Então o carneiro, envergonhado, mas satisfeito, voltou para o vale, misturou-se com os outros e daí por diante foi muito feliz.

 
 Neio Lúcio 

Do livro Alvorada Cristã, obra mediúnica psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.