segunda-feira, 9 de abril de 2012


Quando você se observar, à beira do desânimo, acelere o passo para frente, proibindo-se parar.
Ore, pedindo a Deus mais luz para vencer as sombras.
Faça algo de bom, além do cansaço em que se veja.
Leia uma página edificante, que lhe auxilie o raciocínio na mudança construtiva de idéias.
Tente contato de pessoas, cuja conversação lhe melhore o clima espiritual.
Procure um ambiente, no qual lhe seja possível ouvir palavras e instruções que lhe enobreçam os pensamentos.
Preste um favor, especialmente aquele favor que você esteja adiando.
Visite um enfermo, buscando reconforto naqueles que atravessam dificuldades maiores que as suas.
Atenda às tarefas imediatas que esperam por você e que lhe impeça qualquer demora nas nuvens do desalento.
Guarde a convicção de que todos estão caminhando para adiante, através de problemas e lutas, na aquisição de experiência, e de que a vida concorda com as pausas de refazimento das nossas forças, mas não se acomoda com a inércia em momento algum.

Ditado pelo Espírito André Luiz.

domingo, 8 de abril de 2012

PÁSCOA E REFORMA ÍNTIMA

Por Daniele Rabello*

Segundo a Doutrina Espírita, codificada por Allan Kardec, não há nenhuma espécie de culto a simbologias ou ritos. Por outro lado, para as sociedades, em grande parte marcadas na história pela vida de Cristo, o modus de vida se dá anualmente pelo calendário cristão, que demarca momentos de reflexão e pausa para amar ao próximo, como o Natal e a Páscoa.

Para a Doutrina Espírita, o verdadeiro espírita se reconhece "pela sua transformação moral e pelos esforços que empreende em domar suas más inclinações" (KARDEC, em O Evangelho Segundo o Espiritismo). É neste sentido, então, que se dá a compreensão de Páscoa: a busca pela Reforma Íntima, burilando o lado do homem velho que há dentro de cada um, para renascer um homem novo.

O sentido de renovação da Páscoa para os cristãos espíritas se concretiza na renovação de si mesmo, na melhoria íntima e evolução espiritual, sendo esta a única forma de transformação das relações humanas e da vivência mundana, levando-nos a atingir a verdadeira felicidade, através da Lei Divina da Evolução, à qual todos estamos fadados a seguir. Os símbolos do coelho, dos ovinhos de páscoa, o vinho, o peixe, são, à luz da Doutrina, apenas formas concretas e materializadas encontradas pelo homem para representar o seu desejo de vida, de renovação, de resignação e fé em Deus, nosso pai, e Cristo, nosso irmão, modelo e mestre.

No entanto, se essa foi uma forma que a humanidade encontrou de fazer uma pausa para reflexão acerca da moral de Jesus e de amar aos seus semelhantes... Pois que todos os dias possam ser de Páscoa e todas as religiões a preguem com a santidade que o seu verdadeiro significado merece. E sobretudo, que todo indivíduo, filho de Deus que é, possa corresponder às oportunidades da reencarnação e de cada dia que lhe é concebido para transformar-se num homem novo, buscando compreender e seguir a moral cristã que nos foi ensinada pessoalmente por nosso irmão maior, concretizando-se em sua Lei de Amor. Que desta forma todos possam receber nesta época, como em todas as outras, muita luz e muita paz de Jesus Cristo e de nosso Pai Celestial.

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Visão Espírita da Páscoa

Eis-nos, uma vez mais, às vésperas de mais uma Páscoa. Nosso pensamento e nossa emoção, ambos cristãos, manifestam nossa sensibilidade psíquica. Deixando de lado o apelo comercial da data, e o caráter de festividade familiar, a exemplo do Natal, nossa atenção e consciência espíritas requerem uma explicação plausível do significado da data e de sua representação perante o contexto filosófico-científico-moral da Doutrina Espírita.

Deve-se comemorar a Páscoa? Que tipo de celebração, evento ou homenagem é permitida nas instituições espíritas? Como o Espiritismo visualiza o acontecimento da paixão, crucificação, morte e ressurreição de Jesus? Em linhas gerais, as instituições espíritas não celebram a Páscoa, nem programam situações específicas para “marcar” a data, como fazem as demais religiões ou filosofias “cristãs”. Todavia, o sentimento de religiosidade que é particular de cada ser-Espírito, é, pela Doutrina Espírita, respeitado, de modo que qualquer manifestação pessoal ou, mesmo, coletiva, acerca da Páscoa não é proibida, nem desaconselhada.
 
O certo é que a figura de Jesus assume posição privilegiada no contexto espírita, dizendo-se, inclusive, que a moral de Jesus serve de base para a moral do Espiritismo. Assim, como as pessoas, via de regra, são lembradas, em nossa cultura, pelo que fizeram e reverenciadas nas datas principais de sua existência corpórea (nascimento e morte), é absolutamente comum e verdadeiro lembrarmo-nos das pessoas que nos são caras ou importantes nestas datas. Não há, francamente, nenhum mal nisso. Mas, como o Espiritismo não tem dogmas, sacramentos, rituais ou liturgias, a forma de encarar a Páscoa (ou a Natividade) de Jesus, assume uma conotação bastante peculiar. Antes de mencionarmos a significação espírita da Páscoa, faz-se necessário buscar, no tempo, na História da Humanidade, as referências ao acontecimento.
 
A Páscoa, primeiramente, não é, de maneira inicial, relacionada ao martírio e sacrifício de Jesus. Veja-se, por exemplo, no Evangelho de Lucas (cap. 22, versículos 15 e 16), a menção, do próprio Cristo, ao evento: “Tenho desejado ansiosamente comer convosco esta Páscoa, antes da minha paixão. Porque vos declaro que não tornarei a comer, até que ela se cumpra no Reino de Deus.” Evidente, aí, a referência de que a Páscoa já era uma “comemoração”, na época de Jesus, uma festa cultural e, portanto, o que fez a Igreja foi “aproveitar-se” do sentido da festa, para adaptá-la, dando-lhe um novo significado, associando-o à “imolação” de Jesus, no pós-julgamento, na execução da sentença de Pilatos.
 
Historicamente, a Páscoa é a junção de duas festividades muito antigas, comuns entre os povos primitivos, e alimentada pelos judeus, à época de Jesus. Fala-se do “pesah”, uma dança cultural, representando a vida dos povos nômades, numa fase em que a vinculação à terra (com a noção de propriedade) ainda não era flagrante. Também estava associada à “festa dos ázimos”, uma homenagem que os agricultores sedentários faziam às divindades, em razão do início da época da colheita do trigo, agradecendo aos Céus, pela fartura da produção agrícola, da qual saciavam a fome de suas famílias, e propiciavam as trocas nos mercados da época. Ambas eram comemoradas no mês de abril (nisan) e, a partir do evento bíblico denominado “êxodo” (fuga do povo hebreu do Egito), em torno de 1441 a.C., passaram a ser reverenciadas juntas. É esta a Páscoa que o Cristo desejou comemorar junto dos seus mais caros, por ocasião da última ceia. Logo após a celebração, foram todos para o Getsêmani, onde os discípulos invigilantes adormeceram, tendo sido o palco do beijo da traição e da prisão do Nazareno.
 
Mas há outros elementos “evangélicos” que marcam a Páscoa. Isto porque as vinculações religiosas apontam para a quinta e a sexta-feira santas, o sábado de aleluia e o domingo de páscoa. Os primeiros relacionam-se ao “martírio”, ao sofrimento de Jesus – tão bem retratado neste último filme hollyodiano ("A PAIXÃO DE CRISTO", segundo Mel Gibson) –, e os últimos, à ressurreição e a ascensão de Jesus. No que concerne à ressurreição, podemos dizer que a interpretação tradicional aponta para a possibilidade da mantença da estrutura corporal do Cristo, no post-mortem, situação totalmente rechaçada pela ciência, em virtude do apodrecimento e deterioração do envoltório físico. As Igrejas cristãs insistem na hipótese do Cristo ter “subido aos Céus” em corpo e alma, e fará o mesmo em relação a todos os “eleitos” no chamado “juízo final”. Isto é, pessoas que morreram, pelos séculos afora, cujos corpos já foram decompostos e reaproveitados pela terra, ressurgirão, perfeitos, reconstituindo as estruturas orgânicas, do dia do julgamento, onde o Cristo, separá justos e ímpios.
 
A lógica e o bom-senso espíritas abominam tal teoria, pela impossibilidade física e pela injustiça moral. Afinal, com a lei dos renascimentos, estabelece-se um critério mais justo para aferir a “competência” ou a “qualificação” de todos os Espíritos. Com “tantas oportunidades quanto sejam necessárias”, no “nascer de novo”, é possível a todos progredirem. Mas, como explicar, então as “aparições” de Jesus, nos quarenta dias póstumos, mencionadas pelos religiosos na alusão à Páscoa? A fenomenologia espírita (mediúnica) aponta para as manifestações psíquicas descritas como mediunidades. Em algumas ocasiões, como a conversa com Maria de Magdala, que havia ido até o sepulcro para depositar algumas flores e orar, perguntando a Jesus – como se fosse o jardineiro – após ver a lápide removida, “para onde levaram o corpo do Raboni”, podemos estar diante da “materialização”, isto é, a utilização de fluido ectoplásmico – de seres encarnados – para possibilitar que o Espírito seja visto (por todos). Igual circunstância se dá, também, no colóquio de Tomé com os demais discípulos, que já haviam “visto” Jesus, de que ele só acreditaria, se “colocasse as mãos nas chagas do Cristo”.
 
E isto, em verdade, pelos relatos bíblicos, acontece. Noutras situações, estamos diante de uma outra manifestação psíquica conhecida, a mediunidade de vidência, quando, pelo uso de faculdades mediúnicas, alguém pode ver os Espíritos.
 
A Páscoa, em verdade, pela interpretação das religiões e seitas tradicionais, acha-se envolta num preocupante e negativo contexto de culpa. Afinal, acredita-se que Jesus teria padecido em razão dos “nossos” pecados, numa alusão descabida de que todo o sofrimento de Jesus teria sido realizado para “nos salvar”, dos nossos próprios erros, ou dos erros cometidos por nossos ancestrais, em especial, os “bíblicos” Adão e Eva, no Paraíso. A presença do “cordeiro imolado”, que cumpre as profecias do Antigo Testamento, quanto à perseguição e violência contra o “filho de Deus”, está flagrantemente aposta em todas as igrejas, nos crucifixos e nos quadros que relatam – em cores vivas – as fases da via sacra. Esta tradição judaico-cristã da “culpa” é a grande diferença entre a Páscoa tradicional e a Páscoa espírita, se é que esta última existe. Em verdade, nós espíritas devemos reconhecer a data da Páscoa como a grande – e última lição – de Jesus, que vence as iniqüidades, que retorna triunfante, que prossegue sua cátedra pedagógica, para asseverar que “permaneceria eternamente conosco”, na direção bussolar de nossos passos, doravante.
 
Nestes dias de festas materiais e/ou lembranças do sofrimento do Rabi, possamos nós encarar a Páscoa como o momento de transformação, a Vera evocação de liberdade, pois, uma vez despojado do envoltório corporal, pôde Jesus retornar ao Plano Espiritual para, de lá, continuar “coordenando” o processo depurativo de nosso orbe. Longe da remissão da celebração de uma festa pastoral ou agrícola, ou da libertação de um povo oprimido, ou da ressurreição de Jesus, possa ela ser encarada por nós, espíritas, como a vitória real da vida sobre a morte, pela certeza da imortalidade e da reencarnação, porque a vida, em essência, só pode ser conceituada como o amor, calcado nos grandes exemplos da própria existência de Jesus, de amor ao próximo e de valorização da própria vida.
 
Nesta Páscoa, assim, quando estiveres junto aos teus mais caros, lembra-te de reverenciar os belos exemplos de Jesus, que o imortalizam e que nos guiam para, um dia, também estarmos na condição experimentada por ele, qual seja a de “sermos deuses”, “fazendo brilhar a nossa luz”. Comemore, então, meu amigo, uma “outra” Páscoa. A sua Páscoa, a da sua transformação, rumo a uma vida plena.
 

Marcelo Henrique - Diretor de Política e Metodologias de Comunicação, da ABRADE (Associação Brasileira de Divulgadores do Espiritismo) e Delegado da CEPA (Confederação Espírita Pan-Americana) para a Grande Florianópolis-SC.


sexta-feira, 30 de março de 2012

Reconciliação

Os meus discípulos serão conhecidos por muito se amarem.
Relativamente à vida presente, a reconciliação com os adversários proporciona uma série de inapreciáveis benefícios.
Paz na Consciência – o maior tesouro que o homem pode desejar no mundo.
Ausência de inquietações e remorsos – patrimônio que ajuda na aquisição do equilíbrio interior .
Sono tranquilo – assegurando bem-estar espiritual enquanto o corpo descansa.
Despertar sereno – premiando o coração que se enriqueceu de experiências novas, no contato com benfeitores desencarnados .
Construção de preciosas amizades, nesta e na vida extrafísica – o que é fundamental para todos nós, especialmente os imortalistas – reencarnacionistas.
A inimizade é uma brasa no coração humano.
Queima, fere, abre chagas profundas.
Faz sangrar por muito tempo.
Quando nos dispusermos a compreender e seguir o conselho do Mestre -”Os meus discípulos serão conhecidos por muito se amarem” -, nossos corações inundar-se-ão de um júbilo diferente.
De um júbilo sublime, que nenhum tesouro do mundo pode substituir ou compensar.

Feliz a criatura que diariamente, após honesto exame de consciência, pode dizer:
” A minha alma está virgem de ressentimentos! Não sinto, dentro de mim, nem ódio, nem rancor, nem desejos de vingança ! Não tenho inimigos! A todos estimo, a todos prezo, a todos desejo o bem! Podem existir criaturas que não me compreendam as atitudes, o idealismo, mas eu as compreendo!”

Como se vê, a Reencarnação, fazendo luz sobre a palavra evangélica, é, realmente, benéfica e construtiva..
Favorece a extinção não só dos antagonismos do pretérito, em geral promovidos por nós mesmos, como também ajuda a dissolver as inimizades que a nossa invigilância forjou no presente .
Com vistas ao Amanhã, a confraternização com os adversários, em outras palavras, a reconciliação com os inimigos, aconselhada por Jesus, apresenta vantagens, de natureza espiritual, imprescindíveis ao nosso progresso.
Assegura-nos, hoje, aquela euforia que nos dará, amanhã, em definitivo, a verdadeira felicidade .
A maioria das obsessões resulta de ódios que se fixaram, no Tempo e no Espaço, na poeira dos séculos e milênios, pela incapacidade do perdão recíproco.
Conhecemos casos de vingança que atravessaram a noite escura dos tempos, desceram ao abismo dos milênios, levando hoje à alucinação e à delinquência almas que praticaram ou se acumpliciaram em crimes hediondos…
A estima fraternal garante, para o porvir de nossas lutas evolutivas, reencarnações liberadas de penosos compromissos e dolorosas consequências.
O desatamento de laços hostis, ou, simplesmente, antipáticos, que muita vez distanciam companheiros de jornada, abre aos nossos Espíritos sublimes oportunidades de construirmos, em vez de apenas reconstruirmos.
Tais considerações, formuladas à base do raciocínio palingenésico, demonstram a sabedoria de Jesus, quando afirmou que o Espírito de Verdade restauraria os Seus ensinamentos.
Quanta lógica e quanto bom-senso!
Quanta claridade nos conceitos evangélicos, se interpretados à luz do Espiritismo !
O nosso coração se enriquece, a nossa alma se torna feliz, a nossa consciência se ilumina, por havermos aceito esta fortuna, este patrimônio inavaliável que o Cristo de Deus, através da personalidade missionária de Allan Kardec, legou à Humanidade planetária.

Reconciliemo-nos, pois, com os adversários, de ontem e de hoje, Se os tivermos, na certeza inabalável de que o perdão irrestrito, com o esquecimento de toda a falta, abrir-nos-á a porta que nos introduzirá, mais tarde, no Santuário de Luz da Vida Infinita.

E não esqueçamos, a benefício da nossa própria felicidade, agora e sempre, a suave advertência de Nosso Senhor Jesus-Cristo: -”Os meus discípulos serão conhecidos por muito se amarem. ”

Martins Peralva (extraído do livro Estudando o Evangelho – À Luz do Espiritismo – 2º ed. FEB)

quarta-feira, 28 de março de 2012

Tempo de Refletir e Perdoar

Estamos prestes a entrar na Semana Santa, quando os cristãos, especialmente os católicos, celebram a Paixão e Morte de Jesus, o Cristo, propondo reflexões, preces e atos de piedade. Há toda uma preparação durante a quaresma, que se inicia na quarta-feira de cinzas e encerra no domingo de Páscoa, que significa passagem da morte para a vida imortal.

Tudo isso é válido sim, mas, somente se realmente existir o amor e a caridade. De nada adianta passar a semana inteira jejuando, participando das celebrações da Igreja, se abstendo de algo que considere sacrifício, se for apenas um ato mecânico para mostrar as outras pessoas que é religioso, que é bonzinho. Assim como no Natal, este também é tempo de renovação, de uma nova edificação. Para tanto é preciso limpar o terreno da alma e do coração, livrando-nos das mágoas e rancores. Retirar os entulhos do medo, da incerteza, da insegurança e dos ressentimentos. Esquecer as amarguras do passado e viver o presente, o hoje, o agora. Perdoar antes de pedir perdão, como Jesus nos ensinou. 

Como está escrito na obra de Chico Xavier "Pai Nosso", quando pronunciamos as palavras “perdoa as nossas dividas, assim como perdoamos aos nossos devedores, não apenas estamos à espera do benefício para o nosso coração e para a nossa consciência, mas estamos igualmente assumindo o compromisso de desculpar os que nos ofendem". E esta é uma época bem propícia para rever estas questões. Diz o texto ditado pelo espírito Meimei que todos possuímos a tendência de observar com evasivas os grandes defeitos que existem em nós, reprovando, entretanto, sem exame, pequeninas faltas alheias. E é por isso que Jesus nos ensinou a orar recomendando esquecer qualquer mágoa que alguém nos tenha causado. 

"Se não oferecermos repouso à mente do próximo, como poderemos aguardar o descanso para os nossos, pensamentos?
Será justo conservar todo o pão, em nossa casa, deixando a fome aniquilar a residência do vizinho?
A paz é também alimento da alma, e, se desejamos tranquilidade para nós, não nos esqueçamos do entendimento e da harmonia que devemos aos demais. 

Quando pedirmos a tolerância do Pai Celeste em nosso favor, lembremo-nos também de ajudar aos outros com a nossa tolerância.
Auxiliemos sempre. 

Se o Senhor pode suportar-nos e perdoar-nos, concedendo-nos constantemente novas e abençoadas oportunidades de retificação, aprendamos, igualmente, a espalhar a compreensão e o amor, em benefício dos que nos cercam." 

Por isso, continuo na luta para esquecer as mágoas do passado e creio que, graças a Jesus, tenho conseguido. Mas, para continuar minha caminhada em paz, anda tem coisas que preciso fazer constantemente. Perdoar aos outros e a mim mesma. Sei que não tenho o direito de julgar ninguém. Acredito que nada acontece por acaso, por tanto, continuo orando por todas as pessoas que me causaram algum tipo de dano, para que encontrem seu caminho e sejam muito felizes, nesta e nas próximas vidas. Nunca desejei mal algum a ninguém, apesar de ter ficado magoada, momentaneamente, com atitudes que considerei maldades que fizeram contra mim.

E, se por acaso, alguém se sentiu maltratado por mim, peço que me perdoe, porque, com certeza não foi a minha real intenção. Peço que não guardem mágoa no coração e perdoem até a si mesmos. Isso só lhes fará bem.
Desejo a todos muita luz e sabedoria!


(Com trechos da obra Pai Nosso de Francisco Cândido Xavier. Ditado pelo Espírito Meimei.)

terça-feira, 27 de março de 2012

O espírita e a páscoa

Jesus, quando esteve na terra, trouxe uma mensagem totalmente inovadora, baseada no perdão, no amor e na caridade.
Para aquele povo ainda tão materialista e primitivo foi difícil aceitar um novo Messias manso e pacífico, quando esperava um líder guerreiro e libertador da escravidão.
Os governantes da época temeram ser ele um revolucionário que ameaçaria o poder por eles constituído.
mensagem de páscoa espírita
Por esses motivos, Jesus foi condenado à morte, crucificado, maneira pela qual os criminosos eram executados. Como um ser de elevada evolução reapareceu em espírito - não em corpo material - aos apóstolos e a várias pessoas.
Assim ele comprovou a existência do espírito, bem como a sobrevivência após a morte física e incentivou a continuidade da divulgação de sua mensagem, missão essa desempenhada pelos apóstolos e seus seguidores.
A ciência já comprovou a impossibilidade da ressurreição, ou seja, voltar a viver no mesmo corpo físico após a morte deste, pois poucos minutos após a morte os danos causados ao cérebro são irreversíveis, já se iniciando o processo de decomposição da matéria.
Jesus, portanto, só se mostrou com o seu corpo perispirítico, o que explica o fato de só ter sido visto pelos que ele quis que o vissem. Se ele ressuscitasse em seu corpo carnal estaria contrariando as leis naturais, criadas por Deus.
Sabemos que para Deus nada é impossível, portanto poderia Ele executar milagres.
Mas iria Ele derrogar as leis que Dele próprio emanaram?
Seria para atestar seus poderes?
O poder de Deus se manifesta de maneira muito mais imponente pelo grandioso conjunto de obras da criação e pela sábia previdência que essa criação revela, desde as partes mais gigantescas às mínimas, como a harmonia das leis que regem o universo.
Através do Espiritismo compreendemos que não existem milagres, nem fatos sobrenaturais.
A Doutrina codificada por Allan Kardec não possui dogmas, rituais, não institui abstinências alimentares, nem possui comemorações vinculadas a datas comerciais e cívicas. Por isso os espíritas não comemoram a morte nem o reaparecimento de Jesus.
O Espiritismo nos ajuda a entender os acontecimentos da passagem de Jesus no plano terra e esclarece que a Páscoa é uma festividade do calendário adotada em nossa sociedade por algumas religiões.
Para os espíritas a Páscoa, como qualquer outro período do ano, deve ser um momento de reflexão, estudos e reafirmação do compromisso com os ensinamentos do mestre, a fim de que cada um realize dentro de si, e no meio em que vive, o reino de paz e amor que ele exemplificou.
O maior milagre que Jesus operou, o que verdadeiramente atesta a sua superioridade, foi a revolução que os seus ensinamentos produziram no mundo, apesar da exigüidade dos seus meios de ação.

Texto Publicado no Boletim informativo do Grupo Espírita Seara do Mestre. Formatação*Carlos Roberto Musica*Luz Sagrada Áurio Corrá

sexta-feira, 23 de março de 2012

Religião e espiritualidade

Cristóvam Aguiar
Esta semana duas mulheres bateram à nossa porta. Queriam falar conosco sobre religião. Maura disse que não podia ouvi-las, pois estava ocupada, mas uma delas insistiu convidando-a a “comemorar a morte de Jesus”. Já irritada com as duas “queima panelas” (é assim que ela as chama), Maura disse que não comemora a morte e sim a vida. Disse isso dando as costas e deixando as duas embasbacadas.

            Toda religião tem seu valor e cada pessoa tem o direito de escolher a sua e viver de acordo com aqueles ensinamentos. Isso é livre arbítrio. E eu vejo que cada pessoa escolhe a sua religião de acordo com a sua capacidade de entendimento e com a sua realidade existencial. Eu fui criado no seio de uma família católica. Fui batizado, casei e batizei meus filhos na igreja católica. Fui cursilhista, trabalhei e sempre que convocado não me nego a trabalhar pela igreja católica. Como também não me nego a trabalhar por qualquer igreja respeitável.

            O que não admito é essa manipulação que as seitas (e alguma religiões também) fazem com as pessoas. Essas pessoas, as tais “queima panelas”, são pobres coitadas, inocentes úteis utilizadas por espertalhões para conquistar mais adeptos, mais dizimistas para engordar suas contas bancárias, utilizando para isso o nome de Jesus.

            Os mentores destas seitas vivem a realidade dos materialistas, dos espertos (não despertos), e seus seguidores em geral são seres fragilizados por algumas desventuras da vida, portanto, fáceis de manipular, e que acreditam piamente esta fazendo um trabalho em prol do bem da humanidade. Mas, ainda assim, vivendo dentro das suas realidades.

            A curiosidade cedo me fez questionar sobre quem sou, o que sou, de onde vim, onde estou e para onde vou. As respostas que encontrava não me satisfaziam, e foi assim que andei em terreiros de candomblé, igrejas as mais diversas, centros espíritas e até pesquisei e viajei buscando conhecimento sobre antigas religiões.
            E assim me tornei um espiritualista. Há poucos dias me deparei com um texto que mostra a diferença entre religião e espiritualidade. Vou mostrar algumas: Religião é para os que dormem. Espiritualidade é para os que estão despertos; Religião é para quem necessita que alguém lhes diga o que fazer e querem ser guiados. A espiritualidade é para os que prestam atenção à sua voz interior; Religião ameaça e amedronta. Espiritualidade dá paz; Religião fala de pecado e de culpa. Espiritualidade diz: “aprenda com o erro”; Religião inventa. Espiritualidade descobre; Religião é causa de divisões. Espiritualidade promove União; Religião lhe busca para que acredite. Espiritualidade você tem que buscá-la. Religião é adoração. Espiritualidade é Meditação. E por fim, religião promete para depois da morte. Espiritualidade é encontrar Deus em nosso Interior durante a vida.
            Tenham todos um dia de paz!

*Cristóvam Aguiar é escritor, radialista e jornalista.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Vida de verdade.



"Por muito tempo, eu pensei que a minha vida fosse se tornar uma vida de verdade.
Mas sempre havia um obstáculo no caminho, algo a ser ultrapassado antes de começar a viver, um trabalho não terminado, uma conta a ser paga, aí sim, a vida de verdade começaria.
Por fim, cheguei à conclusão de que esses obstáculos eram a minha vida de verdade.
Essa perspectiva tem me ajudado a ver que não existe um caminho para a felicidade.
A felicidade é o caminho!

Assim, aproveite todos os momentos que você tem.
E aproveite-os mais se você tem alguém especial para compartilhar, especial o suficiente para passar seu tempo; e lembre-se que o tempo não espera ninguém.

Portanto, pare de esperar até que você termine a faculdade; até que você volte para a faculdade; até que você perca 5 kg; até que você ganhe 5 kg; até que seus filhos tenham saído de casa; até que você se case; até que você se divorcie; até sexta à noite até segunda de manhã; até que você tenha comprado um carro ou uma casa nova; até que seu carro ou sua casa tenham sido pagos; até o próximo verão, outono, inverno; até que você esteja aposentado; até que a sua música toque; até que você tenha terminado seu drink; até que você esteja sóbrio de novo; até que você morra; e decida que não há hora melhor para ser feliz do que agora mesmo...
Lembre-se: felicidade é uma viagem, não um destino."  

Este texto creditado a Henfil, fez com que me visse num espelho. Num passado recente eu vivia querendo resolver todos os problemas que achava que existiam, para poder começar a viver. Me fechei num casulo e por pouco não desestruturei minha família. Foi preciso uma grande sacudida para acordar e perceber que se o problema tem solução não devemos nos preocupar porque podemos acabar com ele. Se não tem solução, também não devemos nos preocupar, porque não podemos resolve-lo. Dai comecei a viver um dia de cada vez. Descobri que não precisamos ir atrás da felicidade, porque ela está dentro de nós e que temos que vivencia-la aqui e agora. Que o único tempo que existe é o presente, pois, o passado, não volta, e só serve para acumularmos experiências e aprendizado. O futuro, ainda virá e será presente. Para que desperdiçar o hoje pensando nisso?

Aprendi que é preciso por em prática o desapego das coisas materiais para o aperfeiçoamento do espírito e que, para isso, é necessário agirmos mais com o coração sem abandonarmos a razão. E que isso é possível através da prática da verdadeira caridade e do amor ao próximo, como Jesus nos ensinou. Não esperemos a Páscoa, o Dia das Crianças ou o Natal para estender a mão a um irmão necessitado. A verdadeira caridade não é dar uma cesta básica, uma roupa usada ou um brinquedo a uma criança carente. Uma palavra, um gesto de carinho, um sorriso ou um simples olhar pode ser muito mais útil. Lembremo-nos que ninguém é tão pobre que não possa dar e nem tão rico que não precise de algo.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Além das palavras

Além das Palavras

Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho,
Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm as rosas!
Dê a quem voce ama asas para voar raízes para voltar e motivos para ficar...
Não viva no passado, não sonhe com o futuro, concentre a mente no momento presente...
E se choras por ter perdido o sol, as lágrimas não te deixarão ver as estrelas...
Os olhos são as janelas do sentimento.
O sorriso mente, mas os olhos entregam...
O que as palavras não dizem
Os olhos falam.
O bem que você faz será esquecido...
Faça o bem mesmo assim.
A melhor saída é seguir em frente.
Ame alguém, quando esse alguém menos merecer,
pois é nesse momento que esse alguém mais precisa do seu amor...
Não ame pela beleza, um dia acaba...
Não ame por adimiração, um dia você se decepciona...
Apenas ame, pois o tempo não apaga.
A vida é como um espelho, obtemos os melhores resultados, quando sorrimos.
Não viva esperando a tempestade passar, aprenda a dançar na chuva.
A vida é um livro e viver é como escrever sem borracha.
Você não pode voltar e fazer um novo começo...
Você pode sim, mudar e fazer um novo FIM.