quinta-feira, 22 de março de 2012

Vida de verdade.



"Por muito tempo, eu pensei que a minha vida fosse se tornar uma vida de verdade.
Mas sempre havia um obstáculo no caminho, algo a ser ultrapassado antes de começar a viver, um trabalho não terminado, uma conta a ser paga, aí sim, a vida de verdade começaria.
Por fim, cheguei à conclusão de que esses obstáculos eram a minha vida de verdade.
Essa perspectiva tem me ajudado a ver que não existe um caminho para a felicidade.
A felicidade é o caminho!

Assim, aproveite todos os momentos que você tem.
E aproveite-os mais se você tem alguém especial para compartilhar, especial o suficiente para passar seu tempo; e lembre-se que o tempo não espera ninguém.

Portanto, pare de esperar até que você termine a faculdade; até que você volte para a faculdade; até que você perca 5 kg; até que você ganhe 5 kg; até que seus filhos tenham saído de casa; até que você se case; até que você se divorcie; até sexta à noite até segunda de manhã; até que você tenha comprado um carro ou uma casa nova; até que seu carro ou sua casa tenham sido pagos; até o próximo verão, outono, inverno; até que você esteja aposentado; até que a sua música toque; até que você tenha terminado seu drink; até que você esteja sóbrio de novo; até que você morra; e decida que não há hora melhor para ser feliz do que agora mesmo...
Lembre-se: felicidade é uma viagem, não um destino."  

Este texto creditado a Henfil, fez com que me visse num espelho. Num passado recente eu vivia querendo resolver todos os problemas que achava que existiam, para poder começar a viver. Me fechei num casulo e por pouco não desestruturei minha família. Foi preciso uma grande sacudida para acordar e perceber que se o problema tem solução não devemos nos preocupar porque podemos acabar com ele. Se não tem solução, também não devemos nos preocupar, porque não podemos resolve-lo. Dai comecei a viver um dia de cada vez. Descobri que não precisamos ir atrás da felicidade, porque ela está dentro de nós e que temos que vivencia-la aqui e agora. Que o único tempo que existe é o presente, pois, o passado, não volta, e só serve para acumularmos experiências e aprendizado. O futuro, ainda virá e será presente. Para que desperdiçar o hoje pensando nisso?

Aprendi que é preciso por em prática o desapego das coisas materiais para o aperfeiçoamento do espírito e que, para isso, é necessário agirmos mais com o coração sem abandonarmos a razão. E que isso é possível através da prática da verdadeira caridade e do amor ao próximo, como Jesus nos ensinou. Não esperemos a Páscoa, o Dia das Crianças ou o Natal para estender a mão a um irmão necessitado. A verdadeira caridade não é dar uma cesta básica, uma roupa usada ou um brinquedo a uma criança carente. Uma palavra, um gesto de carinho, um sorriso ou um simples olhar pode ser muito mais útil. Lembremo-nos que ninguém é tão pobre que não possa dar e nem tão rico que não precise de algo.

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