quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Inspiração do poeta

Conta-se que, num dia qualquer, o compositor Almir Sater estava em São Paulo para uma temporada. Em certo momento, desceu do seu apartamento para tomar um cafezinho num mercado ali perto.
Encontrou um amigo, que o convidou para experimentar uma viola que acabara de comprar. Enquanto tomavam café, Almir dedilhou a viola e soltou a voz:
Ando devagar... ao que o amigo emendou... porque já tive pressa.
Dizem que essa maravilha chamada Tocando em frente, ficou pronta em dez minutos. Um dia, alguém perguntou ao Almir como essa música fora feita e ele respondeu: Ela estava pronta. Deus apenas esperou que eu e o Renato nos encontrássemos para mostrá-la para nós.
Será verdade ou será mais uma dessas lendas que se inventam, a respeito de pessoas célebres e suas produções?
Lenda ou verdade, não importa. O que sabemos é que a inspiração existe e disso entendem muito bem os gênios de todos os matizes.
E a letra e música de Tocando em frente são uma joia rara.
Convidam-nos a parar em meio à correria, a viver com mais vagar, como a saborear cada momento.
Também nos recordam que, na vida, lágrimas e sorrisos se sucedem.
Assim dizem os versos:
Ando devagar porque já tive pressa.
E levo esse sorriso, porque já chorei demais.                                       
Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe...
Eu só levo a certeza de que muito pouco eu sei, eu nada sei...
Há tanto para aprender. E quantos cremos ser superiores, por entendermos disso ou daquilo. E, contudo, quem verdadeiramente se dedica a aprender, descobre que quanto mais aprende, mais há a ser pesquisado, descoberto.
Conhecer as manhas e as manhãs, o sabor das massas e das maçãs.
O planeta Terra é o grande laboratório Divino em que provamos a dor, a alegria. Em que nos extasiamos ante a manhã que se espreguiça e nos encantamos com a riqueza das pessoas.
Cada uma com seu talento especial, sua forma de ser, de agir em nossas vidas.
E, neste planeta de provas e expiações, com quantas delícias nos agracia Deus. Sabores de frutas, consistências inúmeras.
É preciso tudo provar. Aprender a degustar, reconhecendo o sabor de cada fruta, do trigo transformado em pão, do grão triturado, moído, servido com aroma de café.
Mas é preciso o amor pra poder pulsar, é preciso paz pra poder sorrir, continua cantando o inspirado poeta.
Sim, o amor nos é imprescindível porque fomos criados e somos mantidos pelo amor de Deus, trazendo essa essência Divina em nossa intimidade.
E somente sorri, num mundo de tanta perversidade ainda, quem já descobriu o segredo da vida na Terra, que se chama oportunidade e progresso.
Por isso, cada um de nós compõe a sua história. E cada ser em si, carrega o dom de ser capaz, de ser feliz.
E, como todo mundo ama, todo mundo chora, não esqueçamos que um dia a gente chega, no outro vai embora.
A vida é transitória. Aproveitemo-la, ao máximo, vivendo com a família, os amigos. Produzindo na sociedade, deixando nossas marcas de luz para, como alguém já falou, quem venha atrás, possa dizer: Por aqui passou um ser iluminado. Uma estrela...

Redação do Momento Espírita.

Tocando em Frente - Almir Sater & Renato Teixeira

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

A busca da consciência

A verdadeira busca espiritual é a busca pela consciência. Aprender é descobrir, perceber, significar, agir. Aprender é coordenar tudo que somos, de maneira saudável, gostosa e cheia de compreensão. É nascer e renascer continuamente.

A vida não vem pronta, somos todos aprendizes. Todos nós estamos aqui, aprendendo a ter domínio sobre nosso próprio poder. Aprendendo as leis que regem a vida, ampliando nossa consciência, aprendendo a viver com a realidade, abandonando as ilusões, as fantasias e os sonhos.

Muitas vezes, temos sentimentos dúbios em nós. Buscamos o equilíbrio, entre as forças contraditórias que travam uma luta em nosso interior. Às vezes, as pessoas me dizem: Sabe, minha alma me diz uma coisa e minha cabeça diz outra. E eu, fico pensando: Como será que ela sabe que é a alma que está dizendo, se ela não presta atenção nem no que sente? Parece-me muito mais que escutou o galo cantar, mas não sabe muito bem onde.

A ignorância daquilo que não sabemos pesa. Muitas vezes como culpa, muitas vezes como pretensão, muitas vezes com a nítida sensação de não haver saída. Uma sensação de impotência toma conta. Eu tinha de saber e não sei, mas como vou dizer para mim mesmo e para os outros que eu não sei? A sensação é de que o custo é alto demais para uma pessoa só.

Assim como não aprendemos a nadar lendo livros e escutando palestras, mas apenas mergulhando na piscina e seguindo passo a passo as instruções recebidas, treinando, disciplinando-nos, orientando nossos movimentos, ajustando nossa respiração, coordenando nossos braços e pernas - também é assim com a vida: aprendemos a viver, vivendo

Saltamos de um lado a outro, em diferentes matizes de luz e sombra. Saltamos entre os nossos ideais e a realidade à nossa volta. Saltamos em múltiplos estados de consciência. Movemos-nos entre o que pensamos e o que sentimos. Entre a imaginação e o fato em si. Tentamos dar forma ao que ainda não tem forma, mas o conteúdo do que chega transborda e temos a sensação de que não somos capazes de dar conta do recado, que as situações estão fora de controle, que as mudanças estão além de nossa capacidade. Não conseguimos fazer uma síntese, fazer uma ordenação racional, pois não é algo que se restringe ao intelecto.

Algo em nós emerge, talvez a alma, e nos fala confundindo nossas ideias mais racionais. O orgulho, a vaidade, nossos desejos e nosso perfeccionismo misturam-se a uma vontade de liberdade, a uma crença em algo bom e positivo, que, muitas vezes, também não sabemos se é espiritualidade ou vontade de poder.

Nesse momento, o que precisamos é de calma, paciência para conosco e dar-nos um tempo para a compreensão do processo. Imprescindível também entender a crise como uma oportunidade de crescimento, que faculta nos ver e ver a vida de modo diferente. É através do conhecimento de si mesmas que as pessoas adquirem uma nova compreensão da vida e dão a ela um novo sentido, pois amplificando a consciência, ampliam seus horizontes.

Afinal de contas, somos capazes de mudanças e recomeços. Somos capazes de criar e solucionar. Somos seres eternos, caminhando constantemente na direção do bem.

Por Lousanne Arnoldi De Lucca   
www.vidaeconsciencia.com.br

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

O Brilho da Verdade

A verdade brilha.

Uma simples centelha da Verdade constitui um ponto luminoso na escuridão. Alguns, por essa centelha, embora pequenina, conseguem achar o caminho que haviam perdido.

A Fé também acende uma luz: embora não seja grande, pode ser o início de uma fogueira enorme.

Nunca desprezes, pois, em teu irmão,a pequenina centelha.

Se te parece pequena e fraca,hoje,poderá,amanhã,crescer e iluminar cidades e países.

Ampara a fagulha que está começando: ela poderá iluminar,amanhã, o teu caminho.

Olha bem aquele pontinho de luz no morro: é uma fagulha.

Se a brisa delicada a reanimar, alastrar-se-á pelo arvoredo.

Se o vento for borrascoso e áspero,extinguir-se-á.

Se o pequenino candelabro,com sua lâmpada minúscula,não é notado no salão fortemente iluminado, todavia, num porão em trevas é suficiente para indicar o caminho.

Se na presença do Sol a Lua é pálida, em sua ausência devolve aos homens a luz radiosa que recebe. No entanto, se o pirilampo tem uma luz muitíssimo mais fraca que a da própria luz, lembra-te de que é luz dele... e não refletida dos outros...

E, além disso, se a verdade e a luz ainda não têm origem em nós mesmos, de qualquer forma poderemos refletí-las, se nossa superfície estiver limpa e polida.


(Carlos Torres Pastorino)

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Dia Mundial de prevenção ao Suicídio

Hoje dia 10 de Setembro de 2012 se celebra o dia mundial da prevenção do Suicídio.

Não feche os olhos, ajude a uma pessoa que pensa cometer este ato, no seja indiferente ajude.
Ajude as pessoas que pensam que o suicidio è uma saida para os problemas, e para as familias, amigos que tambem passaram por isto.
Seja humano, extenda sua mão, abra seu coração, jogue fora o preconceito que existe dentro de você.
Vamos vibrar neste dia de hoje pelos nossos irmãos que em um momento de desespero optão por essa saída aparentemente fácil.
Eleve seus pensamentos a Deus e dedique este día a nossos irmãos desencarnados por este ato, e aos encarnados que pensam nisso.

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Lembre se que o Suicídio è uma porta falsa.
Em todos os momentos de nossa vida, Deus sempre estara ao nosso lado, mesmo que pelas circunstancias aparentamos que estamos solos perante nossos problemas. Seja forte, confie e ore, peça proteção e amparo que nosso pai nunca nos abandona.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Como Melhorar

Há um meio prático de se melhorar nesta vida, moralmente falando, resistindo às más tendências e procurando adquirir mais virtudes? Uma recomendação do filósofo Sócrates indica o melhor caminho: Conhece-te a ti mesmo!

Isso significa uma viagem interior de questionamentos, uma entrevista onde somos o entrevistado e o entrevistador. Sim, questionarmos a nós mesmos, avaliando diariamente o próprio comportamento para averiguar se alguém tem algo a reclamar de nós ou se cumprimos com o próprio dever no dia que passou.

Esta auto-avaliação pode ser resumida em cinco itens:

a) Interrogarmo-nos sobre o que temos feito;
b) Com que objetivo fizemos ou agimos dessa ou daquela forma;
c) Se fizemos algo que censuraríamos se praticado por outra pessoa;
d) Se algo fizemos que não ousaríamos confessar;
e) Se ocorresse a morte, teríamos temor do olhar de alguém?

E poderíamos ainda examinar se agimos contra Deus, contra nosso próximo e contra nós mesmos. As respostas obtidas nos darão o descanso para a consciência ou a indicação de um mal que precisa ser curado.

Havendo dúvida sobre determinado comportamento, há ainda um passo decisivo:

 “(...) Quando estiverdes indecisos sobre o valor de uma de vossas ações, inquiri como a qualificaríeis, se praticada por outra pessoa. Se a censurais noutrem, não na podereis ter por legítima quando fordes o seu autor (...) “.

Esta dica, inclusive é precisa para possíveis questionamentos sobre ilusões do julgar-se a si mesmo, atenuando as faltas ou tornando-as desculpáveis. Se censuramos no comportamento de outra pessoa, é sinal que não aceitamos. E, portanto, trata-se de comportamento que não devemos adotar.

A formulação nítida e precisa de questões dirigidas a nós mesmos sobre o móvel de nossas ações ou o questionamento de nossas motivações é o caminho de nos conhecermos. E, convenhamos, conhecendo a nós mesmos, alcançaremos a reforma moral.

Imagine-se agora se cada ser humano travar essa intensa luta consigo mesmo para melhorar-se a si mesmo, teremos um mundo melhor. É o que todos desejamos, não é?

Anotações preciosas essas, de Santo Agostinho, na resposta à questão 919 de O Livro dos Espíritos.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Enamorar-se de virtudes..!!!



O homem está sempre em busca da felicidade.

Perseguindo essa meta traça roteiros que imagina possam levá-lo à plenitude de seus sonhos.

É comum que se encante de modo particular por uma pessoa, com quem deseja seguir pela vida afora.

Para conquistar esse ser, que parece a personificação de um ideal, nada se afigura muito trabalhoso ou difícil.

Tomam-se cuidados especiais com a aparência, o modo de falar e de agir, a fim de impressionar favoravelmente.

É natural e saudável que se esteja disposto a labutar na conquista de uma meta, seja a companhia de uma pessoa, um projeto profissional ou outro desiderato digno de investimento.

Os esforços despendidos na realização de um ideal, mesmo que ele não seja atingido de pronto, sempre têm uma conseqüência positiva.

Por exemplo, a persistência em ser gentil, educado e compreensivo com uma pessoa específica, que se pretende seduzir, pode tornar alguém consciente de seu agir equivocado nas demais situações.

Mas o fato é que a felicidade real jamais está nas mãos de outro ser humano, por especial que ele seja.

Do mesmo modo, a conquista de um emprego, a aquisição de um bem, nada disso tem o condão de conduzir o homem à plenitude de seu ser.

A felicidade não está em coisas ou nos outros.

Ela é um estado de consciência, de harmonia com as leis divinas.

Veja-se o exemplo do Cristo.

Nasceu em família pobre, jamais foi importante, no sentido mundano. Não era compreendido pelos que o cercavam. Padeceu o contato com massas ignorantes, com governantes despóticos, e teve morte violenta.

Mas ninguém ousa sugerir que o Cristo foi um infeliz.

Um Espírito de Sua envergadura evolutiva não poderia ser infeliz, embora tivesse de enfrentar obstáculos.

No entanto, sempre foi grandemente só, pela ausência na Terra de seres que O ombreassem em entendimento e valores.

Ele foi feliz, embora não tivesse nada do que habitualmente se considera como conducente à felicidade.

Isso revela o quanto o homem se ilude ao eleger suas metas para uma vida mais plena.

Viveremos para sempre, podendo contar por todo o tempo com uma única companhia: a nossa.

E é muito entediante a convivência com alguém mesquinho, egoísta, arrogante, grosseiro ou inculto, não é mesmo?

Então, um bom caminho para se atingir a genuína felicidade é nos indagar como gostaríamos de ser, não apenas nesta encarnação, mas com o passar dos séculos.

Pensar, à longo prazo, pode ser uma eficiente forma de evitar o estabelecimento de metas equivocadas ou rasas.

Dentro de algumas encarnações, de que adiantará ter conseguido muito dinheiro ou um corpo perfeito nesta vida?

Com certeza muitos de nós já nos sentimos cansados de alguns de nossos defeitos, pois é triste chegar ao final do dia e lamentar os próprios atos.

Reflitamos sobre as virtudes que desejamos ter e busquemos nos enamorar delas, pois, uma vez conquistadas, serão nossas eternamente.

Admiramos e desejamos a companhia de pessoas bondosas, generosas, calmas, honestas, trabalhadoras e gentis?

Então, sejamos assim, envidando esforços para desenvolver as qualidades almejadas, do mesmo modo que o faríamos para conquistar a pessoa amada ou o emprego cobiçado.

Somente nossa transformação moral, com a adoção de um patamar de conduta sublimada, pode nos tornar seres plenos e pacificados.

Mas isso exige treino e esforço, pois nada de valioso na vida vem de graça.

Não há como nos tornar virtuosos, exercitando vícios.

Pensemos nisso.
 

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Passos para o perdão

" Quando focalizamos nossa atenção em quem nos feriu,
ficamos sem condições de perceber quem nos ama ".

- Saiba exatamente como você se sente sobre o que aconteceu. Aprenda a articular sobre o que não está bem na situação. Então, conte para duas pessoas confiáveis a sua experiência.

- Comprometa-se consigo mesmo a fazer o que for possível para se sentir melhor. Perdão é para você e ninguém mais.

- Perdão não significa reconciliação com a pessoa que o aborreceu ou uma compensação. O que você busca é a paz. O perdão pode ser definido como a "paz e a compreensão que vem de culpar menos aquilo que o machucou, tomar a experiência de vida de forma menos pessoal e mudar seu histórico de sofrimento, desgosto e injustiça".

- Escolha a melhor perspectiva sobre o que lhe acontece. Reconheça que sua principal agonia vem de sentimentos, pensamentos e preocupações que o afligem agora, e não daquilo que o ofendeu ou feriu há dois minutos ou dez anos.

- No momento em que se sentir preocupado pratique uma técnica simples de gerenciamento de estresse para acalmar o vôo do pensamento ou a resposta do corpo.

- Desista de esperar atitudes das outras pessoas, se eles não escolheram realizá-las. Reconheça quando você impõe as regras de como você e outras pessoas devem se comportar, mesmo que esses procedimentos não correspondam à realidade imaginada pelos outros. Lembre-se que você pode esperar de si mesmo saúde, amor, amizade e prosperidade e trabalhar duro para consegui-las.

- Gaste sua energia em procurar outra forma de chegar a seus objetivos, que vá além da experiência que o feriu. Em vez de reprisar mentalmente suas feridas, procure outras maneiras de chegar onde você quer.

- Lembre-se que uma vida bem vivida é a melhor vingança. Em vez de focar em seus sentimentos machucados e atribuir um grande poder à pessoa que causou essa dor, aprenda a olhar para o amor, a beleza, a gentileza ao seu redor.

-Mude o mote da sua história de rancor para heroísmo ao se lembrar da sua escolha por perdoar e seguir adiante com uma vida plena.
Frederic Lusckin

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Perdoa-te

A palavra evangélica adverte que se deve ser indulgente para com as faltas alheias e severo em relação às próprias.
Somente com uma atitude vigilante e austera no dia-a-dia o homem consegue a auto-realização.
Compreendendo que a existência carnal é uma experiência iluminativa, é muito natural que diversas aprendizagens ocorram através de insucessos que se transformam em êxitos, após repetidas, face aos processos que engendram.
A tolerância, desse modo, para com as faltas alheias, não pode ser descartada no clima de convivência humana e social.
Sem que te acomodes à própria fraqueza, usa também de indulgência para contigo.
Não fiques remoendo o acontecimento no qual malograste, nem vitalizes o erro através da sua incessante recordação.
Descobrindo-te em gravame, reconsidera a situação, examinando com serenidade o que aconteceu, e regulariza a ocorrência.
És discípulo da vida em constante crescimento.
Cada degrau conquistado se torna patamar para novo logro.
Se te contentas, estacionando, perdes oportunidades excelentes de libertação.
Se te deprimes e te amarguras porque erraste, igualmente atrasas a marcha.
Aceitando os teus limites e perdoando-te os erros, mais facilmente treinarás o perdão em referência aos demais.
Quando acertes, avança, eliminando receios.
Quando erres, perdoa-te e arrebenta as algemas com a retaguarda, prosseguindo.
O homem que ama, a si mesmo se ama, tolerando-se e estimulando-se a novos e constantes cometimentos, cada vez mais amplos e audaciosos no bem.

Da Obra Filho de Deus
Médium Divaldo Pereira Franco
Pelo Espírito Joanna de Angelis

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Promessas matrimoniais



Lendo o artigo a seguir publicado no blog Momento Espírita, fiz uma reflexão e decidi publicar para que outras pessoas também possam refletir. Acredito que esta é uma receita básica para um relacionamento duradouro.

No ato do casamento, os cônjuges realizam algumas promessas: prometem amar e respeitar um ao outro, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, até que a morte os separe.
Muitas vezes os votos formulados são esquecidos em pouco tempo.


Esposos se antagonizam. Criam dificuldades um para o outro e o que começa como um lindo sonho de amor, em muitos casos, acaba em rompimento dos laços, em meio a muita mágoa.
 

Onde ficam as promessas do casamento?  Onde o amor eterno jurado tantas vezes, durante o namoro?
Talvez se devesse pensar em algumas promessas diferentes para o momento em que as pessoas decidem se casar e de forma mais explícita, entender o que é amar e respeitar um ao outro.

Eis algumas delas:
Promete não desejar assumir o controle da vida do outro?

Promete ter em mente que ele é um ser que, antes de conhecer você, fazia parte de uma família, tinha amigos e ideais?

Promete respeitar os seus gostos musicais, mesmo que você não aprecie o tipo de música que a pessoa gosta?
Afinal, vocês poderão fazer um acordo de forma a que cada um ouça, em determinado tempo, e em volume condizente, a música que aprecie.

Promete acompanhar seu par quando este desejar ir ao cinema, ao teatro ou à praia?
Pode ser que você prefira o futebol, a conversa com os amigos, mas sempre há possibilidades de se dialogar e estabelecer um momento para cada coisa, sem que nada fique esquecido ou desprezado.

Promete ser paciente quando encontrar a toalha de banho molhada sobre a cama e pedirá outra vez e uma vez mais para que o fato não se repita?

Você promete que deixará seu par dirigir o automóvel, sem ficar a todo instante dizendo que engatou a marcha errada, que deve andar mais rápido, que agora deve ir mais devagar, que não sabe dirigir?

Você promete que, mesmo que a comida não seja a melhor do  mundo, você agradecerá a que foi feita?

Você promete não esbravejar quando as contas se acumularem no final do mês, embora ambos tenham feito o possível para apertar o cinto, diminuir as despesas?

Você promete que amará os filhos que gerarem ou que adotarem, sem jamais deixar de amar ao outro?

Você promete jamais esquecer de dizer “eu te amo ?”

E também “você é importante em minha vida”?

Você promete que não descuidará de si, simplesmente porque casou? Que continuará a usar perfume, pentear o cabelo, preparar-se para o outro, exatamente como nos dias do namoro?

Você promete que não deixará o amor esfriar, a paixão for embora?

Você promete que não contará todos os dias as rugas que forem marcando o rosto do outro?

Nem fará comentários desagradáveis com seus amigos sobre as dificuldades do seu par?

Você promete que, ao menos no dia do aniversário de casamento, tentará surpreender o outro com um delicioso café na cama?

Você promete, enfim, ser eterno namorado, mesmo que não haja lua ou estrelas brilhando no céu?

Com chuva, frio ou tempestade, ficará com seu par?

Enfim, você promete que vai se esforçar para cumprir todas essas promessas?
Se a tudo isso, um ao outro disser sim, então, com certeza, o casamento durará muito tempo, porque ambos não serão somente marido e mulher.
Serão duas pessoas maduras, cientes de que ambos têm defeitos. Também virtudes. E, cada dia, um no outro buscará descobrir a virtude ainda não desvelada.
Um incentivará o outro naquilo em que ainda não é tão bom. E um ao outro pedirá “por favor, me ajude”, quando precisar. E dirá obrigado, toda vez que receber uma dádiva, um carinho, uma atenção.
Quem quer que adentre o barco matrimonial e não deseje ceder vez ou outra, entender e auxiliar, dificilmente chegará ao porto da felicidade.

NE: Nós (eu e Cristóvam) não nos casamos formalmente, nem no civil, nem no religioso. Mas, quando decidimos viver juntos, não fizemos promessas um ao outro. Apenas assumimos o compromisso de nos respeitar e não mentir. Se um dia deixarmos de nos amar, percebermos que não dá mais para continuarmos juntos, vamos ser sinceros e, sem briga, cada um procurar viver sua vida. Claro que tivemos nossas brigas, nos desentendemos algumas vezes. É humanamente impossível um casal viver junto durante décadas e não se desentender. 

Mas, durante os 33 anos de convivência posso afirmar sem medo de errar, que os desentendimentos foram muito poucos diante dos momentos felizes. Nestas três décadas de casamento, dois filhos, e três netas, experimentamos crises comuns aos longos relacionamentos. Porém, sempre procurei honrar o compromisso que assumi e digo que não foi tão difícil, pois nossos gostos são muito parecidos em tudo, até mesmo a profissão que abraçamos é a mesma. Não tive que abri mão de muita coisa para ter uma vida a dois. E acredito que essa cumplicidade, além do amor e companheirismo,  faz com que hoje, mais  maduros, mais experientes, e mais apaixonados, possamos nos prometer sim: Só Deus vai nos separar. Eu acredito firmemente que nosso amor não é só deste mundo. Nossa união é literalmente de corpo e alma.