terça-feira, 11 de novembro de 2014

Críticas

Como você reage às críticas ? Elas põem você para baixo ? Muitas pessoas estão ansiosas para reclamar e criticar só porque tem um prazer perverso em colocar os outros para baixo. Você realmente quer que estas pessoas controlem a maneira como você se vê ?

Muitas críticas são úteis e podem nos ajudar a mudar de maneira positiva. Imagine como seria difícil melhorar se nunca recebêssemos feedback. Mas uma crítica é apenas a opinião de uma pessoa. Se você deixa as críticas moldarem o modo como pensa sobre si mesmo, então sua felicidade está à mercê dos outros.

Quando alguém criticá-lo, procure objetivamente por algo positivo e útil no que está sendo dito. Então descarte o resto. Isso não precisa deprimi-lo. Quando você vive com paixão e propósito, esforçando-se de maneira sincera para fazer o melhor que consegue, será que a opinião dos outros é tão importante assim ? Pensamentos negativos de outras pessoas, particularmente os sem fundamento, não valem o esforço da preocupação que causam.

Existem muitas pessoas a quem você nunca vai agradar. Isso é problemas delas - não seu. Aprenda o que puder com seus críticos. Depois, avance com confiança e determinação. (http://www.rivalcir.com.br)

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Trabalhar

Se você acredita no valor da preguiça, olhe a água parada.
Seja qual seja o seu problema, o trabalho será sempre a sua base de solução.
Não existe processo de angústia que não se desfaça ao toque do trabalho.
Diante de qualquer sofrimento o trabalho é o nosso melhor caminho para a libertação.
O segredo da paz íntima é agir um tanto mais além das nossas supostas possibilidades na construção do bem.
Não se aborreçam se alguns companheiros lhe abandonaram a estrada; continue em seu próprio dever e o trabalho lhe trará outros.
O que você faz é aquilo que você tem.
A força está com a razão, mas a razão está do lado de quem trabalha.
Todos os medicamentos são valiosos na farmácia da vida, mas o trabalho é o remédio que oferece complemento a todos eles.
Quem trabalha encontra meios de esclarecer, mas não tem tempo de discutir.
O sucesso quase sempre se forma com uma parte de ideal e noventa e nove partes de suor na ação que o realiza.
*****
Francisco Cândido Xavier
Pelo Espírito ANDÉ LUIZ

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Políticos, todo cuidado é pouco!

Os escândalos de corrupção que vêm sendo desvelados nas últimas semanas em nosso país confirmam duas teses que nos obrigam a refletir seriamente a respeito dos políticos brasileiros e daquilo que deles podemos esperar.

A primeira: o impeachment de um presidente da República e a condenação dos chamados mensaleiros em nada serviram como exemplo do que não se deve fazer no exercício de um mandato outorgado pelo povo.

A segunda: muitos políticos, senão a maioria, pelo menos grande parte deles, não temem a justiça humana e, com toda a certeza, a justiça divina, como se a vida de uma pessoa se encerrasse com a inumação do seu corpo.

A situação chegou a tal ponto no Brasil, que honestidade e idoneidade moral passaram a ser tidas como virtude, tal a sua escassez na vida política deste país.

Com respeito à justiça dos homens, a certeza da impunidade é a base do destemor com que agem os políticos corruptos, um fato inquestionável porquanto, dentre eles, são pouquíssimas as pessoas que têm chegado às barras do tribunal. E quando isso se dá, os condenados recebem penas pífias, como vimos no processo do chamado mensalão, em que os operadores do esquema receberam penas altas e adequadas à gravidade dos seus crimes, não se verificando o mesmo com relação aos supostos mandantes e aos beneficiários dos recursos desviados.

No tocante à justiça divina, quem se diz adepto do Cristianismo deveria ter mais cuidado. Todo aquele que matar com a espada, da espada será vítima. A cada um segundo as suas obras. A semeadura é livre, mas a colheita é compulsória.

A chamada lei de causa e efeito, que era conhecida desde o tempo de Jeremias, constitui um dos princípios fundamentais da doutrina espírita e nada mais é que a confirmação do que Jesus nos ensinou.

Não podemos brincar com coisas sérias. A passagem pela experiência da vida num plano material como este em que vivemos não tem por fim a curtição ou o gozo, como muitos imaginam, mas objetivos definidos que não é bom menosprezar.

Daquilo que fizermos aqui teremos de prestar contas e, queiramos ou não, esse momento do ajuste pode ser bem desagradável.

Processa-se neste momento no Brasil a definição dos que vão estar à frente da administração pública da União e dos Estados, como se definiu no início do mês a composição de parte do Senado da República e das câmaras legislativas de âmbito estadual e federal.

Nosso colaborador José Lucas relatou há pouco, em artigo publicado nesta revista, que o conhecido médium e orador José Raul Teixeira foi certa vez efetuar uma palestra numa importante cidade brasileira. Quando se dirigia, com seus anfitriões, ao restaurante onde iriam almoçar, enquanto esperavam que o semáforo abrisse para atravessarem larga avenida, ele viu uma mulher andrajosa perto dali, a procurar comida num cesto de lixo. A cena causou-lhe tamanha impressão que ele perdeu a vontade de almoçar, embora necessitasse fazê-lo.

Já no restaurante, enquanto tentava recompor-se mentalmente, pensando naquele ser que nada tinha, e ele ali num restaurante com seus amigos, apareceu-lhe um Espírito amigo que o acompanha nas tarefas doutrinárias. O benfeitor espiritual o acalmou, dizendo que mesmo que ele fosse dar comida limpa àquela senhora, ela recusaria. E, em breves pinceladas, narrou-lhe a história daquela mulher, que nesta existência era a reencarnação de um famoso político brasileiro, ainda hoje muito conceituado, que, por haver prejudicado tanto o povo, tinha reencarnado numa condição miserável, devido ao mecanismo do complexo de culpa que o acometeu após a morte do corpo. Voltara assim à existência corpórea numa condição miserável para aprender a valorizar aquilo que ele tanto desprezara na vida anterior: as dificuldades financeiras do próximo. Curiosamente, o nome do famoso político a que ele se referira estava afixado na esquina próxima, dando nome à avenida, motivo pelo qual aquela mulher, por um mecanismo de fixação inconsciente, não se afastava do local, onde outrora lhe prestaram grandes homenagens.

Não se tratava de um castigo divino, mas sim o cumprimento da lei de causa e efeito, segundo a qual cada pessoa colhe na vida aquilo que plantou na vida com seus atos, pensamentos e sentimentos.

Em face desse e de tantos casos semelhantes que deparamos na literatura espírita, não nos custa lembrar aos políticos que assumirão em breve seus postos de trabalho: – Amigos, tomem tento: todo cuidado é pouco!


            Editorial-O Consolador

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Ilumines o santuário


"Pois nós somos um santuário do Deus vivo." - Paulo.
(II Coríntios, 6:16.)

O esforço individual estabelece a necessária diferenciação entre as criaturas, mas a distribuição das oportunidades divinas é sempre a mesma para todos.
Indiscriminadamente, todas as pessoas recebem possibilidades idênticas de crescimento mental e elevação ao campo superior da vida.
Todos somos, pois, consoante a sentença de Paulo, santuários do Deus vivo. Apesar disso, inúmeras pessoas se declaram afastadas da luz eterna, deserdadas da fé. Enquanto dispõem da saúde e do tesouro das possibilidades humanas, fazem anedotário leve e irônico. Ao apagar das luzes terrestres, porém, inabilitados à movimentação no campo da fantasia, revoltam-se contra a Divindade e precipitam-se em abismo de desespero. São companheiros invigilantes que ocuparam o santuário do espírito com material inadequado. Absorvidos pelas preocupações imediatistas da esfera inferior, transformaram esperanças em ambições criminosas, expressões de confiança em fanatismo cego, aspirações do Alto em interesses da zona mais baixa.
Debalde se faz ouvir a palavra delicada e pura do Senhor, no santuário interno, quando a criatura, obcecada pelas ilusões do plano físico, perde a faculdade de escutar. Entre os seus ouvidos e a sublime advertência, erguem-se fronteiras espessas de egoísmo cristalizado e de viciosa aflição. E, pouco a pouco, o filho de Deus encarnado na Terra, de rico de ideais humanos e realizações transitórias, passa à condição de mendigo de luz e paz, na velhice e na morte...
O Senhor continua ensinando e amando, orientando e dirigindo, mas, porque a surdez prossegue sempre, chegam a seu tempo as bombas renovadoras do sofrimento, convidando a mente desviada e obscura à descoberta dos valores que lhe são próprios, reintegrando-a no santuário de si mesma para o reencontro sublime com a Divindade.

pelo Espírito Emmanuel & Chico Xavier
livro: Vinha de Luz

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Eterno Aprendiz - Gonzaguinha

Mais um aniversário...



 “Viver! E não ter a vergonha de ser feliz...
Cantar e cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz...
Ah meu Deus! Eu sei, eu sei que a vida devia ser bem melhor e será... Mas isso não impede que eu repita... é bonita, é bonita e é bonita...”

Estou eu aqui mais uma vez às vésperas do meu aniversário... Fazer aniversário... o que isso significa? Acumular anos de vida? Experiências? Acho que sim. Mas, é principalmente comemorar os resultados de uma jornada com erros e acertos, dividindo o tempo em etapas vividas como as estações que alternam os meses, mudando o clima e alternando a cor, aquecendo ou esfriando, florescendo ou frutificando e enchendo o chão da vida.
         01.10.2014. Mais um ano se passa... e não foi um ano qualquer... deixou marcas, ensinamentos, grandes mudanças, gratidão... ao somar mais um ano em minha passagem pela terra, sinto necessidade de uma reflexão. 56 anos. Foram mais de vinte mil e quatrocentos dias até aqui. É hora de olhar pra traz e observar as marcas deixadas, de encarar os fatos novos, de desapegar e viver novas emoções. Estou me aposentando após 40 anos de trabalho (35 dos quais como jornalista). Mas, a hora não é de parar e ficar sentada numa cadeira de balanço fazendo tricô... A hora é de reconstruir, ajustar, não ignorar as tristezas e agradecer pelas inúmeras alegrias.
“É hora de celebrar, expulsando memórias, lembrando dos pequenos gestos, suavizando os ressentimentos, retardando as inquietações. É hora de agregar valores novos, de polir as ideias, de limpar as mágoas, de encomendar esperança, hora de virar a página, de prender a fera e soltar a criança. É hora de parir novos sonhos, de alcançar as metas, de rir o meu riso e de chorar o meu pranto. Hora da conscientização, de avaliar - da (re)conciliação!”
Foram muitos anos, mais de seiscentos e setenta meses, foram muitas ilusões, sonhos, enganos, frustrações, satisfações, decepções e escolhas que me trouxeram o que eu precisava aprender... cometi deslizes, falei o que não devia, me precipitei, julguei - e mal! Magoei pessoas que amo, fui magoada, esqueci as promessas íntimas que me fiz... Acreditei e confiei...
Outras escolhas, no entanto, me levaram por caminhos férteis, onde semeei uma dose boa de esperança e uma extra, de humildade. Quero colher os frutos bons, porque se penei atravessando tempestades, hoje quero o calor do sol e a claridade.
Algumas das escolhas foram muito difíceis, e foi com estas que mais aprendi. Fiz escolhas que me propiciaram momentos perfeitos, alguns trouxeram alegrias inesquecíveis, reencontros, proximidade, afetos resgatados, ousadia e coragem. Parte de minhas escolhas ainda me farão caminhar, porque os sonhos estão incompletos e precisam que eu persevere e saiba esperar. Confio que os resultados esperados serão novos dias de muita alegria e farta comemoração!
Posse dizer que sou a mulher que aprendeu com os erros, que reverencia a vida, persiste, tem coragem, se espanta e se comove, sonha, divaga e acredita. Diz coisas impensadas e se arrepende, releva coisas bobas que ouve e as horríveis, nem sempre esquece, mas perdoa, é perdoada. Sou responsável, procuro ser correta, mas também me engano... sou a amiga presente, cedo o coração, o colo, o ombro, mas nem sempre correspondo; sou a filha que ama, que se preocupa; sou a irmã e a tia amorosa que às vezes se descuida; sou a cunhada afetuosa, amiga e agradecida; sou a mãe que ama demais, que cuida, se preocupa, convive, socorre, ri e chora junto, agrada, abraça, mas desaponta; e sou a avó que, mesmo à distância, ama, ama, ama...e é amada!
...Ter uma família é a certeza de trocas importantes, de tensão e união, de calor nas discussões e nos abraços, de momentos felizes, de laços e nós. É a forma mais genuína da demonstração do amor, do perdão, da camaradagem, companheirismo, conflitos e superações...
Também não esqueci nessa reflexão de meus sonhos desfeitos, das renúncias, da insegurança diante de cada decisão, das noites enormes e dos dias vazios, dos momentos de desespero... Contudo tenho convicção que os tombos foram os momentos de descanso, e concluo que tenho muita sorte... Nestes 56 anos que vivi, enchi um grande "baú de lembranças" boas e lindas, formando um tesouro precioso. Por tudo que vivi, pelos últimos acontecimentos na minha vida, pelas pessoas que dela fazem parte, pela saúde que todos temos, pelas oportunidades e recursos maravilhosos para usufruir dessa vida abençoada, sou infinitamente grata! Enfim, nestas quase seis décadas de vida tenho muito a agradecer e quase nada a pedir a Deus! Apenas que Ele me dê sabedoria e luz para cumprir a missão que me foi destinada nesse planeta. E concluo com a continuação da letra de Gonzaguinha...
E a vida! E a vida o que é? Diga lá, meu irmão. Ela é a batida de um coração. Ela é uma doce ilusão... Mas e a vida ela é maravida ou é sofrimento? Ela é alegria ou lamento? O que é? O que é? Meu irmão...
Há quem fale que a vida da gente é um nada no mundo. É uma gota é um tempo que nem dá um segundo... Há quem fale que é um divino mistério profundo. É o sopro do criador numa atitude repleta de amor... Você diz que é luta e prazer... Ele diz que a vida é viver. Ela diz que melhor é morrer pois amada não é e o verbo é sofrer... Eu só sei que confio na moç e na moça eu ponho a força da fé. Somos nós que fazemos a vida como der ou puder ou quiser... Sempre desejada, por mais que esteja errada ninguém quer a morte, só saúde e sorte... E a pergunta roda e a cabeça agita. Fico com a pureza da resposta das crianças é a vida, é bonita e é bonita...

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Contra a Violência



Como epidemia social, a violência vem tomando lugar na sociedade, de maneira generalizada.

Muitos vêm deixando de lado o trato social, abrindo mão das pequenas gentilezas cotidianas, como algo fora de moda ou de contexto.

Homens e mulheres, com honrosas exceções, vêm se permitindo extravasar a própria violência em ações e comportamentos.

Se estão no trânsito, a sua pressa justifica ultrapassagens ilegais e desrespeitosas, não cedendo passagem a quem pede, transformando-se, não raro, em uma verdadeira máquina de guerra, dentro de seu carro.

No trato cotidiano, a impaciência não lhe permite compreensão com algum idoso à sua frente, em um passo mais lento, natural da idade.

Com alguém que lhe pede breve informação, não oferece parcos minutos para a resposta valiosa.

E se alguém desavisado lhe ocasiona algum contratempo, transborda sua fúria em tratamento desrespeitoso, pautado por vocabulário vulgar e ofensivo.

A imprensa veicula notícias que se sucedem e impressionam pela violência, desequilíbrio e rudeza das pessoas.

Mata-se por motivos banais, corrompe-se vidas com justificativas levianas, agride-se física e moralmente como se fosse direito irrefutável.

Assim agem muitos, na atualidade.

Aturdido pelas conquistas tecnológicas, maravilhado pelas possibilidades do mundo moderno, o homem se deixa perturbar, por não dar conta de tantas possibilidades e novidades.

Ganha o mundo na velocidade dos cliques do computador, sabendo de tudo e de todos, nas mais variadas redes sociais.

Ao mesmo tempo, se desorienta por encontrar seus processos intelectuais e emocionais com as velocidades de sempre.

Em um único dia, é capaz de assimilar infindas informações, saber do que acontece em qualquer parte do globo, em tempo real, e de enviar dezenas de e-mails para todas as partes do mundo.

A sua intimidade, no entanto, ainda apresenta um imenso universo a ser descoberto e explorado.

Aparelhado de todos os recursos tecnológicos, não consegue buscar ferramentas no seu mundo interno para enfrentar com equilíbrio os desafios da sociedade moderna.

Por isso, aturde-se. Aturdido, agride.

Torna-se violento, como mecanismo de defesa, para esconder a própria fragilidade.

Quanto mais violento, mais frágil, mais precisando de amparo.

Esses violentos são, na verdade almas enfermas, com dificuldades para dar conta de si e do mundo.

Para conviver com eles, importa armar-se de paz, a fim de agir de maneira sensível, gentil e sensata diante da palavra rude.

Para o comportamento bruto, o trato amável. Para a impaciência, a calma. Para a grosseria, a compreensão.

Somente assim, armados de paz, é que conseguiremos combater a violência.

Sejam os nossos os instrumentos da paz, em todas as circunstâncias.

Na análise do nosso comportamento, na oração e meditação cotidianas, invistamos no hábito das ações serenas e ponderadas.

Dessa forma, munidos de paz, finalmente teremos o antídoto eficiente para agir nestes dias de violência.

Redação do Momento Espírita. Em 23.8.2014.







quinta-feira, 14 de agosto de 2014

O suicídio de Robin Williams...



O suicídio do ator Robin Williams deixa a mostra esse flagelo que se chama suicídio. É um assunto grave, sério e que infelizmente não é corriqueiro. O número de pessoas que exterminam a própria vida todos os dias em nosso planeta é imensurável. Sim, imensurável porque não se tem todos os registros de pessoas que pedem demissão da vida, porquanto dados são escamoteados. 
E  para ajudar  mídia e sociedade tratam de atirar o tema para debaixo do tapete não o abordando com a seriedade devida, ocultando estimativas a viver num mundo de ilusões... Entendem que falar sobre o suicídio gerará suicídios em massa. Entretanto, consideremos que há formas e formas de abordar o tema. É  a informação sobre alguma coisa  que abrirá os olhos das pessoas para saberem onde estão pisando.
Portanto, desnecessário falar sobre suicídio mostrando como as pessoas se autoexterminaram, fazendo sensacionalismo, mas fundamental falar sobre como superar os dilemas existenciais, real causa do suicídio. Jesus ensinou: “No mundo tereis aflições”. É bem por ai. Devemos entender que a vida na Terra tem seus altos e baixos, dias que são noites chuvosas e densas. São as aflições a que Jesus se referiu. Nem só de alegrias se faz nossa existência e saber disso já é um bom caminho percorrido para não se desesperar diante dos problemas. 
Enfermidade, grana curta, o amor que nos abandonou, o familiar que partiu, a maré que não está lá grande coisa. Todas essas citadas fazem parte de nosso rol de provação neste mundo. O que fazer? Desistir? Suicidar-se? Ora, jamais! Melhor treinar e aprender a ser “infeliz”. Sim, caro leitor, entenda que quando digo aprender a ser “infeliz” estou falando sobre treinar a viver neste mundo cheio de curvas sinuosas.
Levo uma pancada, levanto. Levo outra, caio, mas vou devagar me acertando, e assim vamos vivendo...
O espiritismo nesse particular desempenha papel fundamental ao mostrar que continuamos vivendo, apesar dos pesares, dos problemas e das dificuldades. Extingue-se o corpo, mas fica o espírito, agora em situação mais complicada em virtude do gesto de desespero.

Lembro-me de um amigo orador espírita que foi intuido a modificar sua palestra da noite que realizaria em um determinado centro de nosso país. A tarde toda ficou com a palavra suicídio rondando sua mente. Ele não queria trocar o tema, mas a voz insistia ecoando em sua alma. Porém, de tanto que os Espíritos “cochicharam” em seus ouvidos que ele resolveu naquela noite mudar a programação e falar sobre o suicídio. Qual não foi sua surpresa quando uma mulher o abordou ao final da exposição dizendo que desesperada dirigia-se para uma ponte a fim de atirar-se quando teve enorme vontade de entrar no centro espírita. Para o espanto da mulher o orador falava sobre o suicídio. Ela nunca havia escutado nada parecido. As informações transmitidas pelo orador despertaram na mulher a “vontade de prosseguir”. Ele até então não havia compreendido a razão pela qual passou o dia todo com “alguém” soprando em seus ouvidos para mudar o tema da noite. Graças as suas informações aquela mulher não levou ao fim o seu objetivo. Séculos de tormento evitados por conta de uma simples, mas preciosa informação: A vida não acaba com a morte do corpo.
Outro pontoa refletir é a pressão social que recebemos para sermos felizes. Ah, quanta confusão isto causa na cabeça das pessoas.
Prega-se a felicidade a qualquer custo e não se ensina como lidar com frustrações tão comuns de um planeta em desenvolvimento como o nosso.
O resultado está ai para todos constatarem, uma sociedade infeliz pela busca insana e irracional pela felicidade. Parece um paradoxo, mas não é. O caminho para “exterminar o suicídio” não é esconder dados, deixar de falar ou pedir para que as pessoas sejam felizes na marra... Encarar de frente é o caminho. Penso que só assim deixaremos de ver todos os dias notícias tristes a mostrar que alguém não conseguiu suportar suas provações e desistiu de si mesmo. Posso dizer que é muito melhor um “infeliz” vivo do que alguém que buscou livrar-se dos seus problemas mas está morto.
Mídia e sociedade podem fazer muito para ajudar neste flagelo denominado suicídio. Basta encarar de frente, informar as pessoas e mostrar que aqui temos, sim, problemas e estes servem para serem resolvidos. Uma boa dose de realidade vai colaborar com o mundo. Que tal?


Wellington Balbo (Bauru – SP) é membro da Rede Amigo Espírita
Wellington Balbo é professor universitário, escritor e palestrante espírita, Bacharel em Administração de Empresas e licenciado em Matemática. É autor do livro "Lições da História Humana", síntese biográfica de vultos da História, à luz do pensamento espírita, e dirigente espírita no Centro Espírita Joana D´Arc, em Bauru.
wellington_balbo@hotmail.com
Blog: http://wellingtonbalbo.blogspot.com/