quarta-feira, 12 de setembro de 2012

O Brilho da Verdade

A verdade brilha.

Uma simples centelha da Verdade constitui um ponto luminoso na escuridão. Alguns, por essa centelha, embora pequenina, conseguem achar o caminho que haviam perdido.

A Fé também acende uma luz: embora não seja grande, pode ser o início de uma fogueira enorme.

Nunca desprezes, pois, em teu irmão,a pequenina centelha.

Se te parece pequena e fraca,hoje,poderá,amanhã,crescer e iluminar cidades e países.

Ampara a fagulha que está começando: ela poderá iluminar,amanhã, o teu caminho.

Olha bem aquele pontinho de luz no morro: é uma fagulha.

Se a brisa delicada a reanimar, alastrar-se-á pelo arvoredo.

Se o vento for borrascoso e áspero,extinguir-se-á.

Se o pequenino candelabro,com sua lâmpada minúscula,não é notado no salão fortemente iluminado, todavia, num porão em trevas é suficiente para indicar o caminho.

Se na presença do Sol a Lua é pálida, em sua ausência devolve aos homens a luz radiosa que recebe. No entanto, se o pirilampo tem uma luz muitíssimo mais fraca que a da própria luz, lembra-te de que é luz dele... e não refletida dos outros...

E, além disso, se a verdade e a luz ainda não têm origem em nós mesmos, de qualquer forma poderemos refletí-las, se nossa superfície estiver limpa e polida.


(Carlos Torres Pastorino)

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Dia Mundial de prevenção ao Suicídio

Hoje dia 10 de Setembro de 2012 se celebra o dia mundial da prevenção do Suicídio.

Não feche os olhos, ajude a uma pessoa que pensa cometer este ato, no seja indiferente ajude.
Ajude as pessoas que pensam que o suicidio è uma saida para os problemas, e para as familias, amigos que tambem passaram por isto.
Seja humano, extenda sua mão, abra seu coração, jogue fora o preconceito que existe dentro de você.
Vamos vibrar neste dia de hoje pelos nossos irmãos que em um momento de desespero optão por essa saída aparentemente fácil.
Eleve seus pensamentos a Deus e dedique este día a nossos irmãos desencarnados por este ato, e aos encarnados que pensam nisso.

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Lembre se que o Suicídio è uma porta falsa.
Em todos os momentos de nossa vida, Deus sempre estara ao nosso lado, mesmo que pelas circunstancias aparentamos que estamos solos perante nossos problemas. Seja forte, confie e ore, peça proteção e amparo que nosso pai nunca nos abandona.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Como Melhorar

Há um meio prático de se melhorar nesta vida, moralmente falando, resistindo às más tendências e procurando adquirir mais virtudes? Uma recomendação do filósofo Sócrates indica o melhor caminho: Conhece-te a ti mesmo!

Isso significa uma viagem interior de questionamentos, uma entrevista onde somos o entrevistado e o entrevistador. Sim, questionarmos a nós mesmos, avaliando diariamente o próprio comportamento para averiguar se alguém tem algo a reclamar de nós ou se cumprimos com o próprio dever no dia que passou.

Esta auto-avaliação pode ser resumida em cinco itens:

a) Interrogarmo-nos sobre o que temos feito;
b) Com que objetivo fizemos ou agimos dessa ou daquela forma;
c) Se fizemos algo que censuraríamos se praticado por outra pessoa;
d) Se algo fizemos que não ousaríamos confessar;
e) Se ocorresse a morte, teríamos temor do olhar de alguém?

E poderíamos ainda examinar se agimos contra Deus, contra nosso próximo e contra nós mesmos. As respostas obtidas nos darão o descanso para a consciência ou a indicação de um mal que precisa ser curado.

Havendo dúvida sobre determinado comportamento, há ainda um passo decisivo:

 “(...) Quando estiverdes indecisos sobre o valor de uma de vossas ações, inquiri como a qualificaríeis, se praticada por outra pessoa. Se a censurais noutrem, não na podereis ter por legítima quando fordes o seu autor (...) “.

Esta dica, inclusive é precisa para possíveis questionamentos sobre ilusões do julgar-se a si mesmo, atenuando as faltas ou tornando-as desculpáveis. Se censuramos no comportamento de outra pessoa, é sinal que não aceitamos. E, portanto, trata-se de comportamento que não devemos adotar.

A formulação nítida e precisa de questões dirigidas a nós mesmos sobre o móvel de nossas ações ou o questionamento de nossas motivações é o caminho de nos conhecermos. E, convenhamos, conhecendo a nós mesmos, alcançaremos a reforma moral.

Imagine-se agora se cada ser humano travar essa intensa luta consigo mesmo para melhorar-se a si mesmo, teremos um mundo melhor. É o que todos desejamos, não é?

Anotações preciosas essas, de Santo Agostinho, na resposta à questão 919 de O Livro dos Espíritos.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Enamorar-se de virtudes..!!!



O homem está sempre em busca da felicidade.

Perseguindo essa meta traça roteiros que imagina possam levá-lo à plenitude de seus sonhos.

É comum que se encante de modo particular por uma pessoa, com quem deseja seguir pela vida afora.

Para conquistar esse ser, que parece a personificação de um ideal, nada se afigura muito trabalhoso ou difícil.

Tomam-se cuidados especiais com a aparência, o modo de falar e de agir, a fim de impressionar favoravelmente.

É natural e saudável que se esteja disposto a labutar na conquista de uma meta, seja a companhia de uma pessoa, um projeto profissional ou outro desiderato digno de investimento.

Os esforços despendidos na realização de um ideal, mesmo que ele não seja atingido de pronto, sempre têm uma conseqüência positiva.

Por exemplo, a persistência em ser gentil, educado e compreensivo com uma pessoa específica, que se pretende seduzir, pode tornar alguém consciente de seu agir equivocado nas demais situações.

Mas o fato é que a felicidade real jamais está nas mãos de outro ser humano, por especial que ele seja.

Do mesmo modo, a conquista de um emprego, a aquisição de um bem, nada disso tem o condão de conduzir o homem à plenitude de seu ser.

A felicidade não está em coisas ou nos outros.

Ela é um estado de consciência, de harmonia com as leis divinas.

Veja-se o exemplo do Cristo.

Nasceu em família pobre, jamais foi importante, no sentido mundano. Não era compreendido pelos que o cercavam. Padeceu o contato com massas ignorantes, com governantes despóticos, e teve morte violenta.

Mas ninguém ousa sugerir que o Cristo foi um infeliz.

Um Espírito de Sua envergadura evolutiva não poderia ser infeliz, embora tivesse de enfrentar obstáculos.

No entanto, sempre foi grandemente só, pela ausência na Terra de seres que O ombreassem em entendimento e valores.

Ele foi feliz, embora não tivesse nada do que habitualmente se considera como conducente à felicidade.

Isso revela o quanto o homem se ilude ao eleger suas metas para uma vida mais plena.

Viveremos para sempre, podendo contar por todo o tempo com uma única companhia: a nossa.

E é muito entediante a convivência com alguém mesquinho, egoísta, arrogante, grosseiro ou inculto, não é mesmo?

Então, um bom caminho para se atingir a genuína felicidade é nos indagar como gostaríamos de ser, não apenas nesta encarnação, mas com o passar dos séculos.

Pensar, à longo prazo, pode ser uma eficiente forma de evitar o estabelecimento de metas equivocadas ou rasas.

Dentro de algumas encarnações, de que adiantará ter conseguido muito dinheiro ou um corpo perfeito nesta vida?

Com certeza muitos de nós já nos sentimos cansados de alguns de nossos defeitos, pois é triste chegar ao final do dia e lamentar os próprios atos.

Reflitamos sobre as virtudes que desejamos ter e busquemos nos enamorar delas, pois, uma vez conquistadas, serão nossas eternamente.

Admiramos e desejamos a companhia de pessoas bondosas, generosas, calmas, honestas, trabalhadoras e gentis?

Então, sejamos assim, envidando esforços para desenvolver as qualidades almejadas, do mesmo modo que o faríamos para conquistar a pessoa amada ou o emprego cobiçado.

Somente nossa transformação moral, com a adoção de um patamar de conduta sublimada, pode nos tornar seres plenos e pacificados.

Mas isso exige treino e esforço, pois nada de valioso na vida vem de graça.

Não há como nos tornar virtuosos, exercitando vícios.

Pensemos nisso.
 

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Passos para o perdão

" Quando focalizamos nossa atenção em quem nos feriu,
ficamos sem condições de perceber quem nos ama ".

- Saiba exatamente como você se sente sobre o que aconteceu. Aprenda a articular sobre o que não está bem na situação. Então, conte para duas pessoas confiáveis a sua experiência.

- Comprometa-se consigo mesmo a fazer o que for possível para se sentir melhor. Perdão é para você e ninguém mais.

- Perdão não significa reconciliação com a pessoa que o aborreceu ou uma compensação. O que você busca é a paz. O perdão pode ser definido como a "paz e a compreensão que vem de culpar menos aquilo que o machucou, tomar a experiência de vida de forma menos pessoal e mudar seu histórico de sofrimento, desgosto e injustiça".

- Escolha a melhor perspectiva sobre o que lhe acontece. Reconheça que sua principal agonia vem de sentimentos, pensamentos e preocupações que o afligem agora, e não daquilo que o ofendeu ou feriu há dois minutos ou dez anos.

- No momento em que se sentir preocupado pratique uma técnica simples de gerenciamento de estresse para acalmar o vôo do pensamento ou a resposta do corpo.

- Desista de esperar atitudes das outras pessoas, se eles não escolheram realizá-las. Reconheça quando você impõe as regras de como você e outras pessoas devem se comportar, mesmo que esses procedimentos não correspondam à realidade imaginada pelos outros. Lembre-se que você pode esperar de si mesmo saúde, amor, amizade e prosperidade e trabalhar duro para consegui-las.

- Gaste sua energia em procurar outra forma de chegar a seus objetivos, que vá além da experiência que o feriu. Em vez de reprisar mentalmente suas feridas, procure outras maneiras de chegar onde você quer.

- Lembre-se que uma vida bem vivida é a melhor vingança. Em vez de focar em seus sentimentos machucados e atribuir um grande poder à pessoa que causou essa dor, aprenda a olhar para o amor, a beleza, a gentileza ao seu redor.

-Mude o mote da sua história de rancor para heroísmo ao se lembrar da sua escolha por perdoar e seguir adiante com uma vida plena.
Frederic Lusckin

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Perdoa-te

A palavra evangélica adverte que se deve ser indulgente para com as faltas alheias e severo em relação às próprias.
Somente com uma atitude vigilante e austera no dia-a-dia o homem consegue a auto-realização.
Compreendendo que a existência carnal é uma experiência iluminativa, é muito natural que diversas aprendizagens ocorram através de insucessos que se transformam em êxitos, após repetidas, face aos processos que engendram.
A tolerância, desse modo, para com as faltas alheias, não pode ser descartada no clima de convivência humana e social.
Sem que te acomodes à própria fraqueza, usa também de indulgência para contigo.
Não fiques remoendo o acontecimento no qual malograste, nem vitalizes o erro através da sua incessante recordação.
Descobrindo-te em gravame, reconsidera a situação, examinando com serenidade o que aconteceu, e regulariza a ocorrência.
És discípulo da vida em constante crescimento.
Cada degrau conquistado se torna patamar para novo logro.
Se te contentas, estacionando, perdes oportunidades excelentes de libertação.
Se te deprimes e te amarguras porque erraste, igualmente atrasas a marcha.
Aceitando os teus limites e perdoando-te os erros, mais facilmente treinarás o perdão em referência aos demais.
Quando acertes, avança, eliminando receios.
Quando erres, perdoa-te e arrebenta as algemas com a retaguarda, prosseguindo.
O homem que ama, a si mesmo se ama, tolerando-se e estimulando-se a novos e constantes cometimentos, cada vez mais amplos e audaciosos no bem.

Da Obra Filho de Deus
Médium Divaldo Pereira Franco
Pelo Espírito Joanna de Angelis

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Promessas matrimoniais



Lendo o artigo a seguir publicado no blog Momento Espírita, fiz uma reflexão e decidi publicar para que outras pessoas também possam refletir. Acredito que esta é uma receita básica para um relacionamento duradouro.

No ato do casamento, os cônjuges realizam algumas promessas: prometem amar e respeitar um ao outro, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, até que a morte os separe.
Muitas vezes os votos formulados são esquecidos em pouco tempo.


Esposos se antagonizam. Criam dificuldades um para o outro e o que começa como um lindo sonho de amor, em muitos casos, acaba em rompimento dos laços, em meio a muita mágoa.
 

Onde ficam as promessas do casamento?  Onde o amor eterno jurado tantas vezes, durante o namoro?
Talvez se devesse pensar em algumas promessas diferentes para o momento em que as pessoas decidem se casar e de forma mais explícita, entender o que é amar e respeitar um ao outro.

Eis algumas delas:
Promete não desejar assumir o controle da vida do outro?

Promete ter em mente que ele é um ser que, antes de conhecer você, fazia parte de uma família, tinha amigos e ideais?

Promete respeitar os seus gostos musicais, mesmo que você não aprecie o tipo de música que a pessoa gosta?
Afinal, vocês poderão fazer um acordo de forma a que cada um ouça, em determinado tempo, e em volume condizente, a música que aprecie.

Promete acompanhar seu par quando este desejar ir ao cinema, ao teatro ou à praia?
Pode ser que você prefira o futebol, a conversa com os amigos, mas sempre há possibilidades de se dialogar e estabelecer um momento para cada coisa, sem que nada fique esquecido ou desprezado.

Promete ser paciente quando encontrar a toalha de banho molhada sobre a cama e pedirá outra vez e uma vez mais para que o fato não se repita?

Você promete que deixará seu par dirigir o automóvel, sem ficar a todo instante dizendo que engatou a marcha errada, que deve andar mais rápido, que agora deve ir mais devagar, que não sabe dirigir?

Você promete que, mesmo que a comida não seja a melhor do  mundo, você agradecerá a que foi feita?

Você promete não esbravejar quando as contas se acumularem no final do mês, embora ambos tenham feito o possível para apertar o cinto, diminuir as despesas?

Você promete que amará os filhos que gerarem ou que adotarem, sem jamais deixar de amar ao outro?

Você promete jamais esquecer de dizer “eu te amo ?”

E também “você é importante em minha vida”?

Você promete que não descuidará de si, simplesmente porque casou? Que continuará a usar perfume, pentear o cabelo, preparar-se para o outro, exatamente como nos dias do namoro?

Você promete que não deixará o amor esfriar, a paixão for embora?

Você promete que não contará todos os dias as rugas que forem marcando o rosto do outro?

Nem fará comentários desagradáveis com seus amigos sobre as dificuldades do seu par?

Você promete que, ao menos no dia do aniversário de casamento, tentará surpreender o outro com um delicioso café na cama?

Você promete, enfim, ser eterno namorado, mesmo que não haja lua ou estrelas brilhando no céu?

Com chuva, frio ou tempestade, ficará com seu par?

Enfim, você promete que vai se esforçar para cumprir todas essas promessas?
Se a tudo isso, um ao outro disser sim, então, com certeza, o casamento durará muito tempo, porque ambos não serão somente marido e mulher.
Serão duas pessoas maduras, cientes de que ambos têm defeitos. Também virtudes. E, cada dia, um no outro buscará descobrir a virtude ainda não desvelada.
Um incentivará o outro naquilo em que ainda não é tão bom. E um ao outro pedirá “por favor, me ajude”, quando precisar. E dirá obrigado, toda vez que receber uma dádiva, um carinho, uma atenção.
Quem quer que adentre o barco matrimonial e não deseje ceder vez ou outra, entender e auxiliar, dificilmente chegará ao porto da felicidade.

NE: Nós (eu e Cristóvam) não nos casamos formalmente, nem no civil, nem no religioso. Mas, quando decidimos viver juntos, não fizemos promessas um ao outro. Apenas assumimos o compromisso de nos respeitar e não mentir. Se um dia deixarmos de nos amar, percebermos que não dá mais para continuarmos juntos, vamos ser sinceros e, sem briga, cada um procurar viver sua vida. Claro que tivemos nossas brigas, nos desentendemos algumas vezes. É humanamente impossível um casal viver junto durante décadas e não se desentender. 

Mas, durante os 33 anos de convivência posso afirmar sem medo de errar, que os desentendimentos foram muito poucos diante dos momentos felizes. Nestas três décadas de casamento, dois filhos, e três netas, experimentamos crises comuns aos longos relacionamentos. Porém, sempre procurei honrar o compromisso que assumi e digo que não foi tão difícil, pois nossos gostos são muito parecidos em tudo, até mesmo a profissão que abraçamos é a mesma. Não tive que abri mão de muita coisa para ter uma vida a dois. E acredito que essa cumplicidade, além do amor e companheirismo,  faz com que hoje, mais  maduros, mais experientes, e mais apaixonados, possamos nos prometer sim: Só Deus vai nos separar. Eu acredito firmemente que nosso amor não é só deste mundo. Nossa união é literalmente de corpo e alma.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Corpos com recheio

Por Claudia Penteado

 Outro dia assistia a um episódio de Two and a Half Men (série americana) que mostrava uma mulher reatando com o ex-marido aliviada, ávida por poder voltar a simplesmente deitar e dormir ao lado de um homem, despreocupadamente. Durante o período em que estivera separada, ela teve um namorado uns 20 anos mais novo. Aos quarenta e tantos, chegara ao ponto da absoluta exaustão de uma série de rituais que, segundo ela, vinham no pacote das delícias carnais do relacionamento com o rapaz. Um deles era acordar meia hora antes dele para se maquiar. Outra regra essencial para o bom andamento da relação: nunca, jamais, usar o banheiro com ele por perto ou produzir quaisquer sons intestinais desagradáveis. Isso costuma ser uma regra geral em qualquer casório, mas perdoa-se alguns deslizes eventuais num casamento longevo. No namoro com o gato esculpido em aulas de power ioga e escalada, nem pensar.
Outra tensão permanente: jamais deixa-lo vê-la caminhando de costas, despudoradamente, revelando o bumbum já não tão durinho de mulher madura. Ao relatar o drama ao seu ex-recém-resgatado-marido-maduro, ele, saudoso da mulher que considera linda, reage: “mas o que há de errado com seu traseiro?”. Ela se convence ainda mais da saudade que sentia do ex-marido, olhos marejados. E fazer sexo todos os dias? “Há mulheres que fariam qualquer coisa por isso, mas…havia dias em que tudo o que eu queria era vestir uma calcinha bem velha, um moleton surrado, deitar e dormir”, queixou-se.
A graça desse episódio é não só reconhecer a dor e a delícia dos relacionamentos, em que o equilíbrio é uma medida utópica, mas também a grande loucura que se apossa de nós, mulheres, na busca enlouquecida pela juventude eterna. Muitas vezes nos enjaulamos nos modelos pré-concebidos daquilo que provoca ou mata o tesão nos homens. Simplesmente não conseguimos ver encanto algum nos defeitinhos e nas imperfeições que estamos cansadas de avistar, porque não, em nossos próprios parceiros. Neles, não nos incomodam. Estamos convencidas de que nossos homens – tenham eles a idade que tiverem – contarão os furinhos da nossa pele, as marquinhas das estrias,  as ruguinhas que despontam ao redor dos nossos olhos ou aquelas benditas gordurinhas que não conseguimos enxugar na malhação.
A vida pode ser mais simples. E é. O mais provável é que eles – nossos parceiros ou parceiras – amem nossos corpos profundamente, simplesmente porque eles nos pertencem e não a qualquer outra mulher, e são parte do que nos torna únicas, insubstituíveis. E que não se importem se não sabemos sambar, não temos 1,70m ou o cabelo esvoaçante da Gisele Bünchen. E fiquem loucos com um certo jeito de beijar a nuca, massagear os pés, preparar um sanduíche no meio da madrugada, contar como foi o dia. Corpos têm recheios essenciais: nós mesmas. O mais importante é, sempre, respeitar o próprio desejo e não se deixar violentar somente para agradar o outro. E não esquecer, jamais, que relacionamentos são construções delicadas e que demandam muito carinho e sobretudo respeito mútuo. Não importa o que se diga, ando mesmo defendendo que cuidemos bem mais do recheio. Sem esquecer, claro, do bumbum, nem pensar deixá-lo despencar deliberadamente! 
 
http://colunas.revistaepoca.globo.com/mulher7por7

domingo, 19 de agosto de 2012

Efeito do Perdão

Dentre os ângulos do perdão, um existe dos mais importantes,
que nos cabe salientar: os resultados dele sobre nós mesmos,
quando temos a felicidade de desculpar.
Muito frequentemente interpretamos o perdão como sendo
simples ato de virtude e generosidade, em auxílio do ofensor,
que passaria a contar com a absoluta magnanimidade da vítima;
acontece, porém, que a vítima nem sempre conhece até que ponto
se beneficiará o agressor da liberalidade que flui do comportamento,
porquanto não nos é dado penetrar no íntimo mais íntimo dos outros
e, por outro lado, determina a bondade
se relegue ao esquecimento os detritos de todo mal.

Urge perceber, no entanto, que, quando conseguimos desculpar
o erro ou a provocação de alguém contra nós,
exoneramos o mal de qualquer compromisso para conosco,
ao mesmo tempo que nos desvencilhamos
de todos os laços suscetíveis de apresar-nos a ele.
Pondera semelhante realidade e não te admitas carregando
os explosivos do ódio ou os venenos da mágoa que destroem a existência
ou corroem as forças orgânicas, arremessando a criatura
para a vala da enfermidade ou da morte sem razão de ser.

Efetivamente, conhecerás muitas vezes
a intromissão do mal em teu caminho, mormente se te consagras
com diligência e decisão à seara do bem, mas não te permitas
a leviandade de acolhê-lo e transportá-lo contigo,
à maneira de lâmina enterrada por ti mesmo no próprio coração.
Ante ofensas quaisquer, defende-te, pacifica-te e restaura-te, perdoando sempre.
Nas trilhas da vida, somos nós próprios quem acolhe em primeiro lugar
e mais intensivamente os resultados da intolerância,
quando nos entrincheiramos na dureza de alma.

Sem dúvida, é impossível saber, quando venhamos a articular o perdão
em favor dos outros, se ele foi corretamente aceito
ou se produziu as vantagens que desejávamos; entretanto,
sempre que olvidemos o mal que se nos faça, podemos reconhecer,
de pronto, os benéficos efeitos do perdão conosco,
em forma de equilíbrio e de paz agindo em nós.


Chico Xavier / Emmanuel (espírito)

Deus

Passei tanto tempo te procurando.
Não sabia onde estavas, olhava para o infinito,
não te via.
E, pensava comigo mesmo, será que tu existe?
Não me contentava na busca e prosseguia.
Tentara te encontrar nas religiões e nos templos.
Tu também não estavas.
Te busquei através dos sarcedotes e pastores,
também não encontrei.
Senti-me só, vazio, desesperado descri.
E na descrença te ofendi.
E na ofensa tropecei.
E na queda senti-me fraco.
Fraco procurei socorro.
No socorro encontrei amigos.
Nos amigos encontrei carinho.
No carinho eu vi nascer o amor.
Com amor eu vi um mundo novo.
E no mundo mundo novo resolvi viver.
O que recebi resolvi doar.
Doando alguma coisa muito recebi.
E em recebendo senti-me feliz.
E ao ser feliz encontrei a paz.
E tendo paz foi que enxerguei.
Que dentro de mim é que tu estavas.
E sem procurar-te
Foi que encontrei.
Chico Xavier

de

http://doutrinafilosofica.blogspot.com.br/