quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Quando possível, só calar e ouvir



         Devemos no entanto nos resguardarmos dos maus pensamentos,da pronuncia de palavras nefastas,e desnecessárias,principalmente quando for,falado a respeito da vida alheia,de coisas que não nos pertencem nem nos dizem respeito,existem palavras que ao sair da boca caminham longe para magoar para ferir e através delas as vezes são causados crimes horríveis,que as vezes acabam pesando em quem não ergueu a mão para cometer estes crimes,mas que de sua boca saíram as primeiras palavras, para que o mal se propagasse, tal qual labaredas de fogo atingindo longa distancia,lastimando vidas atingindo famílias,e trazendo uma sobrecarga enorme para o atraso da evolução,de espíritos que poderiam,estar bem mais evoluídos,mas porque a língua tal qual a da serpente,sai fora da boca,cuspindo veneno contra seus irmãos volta ao estagio primitivo,da treva do ódio da corrupção e da maldade recolhe-te em oração quando te sentires tentado a falar,o que não é bom o que não traz beneficio a ninguém portanto se torna destrutivo e desnecessário,aos olhos de Deus e aos olhos do mundo. (Emanuel)         

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Mulher (Woman)


(John Lennon)

Mulher, eu quase não consigo expressar
Minhas emoções confusas na minha negligência.
Afinal de contas, estou eternamente em dívida com você.
E, mulher, eu tentarei expressar
Meus sentimentos interiores e gratidão
Por me mostrar o significado do sucesso.
Mulher, eu sei que você compreende
A criancinha dentro do homem.
Por favor, lembre-se: minha vida está em suas mãos.
E, mulher, mantenha-me próximo do seu coração
Por mais que estejamos distantes, não nos mantenha separados.
Afinal de contas, está escrito nas estrelas...
Mulher, por favor deixe-me explicar:
Eu nunca tive intenção de te causar tristeza ou dor.
Então, deixe-me te dizer de novo e de novo e de novo
Eu te amo, sim, sim,
Agora e eternamente...

NE: Esta é uma das maiores declarações de amor de um homem para uma mulher e tem um grande significado na minha vida.Ouça a música e assista o vídeo a seguir.

John Lennon - Woman

Compreendei e perdoai




Filhos, a compreensão é a virtude que vos predispõe naturalmente ao perdão.
Compreendei para perdoar.
Não conserveis ressentimentos no coração, sabendo que aquele que vos decepciona é um companheiro vencido pelos seus próprios conflitos.
Não exijais dos outros infalibilidade.
Os amigos que seguem ao vosso lado, qual vos acontece, são espíritos assinalados por muitas limitações, aparentando exteriormente o que ainda não são.
Compadecei-vos das mazelas alheias, não sobrecarregando os ombros daqueles que avançam, mal se aguentando ao peso da cruz.
Não condicioneis a vossa conduta no bem à conduta de quem quer que seja; que a vossa fé não dependa da demonstração de fé dos que vos inspiram na jornada…
Somente em Jesus Cristo devereis vos encorajar na luta.
Os irmãos de crença espírita, principalmente os que se encontram servindo na mediunidade e os que ocupam posições de liderança, são, afinal, espíritos comprometidos com o passado: nenhum deles se encontra imune ao assédio das trevas.
Não raro, o personalismo e a vaidade apenas ocultam nas almas uma estamenha de chagas…
Os que intentam brilhar para o mundo estão longe de possuir luz própria.
A rigor, muitos de nós outros não estamos ainda sequer preparados para uma maior proximidade com o Cristo – a possibilidade de semelhante convivência mais estreita nos levaria ao delírio.
Quem, há séculos, se habituou nas sombras, só gradativamente se acostuma à claridade.
O homem sem maior entendimento do Evangelho transfere a sua ambição concernente às coisas materiais para as coisas divinas.
Os apóstolos não chegaram a disputar entre si a primazia de estarem, no Reino Celeste, ao lado do Senhor?
Assim, tomai vós mesmos a iniciativa da exemplificação e da coragem de vivenciar, de forma irrepreensível, a crença que abraçastes.

BEZERRA DE MENEZES

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Extensão da alma

"... Amai, pois, vossa alma, mas cuidai também do corpo,
instrumento da alma; desconhecer as necessidades que são
indicadas pela própria Natureza é desconhecer a lei de Deus.
Não o castigueis pelas falts que o vosso livre-arbítrio fê-lo
cometer, e das quais ele é tão irresponsável como o é o
cavalo mal dirigido, pelos acidentes que causa..."
(Cap. XVII, item 11.)



Ele se densificou moldado por nossos pensamentos, obras e crenças mais íntimas.
Extensão da própria alma, ele é a parte materializada de nós mesmos e que nos serve de conexão com a vida terrena.
Há quem o despreze, dizendo que todas as tentações e desastres morais provêm de suas estruturas intrínsecas, e o culpe pelas queds de ordem sexual e pelos transtornos afetivos, esquecendo-se de que ele apenas expressa a nossa vida mental.
Foi considerado, particularmente na Idade Média, como o próprio instrumento do demônio, que impunha à alma, nele encarcerada, o cometimento dos maiores desatinos e desastres morais.
Se cuidado e bem tratado, era isto atribuído aos vaidosos e concupiscentes; se macerado e flagelado, era motivo de regozijo dos tementes a Deus e cultivadores da candidatura ao reino dos céus. Essas crenças neuróticas do passado afiançavam que, quanto maiores as cinzas que o cobrissem e quanto mais agudas as dores que o afligissem, mais alto o espírito se sublimaria, alcançando assim os píncaros da evolução.
Porém, não é propriamente nosso corpo o responsável pelas intenções, emoções e sentimentos que ressoam em nossos atos e atitudes, mas nós mesmos, almas em processo de aprendizagem e educação.
Nossos pensamentos determinam nossa vida e, conseqüentemente, são eles que modelam nosso corpo. Portanto, somos nós, fisicamente, o produto do nosso eu espiritual.
A crença em anjos rebeldes destinados eternamente a induzir as almas a pecar, tira-nos a responsabilidade pelas próprias ações, e ficamos temporariamente na ilusão de que os outros é que comandam nossos feitos, atuações e inclinações, e não nós mesmos, os verdadeiros dirigentes de nosso destino.
Corpo e alma unidos a serviço da evolução, eis o que determina a Natureza.
Nosso físico não é apenas um veículo usável, mas também a parte mais densa da alma. Não o separemos, pois, de nós mesmos, porque, apensar de sua matéria ficar na Terra no processo da morte fisica, é nele que avaliamos as sensações do abraço de mãe, do ósculo afetivo e das mãos carinhosas dos amigos. Através dele é que podemos identificar angústias e aflições, que são bússolas a nos indicar que, ou quando, devemos mudar nossa maneira de agir e pensar, para que possamos percorrer caminhos mais adequados do que os que vivemos no momento.
A lei divina não nos pede sofrimento para que cresçamos e evoluamos; pede-nos somente que amemos cada vez mais. Cuidemos, pois, de nosso corpo e o aceitemos plenamente. Ele é o instrumento divino que Deus nos concede para que possamos aprender e amar cada vez mais.


Hammed & Francisco do Espírito Santo Neto
Obra: Renovando Atitudes

Como você pode saber se alguém realmente lhe ama?




Como saber se você não está jogando a sua vida fora com alguém que não te ama e consequentemente te trai?
Osho, líder espiritual indiano e filósofo, descreve o que é o amor e as diversas fases que pode ter:
Existem três camadas no indivíduo humano: sua fisiologia, o corpo; sua psicologia, a mente; e seu ser, seu eu eterno. Amor pode existir em todos os três planos, mas suas qualidades serão diferentes. No plano da fisiologia, do corpo, é simples sexualidade. Você pode chamar isso de amor, porque a palavra ‘amor’ parece ser poética, bela. Mas noventa e nove por cento das pessoas estão chamando o sexo delas de amor. Sexo é biológico, psicológico. Sua química, seus hormônios – tudo que é material está envolvido nisso.
            Você se apaixona por um homem ou por uma mulher. Você pode descrever exatamente porque essa mulher lhe atraiu? Certamente você não pode ver o eu dela, você ainda nem viu seu próprio eu. Você também não pode ver a psicologia dela, porque para ler a mente de alguém não é uma tarefa fácil. Então o que é que você viu nessa mulher? Alguma coisa na sua fisiologia, na sua química, nos seus hormônios, se sente atraído pelos hormônios, pela fisiologia, pela química da mulher. Isso não é um caso de amor; isso é um caso químico.
            Pense bem: a mulher por quem você se apaixonou vai ao médico, muda de sexo, deixa a barba e o bigode crescerem. Você ainda fica apaixonado por ela? Nada mudou, somente a química, os hormônios. Para onde foi seu amor?
            Somente um por cento das pessoas conhece um pouco mais profundamente. Poetas, pintores, músicos, dançarinos, cantores têm uma sensibilidade que podem sentir além do corpo. Eles podem sentir as belezas da mente, as sensibilidades do coração, porque eles próprios vivem nesse plano.
            Lembre-se que isso é uma regra básica: onde quer que você viva, você não pode ver além disso. Se você vive no seu corpo, se você pensar que é somente seu corpo, você só pode ser atraído pelo corpo de alguém. Esse é o estágio fisiológico do amor. Porém, um músico, um poeta, vivem num plano diferente. Ele não pensa, ele sente. E devido a que ele vive no coração dele, ele pode sentir o coração de outra pessoa. Isso é geralmente chamado de amor. Isso é raro. Estou dizendo talvez somente um por cento, de vez em quando.
            Porque muitos não estão se movendo para o segundo plano se este é tremendamente belo? Mas há um problema: qualquer coisa muito bonita é também muito delicada. Não é ferramenta, é feito de vidro muito frágil. E uma vez que um espelho cai e se quebra, então não há como reuni-lo novamente. As pessoas temem de se envolverem muito e de alcançar as delicadas camadas do amor, devido a esse estágio o amor é tremendamente belo, mas também tremendamente mutante.
            Sentimentos não são pedras, são como rosas. É melhor ter uma rosa de plástico, porque ela estará sempre lá e todo dia você pode banhá-la e ela estará fresca. Você pode colocar algum perfume francês nela. Se a cor dela desaparecer você pode pintá-la novamente. Plástico é uma das coisas mais indestrutíveis no mundo. Ela é estável, permanente; assim as pessoas param no fisiológico. É superficial, mas é estável.
            Poetas e artistas são conhecidos por se apaixonarem todos os dias. O amor deles é como uma flor rosa. Enquanto está presente ela é tão fragrante, tão viva, dançando ao vento, na chuva, no sol, declarando suas belezas. Mas à noite ela se vai, e você não pode fazer nada para impedir isso. O mais profundo amor do coração é somente como uma brisa que chega no seu quarto, traz sua frescura, serenidade, e então se vai. Você não pode segurar o vento em suas mãos.
            Bem poucas pessoas são tão corajosas para viver de momento a momento, uma vida mutante. Daí, elas decidirem se entregarem a um amor do qual elas possam depender. Eu não sei que tipo de amor você conhece – muito provavelmente o primeiro tipo, talvez, o segundo tipo. E você teme que se você alcançar seu ser, o que acontecerá ao seu amor? Certamente ele se vai – mas você não será um perdedor. Um novo tipo de amor irá surgir o qual, talvez, só acontece a uma pessoa em milhões. Esse amor só pode ser chamado de amorosidade.
            O primeiro amor deve ser chamado de sexo. O segundo amor deve ser chamado de amor. O terceiro deve ser chamado de amorosidade – uma qualidade, não direcionada – não possessiva e que não permite ninguém mais lhe possuir. Essa qualidade amorosa é uma revolução tão radical que mesmo concebê-la é muito difícil.
            Jornalistas têm me perguntado, “Porque tem tantas mulheres aqui?” Obviamente, a questão é relevante, e eles ficam chocados quando lhes respondo. Eles não estavam preparados para a resposta. Eu disse a eles, “Sou um homem”. Eles olharam para mim, incrédulos. Eu disse, “É natural que muito mais mulheres estejam aqui, pela simples razão de que tudo que elas conheceram na vida delas foi sexo, ou em raros casos, talvez alguns momentos de amor. Mas elas nunca chegaram a conhecer o sabor da amorosidade”. Eu disse para esses jornalistas, “Mesmo os homens que vocês vêem aqui desenvolveram muitas qualidades femininas neles que estavam reprimidas pela sociedade exterior”.

            Desde o princípio é dito a um menino, “Você é um menino, não uma menina. Comporte-se como um menino! Lágrimas caem bem numa menina, mas não para você. Seja macho”. Assim todo menino vai eliminando suas qualidades femininas. E tudo que é belo é feminino. Então finalmente o que resta é somente um animal selvagem. Toda a função dele é reproduzir filhos. A menina não é permitida ter qualquer coisa com qualidades masculinas. Se ela quiser subir numa árvore ela será impedida imediatamente, “Isso é para meninos, não para meninas!” Estranho! Se a menina possui o desejo de subir na árvore, isso é prova suficiente para ela ter permissão.
            Todas as sociedades criaram roupas diferentes para os homens e para as mulheres. Isso não está certo; porque todo homem é também uma mulher. Ele veio de duas fontes: o pai e a mãe. Ambos contribuíram para seu ser. E toda mulher é também um homem.
            Nós destruímos ambos. A mulher perdeu toda a coragem, aventura, raciocínio, lógica, porque essas são tidas como qualidades masculinas. E o homem perdeu a graça, sensibilidade, delicadeza. Ambos se tornaram metades. Esse é um dos maiores problemas que temos que resolver – pelo menos para nosso povo.
            Meus sannyasins precisam ser ambos: metade homem, metade mulher. Isso os tornará mais ricos. Eles irão ter todas as qualidades que estão disponíveis aos seres humanos, não apenas a metade. A ponto de ser, você simplesmente tem uma fragrância de amorosidade. Os jornalistas me perguntaram, “Você ama Sheela?” Eu disse, “É claro. Mas eu amo tantas mulheres que nem mesmo sei o nome delas. E não somente mulheres – amo tantos homens, porque eles também são metade mulher”. Em um milhão de sannyasins ao redor do mundo, eu não posso apontar para uma só pessoa e dizer, “Essa é a pessoa que amo”. Só posso dizer, “Eu amo”. Quem quer que esteja pronto para receber meu amor... está disponível. Então não tenham receio. Seu medo está certo: o que você tem como amor irá embora, mas o que virá no lugar é imenso, infinito. Você será capaz de amar sem ficar apegado. Você será capaz de amar muitas pessoas porque amar uma pessoa só é manter a si mesmo pobre. Uma pessoa pode dar uma certa experiência de amor, mas amar muitas pessoas...
            Você ficará surpreso que cada pessoa lhe dá um novo sentimento, uma nova canção, um novo êxtase. Consequentemente, sou contra o casamento. Na minha visão, casamentos na comuna devem ser dissolvidos. Pessoas podem viver juntas por toda a vida se quiserem, mas isso não é uma necessidade legal. Pessoas devem se movimentar, ter tantas experiências de amor quanto possível. Não devem ser possessivos. Possessibilidade destrói o amor. E eles não devem ser possessivos porque isso novamente destrói ser amor.
            Todos os seres humanos são dignos de serem amados. Não há nenhuma necessidade de ficar acorrentado a uma pessoa por toda sua vida. Essa é uma das razões do porquê todas as pessoas ao redor do mundo parecem tão entediadas. Porque elas não podem sorrir como você? Porque elas não podem dançar como você? Elas estão acorrentadas com correntes invisíveis: casamento, família, marido, esposa, filhos. Elas estão sobrecarregadas com todo tipo de deveres, responsabilidades, sacrifícios. E você quer que eles sorriam e dancem e se alegrem? Você está pedindo o impossível. Torne o amor das pessoas livre, torne as pessoas não possessivas. Mas isso só pode acontecer se na sua meditação você descobrir o seu ser. Não é nada para se praticar.
            Não estou lhes dizendo, “Hoje à noite você procure uma outra mulher apenas para praticar”. Você não irá conseguir coisa alguma e você pode perder sua esposa. E pela manhã você vai parecer tolo. Isso não é uma questão de praticar, é uma questão de descobrir o seu ser. A qualidade da amorosidade impessoal segue a descoberta de seu ser. Assim você simplesmente ama. E isso vai se espalhando. Primeiro, nos seres humanos, depois nos animais, pássaros, árvores, montanhas, estrelas. Um dia chega quando todo esse universo é seu amado. Esse é o nosso potencial. E qualquer um que não estiver realizando isso está desperdiçando sua vida.
            Sim, você terá que perder algumas coisas, mas são coisas sem valor. Você estará ganhando tanto que você nunca pensará novamente no que você perdeu. Uma pura amorosidade impessoal que possa penetrar no ser de qualquer um – esse é o resultado da meditação, do silêncio, do mergulhar profundo dentro de seu próprio ser. Estou simplesmente tentando lhe persuadir. Não tenha medo de perder o que você tem.

Osho, Extraído de: From Death to Deathlessness, Chapter 17

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Deus, sua infinita bondade e nossa sede insaciável de felicidade

Se Deus nos criou com uma sede insaciável de felicidade, é porque o nosso destino, a trancos e barrancos, deve ser mesmo de salvação, a qual, porém, deverá ser num futuro distante, com a evolução do espírito através das reencarnações.
Os líderes religiosos não espíritas detestam a reencarnação, porque eles pregam a nossa salvação ou libertação, mas com a condição de termos que passar por eles, quando essa doutrina nos mostra que a salvação é conseguida por nós mesmos, pela nossa evolução espiritual e moral. Quando eles ensinam a verdade, até que eles podem orientar as pessoas para se salvarem. Mas a profissão deles é realmente prejudicada pelo fenômeno da reencarnação.
A nossa evolução moral e espiritual é real, pois até Jesus evoluiu. “Tendo sido aperfeiçoado, tornou-se o Autor da salvação eterna para todos que lhe obedecem.” (Hebreus 5: 9). “Até que todos nós cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo.” (Efésios 4: 13). Temos realmente que reencarnar muitas vezes, até chegarmos à estatura moral do nível de aperfeiçoamento de Jesus Cristo. “Diante de mim se dobrará todo joelho, e toda língua dará louvores a Deus.” Isso vai acontecer no futuro com a evolução dos espíritos humanos. “Somos transformados de glória em glória.” (2 Coríntios 3:3). “Mesmo que nosso homem exterior se corrompa, contudo o nosso homem interior se renova de dia em dia.” (2 Coríntios 4: 16). E Jesus fala também na regeneração no futuro. (Mateus 19: 28).
Os teólogos apegam-se muito ao lado material do homem, que veio do pó e ao pó retornará (Eclesiastes 12: 7), deixando em segundo plano o homem espiritual, interior e imortal. E, assim, pregam a ressurreição do espírito, mas para eles, ela tem que ser junto com o corpo, quando a Bíblia diz que a ressurreição é só do espírito. (1 Coríntios 15: 44). “Carne e sangue não podem herdar o reino de Deus.” (1 Coríntios 15: 50). “Os ressuscitados são como os anjos.” (Mateus 22: 30). Anjos são espíritos humanos de alto nível de evolução e significam enviados de Deus ou do mundo espiritual para nós, justamente porque são muito evoluídos. Todos os corpos vêm do pó e para o pó retornam. E a Bíblia não diz que, depois que eles voltam para o pó, eles retornam à vida, pois voltam ao seu pó em definitivo. “Tu és pó e ao pó retornarás.” (Gênesis 3: 19). Esse é o destino do homem exterior.
Para os teólogos católicos, enquanto estamos aqui na Terra, nós podemos nos salvar por nós mesmos e por Deus. Morrendo o corpo e indo a alma para o Purgatório, só Deus nos pode ajudar a sair de lá. Daí a importância das preces para as almas. Isso é uma exaltação da matéria, da carne, pois só enquanto temos corpo poderíamos fazer algo para a nossa libertação. No entanto, Jesus disse: “O espírito é o que vivifica; a carne para nada aproveita.” (João 6: 63).
Se Deus nos deu capacidade e liberdade para pecarmos; se Deus não é prejudicado com os pecados; se é o espírito que ressuscita; se Deus nos ama com amor infinito; se a misericórdia divina não termina jamais, pois é também infinita; se a nossa evolução espiritual é uma realidade pelas reencarnações; se temos sempre uma sede insaciável de uma felicidade perene e para sempre; se Deus não quer que nenhum de nós se perca (Mateus 18: 14), não vão ser suficientemente tão poderosos os teólogos e os “diabos” para porem em dúvida a nossa salvação!

                     José Reis Chaves

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Pagar o Carnê

 Certamente você conhece, amigo leitor, a história de Poliana, a jovem orientada pela filosofia do podia ser pior, em livro homônimo de Eleanor H. Porter.
Quando menina, desejava ardentemente uma boneca. Sem recursos, o pai fez um pedido à instituição beneficente.
Poliana aguardou com ansiedade.
Quando chegou um pacote, às vésperas do Natal, mal conteve a emoção.
Ao ser aberto, grande foi sua frustração, porquanto, por engano, remeteram-lhe um par de muletas em lugar da sonhada boneca.
Vendo-a desolada e chorosa, o pai convidou:
- Minha querida, vamos fazer o jogo do contente.
- O que é isso, papai?
- É uma brincadeira para você animar-se sempre que algo a aborrecer.
- Como agora?
- Sim, você tem uma boa razão para estar triste. Recebeu um par de muletas no lugar da boneca. Mas há uma razão ainda melhor para ficar feliz.
- Com um par de muletas?!
- Sim. A felicidade de não precisar usá-las.
Interessante esse jogo, amigo leitor.
Se estamos tristes por não ter vários pares de calçados, lembremos dos que não têm pés...
Se nos incomoda o uso de óculos, recordemos os que não enxergam...
Se nos aborrece a falta de um automóvel, é pensar em gente imobilizada no leito...
Se não ganhamos tão bem quanto desejaríamos, evoquemos os desempregados...


A Doutrina Espírita propõe um jogo mais consistente.
Não se trata de buscar consolo em males alheios, mas de compreender que todos os males guardam justa origem.
Não houve engano dos poderes que nos governam ao remeter o pacote  de nosso destino. Nele está um  carnê  para pagamento parcelado de nossos débitos cármicos junto à Justiça Divina.
No Capítulo V, em O Evangelho Segundo o Espiritismo, item 12, reportando-se à quarta bem-aventurança de  O Sermão da Montanha  (Mateus, 5:4), diz Allan Kardec:

Por estas palavras:  Bem-aventurados os aflitos, pois que serão consolados,  Jesus aponta a compensação que hão de ter os que sofrem e a resignação que leva o padecente a bem dizer do sofrimento, como prelúdio da cura.
Também podem estas palavras ser traduzidas assim: Deveis considerar-vos felizes por sofrerdes, visto que as dores deste mundo são o pagamento da dívida que as vossas passadas faltas vos fizeram contrair; suportadas pacientemente na Terra, essas dores vos poupam séculos de sofrimentos na vida futura. Deveis, pois, sentir-vos felizes por reduzir Deus a vossa dívida, permitindo que a saldeis agora, o que vos garantirá a tranquilidade no porvir.


Beleza, meu caro leitor!
Kardec explica que o carnê vem com largos descontos! É só quitar com pontualidade as  prestações  ao longo da existência, sem birra e sem fuga, e nos habilitaremos a um futuro de bênçãos.

Isso sem esquecer que o tempo para pagamento total do carnê, ao longo da existência, equivale a mera fração de segundo no relógio da eternidade.
O problema está nas complicações em que nos envolvemos.
Conheci um bancário, bom rapaz, trabalhador, educado, mas, lamentavelmente, um perdulário. É o indivíduo que gasta compulsivamente, bem mais do que o fazem animadas senhoras em liquidação de  shoppings.
Como todo perdulário, contraiu dívidas acima de suas disponibilidades financeiras. Cansados de suas desculpas, os credores procuraram o gerente do Banco onde trabalhava. Homem de bons princípios, condoeu-se e resolveu ajudar o subalterno em dificuldade.
Foi feita uma composição de dívidas. Com autorização do devedor, seu salário foi bloqueado, em parte, para pagamento mensal dos credores. Em dois anos, o problema estaria resolvido.
Tudo certo, não fosse por pequeno detalhe: ignorando apelos de amigos e familiares, ele continuou com a gastança. Contraiu novas dívidas, complicou ainda mais sua situação e acabou demitido.
Algo semelhante ocorre em relação à jornada humana.
Perdulários do tempo, estamos sempre a ampliar débitos na contabilidade do Destino.
Cada vez que reencarnamos, a Justiça Divina nos permite uma composição da dívida, com os amplos descontos concedidos pela divina misericórdia.
Fazem parte do carnê dores e problemas que, de permeio, limitam o nosso poder de compra, isto é, cerceiam nossos impulsos inferiores, a fim de que não ampliemos nossos débitos.

Alguns exemplos:
O alcoólatra inveterado que cozinhou o fígado e desencarnou prematuramente, como suicida inconsciente, reencarna com lesões no fígado e problemas envolvendo o aparelho digestivo.
O homem que fugiu de seus compromissos, apelando para o suicídio, tenderá a retornar com graves limitações físicas, a fim de superar os desajustes que provocou em seu corpo espiritual.
O viciado em sexo virá com graves problemas congênitos, envolvendo os órgãos genitais, a fim de superar suas tendências.
O problema é que raros cumprem integralmente o planejado e, à maneira do perdulário, comprometem-se em novos débitos:
O alcoólatra, contido pelas limitações físicas, mas ainda inspirado nas tendências que desenvolveu, envolve-se com drogas.
O ex-suicida rebela-se com a atual situação e nutre o desejo de nova fuga, com o que apenas agravará seus débitos.
O viciado do sexo, não obstante as limitações que lhe foram impostas, deixa-se levar por suas tendências e cai em novos desvios.
Com isso, de existência em existência, o Espírito, ao invés de quitar seus débitos, aproveitando a composição misericordiosa da Justiça Divina, vai se complicando.
- Toma juízo, meu filho - diz o pai ao filho rebelde, comprometido em erros e vícios.
É exatamente essa a mensagem que Deus nos passa através do Espiritismo.
- Toma juízo!
O conhecimento espírita nos convida à reflexão, habilitando-nos a quitar o carnê de forma consciente e disciplinada, sem queixas e sem arroubos perdulários que apenas aumentam nosso passivo, na contabilidade do destino.

(Richard Simonetti)
Publicado no site http://www.forumespirita.net