sábado, 20 de abril de 2013

Se Eu Não Te Amasse Tanto Assim



 Composição de Herbert Viana

Meu coração, sem direção
Voando só por voar
Sem saber onde chegar
Sonhando em te encontrar
E as estrelas
Que hoje eu descobri
No seu olhar
As estrelas vão me guiar
Se eu não te amasse tanto assim
Talvez perdesse os sonhos
Dentro de mim
E vivesse na escuridão
Se eu não te amasse tanto assim
Talvez não visse flores
Por onde eu vim
Dentro do meu coração
Hoje eu sei, eu te amei
No vento de um temporal
Mas fui mais, muito além
Do tempo do vendaval
Nos desejos
Num beijo
Que eu jamais provei igual
E as estrelas dão um sinal
Se eu não te amasse tanto assim
Talvez perdesse os sonhos
Dentro de mim
E vivesse na escuridão
Se eu não te amasse tanto assim
Talvez não visse flores
Por onde eu vim
Dentro do meu coração

Essa é uma das canções mais lindas que ja ouvi e que dedico a Cristóvam Aguiar para marcar nossos 33 anos de namoro. Mesmo depois de três décadas, de algumas crises comuns aos relacionamentos longos, continuamos namorados e nos amando intensamente.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Espiritualidade–Ódio e Amor


Depois da morte, o que tem mais força, o ódio ou o amor?
 
O amor é o sentimento maior, mais poderoso, em qualquer dimensão. De origem divina, está em germe em todos nós e nossa missão é desenvolvê-lo em sua plenitude. Por mais ignorante ou cruel que possa ser um homem, possui ele a essência do amor em seu coração, aguardando o inevitável desabrochar. Aprender a amar, pois, é a razão da nossa vida.
O ódio é a revolta daqueles que ainda não conseguem amar. Como a sombra, que é simplesmente a ausência da luz, o ódio é a ausência do amor. Sua origem é puramente humana, fruto do orgulho e do egoísmo, próprios da animalidade que ainda nos domina. Não tem o ódio bases sólidas verdadeiras. É como a construção de um prédio na areia: à medida que se levanta o próprio peso acarreta a sua queda. Carrega, ele, em si mesmo, a espoleta auto-destrutiva.
No mundo físico, o ódio parece ter mais força, porque é violento, agressivo, destruidor. O amor, conduto, é mais resistente; consegue suportar os golpes do ódio, conservando-se intacto. Enquanto a eliminação do ódio implica em perda de energia para seu agente, na defesa passiva o amor mais se engrandece. Jesus entregou-se pacificamente aos seus algozes , e o seu amor envolveu a humanidade e perdura no tempo. Gandhi pregou obstinadamente a não violência, e o seu amor converteu-se em libertação e paz para os indianos e exemplo para todos nós.
O ódio é apressado e sua ação é imediata, impulsiva, irreflexiva, sem medir as consequências do ato. Um segundo de ódio é capaz de destruir a vida, relacionamentos afetivos ou patrimônios materiais construídos com grande esforço. O amor é paciente; aguarda serenamente que o tempo se encarregue de revelar a verdade, mantendo-se confiante em Deus.
Obviamente que tudo isso não pode ser considerado nos restritos limites do presente e da vida material, mas tendo-se em conta que somos espíritos imortais.
Ódio e amor são sentimentos da alma. Portanto, acompanham-nos no além túmulo, pois na espiritualidade continuaremos a manter a nossa individualidade. Ao contato com a nova realidade (a espiritual), muitos espíritos conseguem avaliar infantilidade dos sentimentos mesquinhos que nutriam aqui na Terra, e se transformam. Outros, porém, notadamente quando deixaram a vida vitimados por desafetos, mais exarcebam o seu ódio e a sua revolta, passando a fazer a infelicidade alheia.
A ação desses espíritos inferiores é exercida apenas contra outros de igual natureza e de menor inteligência; ou contra almas de consciência culpada, por isso enfraquecidas. Não conseguem, porém, se impor aos que amam verdadeiramente, àqueles que mantêm em seus corações a fé em Deus e dedicam-se ao amor ao próximo e à conquista da sabedoria.
Lá como aqui, as armas mais eficazes contra o ódio são a prece e o perdão. Ambos são luzes que iluminam a nossa alma, e não há sombra, por mais intensa que seja, capaz de resistir ao menor ponto de luz. O verdadeiro amor, porém, não se contenta em resistir ao mal, mas empreende todos os esforços para convertê-lo ao bem, pois, como disse o Apóstolo Paulo “quem faz o mal é porque não tem visto a Deus”.
Autor: Donizete Pinheiro
Livro: Respostas Espíritas – Edições Sonia Maria – 1ª Edição – Capítulo: 14 – São Paulo – 1997

Há 33 anos iniciava-se nossa história. Eu e Cristóvam assumimos nosso namoro. Essa é uma das músicas que marcam o nosso relacionamento.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

18 DE ABRIL, "DIA NACIONAL DO ESPIRITISMO"

Foi numa manhã de 18 de abril que, na Galeria D'Orleans, na bela Paris, França, o honorável Allan Kardec levou a público a obra basilar da Doutrina Espírita -- "O LIVRO DOS ESPÍRITOS" -- e, de certa forma, oficializou o Espiritismo, o que resulta considerarmos esta data simbolicamente como o dia oficial de aniversário da nossa amada Doutrina.
Por isso, aproximamo-nos de mais uma data festiva para todos nós espíritas. E como o ano de partida foi o de 1857, contabilizamos então 154 anos de Doutrina Espírita.
Aqui no Brasil, 18 de abril é legitimamente declarado "Dia Nacional do Espiritismo", conforme Decreto Lei 291/2007, de autoria da Deputada Federal pelo Ceará, Gorete Pereira, aprovada em 2007, por ocasião das comemorações do primeiro centenário de "O LIVRO DOS ESPÍRITOS" e, por conseguinte, do Espiritismo.
No ensejo de mais um aniversário, convém uma reflexão: a respeito de o quanto o Espiritismo tem contribuído para o desenvolvimento da Humanidade.


Fonte: LUZ ESPÍRITA

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Amor sem correntes



Em seu livro O profeta, Kalil Gibran fala do matrimônio com grande sabedoria.
Vamos comentar algumas frases a fim de retirar delas ensinamentos úteis.
Referindo-se ao casal, diz Gibran: Amai-vos um ao outro, mas não façais do amor um grilhão.
Desconhecendo ou ignorando esta importante orientação, muitos casais transformam o amor em verdadeiras cadeias para ambas as partes.
O amor deve ser espontâneo. Não pode ser motivo de brigas e exigências descabidas.
O amor compreende. Não deve se constituir em grilhões que prendem e infelicitam.
Por vezes, em nome do amor, nós queremos que nosso companheiro ou companheira faça somente o que desejamos.
Só corta o cabelo quando permitimos. Só pode usar as roupas que aprovamos. Só sai se for em nossa companhia e não pode violar as regras estabelecidas pelo nosso egoísmo, para evitar brigas.
Isso não é amor, é prisão.
Amar sem escravizar, eis o grande desafio.
E o profeta aconselha:
Dai de vosso pão um ao outro, mas não comais do mesmo pedaço.
Isto significa dizer que devemos compartilhar, ser gentil, dar do nosso pedaço, mas sem exigir nada em troca.
É comum depois da gentileza vir a cobrança. Fazemos um favor e esperamos logo alguma recompensa. Pretendemos tirar alguma vantagem.
Dividir o pão, sim, mas não comer do mesmo pedaço. Isso quer dizer deixar ao outro o direito que lhe cabe do pedaço.
E Gibran continua: Cantai e dançai juntos, e sede alegres, mas deixai cada um de vós estar sozinho.
É importante compartilhar, mas saber respeitar a individualidade um do outro, sem invadir a intimidade da pessoa amada.
Há pessoas que, se pudessem, controlariam até mesmo o pensamento do seu par, a ponto de torná-lo a sua própria sombra.
Isso não é amor, é extremado desejo de posse.
Mais uma vez Kalil Gibran aconselha: Vivei juntos, mas não vos aconchegueis em demasia, pois as colunas do templo erguem-se separadamente, e o carvalho e o cipreste não crescem à sombra um do outro.
Grande ensinamento podemos retirar daí, pois a comparação é perfeita.
Viver juntos, mas cada um respeitar o espaço do outro.
O lar é um templo que deve ser sustentado por duas colunas: cada uma na sua posição para que realmente haja apoio.
Se as colunas se aconchegam em demasia, o templo pode desabar. Por isso o profeta recomenda: Vivei juntos mas não vos aconchegueis em demasia.
O amor tem por objetivo a união e não a fusão dos seres. Não se pode querer viver a vida do outro, controlar os gostos e até mesmo os desgostos da pessoa com quem nos casamos.
É preciso que cada um cresça e permita o crescimento do outro, sem fazer sombra um para o outro.
Se os casais observassem esses pequenos mas eficientes conselhos, certamente teriam uma convivência mais harmônica e mais agradável.

*   *   *
O verdadeiro amor é aquele que compreende, perdoa, renuncia.

Em nome do amor devemos estender a mão para oferecer apoio e não para acorrentar.

Quem ama propicia segurança, confiança e afeto.

Lembre-se de que a pessoa com quem você convive não lhe pertence. É uma alma em busca do próprio aperfeiçoamento, tanto quanto você.

Lembre-se também que beijos e abraços só têm valor se não forem cobrados.

E, por fim, guarde a recomendação:

Amai-vos um ao outro, mas não façais do amor um grilhão.

Redação do Momento Espírita com base em palestra proferida por Raul
Teixeira e no cap. O matrimônio, do livro O profeta, de Gibran Kalil Gibran, ed. Acigi.
Disponível no CD Momento Espírita, v. 5 e no livro Momento Espírita, v. 2,  ed. Fep.
Em 4.4.2013.

terça-feira, 16 de abril de 2013

A arte de conviver

Não fomos criados para vivermos isolados. A convivência entre os seres
se faz necessária, pois todos dependem uns dos outros. 
Unidos compomos o Universo criado por Deus nosso Pai. 
Mas conviver com outros seres que pensam e têm ideias próprias,
já que cada um é uma individualidade, pode trazer choques e conflitos.
Na realidade cada um de nós é uma peça na infinita engrenagem do Universo
e todas são imprescindíveis para o seu perfeito funcionamento.
Assim, estamos aqui para aprendermos uns com os outros e a nos completarmos.
Por esta razão devemos sempre buscar entender o lado do outro,
evitando os conflitos, que às vezes deixam marcas tão profundas naqueles
que se acham envolvidos na contenda.  Especialmente, àquele que tem maior
entendimento cabe o dever de evitar as discussões inúteis,
buscando a paz e a harmonia.  Tenhamos em mente que a verdade é uma
e soberana, e por mais que queiramos ser os donos da razão,
ela a verdade se sobrepõe.  Assim, respeitemos as diferenças,
buscando o entendimento entre as partes. Essa é a verdadeira arte de
conviver e viver bem.  Cada qual tem o seu tempo e um dia todos chegarão
ao mesmo lugar, onde só haverá lugar para a Paz, a Fraternidade e o Amor!
http://www.gotasdepaz.com.br 

Olhos nos olhos

Rita nem bem havia caído no sono quando o telefone tocou.
­­­– Teu marido acabou de sair da minha casa. ­– disse uma voz feminina do outro lado linha, que logo após terminar de falar, desligou, sem se identificar.
Achou que era algum tipo de trote e, como estava sonolenta, desligou sem dar muita importância para o que acabara de ouvir. Rita não era uma mulher ciumenta, nunca foi. Em todos os relacionamentos que tivera nunca houve uma única briga motivada por ciúme.
O fato de Diego não estar em casa antes da meia-noite, às terças-feiras, era um fato normal. Religiosamente, desde quando casaram, terça era o dia que ele encontrava os amigos para o futebol semanal. Depois do jogo ele e os amigos quase sempre ficavam bebendo e por muitas vezes chegava por volta das duas da manhã.
Na manhã seguinte, Rita fez como em todas as outras; despertou cedo, passou um café bem forte, preparou a mesa do café da manhã e acordou Diego. Rita era extremamente prendada, cuidava da casa e do marido como se fosse a finalidade da vida dela.
Quando casaram, o marido fez com que ela abandonasse a faculdade e saísse do mercado de trabalho. O cargo de gerente nacional de vendas de uma multinacional permitia que o custo de vida do casal pudesse ser arcado apenas pelo marido, e ele insistiu que ela deveria ter todo tempo disponível para cuidar da família.
Diego sempre foi louco por crianças, casou-se já dando nomes para os meninos. Talvez por não ter tido irmãos, seu desejo era ter ao menos três ou quatro filhos.
Os anos foram passando e Rita não engravidava de jeito nenhum. Recorreram a especialistas, fizeram tratamentos caríssimos e nada. Apelaram também às crendices e, mesmo evangélicos, até em terreiro de umbanda foram. Não importava o método, o resultado era sempre o mesmo.
Com os insucessos constantes, o casal acabou se distanciando um pouco. As ausências do marido passaram a ser mais frequentes, mas Rita continuava a se dedicar em suas tarefas domésticas e considerava normal o esfriamento da relação.
Também não notou que não somente o seu marido estava distante, mas as amizades dela passaram-na a tratar de forma diferente.
O café já estava praticamente frio quando Diego entrou na cozinha.
– Bom dia, amor. Demorou no banho dessa vez… Veja se seu café ainda está bom, se não estiver, não tem problema, passo outro. ­– disse Rita.
– Rita, precisamos conversar. – secamente respondeu Diego, com um semblante pesado e olhar fixo.
– O que foi?
– Não sei bem por onde começar. ­– parou por um instante para tomar coragem ­– Quero o divórcio!
– Eu não acredito que você está fazendo isso comigo. O que aconteceu? Você tem outra?
– Fique calma! Não é uma coisa que aconteceu agora. Venho pensando nisso há muito tempo e acho que não dá mais para continuar. Não estou feliz nesse casamento.
– Eu te fiz algo?
– Rita, não foi o que você fez, mas sim o que deixou de fazer que foi me aborrecendo aos poucos. Já conversamos sobre isso várias vezes, mas você não me ouviu.
Os olhos de Rita encheram-se de lágrimas. Em poucos instantes não se ouvia mais nada a não ser os soluços dela. Correu para o banheiro. Quando voltou, Diego, covardemente, já havia saído.
No mesmo dia telefonou para casa avisando que sua decisão estava tomada. Que juntasse as coisas dele para que um colega retirasse. Ficou claro que não voltaria atrás.
Pensou em não fazer coisa alguma, mas com a obediência regular, Rita atendeu ao pedido de Diego. Cuidadosamente encaixotou todas as coisas do marido. Enquanto guardava as roupas e pertences dele, chorava e soluçava.
Não tinha havido momento tão triste em sua vida até aquele dia. Mesmo com crises enfrentadas, nunca pensou que um dia viria a se separar de Diego. Toda a sua vida girava em torno dele. O que faria agora?
Dias depois um rapaz foi retirar as caixas. Deixou o molho de chaves e uma carta: “Não te amo mais. Fique tranquila, te sustentarei pelo tempo que for necessário, não te deixarei faltar nada. Quero apenas seguir com a minha vida. Quero também que você seja feliz. Passar bem. Diego.”.
A frieza da carta terminou com o pouco de autoestima que Rita ainda tinha. Ela merecia mais. No mínimo, um pedido de desculpas, algo que demonstrasse sensibilidade ou remorso. Rita queria respeito.
Foram mais de três meses meio a crises de choro e momentos que alternavam entre tristeza, raiva e resignação.  Ficou reclusa. Não atendia telefonemas das amigas e nem queria conversa com familiares. Pensou em acabar com a própria vida.
Quando o fundo do poço parecia que se tornaria a sua realidade, algo fez Rita acordar. Reorganizando um dos armários encontrou um velho diário de sua adolescência. Nele se reencontrou com seus sonhos e vontades.
Foi atordoante ver que o que realmente desejava tinha se tornado tão distante devido a vida que escolheu levar. Ela queria conhecer o mundo, ser uma profissional de sucesso, ser independente. Mais uma vez, chorou. Mas, aquelas lágrimas tinham outra função, dessa vez não eram para extravasar a tristeza costumeira, eram lágrimas para lavar a alma, recomeçar.
Resolveu que estava mais do que na hora de tomar as rédeas de seu caminho e assim o fez. Arrumou um emprego de secretária, não lhe rendia muito, mas o suficiente para pagar a conclusão de seus estudos e pagar as próprias contas.
Por não querer relacionamento amoroso algum, tinha tempo disponível para estudar. Acabou se graduando em comércio exterior como a primeira da turma. Participou de diversos processos seletivos e pôde decidir pela melhor proposta.
Cinco anos se passaram sem nenhuma notícia de Diego. Toda vez que alguém tentava falar a respeito, Rita cortava a pessoa. “É página virada.”, dizia.
Com o tempo se tornou uma das diretoras mais competentes de seu setor. Frequentemente era vista dando entrevistas para canais de televisão para falar sobre o mercado.
Sua função cresceu tanto que coordenou um processo de fusão entre a empresa que trabalhava e outra do mesmo segmento. Nisso surge um daqueles encontros que não pode ser coincidência.
Ao ver a folha dos funcionários que viria para a sua gestão, surpresa, encontra o nome de seu ex-marido. Mais surpreso ainda ficou Diego, ao saber quem seria seu novo chefe. Pediu para falar com Rita. Ela aceitou recebê-lo em sua sala.
– Rita, quero te dizer uma coisa… Sei o quanto você sofreu em nossa separação.
– Não se preocupe com isso. Faz parte do passado.
– Eu sei, mas quero dizer que entenderei caso me queira fora de sua equipe. Acho que você tem esse direito.
– Tudo bem, Diego. Passou. Não tenho nada contra você. Pelo contrário, tenho até que lhe agradecer. Sem você, nada disso seria possível. Olhe para você. Olhe para mim. Estou feliz e espero que você também esteja.
– Mas…
Diego iria falar, mas foi interrompido pelo telefone de Rita. Ao desligar, Rita finalizou a conversa:
– Está tudo bem… Fique tranquilo, não te deixarei faltar nada enquanto eu estiver nessa cadeira. Apenas se dedique ao seu trabalho. Pode ser?
Diego não esperava encontrar Rita tão bem, tão renovada, tão mulher. Acenou positivamente com a cabeça e saiu da sala. Dias depois se demitiu.

Publicada no blog http://naquelamesa.com 
por
Ouça a música do grande Chico Buarque no vídeo a seguir.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

O Aspecto Religioso do Espiritismo



            A Doutrina Espírita possui tríplice aspecto: filosófico, científico e religioso.
O aspecto filosófico ressalta em “O Livro dos Espíritos”. Trata, em sua parte primeira, de Deus, dos elementos gerais do Universo, da Criação, do princípio vital.
            Em sua parte segunda aborda os Espíritos, a encarnação dos Espíritos, a volta do Espírito – extinta a vida corpórea – à vida espiritual, a pluralidade das existências, a vida espírita, a volta do Espírito à vida corporal, a emancipação da alma, a intervenção dos Espíritos no mundo corporal, as ocupações e missões dos Espíritos, os três reinos.
            Fala, em sua parte terceira, da lei divina ou natural, da lei de adoração, da lei do trabalho, da lei de reprodução, da lei de conservação, da lei de destruição, da lei de sociedade, da lei do progresso, da lei de igualdade, da lei de liberdade, da lei de justiça, de amor e de caridade, da perfeição moral. Na parte quarta adentra as penas e gozos terrenos, as penas e gozos futuros.
            O aspecto científico advém de o Espiritismo ser uma ciência de observação e o “O Livro dos Médiuns” é o manual por excelência nesse sentido, aprofundando a parte segunda de “O Livro dos Espíritos”.
            A essência do aspecto religioso da Terceira Revelação está contida em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, que desenvolve a parte terceira de “O Livro dos Espíritos”.
            Lembrando o triângulo isóscele, em comparação com os três aspectos do Espiritismo, seus ângulos horizontais representam o filosófico e o científico, enquanto o vertical, que aponta na direção do alto, representa o religioso.
            A Doutrina Espírita, em seu aspecto religioso, revive o Cristianismo na sua pureza, tendo, portanto, como base, os ensinamentos de Jesus, buscando levar o homem a se harmonizar com as leis divinas.
            O que caracteriza a revelação espírita é o ser divina a sua origem e da iniciativa dos Espíritos, sendo a sua elaboração fruto do trabalho do homem, afirma Kardec no livro “A Gênese”, capítulo 1, item 13.
            Todos os assuntos abordados por Kardec no livro “O Céu e o Inferno”, e muitos dos tratados no livro “A Gênese”, são de natureza religiosa.
No livro “Obras Póstumas”, em mensagem que trata do futuro do Espiritismo (página 269, 12ª edição FEB) vemos: o Espiritismo restaurará a religião do Cristo; instituirá a verdadeira religião, a religião natural, a que parte do coração e vai diretamente a Deus. Extinguirá para sempre o ateísmo e o materialismo.
            Nesse mesmo livro, à página 277, tratando do livro “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, que Kardec escrevia (inicialmente com o título “Imitação do Evangelho”), o codificador recebe a seguinte instrução dos Espíritos que o orientam na tarefa: Aproxima-se a hora em que te será necessário apresentar o Espiritismo qual ele é, mostrando a todos onde se encontra a verdadeira doutrina ensinada pelo Cristo. Aproxima-se a hora em que, à face do céu e da Terra, terás de proclamar que o Espiritismo é a única tradição verdadeiramente cristã e a única instituição verdadeiramente divina e humana.
            A Doutrina Espírita faculta, a quem a estuda, a fé raciocinada, onde entendimento e sentimento caminham juntos, promovendo a reforma íntima que renova o indivíduo, e, por extensão, a sociedade e a humanidade, como meta a ser atingida, no curso do tempo e com o planejamento do Alto.

Redação de O Clarim - 2007

sábado, 13 de abril de 2013

Dia do Beijo

No dia 13 de abril é comemorado o Dia do Beijo.
            Não se sabe, ao certo, o que motivou a criação da data comemorativa, mas diz a história – verdadeira ou não – que o italiano Enrique Porchelo beijava todas as mulheres que encontrava na vila em que vivia, casadas ou não. Em 13 de abril de 1882, o padre local teria oferecido um prêmio em moedas de ouro às mulheres que não haviam sido beijadas pelo “Don Juan”. Conta a lenda que nenhuma apareceu e que o tesouro está escondido em algum lugar da Itália até hoje.
            A verdade é que é difícil não querer dar um beijinho em quem se ama, não é? Em muitas vezes, nem precisa ser amor, atração já basta para tirar o fôlego. Também pudera, de acordo com o “Dossiê do Beijo, livro de Pedro Paulo Carneiro, existem 484 formas
            “O beijo é uma arma poderosa de sedução e pode ser considerado o termômetro do relacionamento“, afirma Cláudya Toledo, terapeuta sexual e presidente da agência de relacionamentos A2Encontros. “Os relacionamentos normalmente começam com um beijo e o casal precisa dele para manter seu entrosamento, já que ele tem o poder de misturar a essência das pessoas através da boca, da respiração”, acrescenta.
            Se seu relacionamento não vai bem, qualquer um à sua volta pode perceber isso com facilidade se você der um beijo no seu parceiro. É, você pode até tentar, mas não tem como disfarçar. O beijo é o grande termômetro para saber se o casal está apaixonado e o movimento da língua diz muito sobre o envolvimento.
            A terapeuta diz ainda que muitos casais de longa data têm relação sexual sem beijo na boca, o que indicaria que a relação estacionou ou esfriou. “Variar o beijo, criar e namorar beijando é um sinal que o relacionamento está vivo”, explica. Ótimo estímulo para investir no seu lado beijoqueiro, não?
Confira curiosidades sobre o beijo:
- 29 músculos são ativados em um beijo apaixonado;
- O corpo se aquece, queimando até 15 calorias e a pressão arterial sobe;
- Uma pessoa troca, em média, 24 mil beijos (de todos os tipos, dos maternais aos apaixonados e, até mesmo, os roubados) ao longo da vida;
- Beijar acalma! O nível de serotonina no cérebro aumenta quando estamos beijando;
- Pesquisadores americanos afirmam que a saliva trocada em um beijo apaixonado facilita a digestão e tem efeitos benéficos sobre as defesas do organismo
E não é só isso! Segundo Cláudya, o beijo pode ativar o funcionamento de nossa saúde orgânica, biológica e energética. No livro “Eles são simples, Elas são complexas”, da editora Alaúde, ela lista as sete saúdes do ser humano – física, sexual, financeira, emocional, social, mental e espiritual – e os sete beijos correspondentes a cada uma delas.
- Beijo animal: a pessoa morde os lábios e “ataca” ferozmente o outro. Representa força, ativa a saúde física.
- Beijo flex: beijo com muita língua, saliva e mordidinhas. Representa prazer, ativa a saúde sexual.
- Beijo power: um dita o ritmo para o outro. Representa posse, ativa a saúde financeira.
- Beijo doce: as línguas se entrelaçam suavemente, os corpos se unem carinhosamente. Representa amor, ativa a saúde emocional.
- Beijo surpresa: aquele roubado, causa susto e prazer inesperado, faz rir. Representa alegria, ativa a saúde social.
- Beijo focado: penetração da língua na boca como num ato sexual. Representa intenção sexual, ativa a saúde mental.
- Beijo tântrico: é aquele que evolui do tipo animal ao focado naturalmente, mudando a energia e as nuances. Representa união, integração, êxtase, ativa a saúde espiritual.
            A sexóloga Carla Cecarello explica que "o beijo é muito importante em uma relação, porque é sinônimo de intimidade. Um beijo xoxo, sem língua, significa que o relacionamento está muito frágil e frio”. Segundo a especialista, um beijo de língua demonstra mais paixão. “Tem calor, tem entrega. Um beijo bom, que reflete um bom relacionamento, é quando uma língua está dentro da boca do outro, com muita intensidade”.
            “Existe uma frase antiga que diz: ‘Beijo é igual a ferro elétrico (de passar roupa), liga em cima e acende em baixo’. E é exatamente isso!”. A brincadeira da profissional serve para entender que o toque de duas bocas apaixonadas é capaz de ativar o desejo sexual, garantindo a ereção no homem e a lubrificação vaginal na mulher. “Com um beijo prolongado, a mulher avalia a sensibilidade do homem e seus dotes de bom amante. Beijar é uma intimidade tão intensa quanto à do ato sexual. É um contato físico que às vezes provoca sensações mais excitantes e prazerosas do que o sexo puramente genital”, analisa Carla.
     “É muito importante que o casal nunca se esqueça de que o namoro deve continuar existindo num relacionamento, independente do tempo. Um amor de verdade deve sempre permitir trocas afetivas”, finaliza a sexóloga.
 
 
 
Então, vamos beijar muuiiiitooooo!
  
Fonte: http://www.bolsademulher.com