quinta-feira, 10 de outubro de 2013

A salutar influência da doença



Foi Léon Denis quem disse que a dor é lei de equilíbrio e educação. Planeta de provas e expiações, a Terra oferece-nos exemplos inumeráveis de pessoas que enfrentam a dor em seus múltiplos aspectos. A dor da perda de um filho, a dor da separação de quem se transfere para longe, a dor advinda de uma enfermidade pertinaz... A forma é bem variada, mas isso não importa, porque, seja de uma forma ou de outra, a dor é partilhada por quase todo mundo.

Na obra “E a Vida Continua”, psicografada por Chico Xavier, André Luiz fala-nos sobre a dor em uma de suas facetas e nos mostra como a doença tem o condão de mudar o rumo de nossas preocupações. A obra relata as experiências vividas pelos personagens centrais da história, Evelina Serpa e Ernesto Fantini, que padeciam da mesma enfermidade.

Num encontro que tivera com Evelina, dias antes da cirurgia que os levaria à desencarnação, Ernesto declarou-lhe: "Antes da moléstia, reconhecia-me seguro da vida. Comandava os acontecimentos, nem sabia, ao menos, da existência desse ou daquele órgão no meu corpo. Entretanto, um tumor na suprarrenal não é uma pedra no sapato. Tem qualquer coisa de um fantasma anunciando contratempos e obrigando-me a pensar, raciocinar, discernir..."

Com efeito, muitas pessoas só despertam para as realidades espirituais quando enfrentam situações parecidas com a do casal. A enfermidade de tratamento difícil e cura incerta faz com que vejamos as coisas da Terra com outros olhos.

Da preocupação de Ernesto Fantini surgiu-lhe a curiosidade por assuntos relacionados com a vida espiritual e à possibilidade do intercâmbio entre nós e os Espíritos. O tema o absorvia de tal modo que Fantini não conseguia agora furtar-se à sede de estudo.

No tocante ao assunto morte, que discutiram em seguida, ele revelou não temê-la tanto, mas Evelina admitiu que não a desejava, informando que, em face da enfermidade, estava vivendo mais cuidadosa e harmonizada com os deveres religiosos.

A conversação entre eles prosseguiu franca e respeitosa por mais algum tempo, até que se despediram, voltando a encontrar-se semanas depois, não no plano terrestre, mas no mundo espiritual que nos aguarda a todos, visto que não resistiram ante a virulência da doença que os havia acometido.
Casos assim são muito mais comuns do que se pensa e seria muito bom que as pessoas, certas da transitoriedade da vida, não tivessem de esperar a proximidade da morte para cuidar das coisas do espírito, cumprindo desde cedo, a partir mesmo da juventude, a parte que lhes toca na obra da Criação, como nos é dito na questão 132 d´O Livro dos Espíritos, sem transferir para o futuro tarefas que podem muito bem ser realizadas ou iniciadas na presente existência.


           Editoria l- O Consolador



segunda-feira, 7 de outubro de 2013

O poder de um gesto

“A criatura que serve pelo prazer de ser útil
progride sempre e encontra mil recursos dentro
de si mesma, na solução de todos os problemas.”
(Emmanuel / Francisco C. Xavier, Livro “Fonte Viva”)


Seguimos pela vida animando, no íntimo, o desejo de viver em paz e no clima da serenidade.

Festejamos alegremente quando somos tratados, pelos outros, na ambiência da cortesia, do respeito e da fraternidade – gestos que nos proporcionam reconhecido bem-estar.

Nossos sonhos e ideais estão repletos de expectativas no desejo de que o mundo se transforme num oásis aprazível, onde possamos desfrutar as delícias de um local confortável.

Apenas não podemos olvidar que a vida nos devolverá tudo aquilo que a ela dermos.

Se realmente queremos colher benesses, favores e conforto, junto daqueles que conosco caminham, não temos outra alternativa senão ofertarmos as mesmas dádivas aos irmãos de jornada.

Cada gesto que desencadeamos trará consigo, de retorno, como reflexo natural, a mesma intensidade e natureza que a ele imprimirmos. Um gesto bom nos devolverá a bondade, um gesto infeliz, por certo, fará retornar a infelicidade. A escolha sempre será nossa.

Com gestos de fraternidade, por onde passarmos será possível construir a atmosfera da compreensão e da tolerância, virtudes imprescindíveis para a consolidação de um mundo de equilíbrio.

Com gestos de educação e respeito pelas opiniões e modos de vida alheios, conseguiremos evitar o preconceito que tanto ódio, mágoas e rancores têm produzido no seio da coletividade em que mourejamos.

Com gestos de bondade e solidariedade, teremos plenas condições de aliviar os padecimentos daqueles que sofrem mais do que nós, em quaisquer setores da vida humana.

Com gestos de paciência e resignação, será plenamente possível carregar as nossas provações e resgates, retirando dessas situações as experiências e lições de que carecemos, isso, obviamente, em busca da perfeição espiritual que estamos desejando.

Com gestos de esforço e perseverança, superaremos as dificuldades e barreiras que tentam impedir a nossa caminhada de prosperidade, rumo ao cumprimento dos deveres sociais que nos são atribuídos.

Com gestos de confiança e fé na proteção divina, que segue conosco, nenhum obstáculo impedirá que alcancemos a plenitude das realizações e metas que delineamos.

Com gestos de sensibilidade e amor, conseguiremos identificar as dores que ferem os corações de tantos irmãos, criando a possibilidade de laborar para, pelo menos em parte, aliviar os padecimentos que os atormentam.

Com gestos de humildade e compreensão, nos calaremos diante de uma discórdia ou manteremos silêncio ante uma acusação indevida e maldosa, tudo isso para preservar a harmonia que deve reinar junto de nós.

Há muito, Francisco de Assis já nos avisou que é “dando que se recebe”. Então, jamais poderemos alegar ignorância diante da quantidade incomensurável de informações que recebemos no quotidiano.

Incontestavelmente, cada gesto que emitimos trará o reflexo de mesma natureza e intensidade. O bem permanecerá com o bem, já o mal ficará com o mal. Cada qual decide que caminho seguir.

Reflitamos...   



por Waldenir Aparecido Cuin
Fonte: O Consolador

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Outubro Rosa: prevenção do câncer de mama

Outubro é o mês da prevenção e detecção precoce do câncer de mama – o tipo mais comum entre as mulheres. Se não for diagnosticado em sua fase inicial pode complicar. Somente no Centro Municipal de Prevenção ao Câncer Romilda Maltez (CMPC) são diagnosticados mensalmente entre 10 e 12 casos.  
            O movimento Outubro Rosa é celebrado em todo o mundo. Para chamar a atenção das mulheres para a importância de detectar o câncer de mama em sua fase inicial e sobre os riscos da doença, a Fundação Hospitalar de Feira de Santana vai promover diversas atividades, entre palestras educativas e exibição de vídeos. As ações começam no dia 18, uma sexta-feira, e seguem até o dia 31.
A abertura vai acontecer no Centro de Abastecimento, a partir das 9h.  Haverá orientações, encaminhamentos, realização de teste rápido para HIV/aids, aferição da pressão e testes de glicemia. No dia seguinte, 19, as atividades serão realizadas no Hospital da Mulher, das 8h às 12h.
            Já no período de 21 a 31, as comemorações do Outubro Rosa estarão concentradas no CMPC. Serão feitos exames preventivos e ultrassonografias transvaginal, bem como encaminhamentos para mamografias, eletrocardiograma e Raio-X, no Centro Municipal de Diagnóstico por Imagem (CMDI), e laboratoriais no Hospital da Mulher.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Mais uma primavera



 
“Fazer aniversário é olhar para trás com gratidão e para frente com fé”

 Hoje (01/10), completo mais uma Primavera. Mais um ciclo de vida. Fazer aniversário pra mim é ter a certeza de que ao menos uma vez ao ano a vida será vista de uma maneira diferente. Começo a fazer uma faxina na alma, arrancando as ervas daninhas representadas pelas magoas, e rancores. Procuro retirar os entulhos do medo, da incerteza, da insegurança, dos ressentimentos. Esquecer as amarguras do passado. Viver o presente. O hoje. O agora. E para isso é preciso se perdoar. Pedir perdão, pois somente com o terreno limpo e bem cuidado, podemos receber do Universo as flores e frutos de realizações que irão fazer das nossas vidas risonhas.
Como Rubem Alves, contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. E nessas cinco décadas e meia vividas, aprendi que a vida se compõe de dias bons e dias ruins... mas, nunca deixo de agradecer a Deus pela sorte de estar viva. Por ter me dado a oportunidade de renascer. Entre tantos bilhões, eu fui escolhida para renascer. Agradeço por meu trabalho, pela família e pela capacidade de amar.
Quando eu deixei de olhar tão ansiosamente para o que me faltava e passei a olhar para o que eu tenho, descobri que, de verdade, há muito mais a agradecer do que a pedir. E eu não agradeço a Deus por ele ter me dado um marido e filhos maravilhosos... Mas por Ele ter me dado a capacidade de perceber isso!
Deus, obrigada pela minha família que me ajuda nas horas que mais preciso. Pelos meus amigos, fiéis, que mesmo com todos os meus defeitos, me escolheram para dividir as suas vidas. Agradeço tudo o que eu tenho, pois é tudo o que preciso! Obrigada também pelos meus desafetos, pois graças a eles hoje eu sei o que eu não quero ser e por isso busco meu melhor!
Novamente citando Rubem Alves, digo: “Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa... quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja tão somente andar ao lado do que é justo”.
Foram muitos anos. 660 meses vividos. E mais um ano que não foi um ano comum. Passou deixando suas marcas, ensinamentos, mudanças, saudade, alívio e gratidão. Penso que é hora de agregar valores novos, de polir as ideias. Hora da conscientização, de avaliar, da (re)conciliação! E para isso faço esta oração:
“Senhor, concede-me a consciência dos meus muitos erros.
Não me consintas viver iludida a meu próprio respeito.
Que eu tenha suficiente lucidez para saber quem sou.
Que eu consiga, mais que outros, detectar as fragilidades que me são comuns.
Dá-me a Tua força para que eu possa superar-me, a Tua luz para não caminhar nas trevas, a Tua paz na luta que me aflige.
Que eu seja sempre sincera em meus propósitos e humilde em minhas atitudes, verdadeiro em minhas palavras e fiel aos meus compromissos.
Senhor, não me deixes entregue à invigilância e ao assédio do mal.
Sê meu abrigo e a minha inspiração!...
Assim seja.”