terça-feira, 17 de setembro de 2013

Solte as amarras



Você já pensou porque o elefante, um animal enorme, fica preso a uma corda frágil que, com poucos esforços ele arrebentaria?
Isso ocorre porque o homem usa um meio eficaz de submetê-lo, quando o elefante ainda é um bebê e desconhece a força que tem.
Preso a uma corda, o bebê elefante tenta escapar. Faz esforços, se debate, se machuca, mas não consegue arrebentar as amarras.
A cena se repete por alguns anos. As tentativas de libertar-se são inúteis. O elefante desiste.
Vencido pelas amarras, ele acredita que todos os seus esforços serão inúteis, para sempre.
Assim é que, depois de adulto, o gigante fica preso a uma fina corda que ele poderia romper com esforços insignificantes.
Fazendo um paralelo com o ser humano, poderíamos indagar: Por que um ser tão grandioso, potencialmente criado para a perfeição e a felicidade, se deixa vencer por amarras tão sutis e sem fundamento?
São cordas invisíveis que vão imobilizando um gigante e, por fim, ele se conforma e se submete, sem questionamentos.
Essas cordas podem ser facilmente percebidas. Basta um olhar mais atento.
A ideia de que o homem foi criado para o sexo e não o sexo para o homem, insuflada desde a mais tenra idade, faz com que o adolescente se deprave, se prostitua e se infelicite.
O adulto, acostumado com essa amarra invisível, se reduz a um escravo sexual, infeliz e exausto, quando poderia usar as potencialidades sexuais para a vida e para o amor, consolidando uniões maduras e baseadas no sentimento.
A sutilidade das chamadas para o vício, propositalmente exibidas em cenas de programas e comerciais, cujo maior público é de menores de idade, gera uma potente amarra para o jovem que, para ser aceito pelo grupo se embrenha em cipoais de difícil saída.
A sensualidade mostrada em larga escala como o suprassumo cria clichês de protótipos perfeitos e fisicamente bem esculpidos, infelicitando aqueles que não atendem a tais pré-requisitos.
O culto exagerado ao dinheiro, ao ter, ao status, em detrimento do ser, do desenvolvimento das potencialidades intrínsecas do ser, gera amarras que paralisam muitas criaturas.
Umas porque se tornam escravas do que não possuem e gostariam de possuir, outras subjugadas pelos bens que amealharam e querem reter a qualquer custo.
As amarras são tantas e tão sutis que geram uma paralisia generalizada, submetendo uma gama enorme de gigantes que desconhecem suas potencialidades e seu objetivo na face da Terra.
Ao invés de buscar as estrelas, herança natural dos filhos de Deus, se voltam para o ilusório, para o fútil, para os falsos valores.
Criados para a eternidade, esses gigantes se conformam com as aparências, com o transitório, com a roupa que irão vestir, com o que os outros pensam a seu respeito.
Filhos da luz, se deixam tombar nas trevas da ignorância, da desdita, do desespero.
Vale a pena meditar sobre isso e buscar identificar essas tantas cordas invisíveis que nos impedem de alçar voo.
O voo rumo à liberdade definitiva, rumo às paragens sublimes que aguardam esses gigantes em marcha para a perfeição.

*   *   *
Você é um ser especial.
Seu destino lhe pertence. Não se permita prender pelas cordas invisíveis que outras mentes desejam impor a você.
Você tem um sol interior e sua força é muito maior do que possa imaginar.
Rompa com todas as amarras e busque as alturas... Você é filho da luz e herdeiro das estrelas.

Redação do Momento Espírita.


sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Tocando em Frente, por Almir Sater

Porque hoje é sexta...

Onde está escrita a lei de Deus segundo Papa Francisco

Vejam que interessante esta reportagem no Yahoo sobre o Papa Francisco. Vocês não concordam que vem de encontro com a afirmação:

“Onde está escrita a lei de Deus? – Na consciência.”
(Questão 621 de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec.)


Papa diz aos não crentes que Deus perdoa quem obedece sua consciência 


O jornal italiano "La Repubblica" publicou nesta quarta-feira (11) uma longa carta do papa Francisco na qual o pontífice se dirige aos não crentes e lhes garante que "Deus perdoa a quem obedece a sua própria consciência".

A carta de quatro páginas é uma resposta ao fundador do jornal, Eugenio Scalfari, que em vários artigos questionava o papa em nome dos que como ele "não acreditam e não buscam Deus".

"É preciso levar em conta que a misericórdia de Deus não tem limites se alguém se dirige a ele com o coração sincero e arrependido. A questão para quem não acredita em Deus é obedecer a sua própria consciência", respondeu assim Francisco à pergunta de Scalfari sobre se o deus dos cristãos perdoa a quem não acredita.

"Escutar e obedecer (à consciência) significa decidir perante o que se percebe como o bem ou como o mal".

Sobre o tema da fé e o laicismo proposto por Scalfari, o papa Francisco garantiu que "chegou a hora de um diálogo aberto e sem preconceitos que abra novamente as portas para um encontro sério e fértil".

O papa argentino respondeu outros temas apresentados por Scalfari como se "é pecado ou um erro" crer que não existe "um absoluto". Sobre isso afirmou que também não se pode falar de "verdade absoluta" para quem acredita, pois "a verdade, segundo a fé cristã, é o amor de Deus por nós em Jesus Cristo e, portanto, a verdade é uma relação".

"Cada um recebe a verdade e a expressa a partir de si mesmo, de sua história, de sua cultura e da situação onde vive", acrescentou.

A respeito do questionamento de que "com o desaparecimento do homem da terra", desaparecerá também o "pensamento em Deus", Francisco respondeu que "a grandeza do homem é poder pensar em Deus", mas que "Deus não depende de nosso pensamento". Quando terminar a vida do homem na terra, "o homem não terminará de existir e, de uma forma que não sabemos, também não deixará de existir o universo criado com ele".

O papa explicou que "sem a Igreja" nunca teria encontrado Jesus e acrescentou que "o imenso dom da fé está conservado em recipientes de argila da nossa humanidade".
Francisco terminou sua carta afirmando que "a Igreja, apesar de toda a lentidão, infidelidades, erros e pecados que pode ter cometido e que ainda pode cometer através daqueles que a compõem, não tem outro significado senão o de viver e dar testemunho de Jesus". EFE

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/

QUANTA LUZ (Elizabete Lacerda )

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Prece de Cáritas


Ser feliz para sempre é...

  ... SER FELIZ UM DIA DE CADA VEZ

Foram felizes para sempre. O dia seguinte ao final feliz sempre me fascinou.
Felizes para sempre é até quando? O que aconteceria com o final feliz, se a história continuasse além da lua de mel? Um ano depois, por exemplo?

Será que princesa ronca? Acorda com a cara amassada? Tem mau hálito de manhã? Vomita pelo palácio na gravidez? Teria ciúmes das amigas do príncipe do facebook?

Quanto a nós, simples mortais, acho que vivemos também, de certa maneira, num conto de fadas.
Há dias em que as coisas acontecem como que por encanto. Uma fada madrinha atenta adivinha seus desejos mais secretos. A vida é leve. Você flutua satisfeito.

Há dias em que a bruxa está solta. E as fadas somem num sacudir de varinha .
Querem seu coração na bandeja. Só te oferecem maçã envenenada. Tudo desanda . A vontade é de dormir cem anos. E só acordar quando tudo estiver resolvido.

Há dias em que temos um príncipe . Do tipo lindo, perfumado, nos trazendo flores e todo seu amor. E há dias, complicados, em que o príncipe vira um sapo. Um sapo bem difícil de engolir. Dias em que você precisava de um desbravador com espada em punho para ir na frente, decidir, escolher, facilitar. Mas o máximo que consegue é um anão. Esperando você para cozinhar.

Há dias de espelho camarada. Você olha e ele te reflete linda. Sim , de todas a mais bela. Até deu uma emagrecida. Você fica eufórica. Ganha o dia. Já sai feliz.
Há dias em que aquele espelho safado mostra que você virou uma abóbora. A frio. Sem dó nem piedade . Você cogita se vingar. Mas, desiste. Pior que ser abóbora, é ser uma abóbora com 7 anos de azar. Cruzes!
Há dias de realeza. Luxo , festa, perfume francês. Você desfila glamurosa. Os olhares se voltam para você. Outros, dias de faxina, o borralho em pessoa. Rabo de cavalo , vassoura e esfregão. Fedendo a fritura, suor e poeira .

Dias de carruagem, música escolhida no pen drive, ar e direção hidráulica. Outros dias de sardinha. Enlatada no vagão do metrô. Sacode em pé, funk ao fundo. Se equilibrando , sem nem ter onde cair.
A vida é um lindo conto de fadas? Eu acredito nisso. Uma história de fadas, bruxas, bons e maus. Principalmente, de bravos lutadores.

O pessoal rala muito nos contos de fadas . Enfrenta bruxas, feras, adversidades. Sofre.
Aproveita o que tem enquanto luta. Não para por ter que lutar com dragões. Enfrenta-se. Assim, as páginas vão virando. E a história se desenrola. Essa é a mágica. Nem precisa de fada. É preciso saber virar as páginas para dar andamento aos fatos da vida.

O que os personagens dos contos têm que nos encantam tanto e os torna eternos?
A capacidade de acreditar que serão felizes. E a determinação de que é preciso lutar por isso. Enquanto não são felizes para sempre, são felizes um dia de cada vez. Felizes para sempre é uma conquista diária.

  Mônica El Bayeh.
Publica em http://www.forumespirita.net 

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Interpretação dos textos sagrados

"Sabendo primeiramente isto: que nenhuma
profecia da Escritura é de particular interpretação."
(II Pedro, 1:20.)




Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida. Sua luz imperecível brilha sobre os milênios terrestres, como Verbo do princípio, penetrando o mundo, há quase vinte séculos.

Lutas sanguinárias, guerras de extermínio, calamidades sociais não lhe modificaram um til nas palavras que se atualizam, cada vez mais, com a evolução multiforme da Terra. Tempestades de sangue e lágrimas nada mais fizeram que avivar-lhes a grandeza. Entretanto, sempre tardios no aproveitamento das oportunidades preciosas, muitas vezes, no curso das existências renovadas, temos desprezado o Caminho, indiferentes ante os patrimônios da Verdade e da Vida.

O Senhor, contudo, nunca nos deixou desamparados.

Cada dia, reforma os títulos de tolerância para com as nossas dívidas; todavia, é de nosso próprio interesse levantar o padrão da vontade, estabelecer disciplinas para uso pessoal, reeducar a nós mesmos, ao contato do Mestre Divino. Ele é o Amigo Generoso, mas tantas vezes lhe olvidamos o conselho que somos suscetíveis de atingir obscuras zonas de adiamento indefinível de nossa iluminação interior para a vida eterna.

No propósito de valorizar o ensejo de serviço, organizamos este humilde trabalho interpretativo¹, sem qualquer pretensão a exegese.

Concatenamos apenas modesto conjunto de páginas soltas destinadas a meditações comuns.

Muitos amigos estranhar-nos-ão talvez a atitude, isolando versículos e conferindo-lhes cor independente do capítulo evangélico a que pertencem. Em certas passagens, extraímos daí somente frases pequeninas, proporcionando-lhes fisionomia especial e, em determinadas circunstâncias, as nossas considerações desvaliosas parecem contrariar as disposições do capítulo em que se inspiram.

Assim procedemos, porém ponderando que, num colar de pérolas, cada qual tem valor específico e que, no imenso conjunto de ensinamentos da Boa Nova, cada conceito do Cristo ou de seus colaboradores diretos adapta-se à determinada situação do Espírito, nas estradas da vida. A lição do Mestre, além disso, não constitui tão-somente um impositivo para os misteres da adoração. O Evangelho não se reduz a breviário para o genuflexório. É roteiro imprescindível para a legislação e administração, para o serviço e para a obediência. O Cristo não estabelece linhas divisórias entre o templo e a oficina. Toda a Terra é seu altar de oração e seu campo de trabalho, ao mesmo tempo. Por louvá-lo nas igrejas e menoscabá-lo nas ruas é que temos naufragado mil vezes, por nossa própria culpa. Todos os lugares, portanto, podem ser consagrados ao serviço divino.

Muitos discípulos, nas várias escolas cristãs, entregaram-se a perquirições teológicas, transformando os ensinos do Senhor em relíquia morta dos altares de pedra; no entanto, espera o Cristo venhamos todos a converter-lhe o evangelho de Amor e Sabedoria em companheiro da prece, em livro escolar no aprendizado de cada dia, em fonte inspiradora de nossas mais humildes ações no trabalho comum e em código de boas maneiras no intercâmbio fraternal.

Embora esclareça nossos singelos objetivos, noto, antecipadamente, ampla perplexidade nesse ou naquele grupo de crentes.

Que fazer? Temos imensas distâncias a vencer no Caminho, para adquirir a Verdade e a Vida na significação integral.

Compreendemos o respeito devido ao Cristo, mas, pela própria exemplificação do Mestre, sabemos que o labor do aprendiz fiel constitui-se de adoração e trabalho, de oração e esforço próprio.

Quanto ao mais, consola-nos reconhecer que os Textos Sagrados são dádivas do Pai a todos os seus filhos e, por isso mesmo, aqui nos reportamos às palavras sábias de Simão Pedro: "Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação".



Emmanuel / Chico Xavier
Pedro Leopoldo, 2 de setembro de 1948.
Obra: Caminho, Verdade e Vida

Todo Azul do Mar

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Dia do Sexo?

Já disse em outras oportunidades que não me atenho a essa coisa de um dia para comemorar o que quer seja. Dia dos Pais, das Mães, Namorados, Crianças, etc.... Agora inventaram Dia do Sexo. Para não dizer que não falei das flores, vai aqui dois textos interessantes sobre o assunto.



Hoje é o Dia do Sexo

Desde há cinco anos, uma promoção publicitária sobre preservativo genital aproveitou a data de hoje (06/09, facilmente associada ao famigerado “69”) para criar o Dia do Sexo.
A segunda década do III milênio ratifica as transformações da Revolução Sexual iniciada há meio século que segue em evolução dinâmica.
Idas e vindas, novidades e reciclagens interagem nessa movimentação, alternando condutas e ideias novas, modismos e reações conservadoras.
O Brasil e muitos países latinos têm maioria católica, cujos valores morais exercem grande influência no comportamento das pessoas e na sociedade em geral.
María M. Collignon, socióloga e pesquisadora mexicana, investigou os sentimentos de culpa antes e depois do sexo entre os seus compatriotas. Ela mostrou que os critérios e conceitos arraigados pela moral religiosa, mesmo em tempos de liberação sexual, estão longe de permitir que o sexo seja um exercício de prazer pleno, como seria esperável. Há uma série de crenças relacionadas com o pudor, o temor e, em muitos casos, uma moral reforçada nas sociedades cristãs. No estudo mexicano, homens e mulheres jovens não duvidam em assegurar que tudo mudou, que agora há mais liberdade, mas, depois de suas práticas sexuais, admitem certo conflito de pudor. “Às vezes me sinto suja”, dizem algumas mulheres.
A autora conferiu que o modelo de sexualidade legitimado pelo mexicano médio é o da regra católica: heterossexualidade, casamento monogâmico e convencional, objetivando a reprodução.
As outras possibilidades: homossexualidade, bissexualidade, uniões livres e sexo casual seguem sendo "castigadas", devido à influência do moralismo religioso de origem judaico-cristã, desde o “tempo dos conquistadores".
Por fim, destacou a confusão entre culpa e responsabilidade em que muitos pares se envolvem, além da falta de estudos sobre o prazer: "No século XX e no que já foi deste, centramos a discussão no corpo, do prazer falamos muito pouco".
O contexto é semelhante em todas as regiões de predomínio católico. Corpos desnudos e disponíveis não fazem parceria erótica deleitosa. É indispensável a participação da alma, seja para explorar a liberdade de um encontro casual, sem culpa e com muita responsabilidade, ou para se vincular em uma relação duradoura, o que também demanda escolhas e posturas bem responsáveis.
A exposição facilitada da carne e dos atos íntimos veio a reforçar o caráter imoral da sexualidade. O pecado ficou mais comum, menos escondido, o crime está mais leve, exercita-se à vista de todos, mas o sexo continua imoral.
A faxina sexual completa, a limpeza que vai esgotar esse caráter corrompido, depende da nossa evolução ética e amorosa. O prazer erótico não carece de explicitação. Sexo explícito pode ser eventualmente excitante, agradável, mas à medida que for se libertando da conotação imoral, talvez ficasse cada vez menos atraente.
O erotismo com sutileza sensual convoca toda a potencialidade sexual dos pares. Eles criam, sofisticam, contemplam alma e corpo e enlevam-se ao prazer exponencial.
Agora, neste ponto da nossa evolução, na oportunidade de se dedicar uma data ao sexo, teríamos o melhor momento para excluí-lo das memórias dos pecados.
Precisamos liberar verdadeiramente o sexo, mas isso não significa mais prática casual, promiscuidade, orgias ou excessos carnais.
Um casal que se disponha a aproveitar toda a potencialidade erótica que possui dificilmente imaginaria, por exemplo, a possibilidade de participar de grupos sexuais. Cada par empenhado em explorar o corpo em detalhes anatômicos, experimentando um prazer enorme e extensível, aproveitando todas as sensações que os órgãos dos sentidos proporcionam, não teria tempo nem espaço de incluir mais uma pessoa na folia.
Não se concentrar exclusivamente nas conhecidas zonas erógenas e evitar o sexo que se limita apenas ao intercurso genital expande o potencial erótico e afetivo dos pares. Seria pouco interessante compartilhar essas sensações e enlevos com terceiros.
Não se trata de crítica ou censura ao sexo grupal, mas incluir outros corpos na intimidade de um casal aumenta a oferta de superfícies em exposição, sugerindo oportunidades exibicionistas e voyeuristas, despersonalização dos participantes, competição homorrival, banalização e vulgarização do sexo. Se, mesmo com tudo isso, fosse possível manter um bom nível de prazer, valeria arriscar.
Joaquim Motta – Correio Popular

Dia do Sexo



Comemorado no dia seis de setembro (6/9), por corresponder à famosa posição sexual 69, o Dia do Sexo foi criado em 2009, por uma campanha de marketing de uma marca de preservativos. A data ainda não está no calendário oficial, mas é lembrada e comemorada por muitos brasileiros. 
Conforme uma mensagem da psicóloga e terapeuta sexual, Regina Navarro Lins, “o Dia do sexo é uma data fundamental para que os casais reflitam sobre crenças e valores aprendidos. Se libertem do moralismo e preconceito, só assim será possível viver com mais satisfação”.
Em entrevista ao radialista Beto Silva, da rádio Hulha Negra, a sexóloga Sibele Cristina afirmou: “Sozinhos ou acompanhados, ter prazer é um direito de todos”. Para aproveitar esta sexta-feira de um jeito diferente, investir na criatividade, segundo ela, é uma maneira de apimentar a relação.
“Cuidar da aparência, assistir um filme inspirado, sempre surpreender”, diz. Sibele enfatiza que tanto os homens como as mulheres devem investir. “Os dois, principalmente os homens, devem tentar surpreender, as mulheres adoram. Conversem sobre uma fantasia, faça uma performance”.
Outra dica, para casais que têm filhos, é a “noite do pijama”. “Que tal organizar uma noite do pijama na casa de um dos amiguinhos dos filhos? Conversem com a amiga, levem os filhos para a casa dos pais, tentem se esforçar para ficar sozinhos”.
O quarto também não é o único lugar para a relação. “Saiam do quarto, vão para a cozinha, para a sala, banheiro. Tudo que é diferente muda na relação também”, diz.
“Dia do sexo não é todo dia”
Isso porque ela explica que nem todos os casais têm disposição ou clima para a prática sexual diária. “É inviável, claro que no início da relação a maioria dos casais fazem mais sexo. Mas, se torna uma obrigatoriedade, monótono e não é bom. Sexo é bom com qualidade e não com quantidade”, enfatiza.
Além da escolha do dia, Sibele afirma que os casais devem perder o tabu de que a relação deve acontecer somente à noite. “Sexo não tem que ter dia, muito menos hora. As pessoas têm que saber que é bom em qualquer horário: manhã e tarde, não só à noite”.
Sexo x diálogo
Para que um relacionamento seja completo, conforme ela, é necessário ter pelo menos 50% de diálogo e 50% de sexo. “Até porque o sexo um dia vai acabar. Ou por motivos de doença ou idade. Em certo período paramos de produzir hormônios e temos que tentar estabelecer a relação por meio do diálogo”.
Homens estão deixando a conquista de lado
Conforme Sibele, um dos maiores fatos que vem percebendo com seus clientes são que as mulheres são mais românticas e criativas no ato sexual, e os homens acomodados estão deixando a conquista diária de lado.
“O homem tem que saber que a conquista é diária, e não só uma vez. Assim como as mulheres também devem cuidar de suas aparências, ser criativos, conversarem à respeito”.
“Sexo é melhor com amor”
Sexo sem amor, para Sibele, é simplesmente o próprio coito, um ato frio. O sentimento e o “tesão” são duas coisas essenciais na relação. “Dormir de conchinha também é amor”, aponta.
Para finalizar, a sexóloga ainda lembrou: “Faça muito sexo, muito amor, mas nunca esqueçam: sexo seguro é muito melhor, usem camisinha”. 


Textos: Mariana Noronha / reportagem@atribunanet.com