quarta-feira, 1 de junho de 2011

Como tornar possível o perdão?


Saber-se traída na confiança que deposita em alguém, é algo muito difícil de aceitar. Mas, é preciso superar essa vivência e tirar dela aprendizados. Praticar o perdão é algo tão difícil quanto necessário. Necessário porque através dele nos libertamos das algemas invisíveis do ódio, da culpa destrutiva, da mágoa e de todo sentimento que neurotiza a alma. Difícil pela nossa condição de espíritos em evolução moral, ainda prisioneiros de sentimentos inferiores como o orgulho e o egoísmo.
A lei de ação e reação, ensinada pelo Espiritismo, nos ajuda a compreender que colheremos aquilo que plantarmos. Assim, por mais doloridas e amargas que sejam as decepções pelas quais passamos, são sempre fruto das escolhas equivocadas que fizemos no passado, retornando como oportunidade de reparação.
Refletindo com sinceridade, vemos que também cometemos erros, de maior ou menor gravidade, mas erramos. Faz parte do processo de amadurecimento espiritual. Então quando o perdão vem, é como bálsamo numa ferida, acalmando e dando ânimo para recomeçar.
Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode recomeçar e construir um novo fim. A vida é repleta de oportunidades para construção de novos fins.
Erros e acertos fazem parte do processo. Assim, somos professores e alunos uns dos outros. Ora erramos e aprendemos, ora aprendemos e ensinamos. Mas algumas escolhas que fazemos nos levam por rumos inesperados e de início causam alvoroço íntimo. Estas são dificuldades a que estamos sujeitos por termos o poder de escolha sobre os caminhos que queremos seguir. É o que Allan Kardec definiu como livre arbítrio.
Porém, se as experiências difíceis parecem enfraquecer a coragem, por outro lado são através delas que exercitamos a imensa força interior e capacidade de superação que todos temos. Jesus, ao dizer que se tivéssemos a fé do tamanho de um grão de mostarda nada nos seria impossível, afirmava todo o poder que tem a fé. Fé em Deus e fé em nossas próprias forças.
É justamente por essa fé, que temos condições de exercer o auto-perdão às nossas faltas. Arrependimento e remorso são coisas diferentes, apesar da gente geralmente vincular um ao outro.
O arrependimento é primordial para a reparação, mas o remorso destrói todo desejo de melhora; um induz à correção, o outro à punição; o primeiro trás alívio à alma errante, o segundo é punitivo, desespera, deprime e revolta, nada se vê além da própria dor.
Neste contexto, por mais paradoxal que possa parecer, necessitamos aprender a amar a nós mesmos, para nos permitirmos o arrependimento sincero e construtivo. Amar-se não deve ser confundido com o egoísmo.
O auto-amor é de uma importância tão grande que Jesus o classificou como o segundo maior dos mandamentos, vinculado ao amor ao próximo e somente abaixo do mandamento maior, que é o amor a Deus. Amar-se e perdoar-se é tão necessário quanto seguir em frente, transformando o erro com os melhores esforços no bem.
Os amores que vivemos na Terra, estão bem distante ainda do amor universal que teremos um dia uns pelos outros. Mas o que já possuímos é uma sementinha que deve ser cultivada com carinho, compreensão e respeito.
Dessas afinidades entre almas que se querem bem, que se fortalecem na companhia umas das outras tornando mais fácil a jornada, nasceu a teoria das almas gêmeas.
(Adaptado de textos do Blog Espírita Celeiro de Luz)

"Coragem não é revidar, nem cair na exibição de poder.
A coragem verdadeira ergue-se da compreensão e da bênção, quando o desequilíbrio tenta assaltar-te.
Em qualquer circunstância, escora-te no esforço de resguardar o bem.
Quando estiveres a ponto de pronunciar qualquer frase irrefletida ou de empreender a mínima ação contra os outros, ora e silencia, porque o Céu te ouve e Deus te sustentará." (Pelo Espírito MEIMEI. Psicografia de Chico Xavier)

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Pode sim haver boa convivência entre os diferentes

Uma sexóloga entrevistada no programa Bom Dia Feira, declarou que em pouco tempo relacionamentos homossexuais, bissexuais e poligamia serão encarados com naturalidade. Eu, e mais um monte de gente, compartilhamos desta opinião. Mas, temos ressalvas sobre como este processo está sendo conduzido, principalmente pela televisão. Esta semana, também no mesmo programa, questionado sobre o assunto o deputado José Neto declarou: “Essas questões devem ser tratadas sem se fugir ao tom da normalidade e naturalidade. O que se tem visto, principalmente na TV, são apresentadores forçando situações, sem respeitar as questões culturais e morais da população, o que eu considero uma ofensa, um desrespeito”.
Certíssimo o deputado José Neto. A homossexualidade é uma coisa natural. A própria Organização Mundial de Saúde preconiza que cerca de 5% dos seres humanos são homossexuais. No reino animal a homossexualidade se manifesta de diversas formas. Entre algumas espécies, quando há um número excessivo de indivíduos de um determinado sexo, alguns mudam de sexo, a fim de perpetuar a espécie. Quando não são capazes disso, a homossexualidade se manifesta de forma mais intensa, o que contém a reprodução.
O fato de que temos hoje tão grande número de indivíduos homossexuais, masculinos e femininos, talvez se deva ao fato de que a população humana esteja excedendo os índices suportáveis de sobrevivência no planeta. A Mãe Natureza é sábia nestes assuntos. Só quando o homem interfere é que acontecem os desastres naturais.
A poligamia também existe desde os primórdios da humanidade, como atestam alguns respeitados antropólogos. Aliás, é natural no reino animal, um macho ter várias fêmeas, ou uma mesma fêmea acoitar com vários machos. Em algumas regiões do planeta os relacionamentos múltiplos são aceitos e há até regras para tal. Por exemplo, para manter relacionamento com mais de uma mulher, o homem deve provar que tem meios para sustentá-las e, se houver maltratos ele pode ser punido por isso. Questões culturais e religiosas, em alguns países, proíbem a poligamia, embora ela exista de forma disfarçada.
O caldo só entorna quando há desrespeito ao próximo. Os homossexuais, talvez por sentirem-se sós e reprimidos em suas comunidades, em geral são agressivos para com os heterossexuais, querendo forçar a todo custo a sua aceitação no meio social. Isso é forçar a barra. Muitas barreiras já foram derrubadas e a sociedade até já aceita a ocorrência da homossexualidade como uma coisa natural. E, realmente, a tendência é que isso se torne comum. Mas é necessário que respeitem os costumes e opiniões dos outros. Não se pode forçar a aceitação. Ela tem que vir naturalmente.
Podemos conviver em paz com os diferentes e as diferenças, contudo, sem querer forçar para que todos sejam iguais.

Por Cristóvam Aguiar

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Renovando atitudes


Na passagem de um ano para o outro costumamos fazer avaliações sobre nós mesmos, nosso comportamento no ano que termina e, a partir daí, tomar decisões para o ano que se inicia. Chegou às minhas mãos o livro “Renovando Atitudes”. Trata-se de um livro baseado no “Evangelho Segundo o Espiritismo”, ditado pelo espírito de Hammed e psicografado pelo médium Francisco do Espírito Santo Neto. Discussões religiosas à parte, eu recomendo o livro para quem quer fazer uma reflexão séria sobre si mesmo e renovar suas atitudes em direção a uma vivencia melhor enquanto permanecemos neste “Vale de Lágrimas”.
Diz o autor: “... não temos a pretensão de impor regras ou determinar caminhos, nem mesmo regulamentar quais as melhores atitudes a serem tomadas. Por termos consciência da imensa diversidade dos níveis de amadurecimento dos seres humanos... fazendo tudo que lhe é possível fazer no momento, ou seja, conduzindo-se no agora com o melhor de si mesmo... Passaríamos por incoerentes se censurássemos um botão de rosa ainda fechado, por não estar já totalmente desenvolvido ou aberto, ou recriminássemos uma roseira por não ter dado a mesma quantidade de botões do que a outra plantada ao seu lado”.
Todos nós temos o mau hábito de julgar nossos semelhantes tomando por base nosso próprio comportamento, sem considerarmos que cada ser humano é único, vivendo em realidades únicas, carregando consigo suas experiências e vivências de acordo com a sua existência. E o que é pior. Esquecemos sempre de que Jesus nos alertou para que não julgássemos os outros, pois que seríamos julgados da mesma forma que julgamos.
O tempo urge e é preciso tirar, primeiro, a trave do nosso olho, antes de tentarmos tirar a trave do olho do nosso irmão. Precisamos antes cuidar do nosso corpo, da nossa fé e do nosso espírito, para estarmos firmes e fortes para poder socorrer a quem nos pedir ajuda. Nestes tempos corridos e agitados não temos tido oportunidades de refletir sobre nós mesmos e avaliarmos nossas atitudes perante os nossos semelhantes.
Nem que seja por alguns minutos, escolhamos um tempo para nós mesmos. Retiremo-nos em silêncio para qualquer lugar tranquilo, longe da agitação mundana, e, invocando o Espírito Santo, reflitamos sobre nós mesmos. Creio que assim conseguiremos fazer de 2011 um ano melhor de verdade.
Apanhe o livro da sua fé, veja os ensinamentos nele contidos e faça sua reflexão. Mas uma coisa é extremamente necessária: Qualquer decisão que tomar deverá vir acompanhada de fé e determinação. Não seja você mais um a resmungar preces sem saber o que está dizendo.
Feliz Ano Novo!

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Ó paz a John o só o sonho jaz a pó

O ex-Beatle Paul Mc Cartney esteve no Brasil no mês passado. Em São Paulo levou 60 mil pessoas ao estádio do Morumbi em cada uma das duas apresentações que fez, numa prova inequívoca da magia que o grupo ainda exerce sob os fãs, mesmo passados mais de 40 anos da sua dissolução.
Neste dia 08 de dezembro completa-se 30 anos que o também ex-Beatle, John Lennon foi assassinado por um fã. Chamou a atenção a foto divulgada de uma jovem fã em Liverpool (cidade inglesa onde surgiu o grupo) beijando uma estátua do ídolo. Provavelmente ela sequer viu alguma apresentação dos Beatles ao vivo.
Os tempos são outros e vivemos uma época, principalmente no Brasil, em que a criatividade musical bateu no fundo do poço. Há que se garimpar muito para colher aqui ou acolá alguma coisa de razoável qualidade. Também os astros são diferentes. Em sua maioria são desprovidos de caráter e propósitos.
Longe de mim saudosismos ou aulas de moralismo. Também os ídolos do meu tempo usavam drogas e se envolviam em escândalos. A diferença é que eles eram criativos, competentes e carregavam consigo alguma esperança de uma sociedade melhor.
“Nós, os Beatles, já passamos da fase das drogas. Tentamos dizer aos jovens: Calma. Ainda há esperança”. Disse John certa vez, alertando para o fato de que as autoridades estavam preocupadas sobre com o que os jovens estavam se drogando, mas não com o por que disso estar acontecendo.
Se vivo estivesse creio que Lennon não gostaria de ver no que desaguou todo aquele movimento dos anos 60, quando os jovens se libertaram dos antigos preconceitos e pregaram a paz e a liberdade, onde ele, Lennon, foi um dos maiores ícones.
Não! Lennon não ficaria feliz, como eu também não estou. Ele está morto, em paz, e eu estou aqui, vivo, para testemunhar que o dinheiro e a política estragam tudo, inclusive propostas de paz e liberdade.
O sonho, realmente, acabou.

P.S. O título é um excelente palíndromo (frase que se pode ler de trás para a frente). Desconheço o autor.

Cristóvam Aguiar

sábado, 4 de dezembro de 2010

A (In)segurança na Bahia

As carceragens dos complexos e delegacias de polícia em todo o estado estão superlotadas, onde presos vivem em condições subumanas e fugas ocorrem com freqüência. Os presídios também estão com superlotação e as estatísticas dão conta de que o número de crimes cresce a cada dia. Não é de hoje que se bate nesta mesma tecla sobre a questão da segurança pública na Bahia.
Segundo dados oficiais, o número de homicídios na Bahia vem aumentando fortemente desde o início de 2007. Os índices de criminalidade beiram ao insuportável. Em Salvador foram 11 homicídios em cerca de 24 horas, segundo noticias veiculadas na imprensa.
Em Feira de Santana, município com cerca de 600 mil habitantes, a situação não é diferente. No mês de novembro a média de um assassinato por dia. O Complexo Policial Investigador Bandeira está com três vezes mais presos do que sua capacidade. A Justiça autorizou soltar 10 criminosos e 20 foram transferidos para a Capital do Estado para amenizar a situação. Mas, o quadro não mudou muito.
A população está assustada. As pessoas de bem estão a cada dia tendo que ficar presas em suas casas, porque os bandidos estão nas ruas. Alguma atitude drástica precisa ser tomada urgentemente. E pensar que o governador Jaques Wagner foi reeleito pelo povo exatamente porque pregava que os governos do Estado e Federal do mesmo partido tudo seria diferente. Os recursos viriam e a Bahia seria outra. Quatro anos de mandato e a Bahia é realmente outra. Mudou, sim, mas, infelizmente, para pior. Pesquisas feitas nos últimos anos apontam a falta de segurança como principal preocupação dos brasileiros, acima até mesmo do desemprego.
Há cerca de um ano o pesquisador do Centro de Estudos de Criminalidade da Universidade Federal de Minas Gerais (Crisp/UFMG), Robson Sávio Reis Souza afirmava que “não se pode culpar uma única questão, é um problema muito complexo. Mas se não há um investimento em política pública que melhore a qualidade da ação policial e se não criam mecanismos para diminuir as desigualdades sociais nos grandes centros urbanos, o problema tende a crescer”.
Pois então, precisamos buscar as causas disso e combatê-las. Noto que, em geral, todos têm preocupação grande com os efeitos da violência, pois todos nós temos medo de assalto, sequestro e tudo mais. Mas pouco ou nada se faz para combater a causa disso.
O que fazer então? A quem recorrer? Fica o questionamento.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Calem a boca Nordestinos!

Recebemos este texto por email e,como concordamos com tudo o que está escrito, estamos publicando na íntegra. Leiam, o texto é um pouco longo, ams, vale a pena, sei que também concordarão. Vale ressaltar que o autor nasceu no Rio de Janeiro.

A eleição de Dilma Rousseff trouxe à tona, entre muitas outras coisas, o que há de pior no Brasil em relação aos preconceitos. Sejam eles religiosos, partidários, regionais, foram lançados à luz de maneira violenta, sádica e contraditória.

Já escrevi sobre os preconceitos religiosos em outros textos e a cada dia me envergonho mais do povo que se diz evangélico (do qual faço parte) e dos pilantras profissionais de púlpito, como Silas Malafaia, Renê Terra Nova e outros, que se venderam de forma absurda aos seus candidatos. E que fique bem claro: não os cito por terem apoiado o Serra… outros pastores se venderam vergonhosamente para apoiarem a candidata petista. A luta pelo poder ainda é a maior no meio do baixo-evangelicismo brasileiro.

Mas o que me motivou a escrever este texto foi a celeuma causada na internet, que extrapolou a rede mundial de computadores, pelas declarações da paulista, estudante de Direito, Mayara Petruso, alavancada por uma declaração no twitter: “Nordestino não é gente. Faça um favor a SP, mate um nordestino afogado!”.
Infelizmente, Mayara não foi a única. Vários outros “brasileiros” também passaram a agredir os nordestinos, revoltados com o resultado final das eleições, que elegeu a primeira mulher presidentE ou presidentA (sim, fui corrigido por muitos e convencido pelos “amigos” Houaiss e Aurélio) do nosso país.

E fiquei a pensar nas verdades ditas por estes jovens, tão emocionados em suas declarações contra os nordestinos. Eles têm razão!

Os nordestinos devem ficar quietos! Cale a boca, povo do Nordeste!

Que coisas boas vocês têm pra oferecer ao resto do país?

Ou vocês pensam que são os bons só porque deram à literatura brasileira nomes como o do alagoano Graciliano Ramos, dos paraibanos José Lins do Rego e Ariano Suassuna, dos pernambucanos João Cabral de Melo Neto e Manuel Bandeira, ou então dos cearenses José de Alencar e a maravilhosa Rachel de Queiroz?
Só porque o Maranhão nos deu Gonçalves Dias, Aluisio Azevedo, Arthur Azevedo, Ferreira Gullar, José Louzeiro e Josué Montello, e o Ceará nos presenteou com José de Alencar e Patativa do Assaré e a Bahia em seus encantos nos deu como herança Jorge Amado, vocês pensam que podem tudo?

Isso sem falar no humor brasileiro, de quem sugamos de vocês os talentos do genial Chico Anysio, do eterno trapalhão Renato Aragão, de Tom Cavalcante e até mesmo do palhaço Tiririca, que foi eleito o deputado federal mais votado pelos… pasmem… PAULISTAS!!!

E já que está na moda o cinema brasileiro, ainda poderia falar de atores como os cearenses José Wilker, Luiza Tomé, Milton Moraes e Emiliano Queiróz, o inesquecível Dirceu Borboleta, ou ainda do paraibano José Dumont ou de Marco Nanini, pernambucano.

Ah! E ainda os baianos Lázaro Ramos e Wagner Moura, que será eternizado pelo “carioca” Capitão Nascimento, de Tropa de Elite, 1 e 2.

Música? Não, vocês nordestinos não poderiam ter coisa boa a nos oferecer, povo analfabeto e sem cultura…
Ou pensam que teremos que aceitar vocês por causa da aterradora simplicidade e majestade de Luiz Gonzaga, o rei do baião? Ou das lindas canções de Nando Cordel e dos seus conterrâneos pernambucanos Alceu Valença, Dominguinhos, Geraldo Azevedo e Lenine? Isso sem falar nos paraibanos Zé e Elba Ramalho e do cearense Fagner…

E Não poderia deixar de lembrar também da genial família Caymmi e suas melofias doces e baianas a embalar dias e noites repletas de poesia…


Ah! Nordestinos…

Além de tudo isso, vocês ainda resistiram à escravatura? E foi daí que nasceu o mais famoso quilombo, símbolo da resistência dos negros á força opressora do branco que sabe o que é melhor para o nosso país? Por que vocês foram nos dar Zumbi dos Palmares? Só para marcar mais um ponto na sofrida e linda história do seu povo?

Um conselho, pobres nordestinos. Vocês deveriam aprender conosco, povo civilizado do sul e sudeste do Brasil. Nós, sim, temos coisas boas a lhes ensinar.

Por que não aprendem conosco os batidões do funk carioca? Deveriam aprender e ver as suas meninas dançarem até o chão, sendo carinhosamente chamadas de “cachorras”. Além disso, deveriam aprender também muito da poesia estética e musical de Tati Quebra-Barraco, Latino e Kelly Key. Sim, porque melhor que a asa branca bater asas e voar, é ter festa no apê e rolar bundalelê!

Por que não aprendem do pagode gostoso de Netinho de Paula? E ainda poderiam levar suas meninas para “um dia de princesa” (se não apanharem no caminho)! Ou então o rock melódico e poético de Supla! Vocês adorariam!!!

Mas se não quiserem, podemos pedir ao pessoal aqui do lado, do Mato Grosso do Sul, que lhes exporte o sertanejo universitário… coisa da melhor qualidade!

Ah! E sem falar numa coisa que vocês tem que aprender conosco, povo civilizado, branco e intelectualizado: explorar bem o trabalho infantil! Vocês não sabem, mas na verdade não está em jogo se é ou não trabalho infantil (isso pouco vale pra justiça), o que importa mesmo é o QUANTO esse trabalho infantil vai render. Ou vocês não perceberam ainda que suas crianças não podem trabalhar nas plantações, nas roças, etc. porque isso as afasta da escola e é um trabalho horroroso e sujo, mas na verdade, é porque ganha pouco. Bom mesmo é a menina deixar de estudar pra ser modelo e sustentar os pais, ou ser atriz mirim ou cantora e ter a sua vida totalmente modificada, mesmo que não tenha estrutura psicológica pra isso… mas o que importa mesmo é que vão encher o bolso e nunca precisarão de Bolsa-família, daí, é fácil criticar quem precisa!


Minha mensagem então é essa: – Calem a boca, nordestinos!

Calem a boca, porque vocês não precisam se rebaixar e tentar responder a tantos absurdos de gente que não entende o que é, mesmo sendo abandonado por tantos anos pelo próprio país, vocês tirarem tanta beleza e poesia das mãos calejadas e das peles ressecadas de sol a sol.

Calem a boca, e deixem quem não tem nada pra dizer jogar suas palavras ao vento. Não deixem que isso os tire de sua posição majestosa na construção desse povo maravilhoso, de tantas cores, sotaques, religiões e gentes.

Calem a boca, porque a história desse país responderá por si mesma a importância e a contribuição que vocês nos legaram, seja na literatura, na música, nas artes cênicas ou em quaisquer situações em que a força do seu povo falou mais alto e fez valer a máxima do escritor: “O sertanejo é, antes de tudo, um forte!”
Que o Deus de todos os povos, raças, tribos e nações, os abençoe, queridos irmãos nordestinos!

Por José Barbosa Junior

Fonte: http://www.crerepensar.com.br

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Bancos estatais patrocinam evento de juízes em ilha

O jornal Folha de São Paulo denuncia hoje (8) que empresas públicas e privadas patrocinarão nesta semana encontro de juízes federais em luxuoso resort na ilha de Comandatuba, na Bahia, evento organizado pela Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil). Cada magistrado desembolsará apenas R$ 750. Terá todas as despesas pagas, exceto passagens aéreas, e poderá ocupar, de quarta-feira a sábado, apartamentos de luxo e bangalôs cujas diárias variam de R$ 900 a R$ 4.000.

A diferença deverá ser coberta pela Caixa Econômica Federal (com patrocínio de R$ 280 mil), Banco do Brasil (R$ 100 mil), Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (R$ 60 mil), Souza Cruz, Eletrobras e Etco (Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial). Os três últimos não quiseram informar o valor pago pelo patrocínio. Entre os juízes, este tipo de encontro subsidiado é chamado de "0800", em referência às chamadas telefônicas gratuitas.

A cobertura dos gastos vale para os acompanhantes dos juízes, que também só pagarão a taxa de inscrição. O evento deverá reunir cerca de 700 pessoas.

O encontro prevê "programação científica" (quatro palestras) e assembleia geral. A maior parte do tempo será dedicada a competições e atividades esportivas (como oficinas de golfe e arco e flecha), além da programação social (jantar de abertura e show no encerramento).

Algo a dizer??

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Tá reclamando de quê?

Recebi o texto seguir por email e assino embaixo. Vide lista do Congresso em Foco.

Tá Reclamando do Lula? do Serra? da Dilma? do Arrruda? do Sarney? do Fernando Henrique? do Collor? Do Renan? do Palocci? do Delubio? Da Roseanna Sarney? Dos políticos distritais de Brasilia? do Jucá? do Kassab? dos mais 300 picaretas do Congresso?



Brasileiro Reclama De Quê?

O Brasileiro é assim:

1. - Saqueia cargas de veículos acidentados nas estradas.

2. - Estaciona nas calçadas, muitas vezes debaixo de placas proibitivas.

3. - Suborna ou tenta subornar quando é pego cometendo infração.

4. - Troca voto por qualquer coisa: areia, cimento, tijolo, e até dentadura.

5. - Fala no celular enquanto dirige.

6. -Trafega pela direita nos acostamentos num congestionamento.

7. - Pára em filas duplas, triplas em frente às escolas.

8. - Viola a lei do silêncio.

9. - Dirige após consumir bebida alcoólica.

10. - Fura filas nos bancos, utilizando-se das mais esfarrapadas
desculpas.

11. - Espalha mesas, churrasqueira nas calçadas.

12. - Pega atestados médicos sem estar doente, só para faltar ao
trabalho.

13. - Faz " gato " de luz, de água, TV a cabo, Internet, etc...

14. - Registra imóveis no cartório num valor abaixo do comprado,
muitas vezes irrisórios, só para pagar menos impostos.

15. - Compra recibo para abater na declaração do imposto de
renda para pagar menos imposto.

16. - Muda a cor da pele para ingressar na universidade através
do sistema de cotas.

17. - Quando viaja a serviço pela empresa, se o almoço custou 10
pede nota fiscal de 20.

18. - Comercializa objetos doados nessas campanhas de catástrofes.

19. - Estaciona em vagas exclusivas para deficientes.

20. - Adultera o velocímetro do carro para vendê-lo como se
fosse pouco rodado.

21. - Compra produtos pirata com a plena consciência de que são
pirata.

22. - Substitui o catalisador do carro por um que só tem a casca.

23. - Diminui a idade do filho para que este passe por baixo da
roleta do ônibus, sem pagar passagem.

24. - Emplaca o carro fora do seu domicílio para pagar menos IPVA.

25. - Frequenta os caça-níqueis e faz uma fezinha no jogo de bicho.

26. - Leva das empresas onde trabalha, pequenos objetos como
clipes, envelopes, canetas, lápis.... como se isso não fosse roubo.

27. - Comercializa os vales-transporte e vales-refeição que
recebe das empresas onde trabalha.

28. - Falsifica tudo, tudo mesmo... só não falsifica aquilo que
ainda não foi inventado.

29. - Quando volta do exterior, nunca diz a verdade quando o
fiscal aduaneiro pergunta o que traz na bagagem.

30. - Quando encontra algum objeto perdido, na maioria das vezes
não devolve.
31. - Esqueçe que os outros políticos de antes do PT também roubavam tanto quanto, mas querem eles novamente no poder.

E quer que os políticos sejam honestos...

Escandaliza- se com a farra das passagens aéreas...

Esses políticos que aí estão saíram do meio desse mesmo povo ou não?
Brasileiro reclama de quê, afinal?

E é a mais pura verdade, isso que é o pior! Então sugiro adotarmos uma
mudança de comportamento, começando por nós mesmos, onde for necessário!

Vamos dar o bom exemplo!

Espalhe essa idéia!

"Fala-se tanto da necessidade deixar um planeta melhor para os
nossos filhos e esquece-se da urgência de deixarmos filhos melhores
(educados, honestos, dignos, éticos, responsáveis) para o nosso
planeta, através dos nossos exemplos..."

Amigos!

A mudança deve começar dentro de nós, nossas casas, nossos valores, nossas atitudes!

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Dia do Radialista

Desde o ano de 1945, quando um decreto assinado pelo presidente Getúlio Vargas fixou os níveis mínimos de salário dos trabalhadores em empresas de radiodifusão, comemorou-se ao mesmo tempo o Dia do Rádio, ou da Radiodifusão, e o Dia do Radialista, em 21 de Setembro, que é também o Dia da Árvore.
Nos anos 80, por ocasião do IV Congresso Brasileiro de Radiodifusão, realizado na Bahia, os proprietários de Emissoras decidiram estabelecer uma data para comemorar em separado O Dia da Radiodifusão. Escolheram 25 de Setembro, pois nesse dia nasceu Roquette-Pinto. Edgard Roquette-Pinto, médico, antropólogo e professor, nascido em 1.884, fundou a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, em 21 de abril de 1923.
Dessa forma, passamos a comemorar em 21 de Setembro o Dia do Radialista e em 25 desse mês o Dia do Rádio, ou da Radiodifusão.
Em decreto assinado pelo Presidente Lula, no dia 24 de julho de 2006 foi instituído no
calendário de efemérides nacionais o Dia do Radialista a ser comemorado em 7 de Novembro, data de nascimento do compositor, músico e radialista Ary Barroso.
Mas, como costumes não se criam por decreto, os profissionais continuam recebendo e enviando cumprimentos na data original da qual os radialistas estão acostumados, como pudemos ouvir neste 21 de Setembro em praticamente todos os programas de rádios.
A importância da Radiodifusão é de indiscutível. O profissional de Rádio que leva a sério a sua profissão, que acredita nela e a ela se dedica, que se utiliza desta condição para prestar serviços à coletividade, faz jus a essas comemorações. Na Bahia e especialmente em Feira de Santana, o trabalho dos radialistas se tornou imprescindível, principalmente para levar informação precisa e imediata ou aviso de utilidade pública. Há ainda o lazer proporcionado pelos programas que divertem e levam lazer, na transmissão dos eventos esportivos. Os que orientam, difundem a cultura, transmitem mensagens de paz, amor e fraternidade. Em fim, o profissional de Rádio presta um grande serviço à Nação.
Os locutores, os repórteres, os noticiaristas, comentaristas e apresentadores, desempenham papel importante na Radiodifusão. Mas, não são somente estes que estamos acostumados a ouvir. Há um grande número de profissionais cujos nomes nem conhecemos, cuja voz nunca escutamos mas que estão diuturnamente, domingos e feriados, chova que faça sol, trabalhando para que possa acontecer as transmissões.
Vão desde proprietários e diretores das empresas, os técnicos, os operadores, o pessoal da área artística, os redatores e produtores, os integrantes do setor comercial e da administração.
Assim, neste dia 21 de setembro saudemos os radialistas. Aproveitando o ensejo, vamos antecipar nossas homenagens aos radiodifusores, os proprietários de Emissoras, pela passagem do Dia da Radiodifusão, 25 de setembro.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Senador e deputado federal. Qual a diferença?

Meu filho de 14 anos me pergunta: mãe, qual a diferença entre senador e deputado federal? Porque na prática é a mesma coisa. Pelo menos é o que vemos. Super salários, empregos para parentes e aderentes... Mas, vamos pesquisar. Encontramos vários textos sobre o assunto e concluímos que:
A diferença entre senadores e deputados é mais formal do que prática. Na teoria, os deputados representam a população, enquanto os senadores representam os Estados. Qualquer lei, para ser aprovada, tem que ser aprovada tanto pelo Senado quanto pela Câmara dos Deputados.
Segundo o doutor em ciências políticas, Antônio Alkimim, o papel do senador é defender os interesses socioeconômicos do Estado, além de apresentar propostas, elaborar e aprovar leis que sejam executadas em benefício daquela região.
Cada Estado é representado no Congresso Nacional por três senadores, totalizando 81 parlamentares. Já o número de deputados federais é maior – 513 parlamentares –, pois é proporcional a quantidade de habitantes do Brasil. “Enquanto os senadores lutam pelo Estado, os deputados representam a população e defendem os interesses dos brasileiros”, esclarece o cientista político.
O Senado é renovado de quatro em quatro anos, alternando a cada eleição a escolha de um e dois candidatos, que terão oito anos de mandato. Na última eleição para senador, elegemos apenas um. Então, na eleição do dia 3 de outubro deste ano, devemos votar em dois senadores. “O candidato deve ter a capacidade de entender as demandas do Estado, além de ter potencial para mobilizar a população em torno desses interesses”, diz Alkimim.
As atribuições dos deputados federais são: Propor, debater e aprovar leis de interesse nacional; Fiscalizar o Presidente, seu Vice e os Ministros de Estado; Elaborar o regimento para o funcionamento da Câmara dos Deputados; Elaborar, em conjunto com o presidente, o orçamento nacional.
Mas, os membros do poder executivo também fazem muitas leis. Os prefeitos, governadores e até o presidente e seus ministros criam projetos de lei que são submetidos aos legislativos para aprovação/rejeição. As medidas provisórias que o governo federal emite funcionam quase que como leis. Isso dá uma confusão danada.
Para aprovar as leis de seu interesse, o Executivo faz barganha com os deputados e senadores, troca obras para as regiões que eles representam pelos seus votos. O que vemos na verdade é que projetos dos deputados de interesse real do povo ficam anos a fio engavetados, sem apreciação do Congresso. Já os projetos do Executivo são sempre apreciados e, na maioria das vezes, aprovados.
E isso é certo? Não deveria ser. Mas, é assim que acontece. Nós nos acostumamos a isso e acreditamos que é a forma certa. Porque consideramos que pior é quando eles negociam o voto em proveito próprio. Lembra do mensalão? Pois é. É assim que acontece no nosso País.