O blog Espaço Livre foi criado com o propósito de compartilhar textos que venham acrescentar algo à vida das pessoas. Alguns escritos por mim, outros copiados, mas sempre identificando a fonte e os autores. Se alguma vez deixar de faze-lo, ou se algum autor se sentir prejudicado, peço que se manifeste para que possa fazer o devido reparo. Meu único propósito é partilhar conhecimento com os irmãos.
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Vencedores e perdedores
Li um texto em um site desses de mensagens com o título "vencedores e perdedores" que me levou a refletir. Diz que quando se fala em vencedor, vem a imagem de alguém muito competitivo, sem ética e, invariavelmente, solitário. Mas, na verdade, vencedor é quem consegue atingir seus objetivos. Mais do que vencer os outros, vence suas próprias fraquezas, inseguranças e inabilidade.
A pessoa vencedora tem consciência de que a derrota é uma possibilidade e se prepara adequadamente para que ela não aconteça. E mesmo assim, concentra sua atenção em alcançar suas metas e não em evitar derrotas. A postura diante da derrota é um dos principais aspectos que diferenciam um vencedor de um perdedor.
O perdedor diante da derrota só tem duas atitudes: o pessimismo e o menosprezo. Faz pouco caso do adversário e não tem consciência de suas limitações. E assim é pego de surpresa com frequencia. Ele acredita que nasceu marcado e entra na disputa, já preparando uma desculpa para a derrota.
O vencedor? este sabe que não conseguir algo faz parte das possibilidades da vida. E, no lugar de ficar se culpando e se torturando, procura refletir sobre sua conduta para aprender a crescer. O vencedor tem um prazer constante em aprimorar-se!
Diante dessas reflexões percebi que posso dizer, sem falsa modéstia, que hoje sou uma pessoa vencedora. Aprendi a não mais dizer "eu não vou conseguir" e ir a luta. A não reclamar ou reclamar menos quando algo não sai do jeito que planejei, porque tenho consciência de que se isso aconteceu é porque não era o melhor pra mim ou não era o momento de acontecer.
Aprendi também que não devo deixar nada pra depois, que o momento é aqui e agora, desde que não faça nada que venha a prejudicar alguém. Descobri que tenho um amor infinito e que devo cultivá-lo para que continue crescendo nesta e em outras dimensões. Que nada, nem ninguém, além de mim mesma, pode mudar esta realidade, pois Deus nos deu o livre arbítrio e não nos impedirá de agir desta ou daquela maneira.
Contudo, foi necessário passar por momentos de sofrimento, insegurança, medo, chegando até ao desespero para compreender tudo isso. Continuo exercitando a cada segundo para ser uma vencedora. Procuro viver cada momento dando o melhor de mim. As frases "Um desses dias", "Algum dia", estão sendo eliminadas do meu vocabulário.
Procuro não protelar nada daquilo que somaria à minha vida sorrisos e alegria. Cada dia, hora e minuto são especiais... e não sabemos se será o último.
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Como manter um amor?
Eu e Cristóvam convivemos há 32 anos como profissionais e 31 como marido e mulher. Começamos a namorar em abril e em junho decidimos dividir também o espaço físico, já que os do coração já dividíamos desde que começamos uma amizade. Mas, dividíamos para somar. Além das despesas, dividíamos os bons e maus momentos. Daí somávamos e as coisas boas se multiplicavam. Até hoje é assim. Não existe eu e tu, existe nós. O meu e o teu, mas, nosso. Nossos problemas, nossas vitórias, nossos bens, filhos, netos...
Claro que neste período tivemos crises. Brigamos como todo mundo que tem um longo relacionamento. Mas, contabilizamos muito mais momentos felizes. Foram muitas as tentativas de nos separar. Causamos inveja a algumas pessoas que não sabem amar. Pessoas egoístas, más. Porém, sempre que aconteceu algum episódio deste tipo, nós saímos mais fortalecidos em nosso amor. As pessoas não entendem porque nós, que já vivemos mais de meio século, mais de três décadas juntos, ainda andamos pelas ruas de mãos dadas, trocamos beijos em público, nos abraçamos e declaramos nosso amor a qualquer hora, em qualquer lugar, desde que tenhamos vontade. É impressionante, mas, isso incomoda as pessoas.
Estamos comemorando 31 anos de união e estamos mais apaixonados do que nunca. Em plena lua de mel. Passamos a maior parte do nosso tempo um ao lado do outro, já que temos a mesma profissão e trabalhamos em casa. Saímos juntos sempre que possível para reuniões, encontros e não cansamos disso. Sabe por que? Porque entre nós existe um amor puro e verdadeiro. Um amor que não é só dessa vida. É um amor infinito. E nada nem ninguém vai mudar isso. O que Deus uniu, o homem não separa. Portanto, somente o Supremo Arquiteto do Universo pode nos separar. Como eu acredito que a vida não é só aqui, creio que nem a morte vai nos separar.
Mas, respondendo a pergunta de como a gente consegue se manter juntos no sentido real da palavra, eu diria que para uma união ser duradoura é preciso ter confiança, compreensão, respeito, doação, cumplicidade. E tudo isso só é possível quando há um verdadeiro amor. Não aquele amor apenas carnal, mas, o amor espiritual. Esse sim é eterno. 'Se você quer muito alguma coisa, deixe-a livre. Se ela voltar será sua para sempre'. Com o amor também é assim. Pode acontecer idas e vindas. Mas, se é um verdadeiro amor, nunca acaba. Adormece para acordar maior e mais bonito.
Pensando assim, perseverando e, acima de tudo, seguindo os ensinamentos de Jesus Cristo, posso afirmar, sem medo de errar, que sou muito feliz e que tenho um amor eterno.
Eu não merecia?
"Assumir total responsabilidade por todas as coisas que acontecem em nossa vida, incluindo sentimentos e emoções, é um passo decisivo em direção a nossa maturidade e crescimento interior. A tendência em acusar a vida, as pessoas, a sociedade, o mundo enfim, é tão antiga quanto o gênero humano; e muitos de nós crescemos aprendendo a raciocinar assim, censurando todos e tudo, nunca examinando o nosso próprio comportamento, que na verdade decide a vida em nós e fora de nós". É o que diz texto intitulado Eu não merecia, do livro Renovando Atitudes, de Francisco do Espírito Santo Neto , ditado por Hammed.
Mais adiante diz que "ainda muitos de nós acreditamos ser vítimas do pecado de Adão e Eva, e da crença de um deus judaico que privilegia um povo e despreza os outros, surgindo a ideia de hegemonia divina das nações. As pessoas que acreditam ser vítimas da fatalidade continuam a apontar o mundo exterior como culpado dos seus infortúnios. Recusam absolutamente reconhecer a conexão entre seus modos de pensar e os acontecimentos exteriores. São influenciadas pelas velhas crenças e se dizem prejudicadas pela força dos hábitos, das cargas genéticas, e pela forma como foram criadas afirmando que não conseguem ser e fazer o que querem. Não sabem que são arquitetos de seu destino, nem se conscientizam de que o passado determina o presente, o qual, por sua vez, determina o futuro.
A vítima sente-se impotente e indefesa em face de um destino cruel. Sem força nem capacidade de mudar, repetidas vezes afirma: 'Eu não merecia isto', 'a vida é injusta comigo', nunca lhe ocorrendo, porém, que o seu jeito de ser é que materializa pessoas e situações em sua volta.
Defendem seus gestos e atitudes infelizes dizendo: 'Meus problemas são causados por meu lar', 'os outros sempre se comportam dessa foram comigo'. Desconhecem que as causas dos problemas somos nós e que são os nossos comportamentos interiores que modificam o comportamento dos outros para conosco. Se somos constantemente maltratados é porque estamos constantemente nos maltratando ou maltratando alguém.
Ninguém pode fazer-nos agir ou sentir de determinada maneira sem nossa permissão. Outras pessoas ou situações poderão estimular-nos a ter certas reações, mas somente nós mesmos determinaremos quais serão e como serão essas reações.
Portanto precisamos assumir o comando de nossa vida e sair do posicionamento infantil de criaturas mimadas e frágeis que reclamam e se colocam como vítimas do destino.
Admitir a real responsabilidade por nossos atos e atitudes e aceitar a nossa realidade de vida - as metas que alteram a sina de nossa existência.
Em vez de atribuirmos aos outros e ao mundo nossas derrotas e fracassos, lembremo-nos de que 'as vicissitudes da vida têm, pois, uma causa e, uma vez que Deus é justo essa causa deve ser justa'."
Bom, tudo isso vem a propósito de passar uma experiência que vivi. A partir do momento que tomei consciência de que tudo que acontece comigo é reflexo dos meus atos, passei a em vez de me lamentar, e dizer que "parece que joguei pedra na cruz", e procurar a razão para que aquilo tivesse acontecendo. A agradecer mais a Jesus Cristo em vez de pedir e quando quiser conquistar algo pedir sabedoria e luz para alcançar com meus próprios esforços, a minha vida começou a mudar para melhor. Porém, isso não foi fácil, nem de um dia para o outro. Foram anos de muita luta - já vivi meio século - e só recentemente, quando vivi uma situação em que qualquer pessoa teria chutado o pau da barraca, eu me resignei, pedi sabedoria e luz ao Criador. Pedi a Ele para que, se é preciso viver esta realidade que eu possa fazê-lo com dignidade. Sem sentimentos mesquinhos no coração.
Não estou aqui querendo passar uma imagem de heroína. Não. Estou querendo passar uma lição que estou aprendendo e dizer que nenhum sentimento bom pode existir sem o amor no coração. Não apenas o amor de um homem e uma mulher (desse tenho um pouquinho de experiência, a final são 31 anos de convivência. De crises, quedas, labutas e muitas vitórias). Mas falo do amor pela vida, pelas pessoas. Um amor desinteressado, verdadeiro. Penso que se não posso sentir amor, que também não sinta ódio, nem desprezo por ninguém. Aprendi que em qualquer situação, boa ou ruim, devemos agradecer a Deus pela oportunidade que nos oferece de crescer espiritualmente. Aprendi e sempre repito, em todas as situações, Jesus, luz!
Uma última coisa: eu agora só quero 'amar, amar, amar, amar, amar e querer bem'... como diz a música. Sou muito feliz. Nada vai mudar isso.
Maura Sérgia
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Como tornar possível o perdão?
Saber-se traída na confiança que deposita em alguém, é algo muito difícil de aceitar. Mas, é preciso superar essa vivência e tirar dela aprendizados. Praticar o perdão é algo tão difícil quanto necessário. Necessário porque através dele nos libertamos das algemas invisíveis do ódio, da culpa destrutiva, da mágoa e de todo sentimento que neurotiza a alma. Difícil pela nossa condição de espíritos em evolução moral, ainda prisioneiros de sentimentos inferiores como o orgulho e o egoísmo.
Saber-se traída na confiança que deposita em alguém, é algo muito difícil de aceitar. Mas, é preciso superar essa vivência e tirar dela aprendizados. Praticar o perdão é algo tão difícil quanto necessário. Necessário porque através dele nos libertamos das algemas invisíveis do ódio, da culpa destrutiva, da mágoa e de todo sentimento que neurotiza a alma. Difícil pela nossa condição de espíritos em evolução moral, ainda prisioneiros de sentimentos inferiores como o orgulho e o egoísmo.
A lei de ação e reação, ensinada pelo Espiritismo, nos ajuda a compreender que colheremos aquilo que plantarmos. Assim, por mais doloridas e amargas que sejam as decepções pelas quais passamos, são sempre fruto das escolhas equivocadas que fizemos no passado, retornando como oportunidade de reparação.
Refletindo com sinceridade, vemos que também cometemos erros, de maior ou menor gravidade, mas erramos. Faz parte do processo de amadurecimento espiritual. Então quando o perdão vem, é como bálsamo numa ferida, acalmando e dando ânimo para recomeçar.
Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode recomeçar e construir um novo fim. A vida é repleta de oportunidades para construção de novos fins.
Erros e acertos fazem parte do processo. Assim, somos professores e alunos uns dos outros. Ora erramos e aprendemos, ora aprendemos e ensinamos. Mas algumas escolhas que fazemos nos levam por rumos inesperados e de início causam alvoroço íntimo. Estas são dificuldades a que estamos sujeitos por termos o poder de escolha sobre os caminhos que queremos seguir. É o que Allan Kardec definiu como livre arbítrio.
Porém, se as experiências difíceis parecem enfraquecer a coragem, por outro lado são através delas que exercitamos a imensa força interior e capacidade de superação que todos temos. Jesus, ao dizer que se tivéssemos a fé do tamanho de um grão de mostarda nada nos seria impossível, afirmava todo o poder que tem a fé. Fé em Deus e fé em nossas próprias forças.
É justamente por essa fé, que temos condições de exercer o auto-perdão às nossas faltas. Arrependimento e remorso são coisas diferentes, apesar da gente geralmente vincular um ao outro.
O arrependimento é primordial para a reparação, mas o remorso destrói todo desejo de melhora; um induz à correção, o outro à punição; o primeiro trás alívio à alma errante, o segundo é punitivo, desespera, deprime e revolta, nada se vê além da própria dor.
Neste contexto, por mais paradoxal que possa parecer, necessitamos aprender a amar a nós mesmos, para nos permitirmos o arrependimento sincero e construtivo. Amar-se não deve ser confundido com o egoísmo.
O auto-amor é de uma importância tão grande que Jesus o classificou como o segundo maior dos mandamentos, vinculado ao amor ao próximo e somente abaixo do mandamento maior, que é o amor a Deus. Amar-se e perdoar-se é tão necessário quanto seguir em frente, transformando o erro com os melhores esforços no bem.
Os amores que vivemos na Terra, estão bem distante ainda do amor universal que teremos um dia uns pelos outros. Mas o que já possuímos é uma sementinha que deve ser cultivada com carinho, compreensão e respeito.
Dessas afinidades entre almas que se querem bem, que se fortalecem na companhia umas das outras tornando mais fácil a jornada, nasceu a teoria das almas gêmeas.
(Adaptado de textos do Blog Espírita Celeiro de Luz)
"Coragem não é revidar, nem cair na exibição de poder.
A coragem verdadeira ergue-se da compreensão e da bênção, quando o desequilíbrio tenta assaltar-te.
Em qualquer circunstância, escora-te no esforço de resguardar o bem.
Quando estiveres a ponto de pronunciar qualquer frase irrefletida ou de empreender a mínima ação contra os outros, ora e silencia, porque o Céu te ouve e Deus te sustentará." (Pelo Espírito MEIMEI. Psicografia de Chico Xavier)
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Pode sim haver boa convivência entre os diferentes
Uma sexóloga entrevistada no programa Bom Dia Feira, declarou que em pouco tempo relacionamentos homossexuais, bissexuais e poligamia serão encarados com naturalidade. Eu, e mais um monte de gente, compartilhamos desta opinião. Mas, temos ressalvas sobre como este processo está sendo conduzido, principalmente pela televisão. Esta semana, também no mesmo programa, questionado sobre o assunto o deputado José Neto declarou: “Essas questões devem ser tratadas sem se fugir ao tom da normalidade e naturalidade. O que se tem visto, principalmente na TV, são apresentadores forçando situações, sem respeitar as questões culturais e morais da população, o que eu considero uma ofensa, um desrespeito”.
Certíssimo o deputado José Neto. A homossexualidade é uma coisa natural. A própria Organização Mundial de Saúde preconiza que cerca de 5% dos seres humanos são homossexuais. No reino animal a homossexualidade se manifesta de diversas formas. Entre algumas espécies, quando há um número excessivo de indivíduos de um determinado sexo, alguns mudam de sexo, a fim de perpetuar a espécie. Quando não são capazes disso, a homossexualidade se manifesta de forma mais intensa, o que contém a reprodução.
O fato de que temos hoje tão grande número de indivíduos homossexuais, masculinos e femininos, talvez se deva ao fato de que a população humana esteja excedendo os índices suportáveis de sobrevivência no planeta. A Mãe Natureza é sábia nestes assuntos. Só quando o homem interfere é que acontecem os desastres naturais.
A poligamia também existe desde os primórdios da humanidade, como atestam alguns respeitados antropólogos. Aliás, é natural no reino animal, um macho ter várias fêmeas, ou uma mesma fêmea acoitar com vários machos. Em algumas regiões do planeta os relacionamentos múltiplos são aceitos e há até regras para tal. Por exemplo, para manter relacionamento com mais de uma mulher, o homem deve provar que tem meios para sustentá-las e, se houver maltratos ele pode ser punido por isso. Questões culturais e religiosas, em alguns países, proíbem a poligamia, embora ela exista de forma disfarçada.
O caldo só entorna quando há desrespeito ao próximo. Os homossexuais, talvez por sentirem-se sós e reprimidos em suas comunidades, em geral são agressivos para com os heterossexuais, querendo forçar a todo custo a sua aceitação no meio social. Isso é forçar a barra. Muitas barreiras já foram derrubadas e a sociedade até já aceita a ocorrência da homossexualidade como uma coisa natural. E, realmente, a tendência é que isso se torne comum. Mas é necessário que respeitem os costumes e opiniões dos outros. Não se pode forçar a aceitação. Ela tem que vir naturalmente.
Podemos conviver em paz com os diferentes e as diferenças, contudo, sem querer forçar para que todos sejam iguais.
Por Cristóvam Aguiar
Uma sexóloga entrevistada no programa Bom Dia Feira, declarou que em pouco tempo relacionamentos homossexuais, bissexuais e poligamia serão encarados com naturalidade. Eu, e mais um monte de gente, compartilhamos desta opinião. Mas, temos ressalvas sobre como este processo está sendo conduzido, principalmente pela televisão. Esta semana, também no mesmo programa, questionado sobre o assunto o deputado José Neto declarou: “Essas questões devem ser tratadas sem se fugir ao tom da normalidade e naturalidade. O que se tem visto, principalmente na TV, são apresentadores forçando situações, sem respeitar as questões culturais e morais da população, o que eu considero uma ofensa, um desrespeito”.
Certíssimo o deputado José Neto. A homossexualidade é uma coisa natural. A própria Organização Mundial de Saúde preconiza que cerca de 5% dos seres humanos são homossexuais. No reino animal a homossexualidade se manifesta de diversas formas. Entre algumas espécies, quando há um número excessivo de indivíduos de um determinado sexo, alguns mudam de sexo, a fim de perpetuar a espécie. Quando não são capazes disso, a homossexualidade se manifesta de forma mais intensa, o que contém a reprodução.
O fato de que temos hoje tão grande número de indivíduos homossexuais, masculinos e femininos, talvez se deva ao fato de que a população humana esteja excedendo os índices suportáveis de sobrevivência no planeta. A Mãe Natureza é sábia nestes assuntos. Só quando o homem interfere é que acontecem os desastres naturais.
A poligamia também existe desde os primórdios da humanidade, como atestam alguns respeitados antropólogos. Aliás, é natural no reino animal, um macho ter várias fêmeas, ou uma mesma fêmea acoitar com vários machos. Em algumas regiões do planeta os relacionamentos múltiplos são aceitos e há até regras para tal. Por exemplo, para manter relacionamento com mais de uma mulher, o homem deve provar que tem meios para sustentá-las e, se houver maltratos ele pode ser punido por isso. Questões culturais e religiosas, em alguns países, proíbem a poligamia, embora ela exista de forma disfarçada.
O caldo só entorna quando há desrespeito ao próximo. Os homossexuais, talvez por sentirem-se sós e reprimidos em suas comunidades, em geral são agressivos para com os heterossexuais, querendo forçar a todo custo a sua aceitação no meio social. Isso é forçar a barra. Muitas barreiras já foram derrubadas e a sociedade até já aceita a ocorrência da homossexualidade como uma coisa natural. E, realmente, a tendência é que isso se torne comum. Mas é necessário que respeitem os costumes e opiniões dos outros. Não se pode forçar a aceitação. Ela tem que vir naturalmente.
Podemos conviver em paz com os diferentes e as diferenças, contudo, sem querer forçar para que todos sejam iguais.
Por Cristóvam Aguiar
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Renovando atitudes
Na passagem de um ano para o outro costumamos fazer avaliações sobre nós mesmos, nosso comportamento no ano que termina e, a partir daí, tomar decisões para o ano que se inicia. Chegou às minhas mãos o livro “Renovando Atitudes”. Trata-se de um livro baseado no “Evangelho Segundo o Espiritismo”, ditado pelo espírito de Hammed e psicografado pelo médium Francisco do Espírito Santo Neto. Discussões religiosas à parte, eu recomendo o livro para quem quer fazer uma reflexão séria sobre si mesmo e renovar suas atitudes em direção a uma vivencia melhor enquanto permanecemos neste “Vale de Lágrimas”.
Diz o autor: “... não temos a pretensão de impor regras ou determinar caminhos, nem mesmo regulamentar quais as melhores atitudes a serem tomadas. Por termos consciência da imensa diversidade dos níveis de amadurecimento dos seres humanos... fazendo tudo que lhe é possível fazer no momento, ou seja, conduzindo-se no agora com o melhor de si mesmo... Passaríamos por incoerentes se censurássemos um botão de rosa ainda fechado, por não estar já totalmente desenvolvido ou aberto, ou recriminássemos uma roseira por não ter dado a mesma quantidade de botões do que a outra plantada ao seu lado”.
Todos nós temos o mau hábito de julgar nossos semelhantes tomando por base nosso próprio comportamento, sem considerarmos que cada ser humano é único, vivendo em realidades únicas, carregando consigo suas experiências e vivências de acordo com a sua existência. E o que é pior. Esquecemos sempre de que Jesus nos alertou para que não julgássemos os outros, pois que seríamos julgados da mesma forma que julgamos.
O tempo urge e é preciso tirar, primeiro, a trave do nosso olho, antes de tentarmos tirar a trave do olho do nosso irmão. Precisamos antes cuidar do nosso corpo, da nossa fé e do nosso espírito, para estarmos firmes e fortes para poder socorrer a quem nos pedir ajuda. Nestes tempos corridos e agitados não temos tido oportunidades de refletir sobre nós mesmos e avaliarmos nossas atitudes perante os nossos semelhantes.
Nem que seja por alguns minutos, escolhamos um tempo para nós mesmos. Retiremo-nos em silêncio para qualquer lugar tranquilo, longe da agitação mundana, e, invocando o Espírito Santo, reflitamos sobre nós mesmos. Creio que assim conseguiremos fazer de 2011 um ano melhor de verdade.
Apanhe o livro da sua fé, veja os ensinamentos nele contidos e faça sua reflexão. Mas uma coisa é extremamente necessária: Qualquer decisão que tomar deverá vir acompanhada de fé e determinação. Não seja você mais um a resmungar preces sem saber o que está dizendo.
Feliz Ano Novo!
Na passagem de um ano para o outro costumamos fazer avaliações sobre nós mesmos, nosso comportamento no ano que termina e, a partir daí, tomar decisões para o ano que se inicia. Chegou às minhas mãos o livro “Renovando Atitudes”. Trata-se de um livro baseado no “Evangelho Segundo o Espiritismo”, ditado pelo espírito de Hammed e psicografado pelo médium Francisco do Espírito Santo Neto. Discussões religiosas à parte, eu recomendo o livro para quem quer fazer uma reflexão séria sobre si mesmo e renovar suas atitudes em direção a uma vivencia melhor enquanto permanecemos neste “Vale de Lágrimas”.
Diz o autor: “... não temos a pretensão de impor regras ou determinar caminhos, nem mesmo regulamentar quais as melhores atitudes a serem tomadas. Por termos consciência da imensa diversidade dos níveis de amadurecimento dos seres humanos... fazendo tudo que lhe é possível fazer no momento, ou seja, conduzindo-se no agora com o melhor de si mesmo... Passaríamos por incoerentes se censurássemos um botão de rosa ainda fechado, por não estar já totalmente desenvolvido ou aberto, ou recriminássemos uma roseira por não ter dado a mesma quantidade de botões do que a outra plantada ao seu lado”.
Todos nós temos o mau hábito de julgar nossos semelhantes tomando por base nosso próprio comportamento, sem considerarmos que cada ser humano é único, vivendo em realidades únicas, carregando consigo suas experiências e vivências de acordo com a sua existência. E o que é pior. Esquecemos sempre de que Jesus nos alertou para que não julgássemos os outros, pois que seríamos julgados da mesma forma que julgamos.
O tempo urge e é preciso tirar, primeiro, a trave do nosso olho, antes de tentarmos tirar a trave do olho do nosso irmão. Precisamos antes cuidar do nosso corpo, da nossa fé e do nosso espírito, para estarmos firmes e fortes para poder socorrer a quem nos pedir ajuda. Nestes tempos corridos e agitados não temos tido oportunidades de refletir sobre nós mesmos e avaliarmos nossas atitudes perante os nossos semelhantes.
Nem que seja por alguns minutos, escolhamos um tempo para nós mesmos. Retiremo-nos em silêncio para qualquer lugar tranquilo, longe da agitação mundana, e, invocando o Espírito Santo, reflitamos sobre nós mesmos. Creio que assim conseguiremos fazer de 2011 um ano melhor de verdade.
Apanhe o livro da sua fé, veja os ensinamentos nele contidos e faça sua reflexão. Mas uma coisa é extremamente necessária: Qualquer decisão que tomar deverá vir acompanhada de fé e determinação. Não seja você mais um a resmungar preces sem saber o que está dizendo.
Feliz Ano Novo!
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Ó paz a John o só o sonho jaz a pó
O ex-Beatle Paul Mc Cartney esteve no Brasil no mês passado. Em São Paulo levou 60 mil pessoas ao estádio do Morumbi em cada uma das duas apresentações que fez, numa prova inequívoca da magia que o grupo ainda exerce sob os fãs, mesmo passados mais de 40 anos da sua dissolução.
Neste dia 08 de dezembro completa-se 30 anos que o também ex-Beatle, John Lennon foi assassinado por um fã. Chamou a atenção a foto divulgada de uma jovem fã em Liverpool (cidade inglesa onde surgiu o grupo) beijando uma estátua do ídolo. Provavelmente ela sequer viu alguma apresentação dos Beatles ao vivo.
Os tempos são outros e vivemos uma época, principalmente no Brasil, em que a criatividade musical bateu no fundo do poço. Há que se garimpar muito para colher aqui ou acolá alguma coisa de razoável qualidade. Também os astros são diferentes. Em sua maioria são desprovidos de caráter e propósitos.
Longe de mim saudosismos ou aulas de moralismo. Também os ídolos do meu tempo usavam drogas e se envolviam em escândalos. A diferença é que eles eram criativos, competentes e carregavam consigo alguma esperança de uma sociedade melhor.
“Nós, os Beatles, já passamos da fase das drogas. Tentamos dizer aos jovens: Calma. Ainda há esperança”. Disse John certa vez, alertando para o fato de que as autoridades estavam preocupadas sobre com o que os jovens estavam se drogando, mas não com o por que disso estar acontecendo.
Se vivo estivesse creio que Lennon não gostaria de ver no que desaguou todo aquele movimento dos anos 60, quando os jovens se libertaram dos antigos preconceitos e pregaram a paz e a liberdade, onde ele, Lennon, foi um dos maiores ícones.
Não! Lennon não ficaria feliz, como eu também não estou. Ele está morto, em paz, e eu estou aqui, vivo, para testemunhar que o dinheiro e a política estragam tudo, inclusive propostas de paz e liberdade.
O sonho, realmente, acabou.
P.S. O título é um excelente palíndromo (frase que se pode ler de trás para a frente). Desconheço o autor.
Cristóvam Aguiar
Neste dia 08 de dezembro completa-se 30 anos que o também ex-Beatle, John Lennon foi assassinado por um fã. Chamou a atenção a foto divulgada de uma jovem fã em Liverpool (cidade inglesa onde surgiu o grupo) beijando uma estátua do ídolo. Provavelmente ela sequer viu alguma apresentação dos Beatles ao vivo.
Os tempos são outros e vivemos uma época, principalmente no Brasil, em que a criatividade musical bateu no fundo do poço. Há que se garimpar muito para colher aqui ou acolá alguma coisa de razoável qualidade. Também os astros são diferentes. Em sua maioria são desprovidos de caráter e propósitos.
Longe de mim saudosismos ou aulas de moralismo. Também os ídolos do meu tempo usavam drogas e se envolviam em escândalos. A diferença é que eles eram criativos, competentes e carregavam consigo alguma esperança de uma sociedade melhor.
“Nós, os Beatles, já passamos da fase das drogas. Tentamos dizer aos jovens: Calma. Ainda há esperança”. Disse John certa vez, alertando para o fato de que as autoridades estavam preocupadas sobre com o que os jovens estavam se drogando, mas não com o por que disso estar acontecendo.
Se vivo estivesse creio que Lennon não gostaria de ver no que desaguou todo aquele movimento dos anos 60, quando os jovens se libertaram dos antigos preconceitos e pregaram a paz e a liberdade, onde ele, Lennon, foi um dos maiores ícones.
Não! Lennon não ficaria feliz, como eu também não estou. Ele está morto, em paz, e eu estou aqui, vivo, para testemunhar que o dinheiro e a política estragam tudo, inclusive propostas de paz e liberdade.
O sonho, realmente, acabou.
P.S. O título é um excelente palíndromo (frase que se pode ler de trás para a frente). Desconheço o autor.
Cristóvam Aguiar
sábado, 4 de dezembro de 2010
A (In)segurança na Bahia
As carceragens dos complexos e delegacias de polícia em todo o estado estão superlotadas, onde presos vivem em condições subumanas e fugas ocorrem com freqüência. Os presídios também estão com superlotação e as estatísticas dão conta de que o número de crimes cresce a cada dia. Não é de hoje que se bate nesta mesma tecla sobre a questão da segurança pública na Bahia.
Segundo dados oficiais, o número de homicídios na Bahia vem aumentando fortemente desde o início de 2007. Os índices de criminalidade beiram ao insuportável. Em Salvador foram 11 homicídios em cerca de 24 horas, segundo noticias veiculadas na imprensa.
Em Feira de Santana, município com cerca de 600 mil habitantes, a situação não é diferente. No mês de novembro a média de um assassinato por dia. O Complexo Policial Investigador Bandeira está com três vezes mais presos do que sua capacidade. A Justiça autorizou soltar 10 criminosos e 20 foram transferidos para a Capital do Estado para amenizar a situação. Mas, o quadro não mudou muito.
A população está assustada. As pessoas de bem estão a cada dia tendo que ficar presas em suas casas, porque os bandidos estão nas ruas. Alguma atitude drástica precisa ser tomada urgentemente. E pensar que o governador Jaques Wagner foi reeleito pelo povo exatamente porque pregava que os governos do Estado e Federal do mesmo partido tudo seria diferente. Os recursos viriam e a Bahia seria outra. Quatro anos de mandato e a Bahia é realmente outra. Mudou, sim, mas, infelizmente, para pior. Pesquisas feitas nos últimos anos apontam a falta de segurança como principal preocupação dos brasileiros, acima até mesmo do desemprego.
Há cerca de um ano o pesquisador do Centro de Estudos de Criminalidade da Universidade Federal de Minas Gerais (Crisp/UFMG), Robson Sávio Reis Souza afirmava que “não se pode culpar uma única questão, é um problema muito complexo. Mas se não há um investimento em política pública que melhore a qualidade da ação policial e se não criam mecanismos para diminuir as desigualdades sociais nos grandes centros urbanos, o problema tende a crescer”.
Pois então, precisamos buscar as causas disso e combatê-las. Noto que, em geral, todos têm preocupação grande com os efeitos da violência, pois todos nós temos medo de assalto, sequestro e tudo mais. Mas pouco ou nada se faz para combater a causa disso.
O que fazer então? A quem recorrer? Fica o questionamento.
Segundo dados oficiais, o número de homicídios na Bahia vem aumentando fortemente desde o início de 2007. Os índices de criminalidade beiram ao insuportável. Em Salvador foram 11 homicídios em cerca de 24 horas, segundo noticias veiculadas na imprensa.
Em Feira de Santana, município com cerca de 600 mil habitantes, a situação não é diferente. No mês de novembro a média de um assassinato por dia. O Complexo Policial Investigador Bandeira está com três vezes mais presos do que sua capacidade. A Justiça autorizou soltar 10 criminosos e 20 foram transferidos para a Capital do Estado para amenizar a situação. Mas, o quadro não mudou muito.
A população está assustada. As pessoas de bem estão a cada dia tendo que ficar presas em suas casas, porque os bandidos estão nas ruas. Alguma atitude drástica precisa ser tomada urgentemente. E pensar que o governador Jaques Wagner foi reeleito pelo povo exatamente porque pregava que os governos do Estado e Federal do mesmo partido tudo seria diferente. Os recursos viriam e a Bahia seria outra. Quatro anos de mandato e a Bahia é realmente outra. Mudou, sim, mas, infelizmente, para pior. Pesquisas feitas nos últimos anos apontam a falta de segurança como principal preocupação dos brasileiros, acima até mesmo do desemprego.
Há cerca de um ano o pesquisador do Centro de Estudos de Criminalidade da Universidade Federal de Minas Gerais (Crisp/UFMG), Robson Sávio Reis Souza afirmava que “não se pode culpar uma única questão, é um problema muito complexo. Mas se não há um investimento em política pública que melhore a qualidade da ação policial e se não criam mecanismos para diminuir as desigualdades sociais nos grandes centros urbanos, o problema tende a crescer”.
Pois então, precisamos buscar as causas disso e combatê-las. Noto que, em geral, todos têm preocupação grande com os efeitos da violência, pois todos nós temos medo de assalto, sequestro e tudo mais. Mas pouco ou nada se faz para combater a causa disso.
O que fazer então? A quem recorrer? Fica o questionamento.
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