sexta-feira, 11 de maio de 2012

O lado bom do perdão


 "Se guardar mágoas e alimentar sentimentos de vingança permitem ilusões como a de que somos perfeitos, perdoar leva à libertação"
 

Todos fomos machucados na vida. Todos fomos rejeitados por um amante, traídos por um amigo, passados para trás numa promoção. Apesar de aprendermos que "perdoar é esquecer" ("o que passou, passou"), a maioria de nós acredita que as pessoas que nos feriram devem pagar pela dor que nos causaram; afinal, elas merecem ser castigadas, mesmo que inconscientemente ("nada como um dia atrás do outro" ou "um dia a pessoa vai ver o que perdeu").

Não se trata de esquecer a maldade alheia ou minimizar o próprio sofrimento. Para ser capaz de um perdão verdadeiro e sadio basta entender que ele traz muito mais benefícios do que o rancor.

Na verdade, temos muito o que aprender com essas experiências. Em primeiro lugar, perdoar não é retaliar, se vingar ou fazer o outro sofrer tanto quanto nos fez sofrer. Mas, por outro lado, perdoar não é esquecer, deixar para trás quilômetros de mágoa, toneladas de ressentimentos ou ainda fechar os olhos e deixar os "bandidos" se darem bem com as trapaças que cometeram.

Quando perdoamos as pessoas que nos machucaram, não estamos dizendo que o que foi feito contra nós não teve importância ("não foi nada") ou não deixou marcas profundas (aquelas a ferro e fogo). Essas perdas foram terríveis e fizeram grande diferença em nossa vida, mas nos ensinaram muitas coisas: tanto a não nos tornarmos vítimas novamente, como não fazermos o mesmo para terceiros.

De fato, algumas pessoas perdoam, outras não, outras estão tentando. Porém, fingir que perdoamos, ranger os dentes, engolir em seco, não é perdoar. Os terapeutas americanos Sidnei e Suzanne Simon, em seu livro Forgiveness, explicam o que significa perdoar e não perdoar. Começam dizendo que não perdoar tem certas vantagens porque nos dá algumas ilusões.

A primeira, e mais comum, é a ilusão de que, se aquele problema não tivesse acontecido, nossa vida seria perfeita. Só bastaria que as coisas tivessem sido diferentes e não tivéssemos sido machucados naquela época e pela pessoa que nos machucou; agora, estaríamos "numa boa". Mas, como aquilo aconteceu, temos a explicação ideal, a desculpa perfeita para estarmos e ficarmos na pior ( a responsabilidade da nossa infelicidade é sempre do "outro").

Em segundo lugar, não perdoar nos dá ilusão de sermos perfeitos. Os maus, os bandidos, são os que nos machucaram, e se nós os perdoarmos nunca mais poderemos dividir o mundo ao meio, todos os mocinhos de um lado e todos os bandidos de outro. Vamos ter de aceitar que as pessoas são "híbridas", potencialmente boas e más. Tanto os outros quanto nós mesmos.

Não perdoar também nos dá a ilusão de força, de poder ("agora eu controlo"). Não perdoar ajuda a compensar a sensação de falta de poder que nós sentimos quando fomos machucados. De fato, se trancarmos na prisão de nossa mente essas pessoas que nos machucaram, vamos nos sentir onipotentes ("agora é minha vez") pela força do nosso ódio silencioso.

E, por último, não perdoar nos dá a ilusão de que não seremos machucados outra vez. Mantendo a dor viva, os olhos bem abertos para qualquer perigo em potencial, reduzimos o risco de voltamos a sofrer rejeição, traição ou qualquer outra forma de ferimento.

Mas será que os benefícios de não perdoar valem o preço que pagamos por armazenar essas mágoas, remoer esses sentimentos e nos agarrarmos com unhas e dentes à dor do passado? Será que vale a pena continuarmos alimentando a raiva, revidando com palavras ou com silêncio e assim nunca sentirmos o verdadeiro prazer de viver?

O perdão se torna uma possibilidade quando a dor do passado para de reger nossas vidas; quando não precisarmos mais do ódio e do ressentimento como desculpas para obter menos da vida do que queremos ou merecemos. Perdoar é chegar à conclusão de que já odiamos bastante e não queremos odiar mais; portanto, perdoar é usar a energia da vida, não para reprimir esses sentimentos, mas para quebrar o ciclo da dor se voltando para o futuro e não machucando outras pessoas como fomos machucados.

Há quem diga que perdoar é escolher entre se vingar e se aproximar, entre ser vítima ou sobrevivente. Na realidade, perdoar é um processo que vem de dentro. É uma libertação. Uma aceitação. Perdoar é aceitar que a coisas ruins podem e de fato acontecem na vida das pessoas, e que as pessoas mesmo quando amam, se machucam. Perdoar é um sentimento de bem-estar, é reconhecer que existe algo melhor que queremos fazer com a energia da vida e fazê-lo.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Acordemos

É sempre fácil examinar as consciências alheias, identificar os erros do próximo, opinar em questões que não nos dizem respeito, indicar as fraquezas dos semelhantes, educar os filhos dos vizinhos, reprovar as deficiências dos companheiros, corrigir os defeitos dos outros, aconselhar o caminho reto a quem passa, receitar paciência a quem sofre e retificar as más qualidades de quem segue conosco...
Mas enquanto nos distraimos, em tais incursões a distância de nós mesmos, não passamos de aprendizes que fogem, levianos, à verdade e à lição.
Enquanto nos ausentamos do estudo de nossas próprias necessidades, olvidando a aplicação dos princípios superiores que abraçamos na fé viva, somos simplesmente cegos do mundo interior relegados à treva...
Despertemos, a nós mesmos, acordemos nossas energias mais profundas para que o ensinamento do Cristo não seja para nós uma bênção que passa, sem proveito à nossa vida, porque o infortúnio maior de todos para a nossa alma eterna é aquele que nos infelicita quando a graça do Alto passa por nós em vão!...

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Caridade.
Ditado pelo Espírito André Luiz.

terça-feira, 8 de maio de 2012

''FERIDAS DA ALMA ''


Feridas na alma são aquelas que doem mesmo quando não vemos mais o machucado; quando o que causou a ferida não está mais presente e, portanto, no silêncio da noite voltam e incomodam.
Às vezes impedem o sono. E doem... dói o peito, doem os olhos, dói o coração...
São aquelas causadas na infância por abusos, desamor, indiferenças, incompreensão. Ou causadas pela perda irreparável de alguém que era especial na vida da gente. Ou pela mágoa causada por traições de pessoas nas quais depositávamos toda a nossa confiança.
Todos os anos possíveis gastos em terapia podem até amenizar o sentimento doloroso, mas não apagar. O tempo também não apaga. Mesmo se a memória procura mil facetas de “esquecer”, há sempre aquele dia em que um fato ou qualquer outra coisa pode trazer tudo à tona.
Infelizmente, as centenas de mensagens de auto-ajuda também não conseguem curar esse tipo de doença que consome a alma. Remédios são inúteis, quando não prejudiciais mesmo.
E então? Estamos condenados a viver o resto das nossas vidas carregando essa “bola” acorrentada nos pés, como prisioneiros condenados?
Não necessariamente...
O primeiro grande passo é a vontade de se curar. Sem isso, nada feito. Ninguém pode fazer por nós o que não desejamos nós mesmos.
Sabe-se que mesmo fisicamente uma pessoa não pode curar-se sem que haja uma íntima vontade e desejo de se estar curado. Não são os médicos que fazem milagres, eles fazem a parte deles.
Mas o maior trabalho fica por conta da própria pessoa.
Depois... só há um meio de apagar essas cicatrizes que se abrem com frequência: entregar, inteiramente, nossos males nas mãos dAquele que “verdadeiramente tomou sobre si todas as nossas dores”.
Ainda assim não é fácil, pois para entregarmos é necessário tirar uma parte da gente e se desligar dela. E o ser humano não está preparado para isso. Não que ele não queira, mas porque não é mesmo fácil.
É necessário uma enorme força de vontade e um amor profundo por si mesmo e por aqueles que nos amam e querem que estejamos bem.
É necessário tentar esquecer uma página do livro da própria vida, rasgá-la, queimá-la. E depois, é preciso aprender a viver sem essa parte, viver uma vida nova e diferente.
É realmente difícil... mas possível! E possível somente se a própria pessoa se dispõe a isso. É algo pessoal, muito pessoal... pessoal, entre Deus e nós... (Leticia Thompson)

sábado, 5 de maio de 2012

A colheita da vida

Somos agricultores da vida, a princípio vemos a imensidão da terra que temos que cuidar, ficamos olhando e sentindo o quanto teremos que trabalhar diante desta terra.

Muitos de nós não queremos o trabalho de sol a sol, então nos contentamos em apenas jogar algumas sementes ao solo e deixa-las lá.

E desta forma achamos que mais tarde poderemos voltar e fazer uma colheita com muitos frutos.

Mas quando voltarmos para nossa colheita, seremos surpreendidos pelo solo seco e sem nenhum fruto a ser colhido, porque não fizemos o nosso trabalho como deveríamos ter feito.

Por isso, diante do solo e da responsabilidade de cultivarmos este solo, devemos ter a capacidade de semear e cuidar da nossa lavoura, porque desta forma quando voltarmos para a colheita poderemos vivenciar a benção de ter feito o nosso trabalho como agricultores responsáveis que devemos ser.

Encontraremos frutos sólidos e fortalecidos, porque fizemos com responsabilidade a nossa parte no solo da vida; e assim a colheita que teremos nos dará novas sementes para podermos cultivar e cuidar, para que novos frutos possam ser colhidos e distribuídos mais adiante.

Faça o cultivo de sua vida com responsabilidade e dedicação, para que quando voltares para a colheita não seja surpreendido pelo solo infértil e doente pela falta de responsabilidade pelo trabalho da vida.
(Desconheço o autor)

terça-feira, 1 de maio de 2012

"PERDOA AS NOSSAS DÍVIDAS..."

Quando pronunciamos as palavras “perdoa as nossas dividas, assim como perdoamos aos nossos devedores”, não apenas estamos à espera do benefício para o nosso coração e para a nossa consciência, mas estamos igualmente assumindo o compromisso de desculpar os que nos ofendem.
Todos  possuímos a tendência de observar com evasivas os grandes defeitos que existem em nós, reprovando, entretanto, sem exame, pequeninas faltas alheias.
Por isso mesmo Jesus, em nos ensinando a orar, recomendou-nos esquecer qualquer mágoa que alguém nos tenha causado.
Se não oferecermos repouso à mente do próximo, como poderemos aguardar o descanso para  os nossos, pensamentos?
Será justo conservar todo o pão, em nossa casa, deixando a fome aniquilar a residência do vizinho?
A paz é também alimento da alma, e, se desejamos tranqüilidade para nós, não nos esqueçamos do entendimento e da harmonia que devemos aos demais.
Quando pedirmos a tolerância do Pai Celeste em nosso favor, lembremo-nos também de ajudar aos outros com a nossa tolerância.
Auxiliemos sempre.
Se o Senhor pode suportar-nos e perdoar-nos, concedendo-nos constantemente novas e abençoadas oportunidades de retificação, aprendamos, igualmente, a espalhar a compreensão e o amor, em benefício dos que nos cercam. 
Francisco Cândido Xavier.  Pelo Espírito Meimei.

domingo, 29 de abril de 2012

Roberto Carlos - A Namorada

                                        Porque domingo é dia de Nostalgia, de declaração de amor... uma das preferidas do meu maridão...                                                                      

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Dá de ti mesmo

Declaras não possuir dinheiro para auxiliar.
Acreditas que um pouco de papel ou um tanto de metal te substituem o coração?
Esqueces-te, meu filho, de que podes sorrir para o doente e estender a mão ao necessitado?
A flor não traz consigo uma bolsa de ouro e, entretanto, espalha perfume no firmamento.
O céu não exibe chuvas de moedas,
mas enche o mundo de luz.
Quanto pagas pelo ar fresco que, em bafejos amigos,
te visita o quarto pela manhã?
O oxigênio cobra imposto?
Quanto te custa a ternura materna?
As aves cantam gratuitamente.
A fonte que te oferece o banho reconfortador,
não exige mensalidade.
A árvore abre-te os braços acolhedores, repletos
de flor e fruto, sem pedir vintém.
A benção divina, cada noite, conduz o teu pensamento a bendito repouso no sono e não fazes retribuição de espécie alguma. Habitualmente sonhas, jamais colhendo rosas em formoso jardim, junto de companheiros felizes; no entanto, jamais te lembraste de agradecer aos gênios espirituais que te proporcionam venturoso descanso.
A estrela brilha sem pagamento.
O Sol não espera salário.
Por que não aprenderes com a natureza em torno?
Por que não te fazeres mais alegre,
mais comunicativo, mais doce?
Tens a fisionomia seca e ensombrada por faltar-te dinheiro excessivo e reclamas recursos materiais para ser bom, quando a bondade não nasce dos cofres fortes.
Sê irmão do teu irmão, companheiro de teu companheiro, amigo de teu amigo.
Na ciência de amar, resplandece a sabedoria de dar.
Mostra um semblante sereno e otimista, aonde fores.
Estende os braços, alonga o coração, comunica-te com o próximo, através dos fios brilhantes da amizade fiel.
Que importa se alguém te não
entende o gesto de amor?
Que seria de nós, meu filho, se a mão do Senhor
se recolhesse a distância, por temer-nos
a rudeza e a maldade?
Dá de ti mesmo, em toda a parte.
Muito acima do dinheiro,
pairam as tuas mãos amigas e fraternais.

Espírito: Néio Lúcio

(http://blog.forumespirita.net)

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Prece de Agradecimento...

Obigado Senhor por permitires que teus ensinamentos cheguem até nós, seres ainda imperfeitos, de forma tão clara e segura; permitindo que tenhamos teu exemplo de amor, caridade e brandura.

Obrigado Senhor por nos mostrar que temos a tua luz dentro de nós e que podemos utilizá-la para chegar até onde tú estás; que nos guias e nos orientas e que não importa o momento, nunca nos abandonarás.

Obrigado Senhor por nos conscientizar que temos o livre arbítrio e que plantamos hoje as sementes para o nosso futuro; assim como colhemos o plantio de nosso passado, hoje já fruto maduro.


Obrigado Senhor por nós dar a esperança de podermos trabalhar, mesmo que arduamente, para atingirmos um dia a tua perfeição; sem nos iludir com promessas de céus eternos e infernos infinitos, sem o engano do paraíso, sem a mentira da condenação.

Obrigado Senhor por mais esta oportunidade na carne, onde receberemos de acordo com nossas obras e onde temos nova chance de iniciar a nossa caminhada ladeados por pessoas que nos amam e a quem muito amamos; onde temos chances de auxiliar os irmãos que ainda não aprenderam a seguir o teu exemplo e que ainda não conseguem nos amar ou respeitar, onde podemos então nos reconciliar com aqueles que um dia machucamos.


Obrigado Senhor pelos irmãos de ideal e pelos que divergem de nossas idéias, pelas oportunidades de auxilio e trabalho que sempre se apresentam à nossa frente; pelas saudades, pelos amores, pelos sofrimentos e também pelas dores, pela companhia dos entes queridos, que mesmo longe não estão esquecidos.

Obrigado Senhor por nossa querida família, pelo pai, pela mãe, marido, esposa, filho ou filha; irmãos, tios, tias e sobrinhos, por todos os queridos a quem temos imenso carinho.

Obrigado Senhor pela vida, pelo sol, pelo ar, por tudo que nos dás... pela tristeza, pela alegria e, principalmente, pelos ensinamentos tão nossos de cada dia...

Muito Obrigado Senhor.

Leia Mais em: http://www.bomespirito.com/2007/04/150-anos-de-espiritismo.html#ixzz1scP5VQfn
Obrigado pelo carinho e Paz Contigo

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Conduta cristã


(Parte 1)

O Cristo, em nenhuma hipótese, deixou de conviver com as pessoas, mesmo aquelas que eram desprezadas em sua época
 
Na atualidade, há um grupo considerável de pessoas que ainda não descobriram o verdadeiro sentido da vida e, por consequência, vivem por viver, sem qualquer meta moral, uns buscando incessantemente o prazer e o gozo, enquanto outros derrapam no conflito do vazio existencial, que procuram anestesiar com o uso de substâncias entorpecentes, quando não buscam o suicídio direto.

Com o objetivo de nos esclarecer sobre essa questão, o eminente codificador Allan Kardec indaga aos Espíritos superiores acerca do objetivo da encarnação e estes respondem que Deus a impõe com a finalidade de fazer a criatura humana chegar à perfeição (questão 132 d’ O Livro dos Espíritos).

Dessa forma, passamos a entender que a vida no corpo tem um caráter educativo, visando ao progresso intelecto-moral, mas como avaliar se temos efetivamente realizado esse crescimento espiritual?

Allan Kardec, revelando sua pedagogia incomparável, explora esse ponto ao perguntar, na questão 918 d’ O Livro dos Espíritos, sobre os sinais pelos quais se pode aquilatar o progresso real.

Os nobres guias da humanidade ensinam que o Espírito prova sua elevação quando todos os atos de sua vida corpórea compõem a prática da lei de Deus e quando compreende, por antecipação, a vida espiritual.

A segunda parte da resposta refere-se ao progresso intelectual, que é mais fácil de ser concretizado, porquanto basta a leitura para que o aprendizado se faça quase que instantaneamente. As obras espíritas facilitam essa compreensão da vida espiritual, a nos induzir à prática da primeira parte da resposta, que diz respeito ao progresso moral.

Ajustar ou renovar a nossa conduta diária à prática da lei de Deus, cujo mandamento maior é o amor, é o grande desafio de nossas vidas.

O benfeitor espiritual Camilo, por intermédio do médium Raul Teixeira, na obra “Educação e Vivências”, aponta-nos os comportamentos cristãos a serem exercitados nos variados segmentos da vida humana, que decorrerá da nossa autoeducação.

De conteúdo semelhante, temos ainda o livro “Conduta Espírita”, ditado pelo Espírito André Luiz ao médium Waldo Vieira, de forma que neste artigo procuraremos explorar as notáveis lições de ambas as obras, com o escopo de aprimoramento das nossas condutas nas lides diárias, que deverão compor a prática da lei de Deus.

Notaremos que em todas as situações do cotidiano poderemos agir aquém do esperado, dentro dos padrões de normalidade, ou fazendo o extraordinário, a revelar o nosso propósito cristão, tendo Jesus como modelo e guia de nossas vidas.
Na questão ambiental:

Inegavelmente, há Espíritos que reencarnam com relevantes missões no campo da ecologia, a fim de chamar a atenção da criatura humana acerca da importância da preservação da natureza em todos os seus aspectos.

Há indivíduos que despertam em si esse compromisso com a ecologia, mas há aqueles que continuarão a agredir o meio ambiente, jogando dejetos e objetos nos rios e oceanos, atirando papéis e lixos na via pública, emitindo gases e vapores que poluem o ar.

Há atos de grande e pequeno porte que afrontam o equilíbrio ecológico. Será que temos ajudado a conservar a natureza? Será que não temos desperdiçado água potável na hora do banho ou nas limpezas de nossas casas? Será que não jogamos papel na via pública? Temos contribuído para a reciclagem e a reutilização de alguns produtos?

O benfeitor Camilo adverte-nos para os contrassensos havidos nessa área, porque há muitos defensores da ecologia que se intoxicam com bebidas alcoólicas e cigarros, esquecendo que o corpo físico também é obra de Deus e merece todos os cuidados.

Também há aqueles que se abraçam às árvores e aos animais em extinção para evitarem sua destruição, mas são incapazes de abraçar o próximo e, algumas vezes, estão com o relacionamento tumultuado com os pais ou com os irmãos consanguíneos, não tendo coragem de abraçá-los.

Há outros idealistas da ecologia que, movidos por paixões neuróticas, utilizam-se de comportamentos agressivos e chulos (ficam nus, por exemplo) para promover a defesa de seus ideais.

O Espírito de Camilo ainda nos fala da poluição psíquica, porque com os nossos pensamentos de má qualidade (ódio, inveja, comodismo, calúnia, libido descontrolada etc.) impregnamos o ambiente em que estamos com vibrações asquerosas e grosseiras, que interferirão negativamente na vida daqueles que convivem conosco e que entram em sintonia com essas energias deletérias.
Vejamos a responsabilidade que temos no sentido de colaborar para o ambiente psíquico do nosso lar, do local de trabalho, do templo religioso ou de outros que frequentamos.

Por  Alessandro Viana Vieira de Paula
 http://www.forumespirita.net