Compadeces-te dos caídos em moléstia ou desastre, e que apresentam no corpo comovedoras mutilações.
Inclina-te, porém, com igual compaixão para aqueles outros que
comparecem, diante de ti, por acidentados da alma, cujas lesões
dolorosas não aparecem.
Além da posição de necessitados, pelas chagas ocultas de que são
portadores, quase sempre se mostram na feição de companheiros menos
atrativos e desejáveis.
***
Surgem pessoalmente bem-postos, estadeando exigências ou formulando
complicações, no entanto, bastas vezes trazem o coração sob provas
difíceis;
espancam-te a sensibilidade com palavras ferinas, contudo, em vários
lances da experiência, são feixes de nervos destrambelhados que a doença
consome;
revelam-se na condição de amigos, supostos ingratos, que nos deixam em
abandono, nas horas de crise, mas, em muitos casos, são enfermos de
espírito, que se enviscam, inconscientes, nas tramas da obsessão;
acolhem-te o carinho com manifestações de aspereza, todavia, estarão
provavelmente agitados pelo fogo do desespero, lembrando árvores
benfeitoras quando a praga as dizima;
são delinquentes e constrangem-te a profundo desgosto, pelo comportamento incorreto;
no entanto, em múltiplas circunstâncias, são almas nobres tombadas em
tentação, para as quais já existe bastante angústia na cabeça
atormentada que o remorso atenaza e a dor suplicia…
***
Não te digo que aproves o mal sob a alegação de resguardar a bondade.
A retificação permanece na ordem e na segurança da vida, tanto quanto vige o remédio na defesa e sustentação da saúde.
Age, porém, diante dos acidentados da alma, com a prudência e a piedade do enfermo que socorre a contusão, sem alargar a ferida.
***
Restaurar sem destruir.
Emendar sem proscrever.
Não ignorar que os irmãos transviados se encontram encarcerados em
labirintos de sombra, sendo necessário garantir-lhes uma saída adequada.
***
Em qualquer processo de reajuste, recordemos Jesus que, a ensinar
servindo e corrigir amando, declarou não ter vindo à Terra para curar os
sãos.
************
Emmanuel
Chico Xavier
O blog Espaço Livre foi criado com o propósito de compartilhar textos que venham acrescentar algo à vida das pessoas. Alguns escritos por mim, outros copiados, mas sempre identificando a fonte e os autores. Se alguma vez deixar de faze-lo, ou se algum autor se sentir prejudicado, peço que se manifeste para que possa fazer o devido reparo. Meu único propósito é partilhar conhecimento com os irmãos.
terça-feira, 22 de outubro de 2013
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
Fidelidade.
A
gente pode morar numa casa mais ou menos, numa rua mais ou menos, numa
cidade mais ou menos e até ter um governo mais ou menos.
A gente pode dormir numa cama mais ou menos, fazer uma refeição mais ou menos, ter um transporte mais ou menos.
A gente pode olhar em volta e sentir que tudo está mais ou menos.
O
que a gente não pode mesmo, nunca, de jeito nenhum, é amar mais ou
menos, sonhar mais ou menos, ser amigo mais ou menos, namorar mais ou
menos, ter fé mais ou menos e acreditar mais ou menos. Senão corremos o
risco de nos tornar uma pessoa mais ou menos.
A
tônica da mensagem é interessante porque nos chama atenção para uma
realidade muito comum em nossos dias. A realidade da omissão.
No Novo Testamento encontramos esta advertência: Oxalá fosses frio ou quente. Mas porque és morno, nem frio nem quente, estou para vomitar-te de minha boca.
Em outro momento Jesus adverte: Seja o seu falar sim, sim, não, não.
O convite à firmeza, à fidelidade, à definição é claro, pois é dessa forma que evidenciaremos o nosso caráter.
Encontramos na História do Cristianismo um exemplo clássico de omissão, que foi Pilatos.
Ele sabia que Jesus era inocente. Isso fica claro quando apresenta Jesus ao povo e diz: Eu o estou trazendo para fora, diante de vós, para que saibais que não encontro nele nenhum crime.
No
entanto, quando percebeu que seu cargo, seu prestígio diante de César e
sua posição estavam em risco, entregou Jesus para ser crucificado.
Pilatos não foi fiel nem à sua própria verdade.
Encontramos também um exemplo de firmeza e fidelidade no grande Apóstolo dos gentios, Paulo de Tarso.
Ele defendeu a mensagem do Cristo mesmo sob pedradas, injúrias e a pecha de louco.
Perdeu
o cargo no Sinédrio, perdeu os amigos, perdeu a herança e o respeito de
seu pai, mas jamais se mostrou morno ou se colocou na cômoda posição de
ficar em cima do muro.
A proposta desta mensagem é justamente a de que podemos aceitar o mais ou menos nas coisas, mas de forma alguma em nossa maneira de sentir ou de nos posicionar diante da vida.
Nossas verdades devem ser defendidas com coragem e fidelidade. Nossa posição deve ser bem definida, embora ficar em cima do muro ou lavar as mãos, seja mais confortável.
Em
vários momentos do nosso dia estamos sendo convocados a assumir uma
posição. Seja numa reunião de trabalho, numa assembleia do condomínio ou
numa simples reunião familiar.
Infelizmente,
é nesses momentos que muitos preferem se omitir para ficar bem com
todos, em vez de expor seu ponto de vista com firmeza e ajudar na
solução dos problemas.
Esse ato de covardia é repugnante e é por esse motivo que encontramos a expressão evangélica: Mas porque és morno, nem frio nem quente, estou para vomitar-te de minha boca.
Por essa razão, vale a pena ser fiel em todos os momentos da nossa vida, sem omissão, nem negação da verdade.
* * *
Ser fiel no pouco nos fortalece para ser fiel nas grandes decisões.
Assim,
a fidelidade é uma virtude que deve ser cultivada em todos os momentos e
em todas as situações, com firmeza e determinação.
Pense nisso!
Redação do Momento Espírita, com base em mensagem
de autoria ignorada e no livro bíblico Apocalipse, cap. 3: 14 e
15.Disponível no cd Momento Espírita, Coletânea v. 8/9 e
no livro Momento Espírita, v. 5, ed. Fep.Em 09.03.2012.
de autoria ignorada e no livro bíblico Apocalipse, cap. 3: 14 e
15.Disponível no cd Momento Espírita, Coletânea v. 8/9 e
no livro Momento Espírita, v. 5, ed. Fep.Em 09.03.2012.
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
Meus queridos médicos, aquele abraço!
Por Cristóvam Aguiar
Todo brasileiro é um médico. Todo mundo
conhece uma receita que é “batata” para curar enxaqueca, pé de atleta, dor na
coluna, dor de cabeça, dor de corno ou dor de cotovelo. Quantas vezes me
apanhei receitando mezinhas para amigos médicos, que pacientemente escutaram
este paciente metido a médico? Perdi a conta. Mas eles sabem que, quando o
“bicho pega”, vamos bater às portas dos seus consultórios, e com a cara mais
limpa desse mundo.
Mas ser médico é isso aí. Paciência,
compreensão, amor ao próximo, renuncia, e saco, muito saco, para aturar as
intolerâncias, incompreensões e nervosismos dos seus nada pacientes clientes. É
verdade que muitos não honram o juramento feito na formatura, mas hoje não é
dia de criticar, e sim de elogiar e homenagear a estes anjos vestidos de
branco, que nos aparecem nas horas mais difíceis, com um estetoscópio ao
pescoço e uma maleta à mão, trazendo alívio para nossas dores.
Às
vezes eles são chatos. Parece até que sentem um certo prazer em nos proibir de
fazer e comer as coisas que mais gostamos. E só de birra, a gente faz o que não
deve e come o que não pode. Nesse caso, quando a gente não morre, lá vem o
médico, pacientemente, tentar consertar as merdas que fizemos a nós mesmos. Rapaz!
Vou confessar. Se eu fosse um médico, eu consertava o teimoso, mas tirava o
maior sarro da cara dele: “Tu viu sacana. Eu não avisei? Agora fica aí de
molho, com essa cara de santa puta, chamando por Deus. Quando ficar bom, se
ficar, vai fazer tudo outra vez”. Ah! Eu ia tripudiar.
Existem
dois profissionais para os quais não se deve mentir. Advogados e médicos. Até
porque, ele vai se nortear pelas informações que lhes dermos, para poder nos
defender e tratar corretamente. Se a gente mente e a zorra dá errado, a gente
acaba preso ou morto, o que reduz muito as nossas chances de fazer uma reclamação.
Eu
fico imaginando: O cara passa cinco anos alisando banco de universidade, faz
residência, pós graduação, especialização, não para nunca de estudar, para
poder curar doenças. Aí chego eu, um zé mané, que não sabe nem usar um
termômetro, e questiono o diagnóstico do médico. É muita cara de pau. Eu sei.
Mas vou agir exatamente assim na primeira oportunidade. Fazer o que? Parece que
faz parte da natureza humana.
Os
médicos sabem disso. Por isso nos aturam. Preocupam-se com o nosso bem estar, a
nossa saúde. E pra encerrar esse papo, eu vou contar uma história que ilustra
bem essa preocupação, essa abnegação que os verdadeiros médicos têm pelos seus
pacientes:
Um
médico amigo meu, me contou que estava de plantão no HDPA, e no final da tarde,
quando já estava esperando o colega que o substituiria para o plantão da noite,
começaram a chegar no pronto socorro, as vítimas de um acidente. Ele começou a
atender. E tome sutura, algodão, esparadrapo, gesso, tipoia, e nada do colega
chegar. Entrou pela noite e ele lá, atendendo aos feridos.
Entre
as vítimas, havia um cidadão que apresentava um furo na região glútea, um pouco
acima do orifício anal. Ele limpou o ferimento, colocou medicamento e costurou.
Já tarde da noite, cansado, exausto mesmo, foi para casa. Já deitado em sua
cama, ele lembrou do paciente, e de tão cansado, ficou na incerteza sobre se
havia costurado o buraco certo. “Será que eu costurei o fi-ó-fó do cara”? –
Pensava ele.
Não
conseguiu dormir com aquela preocupação. Levantou-se, pegou o carro e voltou
para o hospital. Só depois de conferir se tinha costurado o buraco certo,
voltou para casa e pode dormir em paz, com a sensação gostosa do dever
cumprido.
Assim
são os médicos.
Aproveitem
bem o seu Dia!
Meu compadre Wilton
![]() |
| Dr. Wilton e Arlete com a família no batizado de Lia |
Me aproximei de Dr. Wilton Lima
quando ele passou a frequentar o Bar do Vital, na Kalilândia. Na época, ele era
o único além de mim que ia ao bar acompanhado da esposa. Surgiu logo uma
afinidade e uma amizade, principalmente entre Maura e Arlete. As duas ficavam
conversando enquanto a gente jogava dominó e conversa fora com os marmanjos.
Certa época eu me encontrava fora do
jornalismo e, para sustentar a família, resolvi fazer algo que eu conhecia bem.
Fui vender leite de porta em porta. Wilton era um dos meus clientes. Um dia, saí
de casa preocupado, pois minha filha Lia estava com febre e vômitos. De um
orelhão liguei para casa para saber como ela estava e o quadro não havia mudado
e preocupava.
Pouco depois cheguei à casa de Wilton
para entregar o leite e falei com Arlete sobre a situação, pedindo a ela que
conversasse com Wilton para que ele me orientasse, pois eu só teria tempo à
tarde, para levar lia para receber atendimento médico. Ele fez mais. Foi
pessoalmente ao nosso apartamento e medicou minha filha. Quando cheguei em casa
ela já estava bem melhor.
Isso fortaleceu nossa amizade e eu
passei a ver nele alguém como eu, sempre disposto a auxiliar os amigos e até a
estranhos. Lia cresceu aprendendo a ser grata e gostar do casal Wilton/Arlete,
e foi ela quem os escolheu para ser seus padrinhos, e assim nos tornamos
compadres.
Longe de mim contestar os desígnios
de Deus, mas não aceitei de bom grado as provações pelas quais o casal passou.
Primeiro perderam o filho, num acidente. Mas o golpe maior viria mais tarde,
quando ele foi traído por colegas que ele tinha como amigos, o que culminou com
a sua demissão do Clériston Andrade, pagando por uma culpa que ele não tinha.
Ele sequer estava no hospital quando ocorreu o fato que culminou com a sua
demissão. E nenhum dos colegas envolvidos o defendeu, e mesmo os que juntamente
foram acusados (e estavam no hospital no dia fatídico), foram afastados
temporariamente e depois retornaram às suas funções. Pagou o justo pelos
pecadores.
Daquele dia em diante Wilton nunca
mais foi o mesmo homem. Entristeceu e se recolheu, deixando de frequentar os
lugares que costumava ir, limitando-se a se deslocar de casa para o trabalho e
vice versa. Adoeceu, convalesceu e faleceu entre seus familiares.
Resta-me a saudade e a certeza, como
cristão, de que seu sofrimento não foi em vão e que sua alma cresceu e brilha
cada vez mais em alguma morada do Senhor.
Dr. Wilton Lima, uma vida simples e cheia de amor
Wilton José Tavares Lima nasceu no dia
18 de dezembro de 1948, em Nazaré das Farinhas. Filho de Hugo Lima (alfaiate) e
Zaira Tavares Lima. Aos 14 anos veio morar em Feira de Santana, onde concluiu
os estudos. Sempre teve o desejo de estudar Medicina. Prestou vestibular na
Escola de Medicina da Universidade Católica do Salvador, e em 03 de dezembro de
1974 se formou médico. Em 1975 foi para o Rio de Janeiro fazer especialização
em Gastrenterologia na Rio Clínica, onde surgiram várias oportunidades de
trabalho, mas, sempre quis se firmar em Feira de Santana, para onde retornou em
1976, e montou consultório no Edifício Zé Domingos.
Neste mesmo ano ingressou nos quadros da
Prefeitura Municipal e começou a trabalhar como médico em um Posto de Saúde, no
bairro Caseb, hoje Unidade Básica de Saúde Nossa Senhora de Fátima. Também em
1976 começou a trabalhar para o Sindicato dos Empregados do Comércio de Feira
de Santana e no Hospital Dom Pedro Alcântara. Já em 1983 iniciou no Hospital
Regional Clériston Andrade.
Casou-se em 1977 com Arlete Andrade
Lima com quem teve quatro filhos (Felipe (falecido), Fernanda, Flávia e
Kamila). Durante toda sua vida mostrou ser um homem caridoso, que teve a
simplicidade como sua marca. Faleceu no dia 29 de maio deste ano de 2013,
deixando muitas lições. Bom filho, bom marido, bom pai e bom amigo. Todos que
conviveram com ele são unânimes em afirmar. Convidadas a falar sobre o pai, as
suas filhas escreveram:
“Nosso Pai
Agradecemos imensamente a Deus por ter
nos presenteado e dado o privilégio de sermos filhas de um homem admirável, de
um caráter sem igual, de um amor incondicional, um ser humano como poucos.
Com o nosso pai aprendemos a respeitar,
ser honestas, aprendemos que o amor pode transformar. Muitos falam do amor de mãe que é diferente,
maior para muitos, mas nunca pensamos assim, pois sempre fomos amadas por todos
lados. Temos uma mãe/pai e tivemos um pai/mãe, nunca soubemos distinguir a
diferença desse amor que dizem existir.
Tivemos um pai que nos colocava no colo
mesmo já adultas, e enxugava nossas lagrimas “como só uma mãe faz”, um amigo
com quem sempre pudemos contar, um herói que nos fazia sentir seguras, um pai
que depositou em sua esposa e filhos todos os seus sonhos, que dedicou todos os
seus dias à nos fazer felizes, um homem que abriu mão de muitas coisas, de
riquezas até, simplesmente por se contentar em estar em casa com esposa,
filhos, netos, genros “debaixo de suas asas” como dizia.
Uma pessoa que encontrou a felicidade em
amar e é muito amado, pois a sua morte não o tirou de dentro dos nossos
corações. Todos os dias, até o ultimo dia de sua vida, dissemos e ouvimos: Eu
te amo!
Durante o processo de tratamento o nosso
pai continuou nos surpreendendo, nos ensinando, nos dando lições de vida. A
saudade nos faz chorar... mas, sorrir ao conversarmos e falarmos dele, pois o
nosso pai foi o nosso orgulho”.
Anjos da guarda
Esta mensagem é dirigida à todos os profissionais médicos que honram o juramento de Hipócrates.
Há médicos do corpo e "médicos da alma". Felizes são aqueles que conseguem reunir as duas profissões. Aqui deixo essa homenagem para estes profissionais representados por Dr. Outran Borges e Dra. Célia Maria Carneiro. A quem costumo chamar de anjos da guarda.
Que dia especial... Deve ser por isto que sinto a luminosidade maior do
sol, Com certeza é Deus abençoando tão amorosa e digna profissão. Suas
incansáveis horas de dedicação, de carinho, de atenção, a cada um de
seus pacientes, que trazem dentro do coração Seu nome escrito com letras
douradas. Chega a ser difícil conseguir as palavras certas, Para
traduzir o agradecimento que você merece. Querido (a) doutor (a) que
brilho interior emana de ti, sua competência, sabedoria o (a) torna um
ser iluminado. Estou feliz por ser hoje o seu dia, És como um (a) grande
sábio(a), Possuis a paciência necessária, Nunca desacreditando no
potencial de cada um. Parabéns pelo seu dia, As suas vitórias e
conquistas são contadas Pelos sorriso nos rostos daqueles Que recuperam o
prazer da vida, Através da sua habilidade, intuição, Deus te mostra
benevolente com todos nós. Que o Senhor o(a) ilumine E continues sempre
com esse exemplo de luta e coragem, dignos de serem seguidos. Com
certeza é uma simples homenagem que faço a alguém tão especial E
merecedor(a) de todo nosso respeito. Que Deus continue abençoando seus
caminhos, obrigada por tudo!
Há médicos do corpo e "médicos da alma". Felizes são aqueles que conseguem reunir as duas profissões. Aqui deixo essa homenagem para estes profissionais representados por Dr. Outran Borges e Dra. Célia Maria Carneiro. A quem costumo chamar de anjos da guarda.
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
Soneto de Fidelidade
De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Vinicius de Moraes
terça-feira, 15 de outubro de 2013
Dor e Coragem
Na Terra todos temos inimigos. Todos, sem exceção. Até Jesus os teve.
Mas isso não é importante. Importante é não ser inimigo de ninguém,
tendo dentro da alma a dúlcida presença do incomparável Rabi,
compreendendo que o nosso sentido psicológico é o de amar
indefinidamente.
Estamos no processo da reencarnação para sublimar os sentimentos. Por
necessidade da própria vida, a dor faz parte da jornada que nos levará
ao triunfo.
É inevitável que experimentemos lágrimas e aflições. Mas elas constituem refrigério para os momentos de desafio. Filhos da alma, filhos do coração!
O Mestre Divino necessita de nós na razão direta em que necessitamos dEle. Não permitamos que se nos aloje no sentimento a presença famigerada da vingança ou dos seus áulicos: o ressentimento, o desejo de desforçar-se, as heranças macabras do egoísmo, da presunção, do narcisismo. Todos somos frágeis. Todos atravessamos os picos da glória mas, também, os abismos da dor.
Mantenhamos-nos vinculados a Jesus. Ele disse que o Seu fardo é leve, o Seu jugo é suave. Como nos julga Jesus? Julga-nos através da misericórdia e da compaixão.
…E o Seu fardo é o esforço que devemos empreender para encontrar a plenitude.
Ide de retorno a vossos lares e levai no recôndito dos vossos corações a palavra libertadora do amor. Nunca revidar mal por mal. A qualquer ofensa, o perdão. A qualquer desafio, a dedicação fraternal. O Mestre espera que contribuamos em favor do mundo melhor, com um sorriso gentil, uma palavra amiga, um aperto de mão.
Há tanta dor no mundo, tanta balbúrdia para esconder a dor, tanta violência gerando a dor, que é resultado das dores íntimas.
Eis que Eu vos mando como ovelhas mansas ao meio de lobos rapaces, disse Jesus. Mas virá um dia, completamos nós outros, que a ovelha e o lobo beberão a mesma água do córrego, juntos, sem agressividade.
Nos dias em que o amor enflorescer no coração da Humanidade, então, não haverá abismo, nem sofrimento, nem ignorância, porque a paz que vem do conhecimento da Verdade tomará conta de nossas vidas e a plenitude nos estabelecerá o Reino dos Céus.
Que o Senhor vos abençoe , filhas e filhos do coração, são os votos do servidor humílimo e paternal, em nome dos Espíritos-espíritas que aqui estão participando deste encontro de fraternidade.
Muita paz, meus filhos, são os votos do velho amigo.
É inevitável que experimentemos lágrimas e aflições. Mas elas constituem refrigério para os momentos de desafio. Filhos da alma, filhos do coração!
O Mestre Divino necessita de nós na razão direta em que necessitamos dEle. Não permitamos que se nos aloje no sentimento a presença famigerada da vingança ou dos seus áulicos: o ressentimento, o desejo de desforçar-se, as heranças macabras do egoísmo, da presunção, do narcisismo. Todos somos frágeis. Todos atravessamos os picos da glória mas, também, os abismos da dor.
Mantenhamos-nos vinculados a Jesus. Ele disse que o Seu fardo é leve, o Seu jugo é suave. Como nos julga Jesus? Julga-nos através da misericórdia e da compaixão.
…E o Seu fardo é o esforço que devemos empreender para encontrar a plenitude.
Ide de retorno a vossos lares e levai no recôndito dos vossos corações a palavra libertadora do amor. Nunca revidar mal por mal. A qualquer ofensa, o perdão. A qualquer desafio, a dedicação fraternal. O Mestre espera que contribuamos em favor do mundo melhor, com um sorriso gentil, uma palavra amiga, um aperto de mão.
Há tanta dor no mundo, tanta balbúrdia para esconder a dor, tanta violência gerando a dor, que é resultado das dores íntimas.
Eis que Eu vos mando como ovelhas mansas ao meio de lobos rapaces, disse Jesus. Mas virá um dia, completamos nós outros, que a ovelha e o lobo beberão a mesma água do córrego, juntos, sem agressividade.
Nos dias em que o amor enflorescer no coração da Humanidade, então, não haverá abismo, nem sofrimento, nem ignorância, porque a paz que vem do conhecimento da Verdade tomará conta de nossas vidas e a plenitude nos estabelecerá o Reino dos Céus.
Que o Senhor vos abençoe , filhas e filhos do coração, são os votos do servidor humílimo e paternal, em nome dos Espíritos-espíritas que aqui estão participando deste encontro de fraternidade.
Muita paz, meus filhos, são os votos do velho amigo.
Divaldo Pereira Franco pelo Espírito Bezerra de Menezes
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
A salutar influência da doença
Foi
Léon Denis quem disse que a dor é lei de equilíbrio e educação. Planeta de
provas e expiações, a Terra oferece-nos exemplos inumeráveis de pessoas que
enfrentam a dor em seus múltiplos aspectos. A dor da perda de um filho, a dor
da separação de quem se transfere para longe, a dor advinda de uma enfermidade
pertinaz... A forma é bem variada, mas isso não importa, porque, seja de uma
forma ou de outra, a dor é partilhada por quase todo mundo.
Na
obra “E a Vida Continua”, psicografada por Chico Xavier, André Luiz fala-nos
sobre a dor em uma de suas facetas e nos mostra como a doença tem o condão de
mudar o rumo de nossas preocupações. A obra relata as experiências vividas
pelos personagens centrais da história, Evelina Serpa e Ernesto Fantini, que
padeciam da mesma enfermidade.
Num encontro que tivera com Evelina, dias antes da cirurgia que os levaria à desencarnação, Ernesto declarou-lhe: "Antes da moléstia, reconhecia-me seguro da vida. Comandava os acontecimentos, nem sabia, ao menos, da existência desse ou daquele órgão no meu corpo. Entretanto, um tumor na suprarrenal não é uma pedra no sapato. Tem qualquer coisa de um fantasma anunciando contratempos e obrigando-me a pensar, raciocinar, discernir..."
Com efeito, muitas pessoas só despertam para as realidades espirituais quando enfrentam situações parecidas com a do casal. A enfermidade de tratamento difícil e cura incerta faz com que vejamos as coisas da Terra com outros olhos.
Da preocupação de Ernesto Fantini surgiu-lhe a curiosidade por assuntos relacionados com a vida espiritual e à possibilidade do intercâmbio entre nós e os Espíritos. O tema o absorvia de tal modo que Fantini não conseguia agora furtar-se à sede de estudo.
No tocante ao assunto morte, que discutiram em seguida, ele revelou não temê-la tanto, mas Evelina admitiu que não a desejava, informando que, em face da enfermidade, estava vivendo mais cuidadosa e harmonizada com os deveres religiosos.
A conversação entre eles prosseguiu franca e respeitosa por mais algum tempo, até que se despediram, voltando a encontrar-se semanas depois, não no plano terrestre, mas no mundo espiritual que nos aguarda a todos, visto que não resistiram ante a virulência da doença que os havia acometido.
Casos assim são muito mais comuns do que se pensa e seria muito bom que as pessoas, certas da transitoriedade da vida, não tivessem de esperar a proximidade da morte para cuidar das coisas do espírito, cumprindo desde cedo, a partir mesmo da juventude, a parte que lhes toca na obra da Criação, como nos é dito na questão 132 d´O Livro dos Espíritos, sem transferir para o futuro tarefas que podem muito bem ser realizadas ou iniciadas na presente existência.
Editoria l- O Consolador
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